Ajufe repudia crítica a juíza que escalonou abertura do comércio no DF

    Ao comentar a sentença, governador afirmou que "a juíza não tem competência técnica para tratar deste assunto"

    Por MANOELA ALCÂNTARA

    A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) repudiou, por meio de nota, declarações do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), dadas na sexta-feira (15/05). Em documento divulgado neste domingo (17/05), a entidade considera que o chefe do Executivo local fez “ataques indevidos à juíza federal Katia Balbino devido à decisão dela sobre a reabertura escalonada do comércio na capital”.

    Na sexta-feira, a juíza titular da 3ª Vara Federal Cível do DF escalonou a volta do comércio e de serviços, com intervalo de 15 dias entre um setor e outro. Desde o fim de março, lojas, empreendimentos, escolas e uma série de outros serviços estão fechados, por força de decretos do GDF, para tentar conter a pandemia de coronavírus.

    Ao anunciar que pretendia recorrer da decisão, Ibaneis Rocha declarou: “A juíza não tem competência técnica para tratar deste assunto. De onde a magistrada tirou que estaremos seguros para voltar com todas as atividades em 45 dias? Ao estabelecer regras de retorno sem nenhuma base científica, ela está colocando a população em risco, ou dá para prever que vai estar tudo bem daqui a 45 dias?”, disse Ibaneis.

    À coluna Grande Angular, do Metrópoleso governador do Distrito Federal ressaltou na ocasião que, se preciso fosse, iria até ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de cassar a decisão da juíza federal.

    Documentações do GDF

    Ao repudiar as declarações de Ibaneis, a Ajufe disse que é preciso esclarecer o embasamento usado pela juíza para tomar a decisão. “Ela tem como base farta documentação e informações fornecidas por técnicos do GDF. O cronograma de abertura progressiva do comércio em 45 dias, criticado publicamente pelo governador, foi apresentado por meio de uma Nota Técnica da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan)”, diz o documento.

    Assim, a Ajufe considera, na nota divulgada neste domingo, que a mensagem do chefe do Poder Executivo local para a população, “de que a Justiça Federal está invadindo competências, não observa que a decisão mantém a prerrogativa do próprio governador para reverter ou postergar qualquer medida de flexibilização, bem como respeita a sua responsabilidade pela elaboração dos protocolos sanitários”.

    Matéria publicada em: https://www.metropoles.com/distrito-federal/ajufe-repudia-critica-a-juiza-que-escalonou-abertura-do-comercio-no-df

    Fórum de Direitos Humanos começa nesta quinta com debates virtuais

    Segunda edição do evento, promovido pela Associação dos Juízes Federais do Brasil, vai até 5 de junho e terá transmissão ao vivo

    Justiça Federal suspende reabertura de atividades não essenciais no DF

    Decreto do GDF, divulgado no último sábado (2/5), previa volta do comércio para a próxima segunda-feira (11/5)

     
    A Justiça Federal suspendeu a reabertura das atividades não essenciais no Distrito Federal enquanto durar o estado de emergência de saúde pública, devido a pandemia do novo coronavírus. No último sábado (2/5), o governador Ibaneis Rocha (MDB) oficializou o fechamento dos comércios até o próximo domingo (10/5), considerando a volta das atividades na segunda-feira (11/5). No entanto, com a ação do Ministério Público Federal (MPF), do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o retorno será adiado.
     
    A decisão é assinada pela juíza titular da 3ª Vara Federal Cível, Kátia Balbino de Carvalho Ferreira. “Ante o exposto, concedo em parte a tutela de urgência para, por ora, apenas suspender qualquer ampliação do funcionamento de outras atividades que se encontram suspensa até novo pronunciamento deste juíza”, diz o texto. 
     

    Lockdown 

    Além disso, a Justiça Federal ressalta que é imprescindível considerar sempre a transparência das informações e a segurança de todos, permitindo que cada um exerça seu papel de forma dinâmica, como o momento exige. “Que o medo não nos paralise, mas que a falta de observância do princípio da precaução não nos leve ao arrependimento e a dores pelas quais tem passado, notadamente, as populações dos estados do Amazonas, Ceará, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo”, diz parte da decisão. 
     
