Ajufe diz que espera equilíbrio e rigor técnico de Mendonça no STF

    Em nota, magistrados federais dizem que indicado de Jair Bolsonaro demonstrou na sabatina que 'preenche os requisitos constitucionais' para o cargo

     

     

    A Ajufe, a associação dos juízes federais, divulgou há pouco nota em que diz que André Mendonça demonstrou durante sua sabatina na CCJ do Senado na quarta que “preenche os requisitos constitucionais” para atuar como ministro do STF.

    A entidade disse que “espera e confia” que o indicado de Jair Bolsonaro desempenhará seu trabalho com “equilíbrio, competência e rigor técnico”.

    “Por fim, [a Ajufe] deseja sucesso ao novo ministro e espera que ele possa contribuir nas importantes decisões do colegiado do Supremo Tribunal Federal”, diz.

     

     

     

    Fonte: Publicado originalmente por Lucas Vettorazzo, para a Veja.

    Bolsonaro sanciona lei que limita aplicação de punições a agentes públicos por improbidade

    JN interna

    (Clique na imagem para acessar o vídeo da matéria)

     

    A Associação Nacional dos Procuradores da República argumenta que vários pontos alterados podem ferir a Constituição e está terminando estudos para dois tipos de ação no STF.

     

    O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta terça-feira (26) a nova lei que impõe novos limites para aplicar punições a ocupantes de cargos públicos envolvidos em atos como desvios de dinheiro e enriquecimento ilícito.

    As mudanças, publicadas no Diário Oficial, flexibilizam a lei de improbidade administrativa. Desde que o texto estava em discussão no Congresso, recebeu várias críticas.

    Um dos pontos que enfrentaram maior resistência de procuradores e juízes é o que determina que os agentes públicos só poderão ser responsabilizados quando cometerem crimes contra a administração com intenção, ou seja, quando houver dolo, mesmo em caso de nepotismo. Antes da mudança, funcionários públicos ou políticos podiam ser processados por omissão e ação contra a administração pública com ou sem intenção.

    Uma outra condição para abrir uma ação de improbidade é se houver dano efetivo ao patrimônio público. E, a partir de agora, perda de função pública fica restrita ao cargo que o agente ocupava na época em que cometeu a irregularidade.

    Ainda de acordo com o texto, apenas o Ministério Público pode propor ações de improbidade. Antes outros órgãos também podiam fazer isso.

    A Associação dos Juízes Federais considera que a lei ficou mais branda e que é possível que a impunidade aumente.

    “É muito difícil você comprovar esse elemento subjetivo da pessoa quis cometer o ato de improbidade. A lei não foi boa nesse ponto. Eu acho que, na verdade, vai gerar muita impunidade, vai ser muito difícil de você punir os atos de improbidade administrativa na prática”, diz o presidente da Ajufe, Eduardo Brandão.

    A Secretaria-Geral da Presidência defendeu o texto sancionado pelo presidente Bolsonaro. Em nota, afirmou que a lei define mais claramente o conceito de improbidade administrativa como forma de assegurar a integridade do patrimônio público e social.

    Depois de sancionada, a lei pode ser questionada na Justiça. É o caminho que algumas associações ligadas ao Judiciário e ao Ministério Público dizem que vão fazer: entrar com ações no Supremo Tribunal Federal.

    A Associação Nacional dos Procuradores da República está terminando estudos para dois tipos de ação no STF. Argumenta que vários pontos alterados podem ferir a Constituição.

    “Perdemos uma chance de tirar os eventuais excessos que essa lei trazia e trazer a lei para um equilíbrio. Saímos de um extremo a outro sem encontrar um equilíbrio que é necessário para garantir que atos de corrupção, atos de desvio de enriquecimento ilícito sejam efetivamente punidos e que isso se transforme numa regra para toda a sociedade”, afirma Ubiratan Cazetta, presidente da ANPR.

     

     

     

    Fonte: Jornal Nacional.