    Na próxima quinta-feira (7/5), às 10h, o Poder Judiciária fará uma visita à sala de situação do Palácio do Buriti, onde o GDF deverá apresentar dados complementares referentes ao planejamento da retomada, com datas por bloco de atividades e regras sanitárias para diferentes ramos.
     
    Entre as exigências estão o número de leitos da rede pública e privada, normais e de UTIs, disponíveis e prontos para receber pacientes com Covid-19, com detalhamento de equipamentos disponíveis.
     
    "A juíza ratificou nossas atitudes durante a pandemia e marcou uma visita ao Buriti para verificar o centro de operações e conhecer nosso decreto de liberação do comércio", disse o governador Ibaneis Rocha.
     
     

    Veja a repercussão na imprensa da nota em apoio ao ministro Alexandre de Moraes

    Acompanhe a repercussão na imprensa da nota pública da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) em apoio ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

     

    Jornal Hoje - Bolsonaro diz que decisão de Moraes foi 'política' e que vai recorrer https://bit.ly/2yfHdf9

    Estadão - Juízes federais reagem a Bolsonaro por ataques a Alexandre https://bit.ly/2Wcby6y

    Estadão - Ministros do STF criticam ataque de Bolsonaro a Alexandre de Moraes https://bit.ly/2WcHYhc

    O Globo - Após críticas de Bolsonaro a Alexandre de Moraes, associação de juízes diz que 'ofensas pessoais' a magistrados são 'inadmissíveis' https://glo.bo/3d3OLQW

    O Antagonista - "Inadmissível", diz Ajufe sobre ataques a Alexandre de Moraes https://bit.ly/2Sjsjvi

    Correio Braziliense - Associação de juízes federais repudia crítica de Bolsonaro à decisão do STF https://bit.ly/2YkSVjf

    Valor - Associação de juízes repudia fala de Bolsonaro sobre decisão de Moraes https://glo.bo/2SqJSd4

    Gazeta do Povo - Sem citar Bolsonaro, associação de juízes manifesta “repúdio” a críticas a Alexandre de Moraes https://bit.ly/2Sn3M8J

    UOL/Reuters - Após ataque de Bolsonaro, Moraes é defendido por colegas do STF https://bit.ly/2YlN4KP

    Jovem Pan - Ajufe: ‘Inadmissível que magistrados sejam alvos de ofensas pessoais’ https://bit.ly/2YsaJce

    O Tempo/Estadão - Juízes federais reagem a Bolsonaro por ataques a Alexandre de Moraes https://bit.ly/3fgrrBE

    Jornal de Brasília/Estadão - Ministros do STF criticam ataque de Bolsonaro a Alexandre de Moraes https://bit.ly/2SleDQk

    Metrópoles/Estadão - Juízes federais reagem a Bolsonaro por ataques a Alexandre de Moraes https://bit.ly/3f5QQxz

    Brasil 247/Reuters - Ministros do STF saem em defesa Moraes contra ataques de Bolsonaro https://bit.ly/2YmOFjA

    Rádio Guaíba - Ajufe emite nota de repúdio a declarações de Bolsonaro contra Alexandre de Moraes https://bit.ly/2SnhQiw

    Crusoé - Associação de Juízes sai em defesa de Moraes: ofensas são 'inadmissíveis' https://bit.ly/2y5UrLL

    Conjur - Comunidade jurídica reage ao ataque de Bolsonaro a Alexandre de Moraes https://bit.ly/3f8ufAr

    AJUFE na Imprensa - Jornal Hoje

    Assista à manifestação da Associação dos Juízes Federais do Brasil no Jornal Hoje, da Rede Globo, nesta quinta-feira (30), em relação às últimas declarações de autoridades públicas contra a decisão do Ministro do STF, Alexandre de Moraes, que suspendeu a nomeação e posse de Alexandre Ramagem Rodrigues para o cargo de Diretor-Geral da Polícia Federal. Em nota pública, a Ajufe manifestou total repúdio aos ataques contra o Judiciário. Acompanhe!

     

     

    Repercussão na imprensa da saída do ex-ministro Sergio Moro

    Veja a repercussão na imprensa da saída do ex-ministro Sergio Moro, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. _(Atualizado em 27.04.20)_

     

    CNN Brasil - Ajufe: Polícia Federal precisa de autonomia para trabalhar (https://bit.ly/35bx3Is)

    Jornal Nacional - Mensagens apresentadas por Moro ao JN provocam reações no meio jurídico e político (https://glo.bo/3cQlE3v)

    G1 - Políticos e representantes do meio jurídico repercutem mensagens mostradas por Moro; veja frases (https://glo.bo/359LA7w)

    CONJUR - Em defesa da constitucionalidade do juiz das garantias (https://bit.ly/2W16kKF)

    Estadão - Após ato por ditadura que Bolsonaro prestigiou, juízes avisam que ‘não admitirão qualquer retrocesso institucional’ (https://bit.ly/3eV8AvB)

    O GLOBO - Entidades lamentam saída de Moro e avaliam se Bolsonaro cometeu crimes (https://glo.bo/3bI5QzP)

    Metrópoles - Entidades de juízes elogiam trabalho de Moro à frente da Justiça (https://bit.ly/3bFVHna)

    CONJUR - Comunidade jurídica reage a renúncia de Moro do Ministério da Justiça (https://bit.ly/3bTEu9K)

    O Antagonista - “Muito ruim para o Brasil”, diz Ajufe sobre pressões políticas sobre a PF (https://bit.ly/2SdTbNf)

    The Brazilian Report - Sergio Moro resigns as Justice Minister and goes out swinging (https://bit.ly/2zAF667)

    G1 - Saiba o que personalidades do meio político e jurídico disseram sobre a saída de Moro do governo (https://glo.bo/3528f5P)

    FOLHA S.PAULO - Parlamentares, ministro do STF e entidades criticam saída de Moro; veja repercussão (https://bit.ly/3bz4tmQ)

    Metrópoles - Entidades de juízes elogiam trabalho de Moro à frente da Justiça (https://bit.ly/3bFVHna)

    Midiamax - Presidente da Ajufe se diz preocupado com ‘pressões políticas’ apontadas por Moro na PF (https://bit.ly/3azTl7W)

    O Antagonista - "Muito ruim para o Brasil", diz Ajufe sobre pressões políticas sobre a PF (https://bit.ly/3cLpB9L)

    Migalhas - Autoridades repercutem saída de Moro do governo (https://bit.ly/3azsqco)

    Jovem Pan - Ajufe: ‘Preocupa a tentativa de pressões políticas na autonomia da PF” (https://bit.ly/351E9iQ)

    Manaus Alerta - Comunidade jurídica reage a renúncia de Moro do Ministério da Justiça (https://bit.ly/3537l93)

    Portal do Holanda - Ministros do STF elogiam Moro e presidente da OAB considera grave declarações contra Bolsonaro (https://bit.ly/2zsTqO0)

    LIVE AJUFE/AGU - Veja repercussão na mídia

    CNN
    Por Gabriela Coelho

    AGU sobre decisão do STF sobre restrições: sensata, mas não adequada

    O advogado-geral da União, André Mendonça, disse nesta sexta-feira (17) que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de liberar governadores e prefeitos para decretar isolamento na pandemia foi “sensata, mas talvez o meio e o caminho adequado não seja esse.”

    No dia 15, por unanimidade, o Supremo declarou que governadores e prefeitos têm poderes para baixar medidas restritivas no combate ao novo coronavírus em seus territórios. Eles podem determinar temporariamente o isolamento, a quarentena, o fechamento do comércio e a restrição de locomoção por portos e rodovias. Os ministros concordaram que governo federal também pode tomar medidas para conter a pandemia, mas em casos de abrangência nacional.“Há boas e más decisões locais. E se o prefeito for diferente. Como fica o controle. São mais de 5.000 municípios, como será o controle. Os poderes centralizados vão demorar a perceber o equívoco”, disse Mendonça, ao participar de uma live com o presidente da Associação de Juízes Federais, Fernando Mendes. Veja em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/2020/04/17/agu-sobre-decisao-do-stf-sobre-restricoes-sensata-mas-nao-adequada