    “Corremos risco de ter uma impunidade maior”, diz juiz sobre lei da improbidade

    Em entrevista à CNN, o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Eduardo André Brandão, afirmou que com a nova Lei de Improbidade Administrativa “corremos risco de ter uma impunidade maior”.

    Segundo o juiz, as alterações no texto-base feitas no Senado “tornaram o projeto menos pior do que foi aprovado na Câmara dos Deputados”. No entanto, ele ainda ressalta que há a chance do projeto causar “uma dificuldade maior na apuração do mau uso do dinheiro público”. Assista à entrevista completa:

    Nesta terça-feira (5), a Câmara sete das oito emendas que vieram do Senado ao projeto. A votação será retomada na quarta-feira (6).

    Um dos principais pontos de discussão sobre a nova lei é a necessidade da comprovação de dolo para punição a agentes públicos, ou seja, a intenção de prejudicar a administração pública. Atualmente, há a permissão para condenação dos mesmos por omissões ou atos dolosos e culposos — sem intenção de cometer crime.

    “Toda lei com o tempo precisa se adequar a nova realidade”, pontuou Brandão. No entanto, ele reforça que a atualização não é motivo para essas mudanças drásticas e que alterações dessa envergadura precisariam de um debate social mais intenso.

    “Não podemos usar esse argumento para desnaturar completamente uma lei que vem cumprindo os seus objetivos.”

    A Câmara dos Deputados adiou a votação da Lei de Improbidade Administrativa para a próxima quarta-feira (5).

     

    Lentidão nos processos

    Na Câmara dos Deputados, o texto previa que investigações de atos de improbidade teriam de ser concluídas no prazo de 180 dias, prorrogável uma única vez pelo mesmo período. Porém, o relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Weverton Rocha (PDT-MA), aumentou o prazo para um ano, prorrogável uma única vez por igual período.

    Segundo Brandão, alguns processos não podem ser acelerados, pois exigem um trabalho minucioso dos investigadores. “Sempre queremos a justiça efetiva, que seja rápida e atenda aos objetivos legais”, disse.

    “Mas são condutas que não são tão fáceis de serem investigadas. Então não são processos imediatos.”

     

     

    Fonte: CNN Brasil, produzido por Vinícius Tadeu e Alvaro Gadelha, em São Paulo.

    Câmara conclui votação de mudanças que afrouxam Lei de Improbidade Administrativa

    Os deputados concluíram a votação nesta quarta-feira (6), com o último destaque que definiu um prazo de um ano para que o Ministério Público Federal manifeste interesse na continuidade de um processo de improbidade administrativa, o que especialistas consideram pouco tempo. Agora, o projeto segue para a sanção presidencial.

    Desembargador federal Roger Raupp é destaque em lista dos brasileiros do Direito mais citados no Google Acadêmico

    O desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Roger Raupp, está na lista dos brasileiros do Direito mais citados no Google Acadêmico. No âmbito associativo, o magistrado atualmente integra a Comissão AJUFE Mulheres e, no meio acadêmico, escreve sobre o Direito da Antidiscriminação. A seleção é feita a partir da performance científica individual baseada em três índices diferentes, com fundamento na quantidade de artigos publicados e número de citações feitas nos últimos cinco anos. O ranking analisou 11.940 universidades em 195 países.

    Os brasileiros mais bem posicionados na área do Direito são o constitucionalista Ingo Sarlet (professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul); o professor de Direito Administrativo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Celso Antônio Bandeira de Mello; e Lenio Streck, advogado e professor da Universidade do Vale do Rio dos Sinos e da Universidade Estácio de Sá.

    O ranking também tem categorias específicas dentro das grandes áreas do conhecimento. Lenio Streck, por exemplo, ficou em primeiro lugar no ranking da América Latina nas pesquisas em Filosofia do Direito e sexto na grande categoria História, Filosofia e Teologia.

    A lista ainda conta com os seguintes professores de Direito brasileiros: Fredie Didier Jr. (UFBA); Valério de Oliveira Mazzuoli (UFMS); José Eduardo Faria (USP); Maria Celina Bodin de Moraes (PUC-RS); Gilberto Bercovici (USP/Uninove); Carlos Ari Sundfeld (Fundação Getulio Vargas); José Reinaldo de Lima Lopes (USP); Leonel Severo Rocha (Unisinos); Maria Sylvia Zanella Di Pietro (UFGO); e Romeu Felipe Bacellar Filho (PUC-PR).