    VALOR ECONÔMICO
    Por Murillo Camarotto

    AGU quer fundo para concentrar recursos da Justiça ao combate da pandemia
    A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou a publicação de uma medida provisória para viabilizar a criação de um fundo que irá centralizar todos os recursos que estão sendo enviados por órgãos da Justiça para o combate à pandemia do coronavírus. Veja em: https://valor.globo.com/politica/noticia/2020/04/17/agu-quer-fundo-para-concentrar-recursos-da-justica-ao-combate-da-pandemia.ghtml

    O ANTAGONISTA

    AGU defende peso maior do governo federal nas decisões sobre isolamento
    O advogado-geral da União, André Mendonça, defendeu hoje maior peso do governo federal nas decisões sobre isolamento, ao contrário do que decidiu nesta semana o STF. Leia em: https://www.oantagonista.com/brasil/agu-defende-peso-maior-do-governo-federal-nas-decisoes-sobre-isolamento/

    O GLOBO
    Por Aguirre Talento

    AGU volta a defender que decisões do governo federal sobre isolamento tenham mais força que estados e municípios

    O ministro manifestou sua opinião durante uma conversa com o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Fernando Mendes. Leia em: https://oglobo.globo.com/brasil/agu-volta-defender-que-decisoes-do-governo-federal-sobre-isolamento-tenham-mais-forca-que-estados-municipios-1-24378094


    JOVEM PAN

     

    Toffoli elogia atuação dos poderes no combate ao coronavírus

    Em numa outra live organizada pela Associação dos Juízes Federais, o advogado-geral da união, André Luiz Mendonça, disse que a decisão do STF se trata de uma jurisprudência em construção.

    Para ele, por se tratar de uma questão de calamidade pública, é preciso haver uma coordenação nacional para que prevaleça a voz da esfera federal. Veja em: https://jovempan.com.br/programas/jornal-da-manha/toffoli-elogia-atuacao-dos-poderes-no-combate-ao-coronavirus.html

     

     

    Repercussão da Nota Pública (19/04/20) na Imprensa

    ESTADÃO
    Por Pepita Ortega e Fausto Macedo


    Após ato por ditadura que Bolsonaro prestigiou, juízes avisam que ‘não admitirão qualquer retrocesso institucional’

    Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e outras cinco entidades da magistratura federal pediram união das autoridades públicas, 'evitando polêmicas desnecessárias que possam gerar sérias crises institucionais'; Associação dos Magistrados Brasileiros também repudiou as manifestações contra o Supremo Tribunal Federal, a Câmara e o Senado, 'além de outras medidas ilegais e que agridem a Constituição Federal'. Leia mais em: https://bit.ly/2yqaHqy


    FOLHA DE S. PAULO
    Por Fábio Fabrini

    Maia, Doria, FHC, OAB e ministros do STF condenam ato com Bolsonaro; veja repercussão

    Leia em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/04/nao-temos-tempo-a-perder-com-retoricas-golpistas-diz-rodrigo-maia-sobre-bolsonaro.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa


    CONJUR

    Bolsonaro participa de manifestação pró-regime militar; autoridades repudiam

    A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e demais associações  representativas da magistratura federal também repudiaram o ato em uma nota conjunta. 
    "A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e as demais associações abaixo-assinadas, representativas da Magistratura Federal Brasileira, destacam especial atenção para a gravidade do momento pelo qual passa o Brasil em razão da pandemia Covid-19."Leia mais em: https://www.conjur.com.br/2020-abr-19/bolsonaro-participa-aglomeracao-pro-golpe-militar-gera-repudio

     

    UOL - Coluna do Reinaldo Azevedo

    Fernando Mendes: "Manifestação inaceitável atenta contra a Constituição"

    Telefonei ontem para Fernando Mendes, presidente da Associação dos Juiz Federais do Brasil (Ajufe) para saber se ficara sabendo da pregação golpista do presidente Jair Bolsonaro às portas do QG do Exército. Mendes me disse que em breve seria divulgada uma nota assinada pela Ajufe e por outras entidades -- que vocês leem abaixo --, mas ele não se furtou a emitir também a sua opinião pessoal: "A manifestação do presidente da República neste domingo foi inaceitável. Atenta claramente contra a Constituição".... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/reinaldo-azevedo/2020/04/20/fernando-mendes-manifestacao-inaceitavel-atenta-contra-a-constituicao.htm?cmpid=copiaecola&cmpid=copiaecola

     

     

    AGU quer fundo para concentrar recursos da Justiça ao combate da pandemia

    Por Murillo Camarotto, Valor — Brasília

    A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou a publicação de uma medida provisória para viabilizar a criação de um fundo que irá centralizar todos os recursos que estão sendo enviados por órgãos da Justiça para o combate à pandemia do coronavírus.

    Recentemente, o Ministério Público Federal (MPF) e alguns juízes têm decidido unilateralmente encaminhar recursos oriundos de multas, indenizações e condenações para ações de enfrentamento à covid-19.

    Em uma conversa virtual com o presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Fernando Mendes, o ministro da AGU disse que os recursos destinados ao combate à pandemia já estariam garantidos e que o envio descentralizado pode causar problemas.

    Leia em: https://valor.globo.com/politica/noticia/2020/04/17/agu-quer-fundo-para-concentrar-recursos-da-justica-ao-combate-da-pandemia.ghtml

    AGU sobre decisão do STF sobre restrições: sensata, mas não adequada

    Gabriela Coelho, da CNN, em Brasília

    O advogado-geral da União, André Mendonça, disse nesta sexta-feira (17) que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de liberar governadores e prefeitos para decretar isolamento na pandemia foi “sensata, mas talvez o meio e o caminho adequado não seja esse.”

    No dia 15, por unanimidade, o Supremo declarou que governadores e prefeitos têm poderes para baixar medidas restritivas no combate ao novo coronavírus em seus territórios. Eles podem determinar temporariamente o isolamento, a quarentena, o fechamento do comércio e a restrição de locomoção por portos e rodovias. Os ministros concordaram que governo federal também pode tomar medidas para conter a pandemia, mas em casos de abrangência nacional.“Há boas e más decisões locais. E se o prefeito for diferente. Como fica o controle. São mais de 5.000 municípios, como será o controle. Os poderes centralizados vão demorar a perceber o equívoco”, disse Mendonça, ao participar de uma live com o presidente da Associação de Juízes Federais, Fernando Mendes. 

    Segundo o ministro, há uma série de complexidades se houver a pulverização de poderes, com uma “extrema dificuldade”.

    Em relação às decisões judiciais que têm remanejado recursos para a saúde, o advogado-geral afirmou que é preciso cautela. Para ele, “quanto mais canalizar um recurso mais efetivo vai ser”. “Nesse momento, compreendemos há de haver um tratamento específico. Nós propusemos uma MP que cria um fundo específico para permitir um gerenciamento de valores que fiquem à disposição do Ministério da Saúde. Hoje, o governo está se preocupando com pós-crise”, afirmou. 

    Segundo ele, o Ministério da Economia já tem essas previsões, e a medida de destinar recursos “sem critérios” pode trazer problemas. “Devemos nos preocupar com a pós-crise. Quais medidas públicas devem ser tomadas. Deve haver cautela para a destinação de recursos. Temos o atual momento e precisamos atuar para o pós”, disse o AGU. 

    Mendonça também falou sobre a decisão do juiz federal Ilan Presser, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que suspendeu no dia 15 a exigência de regularização do Cadastro de Pessoa Física (CPF) para a obtenção do auxílio emergencial do governo durante a pandemia do novo coronavírus. “Decisão louvável, mas estamos avaliando os efeitos colaterais e buscando o melhor caminho”, afirmou.

    Últimas notícias que saíram na Imprensa sobre a Ajufe (4 a 6 de abril)

     Confira as últimas notícias que saíram na imprensa sobre a Ajufe e a Justiça Federal entre os dias 4 e 6 de abril.