     

    Metodologia


    O índice é calculado com base em três indicadores de referência: o "h", o "i10" e as citações registradas no Google Scholar.

    O mais relevante desses índices é o "h", que mostra que um artigo foi citado pelo menos "h" vezes. Ingo Sarlet, por exemplo, tem um índice "h" de 45. Isso quer dizer que cada um dos 45 artigos publicados por ele foi citado pelo menos 45 vezes.

    Já o índice i10 leva em conta apenas os artigos científicos ou livros que receberam mais de 10 citações, também segundo o mecanismo do Google Scholar. Por esse parâmetro, o score de Ingo Sarlet é de 94.

    O critério final é o número total de citações: os artigos de Sarlet foram mencionados mais de 22,6 mil vezes; os de Celso Antônio Bandeira de Mello, 21,1 mil; e os de Lenio Streck, 14,4 mil.

     

    Clique aqui para ler todo o ranking.

     

    Créditos Foto: Guilherme Santos/Sul21

    Matéria com informações do Conjur.

    CNJ orienta juízes sobre direitos de estrangeiros que buscam refúgio

    CNJ orienta juízes sobre direitos de estrangeiros que buscam refúgio Crianças brincam na ocupação Ka'Ubanoko, onde viviam, até 2020, cerca de 850 imigrantes venezuelanos em Boa Vista (RR) Imagem: Benjamin Mast/La Mochila Migrante Rubens Valente Colunista do UOL 22/09/2021 07h00 O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) emitiu uma recomendação aos juízes brasileiros para que tenham "especial cautela" e observem "as diretrizes estabelecidas nos tratados internacionais sobre direitos humanos" quando tomarem decisões em processos judiciais que tratam de deportação, devolução, expulsão ou repatriação, pelo governo brasileiro, de refugiados que buscam refúgio no Brasil.

    A recomendação, aprovada em plenário e assinada pelo presidente do conselho e do STF, Luiz Fux, foi emitida a partir de uma provocação da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) que solicitou ao Conselho "pôr fim ao estado de violação humanitária e conflitos judiciais em relação a migrantes e refugiados, alguns inclusive indígenas (da etnia Warao)".

    Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/rubens-valente/2021/09/22/cnj-recomendacao-refugiados-fronteira-brasil-pandemia.htm

    CNJ uniformiza tratamento de ações sobre deportação

    Publicado em CONJUR: https://www.conjur.com.br/2021-set-22/cnj-uniformiza-tratamento-acoes-deportacao 

    22 de setembro de 2021, 21h31

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou nesta terça-feira (21/9) recomendação solicitada pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) para uniformizar o tratamento de ações que versam sobre a deportação de potenciais solicitantes de asilo.

    O colegiado determinou que, enquanto perdurar a situação de epidemia de Covid-19, os juízes devem avaliar com especial cautela o deferimento de tutelas de urgência que possam acarretar deportação, devolução, expulsão ou repatriação ao país de origem ou a qualquer outro país, aplicando-se sempre as garantias do devido processo legal estabelecidas na Lei de Migração (Lei nº 13.445/17).

    No pedido, a Ajufe pontuou que a não uniformização de entendimentos jurisprudenciais em matéria humanitária sob apreciação do Poder Judiciário tem potencial gravidade, considerando-se que as decisões confirmatórias de deportação são irreversíveis e atraem a incidência de normas de direito internacional que obrigam o Estado brasileiro.Na determinação, O CNJ sinalizou que, antes de decidir, os magistrados devem atentar para as diretrizes estabelecidas nos tratados internacionais sobre direitos humanos e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal existentes sobre o tema. 

    O processo estava sob relatoria da conselheira Flávia Moreira Guimarães Pessoa, que, dentre outras atribuições, é representante do CNJ no Conselho Nacional dos Direitos Humanos. 

     

    Com informações da Ajufe. 

    CNJ orienta juízes sobre direitos de estrangeiros que buscam refúgio

    O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) emitiu uma recomendação aos juízes brasileiros para que tenham "especial cautela" e observem "as diretrizes estabelecidas nos tratados internacionais sobre direitos humanos" quando tomarem decisões em processos judiciais que tratam de deportação, devolução, expulsão ou repatriação, pelo governo brasileiro, de refugiados que buscam refúgio no Brasil.

    A recomendação, aprovada em plenário e assinada pelo presidente do conselho e do STF, Luiz Fux, foi emitida a partir de uma provocação da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) que solicitou ao Conselho "pôr fim ao estado de violação humanitária e conflitos judiciais em relação a migrantes e refugiados, alguns inclusive indígenas (da etnia Warao)".

    A Ajufe detectou que estrangeiros que tentam ingressar no país, incluindo indígenas venezuelanos, vêm sendo devolvidos sumariamente pelo governo brasileiro antes que consigam formalizar o pedido de refúgio ao governo do Brasil, o que contraria a legislação, em especial a Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados de 1951, promulgada pelo Brasil pelo decreto nº 50.215, de 28 de janeiro de 1961, e regulamentado pela lei nº 9.474, de 22 de julho de 1997.

    A lei 9.474 "estabelece que o ingresso irregular no território nacional não constitui impedimento para o estrangeiro solicitar refúgio às autoridades competentes".

    Mesmo com o cenário da pandemia, argumentam as entidades que atuam no tema, os direitos dos refugiados continuam válidos e o Brasil deveria implementar medidas sanitárias, incluindo a quarentena, a fim de garantir a possibilidade de o refugiado fazer o processamento do seu pedido de asilo sem que seja expulso.

    A DPU (Defensoria Pública da União) passou a recorrer ao Judiciário contra as decisões tomadas pelo Executivo. Já foram ajuizadas cinco ações coletivas e dezenas de individuais - só em São Paulo, são de dez a 15 individuais por semana, informou à coluna o defensor público federal João Chaves, coordenador do grupo de trabalho para migrações a refúgios da DPU, que funciona desde 2013.

    As decisões têm oscilado. Segundo Chaves, de 30% a 40% dos casos têm sido desfavoráveis aos refugiados. Isso levantou o alerta, colhido pela Ajufe e levado ao CNJ, sobre a falta de uniformidade nas decisões judiciais e da inobservância dos tratados internacionais.

    Nessas ações, a DPU tem explicado à Justiça que estrangeiros em situação irregular no Brasil não conseguem regularizar sua situação migratória e vivem "sob ameaça de deportação sumária". Ainda que consiga preencher os formulários pelo sistema na internet denominado Sisconare, não consegue "aperfeiçoar o ato de requerimento, o que só ocorre presencialmente perante a Polícia Federal".

    Além disso, diz a DPU nos processos, se o estrangeiro comparecer ao órgão "para solicitar refúgio ou promover outra forma de regularização migratória será imediatamente notificado para saída do país, sob pena de deportação compulsória, e ainda sofrerá multas por dia de estada irregular, com valor mínimo de R$ 100,00 por dia até o patamar máximo de R$ 10.000,00".

    O MPF (Ministério Público Federal) também ajuizado ações em várias comarcas no país para fazer valer os direitos dos refugiados, com decisões favoráveis da Justiça Federal.

     

    Associação de juízes federais vê risco de 'violação ao direito internacional'

    A secretária-geral da Ajufe, a juíza federal Clara da Mota Santos Pimenta Alves, disse à coluna que a recomendação do CNJ não retira a autonomia dos juízes na hora da decisão, mas "tem o subtexto de dizer aos magistrados para pensar duas vezes". "O juiz, diante desse tipo de caso, não pode dar uma liminar que implique uma decisão sumária de deportação do refugiado antes que ele tenha o direito de solicitar o asilo porque isso é uma violação ao direito internacional, é vedado pela legislação", disse Clara.