     

    FOLHA DE S.PAULO (Juízes destinam dinheiro de multas e indenizações para o combate ao coronavírus): https://bit.ly/2yBJTUh

    FOLHA DE S.PAULO (Confira as garantias dadas pela Justiça por causa do coronavírus): https://bit.ly/2V21A74

    FOLHA PE (Sem resposta da União, Recife consegue isenção na Justiça): https://bit.ly/2XbBHEq

    CONJUR (Eduardo André Brandão é eleito presidente da Ajufe):https://bit.ly/2xSvi6J

    COLUNA ESPLANADA (Ajufe elege novo presidente): https://bit.ly/3bTq8pE

    DESACATO (Anvisa tentou mudar decisão sobre agrotóxico altamente venenoso): https://bit.ly/3dZ7kHr

    Diga, Bahia! (Multa de R$ 553 mil da Petrobras será usada no combate ao covid-19) https://bit.ly/3dZhS9p

    Coluna Esplanada (Judiciário carioca): https://bit.ly/34eiYcZ

    Política LIvre (Juízes destinam dinheiro de multas e indenizações para o combate ao coronavírus): https://bit.ly/2RhbD77

    a crítica (Auxílio-doença sem perícia e decisões judiciais na pandemia): https://bit.ly/2wXLSSE

    Veja a repercussão na Imprensa sobre a Ajufe (2 e 3 de abril)

    Saiba o que aconteceu durante os dias 2 e 3 de abril, na imprensa brasileira, tanto sobre a atuação da Ajufe e de seus associados quanto ao combate ao coronavírus e a eleição do novo presidente da Ajufe, o juiz federal Eduardo André Brandão, para o biênio 2020-2022.

     

    Confira as reportagens:

     

    O GLOBO (Ancelmo Gois - Juiz do TRF do Rio, Eduardo Brandão é eleito presidente da Associação dos Juízes Federais): https://glo.bo/2w9YXaS

    Coluna do Estadão (Mandato): https://bit.ly/3aDAh9S

    ÉPOCA (Guilherme Amado - JUÍZES FEDERAIS JÁ EMITIRAM 400 MIL ATOS JUDICIAIS DURANTE HOME OFFICE): https://glo.bo/39GCdNx

    G1 (Tribunais destinam a ações contra o coronavírus R$ 28 milhões de multas aplicadas a condenados): https://glo.bo/3aGnCmw

    UOL/Estadão (Coronavírus: Justiça proíbe cortes em serviços de telecomunicações, gás e água): https://bit.ly/2UDGVaj

    G1 (Justiça Federal mantém Dario Messer em presídio do Rio): https://glo.bo/2UHUh5H

    Estadão (Justiça bloqueia R$ 18 mi do PT na Lava Jato por fraude sede da Petrobrás em Salvador): https://bit.ly/39CysZu

    UOL (Justiça determina que cultos religiosos não sejam considerados serviços essenciais): https://bit.ly/2xNgKoE

    Radar (Justiça Federal destina R$ 26,9 milhões da J&F para a Fiocruz): https://bit.ly/3bQjRuG

    O GLOBO (Lauro Jardim - Justiça Federal do DF também decide que atividade religiosa não é essencial durante pandemia): https://glo.bo/2X1gugy

    Metrópoles (Covid-19: Justiça dá 72 horas para UFPA formar alunos de medicina): https://bit.ly/347wcYU

    Extra (Doações garantem abertura de 100 leitos de CTI em hospitais públicos do Rio): https://glo.bo/2UZl643

    Conjur (Juiz manda bloquear R$ 400 milhões de acusados de corrupção na Petrobras): https://bit.ly/2V2wj45

    O GLOBO (Ancelmo Gois - Justiça Federal publica edital para projetos de até R$ 1 milhão para combate do coronavírus): https://glo.bo/2xO6vAp

    Tribunais destinam a ações contra o coronavírus R$ 28 milhões de multas aplicadas a condenados

    Desde 18 de março, tribunais federais determinaram a destinação a secretarias estaduais de saúde de mais de R$ 28 milhões em multas aplicadas a condenados em processos criminais, segundo levantamento da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe). O dinheiro terá de ser usado exclusivamente em ações contra o coronavírus.