    "Conforme a legislação nacional e internacional", disse Clara, o refugiado "têm o direito de entrar no país e solicitar, ou seja, submeter o seu pedido a um devido processo legal". A avaliação sobre o conteúdo do pedido é feita pelo Conare (Comitê Nacional para Refugiados), vinculado ao Ministério da Justiça.

    A Ajufe informou ao CNJ que "passou a integrar um fórum internacional de magistradas e magistrados que atuam em causas sobre refúgio e migrações" e que, no âmbito da sua participação junto à International Association for Refugee and Migration Judges (IARMJ)", em 2020 "inseriu a temática de refúgio e migrações em seus grupos de trabalho e capacitou juízes no âmbito do seu Fórum Nacional de Direitos Humanos (FONADIRH), promovendo ações contínuas de promoção dos direitos humanos de refugiados e migrantes".

    A situação nas fronteiras brasileiras, já pressionadas por crises humanitárias diversas, como as da Venezuela e do Haiti, se complicou ainda mais com a pandemia do novo coronavírus e depois da publicação, em março de 2020, de uma portaria conjunta dos então ministros Sérgio Moro (Justiça), Luiz Mandetta (Saúde) e Braga Netto (Braga Netto) que estabeleceu a restrição excepcional e temporária, por rodovias, portos ou aeroportos de entrada e saída no país, abrindo espaço para deportação sumária de estrangeiros.

    A estimativa de instituições que atuam no tema é de que a entrada de mais de 10.000 pessoas foi rejeitada pelo Brasil desde o começo da pandemia com base nessas portarias. Outras 10.000, estima-se, conseguiram entrar de forma clandestina no Brasil, por via terrestre, e aguardam uma possibilidade de dar início ao seu processo de asilo.

    Desde a primeira portaria de março de 2020, uma sucessão de portarias interministeriais foi publicada. A mais recente, de junho passado, de número 655, melhorou principalmente o acesso dos venezuelanos, em vista de "interesse público ou por razões humanitárias", mas não dos refugiados de outros países, como o Haiti, para os quais as fronteiras do Brasil continuam fechadas e são impostos, por via terrestre, uma série de restrições. A portaria estabeleceu distinções entre as entradas aéreas e terrestres.

    A Ajufe aponta que, para os refugiados que entram no Brasil por avião, ao contrário da entrada por via terrestre, os direitos dos refugiados têm sido melhor observados, com a permissão para que procurem o governo brasileiro e processem o pedido de asilo. Contudo, para os cidadãos que tentam entrar por via terrestre, o processo é diferente e impeditivo.

    "Não podemos ter procedimentos distintos entre as entradas aéreas e terrestres. Na verdade está havendo uma distinção de classe, de natureza econômica. As pessoas paupérrimas, sem nenhuma condição econômica, que vêm por terra sofrem obstáculos, enquanto as demais chegam de avião, não. É um contrassenso", disse Clara.

     

    Para DPU, há uma "má governança migratória"

    O defensor público da União João Chaves disse que a recomendação do CNJ "tem impacto importante porque o juiz tem obviamente sua autonomia e independência asseguradas, mas deve levar em conta o direito internacional na hora de decidir sobre deportações".

    "Nosso ponto principal é que alguns juízes não estão levando em conta o estatuto dos refugiados de 1951, a lei brasileira do refúgio e as orientações do Acnur [Alto Comissariado da ONU para os Refugiados] e da OMS [Organização Mundial da Saúde]. Os juízes, quando negam nosso pedido de liminar, normalmente citam segurança e soberania nacional. Nós dizemos que a 'Lei da Covid' [13.979/2020] não prevê deportação nem suspensão da Lei do Refúgio. Devem respeitar os direitos humanos. Outras medidas, como quarentenas e testagem, são mais eficientes", disse Chaves.

    Segundo o defensor público, as dez ou 15 ações individuais ajuizadas semanalmente pela DPU somente em São Paulo têm sido em favor de pessoas que já estão em território nacional.

    "Em geral são nacionais do Haiti, Bolívia, Cuba e Nigéria, principalmente. Entraram por via terrestre, por trilhas, via Corumbá [no Mato Grosso do Sul], Pacaraima [Roraima], e não conseguem se regularizar. Desde junho existe possibilidade de atender venezuelanos, mas os estrangeiros de outros países estão na mesma situação. Isso gera um problema porque as pessoas não conseguem sequer solicitar um refúgio. O que gerou no Brasil um bolsão de indocumentados. É algo que já passa da dezena de milhares. É uma medida de má governança migratória. E a Polícia Federal esta absolutamente colapsada, não consegue atender essa demanda."

     

     

    Fonte: Matéria originalmente publicada por Rubens Valente, para o UOL.

    Presidente da Ajufe diz que Bolsonaro foi ‘irresponsável’

    Presidente da entidade que representa magistrados do país repudia discurso de "ameaça e ódio" na Paulista no 7 de Setembro

     

     

    O presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Eduardo André Brandão, divulgou nota em que repudia os ataques de Jair Bolsonaro ao ministro Alexandre de Moraes e ao STF, em discurso na Avenida Paulista, no 7 de Setembro. “As decisões judiciais são passíveis de recursos e podem ser impugnadas, conforme prevê a legislação processual. Portanto, é preciso repudiar discursos de ameaça ou de ódio contra qualquer magistrado. Atitudes desarrazoadas como essa afrontam as instituições da república e atentam contra a estabilidade democrática”, afirma o juiz federal.

    E acrescenta: “Nesse momento, nosso país precisa de pacificação e respeito às leis, sobretudo aos mandamentos constitucionais, para enfrentar os efeitos da pandemia da Covid e a crise econômica, impulsionada pela alta da inflação e crescente desemprego”.

    Ajufe é uma das mais importantes e representativas entidades da magistratura. Com quase 50 anos de história, reúne juízes federais, desembargadores federais, ministros do STJ e do STF.
     
    Na nota, Brandão avalia que Bolsonaro deu péssimo exemplo ao país. “O presidente da república agiu de forma irresponsável e deu um péssimo exemplo ao pregar desobediência a determinações judiciais e, mais uma vez, lançar ataques pessoais a ministros do Supremo Tribunal Federal”.

     

    Fonte: O Antagonista.

    Especialistas repudiam ameaças ao STF e reunião do Conselho da República

    Os novos ataques de Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal e o anúncio de uma reunião não convocada do Conselho da República foram repudiados por profissionais do Direito ouvidos pela ConJur criticaram as declarações do presidente.

    O constitucionalista Lenio Streck classificou a fala como mais uma “patacoada” de Bolsonaro e lembrou que o Conselho da República é apenas um órgão consultivo, que não tem poder de decisão.

    “Convocar para quê? Para enfrentar o caos que ele criou? Parece o caso Riggs v. Palmer de 1895, em Nova York. Elmer mata o avô para ficar com a herança. Desde lá se sabe que ninguém pode se beneficiar da própria torpeza. Trago esse caso como metáfora. De que outro modo descrever esse estado de horror institucional?”, disse o advogado.

    O Conselho da República é um órgão superior de consulta da presidência. Sua função é pronunciar-se sobre intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio ou sobre as questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.

    “Amanhã estarei no Conselho da República, para nós, juntamente com o presidente da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal, com esta fotografia de vocês, mostrar para onde nós todos devemos ir”, afirmou Bolsonaro. Acontece que nem Arthur Lira, nem Rodrigo Pacheco e nem Luiz Fux sabiam da reunião do conselho. E o presidente do STF não integra o órgão.

    O criminalista Luís Guilherme Vieira questionou se o Conselho da República agora se reúne para julgar fotografias, como dito por Bolsonaro: “Confio que os conselheiros, que têm mandato, portanto, não podem ser exonerados a bel-prazer do presidente, cumpram com suas republicanas missões, não atendendo a convocação de tal jaez, ou o conselho será desmoralizado por Bolsonaro”.

    Para Rodrigo Brandão, professor de Direito Constitucional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, é “absolutamente sem propósito” a convocação do Conselho da República.