    Até esta quinta-feira (2), o Brasil tinha 299 mortes e 7.910 casos confirmados de coronavírus, segundo a contabilidade oficial do Ministério da Saúde. No mundo, o total de casos superou 1 milhão, segundo a Universidade Johns Hopkins (EUA).

    Para magistrada, machismo involuntário de juízes pode afetar decisões sobre mulheres

    Coordenadora da comissão que trata de igualdade de gênero da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), a magistrada Tani Maria Wurster, 44, afirma que a participação das mulheres no Judiciário é um fator fundamental para a democracia.

    Juízes federais já emitiram 400 mil atos judiciais durante home office

    Os juízes federais já contabilizam, desde 18 de março, quando começou o teletrabalho, a emissão de cerca de 400 mil atos judiciais.

    Os dados, que incluem as primeiras e segundas instâncias dos cinco TRFs e o STJ, apontam que, mesmo após a resolução do CNJ que instituiu o plantão extraordinário no Sistema de Justiça e colocou juízes em regime de home office, a média de sentenças, decisões e despachos continuam altas.

    Quem vai debater no Supremo a figura do juiz das garantias e o pacote anticrime

    O ministro Luiz Fux, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, recebeu 79 pedidos de inscrição para a audiência pública que debaterá a figura do juiz das garantias e outros pontos do pacote anticrime (Lei 13.964/2019).

    Novas alíquotas previdenciárias criam disparidade na magistratura sem solucionar déficit

    Matéria originalmente publicada pelo Estadão.

    Passou a valer, nesta segunda-feira (02/03), a mudança no modelo de custeio do sistema previdenciário, com alíquotas progressivas para as contribuições. A alteração implementada pela Reforma da Previdência, contudo, criou uma disparidade de tratamentos entre a Justiça da União e a Estadual e esse é um dos principais pontos da Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI 6258 – movida pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) contra a reforma.

    A  Emenda Constitucional 103/19, que estipulou as novas regras para a previdência social, ao não incluir estados e municípios na Reforma, fez com que apenas servidores federais tivessem sua parcela de sacrifício aumentada e, em relação à Magistratura, provocou uma completa fragmentação de tratamento, permitindo, em tese, que diversos sistemas contributivos sejam previstos para  os juízes, o que vai de encontro ao entendimento do Supremo Tribunal Federal que, na ADI 3854, estabeleceu a unidade nacional da Magistratura. 

    Mas o modelo de alíquotas progressivas, propagandeado pelo Executivo e Parlamento como necessário para reequilibrar o caixa da previdência, produzirá efeito contrário ao pretendido:  relatório de fevereiro da Instituição Fiscal Independente (IFI) revela que, em 10 anos, a progressividade das alíquotas previdenciárias causará diminuição de arrecadação na casa dos R$ 7,9 bilhões.

    Isso porque no antigo formato de escalonamento das alíquotas previdenciárias no Regime Geral, a variação era de 8% a 11%, divididas em três faixas salariais. Com as atuais regras, as alíquotas vão variar de 7,5% a 14%, com quatro faixas salariais.

    A mudança nas alíquotas de contribuição do regime geral será diferente do impacto fiscal da alteração na contribuição para o servidor público federal. Os servidores federais passarão a seguir uma tabela progressiva que varia de 7,5% a 22%.

    Dessa forma, embora o novo modelo provoque o aumento líquido de arrecadação no regime próprio dos servidores da União (RPPS ) na ordem de R$ 18 bi, no Regime Geral de Previdência (RGPS), exatamente o que apresenta hoje maior déficit,  haverá uma queda de arrecadação de mais de R$ 26 bi, provocando um redução de 7,9 bilhões em 10 anos no quando analisado em conjunto os dois regimes.

    Esses dados trazidos pelo IFI contradizem o que vinha argumentando o Executivo, que sempre defendeu a necessidade da progressividade das alíquotas como forma de reequilibrar o caixa da Previdência.

    No ímpeto de avançar as negociações em torno da Reforma, e com a consequente exclusão dos estados e municípios do texto da Emenda Constitucional 103, a tabela progressiva das alíquotas se transfigurou em um instrumento de tratamento desigual, ferindo o princípio da isonomia.