    “Não se pode usar o argumento da liberdade para se conspirar contra a democracia (sem a qual ela não é protegida), para se justificar medidas gravíssimas que promovem a sua restrição, e para substituir um modelo de separação dos poderes que consiste na sua maior proteção institucional em face do autoritarismo, que naturalmente a solapa”, afirmou em sua página no Facebook.

     

    Integrantes do Conselho da República


    Comandado pelo presidente, o conselho é integrado pelo vice-presidente e pelos presidentes da Câmara e do Senado, mas não pelo presidente do STF. O conselho também conta com os líderes da maioria e da minoria na Câmara e no Senado, o ministro da Justiça e outros seis brasileiros natos com pelo menos 35 anos, sendo dois nomeados pelo presidente, dois pelo Senado e dois pela Câmara. Qualquer decisão do Conselho, contudo, só vale se ratificada pela Congresso.

    Diante das declarações de Bolsonaro, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse, pelas redes sociais, que já articulou com líderes partidários para que os dois indicados do Senado sejam ele e Omar Aziz, respectivamente, vice-presidente e presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19. O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), já integra o Conselho da República como líder da maioria no Senado.

    “Adianto ao presidente que já estamos prontos para tomar seu depoimento. O senhor quer estar na condição de testemunha ou investigado? Estamos ansiosos!”, escreveu Randolfe em seu perfil no Twitter.

     

    Ameaças ao Supremo      


    Os ataques de Bolsonaro ao Supremo, em especial ao ministro Alexandre de Moraes, também repercutiram no mundo político e jurídico. O vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), disse que qualquer ato de violência contra o Congresso ou o STF tornará inevitável a abertura do processo de impeachment contra o presidente.

    O presidenciável Ciro Gomes (PDT) disse que conversou com Alexandre de Moraes e manifestou “respeito e solidariedade” pelo trabalho do ministro, e também se solidarizou com “violentas e descabidas agressões e ameaças”. Já o governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB) disse que foi um erro eleger e manter Bolsonaro no cargo.

    O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, convocou uma reunião extraordinária da executiva para, “diante das gravíssimas declarações do presidente da República, discutir a posição do partido sobre abertura de impeachment e eventuais medidas legais”.

    O Advogado e professor de Direito Constitucional da PUC-SP Pedro Estevam Serrano disse que Bolsonaro tenta se colocar como guardião da Constituição”, papel que pertence ao Supremo. “O presidente não pode julgar o Supremo, ameaçá-lo e impedir seu pleno funcionamento. É um imenso autoritarismo”, afirmou.

    Para o advogado José Luis Oliveira Lima, o presidente "extrapolou todos os limites e deve responder pelos seus atos". "A sociedade civil, a OAB e as entidades de classe devem se posicionar firmemente na defesa do Estado Democrático do Direito e principalmente do STF".

    “Com a democracia não se brinca. A ameaça a outros poderes e o flerte com o arbítrio são atos contrários ao estado de direito. A Praça dos Três Poderes não pode ser o quintal onde um presidente cria suas guerras e fantasias, enquanto a economia eh abalada pela inflação e o país ainda convive com uma pandemia brutal", declarou o criminalista Pierpaolo  Cruz Bottini.

    O ministro Alexandre de Moraes se manifestou apenas pelas redes sociais e voltou a defender a democracia brasileira, mas sem responder diretamente os ataques de Bolsonaro: “Nesse 7 de setembro, comemoramos nossa independência, que garantiu nossa liberdade e que somente se fortalece com absoluto respeito a democracia”.

    Segundo o juiz federal Eduardo André Brandão, presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Bolsonaro agiu de forma irresponsável e deu um péssimo exemplo ao pregar desobediência à determinações judiciais e, mais uma vez, lançar ataques pessoais a ministros do Supremo Tribunal Federal.