    Torna-se agora difícil entender quais vantagens para a sociedade, e para o modelo de Previdência social, serão conquistadas com a progressividade das alíquotas. Não bastasse, gera a disparidade de tratamentos dentro do Sistema de Justiça. Até o momento, como vimos,  a única “recompensa” é a queda no montante total de arrecadação previdenciária.

    A progressividade das alíquotas no regime próprio da União também provocou outro efeito colateral: grande parte dos servidores públicos que haviam ingressado nas carreiras antes de 2013, optaram pelo migração de regime, passando a contribuir no sistema que limita o valor da contribuição ao teto do RGPS, o chamado regime de previdência complementar, o que se consubstanciou em mais um fator de redução na arrecadação do RPPS.

    Durante a tramitação da PEC da reforma da previdência, a AJUFE defendeu que a adoção de alíquota única, no patamar de 14%, evitaria essa distorção. Mas a propaganda foi bem feita e se vendeu, infelizmente, a ilusão de que o sistema de progressividade seria melhor para os cofres públicos.

    A ADI 6258 proposta pela Ajufe na Corte Suprema pode corrigir esse erro, sem causar qualquer prejuízo para o Governo Federal no objetivo do reajuste das contas públicas. Ao contrário, contribuirá para essa finalidade.

    *Fernando Mendes é juiz federal e presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil

    ‘Não há juízes suficientes para julgar’, afirma ministro do STJ

    Coordenador do grupo de trabalho do Conselho Nacional de Justiça que elaborou proposta para agilizar os julgamentos do Tribunal do Júri, o ministro Rogerio Schietti que crimes contra a vida devem ter prioridade

    Ajufe debate a reforma administrativa no GloboNews Política

    O presidente da Ajufe, Fernando Mendes, e o advogado-geral da União, ministro André Luiz de Almeida Mendonça, são os convidados desta sexta-feira (28/02) do GloboNews Política, com Gerson Camarotti. No programa, que vai ao ar às 21h30, os representantes debaterão a reforma administrativa.

    A reforma administrativa tem sido amplamente debatida pela Ajufe. A entidade já elaborou duas notas técnicas contra propostas que podem afetar a magistratura federal, especialmente no que diz respeito às férias e à desvinculação.

    Nos estudos, a associação destaca que a chamada PEC Emergencial (PEC n.º 186/2019), que tramita no Senado, voltada à contenção dos gastos públicos e ao restabelecimento do equilíbrio fiscal, contempla alguns dispositivos que afrontam as garantias funcionais e institucionais do Poder Judiciário, como a redução das férias dos magistrados de 60 para 30 dias, igualando o período ao dos servidores públicos.

    A Ajufe também se manifestou contrariamente à aprovação da proposta de Substitutivo à PEC n.º 62/2015, cuja pretensão é vedar a vinculação automática entre os subsídios dos agentes públicos.

    Não perca o GloboNews Política desta sexta, às 21h30!

    VALOR ECONÔMICO - Previdências estaduais têm reformas díspares

    A retirada dos Estados e municípios da reforma previdenciária aprovada em âmbito federal vai criar grandes diferenças nas condições de aposentadoria entre os servidores dos governos regionais. Alguns governadores conseguiram aprovar a idade mínima de acordo com as mudanças na área federal e aplicar novas regras de cálculo dos benefícios. Outros se limitaram a seguir a mudança de alíquota da contribuição previdenciária, obrigatoriamente estabelecida a Estados e municípios pela Emenda Constitucional 103/2019.

    Leia mais em: https://valor.globo.com/impresso/noticia/2020/01/22/previdencias-estaduais-tem-reformas-dispares.ghtml

    A Ajufe reforça que o Supremo Tribunal Federal reconheceu o caráter nacional da Magistratura na ADI 3854. Todavia, a EC 103/19 fragmentou o regime previdenciário dos juízes permitindo o tratamento diferenciados entre os entes federativos. E esse é, justamente, um pontos questionados pela associação na ADI 6258 (Reforma da Previdência).

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