    "As decisões judiciais são passíveis de recursos e podem ser impugnadas, conforme prevê a legislação processual. Portanto, é preciso repudiar discursos de ameaça ou de ódio contra qualquer magistrado. Atitudes desarrazoadas como essa afrontam as instituições da república e atentam contra a estabilidade democrática. Nesse momento, nosso país precisa de pacificação e respeito às leis, sobretudo aos mandamentos constitucionais, para enfrentar os efeitos da pandemia da Covid e a crise econômica, impulsionada pela alta da inflação e crescente desemprego", disse.

     

     

    Fonte: Consultor Jurídico.

    Bolsonaro amplia isolamento e abre caminho para o impeachment após 7 de setembro, analisam colunistas do GLOBO

    BRASÍLIA, RIO E SÃO PAULO — O presidente Jair Bolsonaro dobrou a aposta golpista e fez na terça-feira os mais contundentes discursos antidemocráticos contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Após mobilizar manifestações em 179 cidades no feriado de 7 de setembro e atacar mais uma vez o sistema eleitoral brasileiro e as medidas restritivas adotadas por governadores no combate ao coronavírus, Bolsonaro mirou o ministro Alexandre de Moraes em falas para milhares de pessoas em Brasília, pela manhã, e São Paulo, à tarde. Na Avenida Paulista, em cima de um carro de som, o presidente chamou o magistrado de “canalha” e disse que não irá mais cumprir suas decisões judiciais.

    Os movimentos do presidente ampliaram o seu isolamento político. Os ministros do STF se reuniram ontem depois dos atos e acertaram que o ministro Luiz Fux fará pronunciamento para hoje sobre a crise política. Entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) reagiram à possibilidade de não cumprimento de decisão judicial por parte do presidente. Juristas apontaram o cometimento de crimes pelo presidente em seus discursos. Pela primeira vez, a defesa de abertura de um pedido de impeachment passou a ser cogitada por partidos de fora do campo da esquerda, como o PSDB, que informou estar disposto a debater a hipótese.

     

     

    Fonte: O GLOBO.

    Presidente da Ajufe diz que Bolsonaro incitou apoiadores contra o STF

    De acordo com a Associação dos Juízes Federais do Brasil, o presidente teria dado péssimo exemplo ao fazer ataques pessoais durante manifestações

     

     

    O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Eduardo André Brandão, resolveu se manifestar em defesa do Judiciário após o presidente Jair Bolsonaro voltar a atacar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), declarando que não respeitará qualquer decisão do ministro Alexandre de Moraes.

    O discurso foi feito durante manifestações nesta terça-feira (7/9) em comemoração a Independência do Brasil. Segundo Brandão, o presidente teria incitado os apoiadores contra a Suprema Corte. Bolsonaro xingou o magistrado e pediu sua saída.

    "O presidente da república agiu de forma irresponsável e deu um péssimo exemplo ao pregar desobediência à determinações judiciais e, mais uma vez, lançar ataques pessoais a ministros do Supremo Tribunal Federal. As decisões judiciais são passíveis de recursos e podem ser impugnadas, conforme prevê a legislação processual. Portanto, é preciso repudiar discursos de ameaça ou de ódio contra qualquer magistrado", disse Brandão.

    O presidente da associação falou ainda sobre a necessidade de pacificação neste momento: "Atitudes desarrazoadas como essa afrontam as instituições da república e atentam contra a estabilidade democrática. Nesse momento, nosso país precisa de pacificação e respeito às leis, sobretudo aos mandamentos constitucionais, para enfrentar os efeitos da pandemia da Covid e a crise econômica, impulsionada pela alta da inflação e crescente desemprego”.

    A Ajufe é uma das mais importantes e representativas entidades da magistratura nacional. Com quase 50 anos de história, reúne juízes federais, desembargadores federais, ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF).

     

     

    Fonte: Victória Olímpio, do Correio Braziliense.

    “Bolsonaro agiu de forma irresponsável e deu péssimo exemplo”, diz Ajufe

    Afirma que o presidente “incitou” apoiadores a atuarem contra o Supremo ao dizer que não respeitará decisões de Moraes

     

    O presidente da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), o juiz federal Eduardo André Brandão, afirmou nesta 3ª feira (7.set.2021) que o presidente Jair Bolsonaro “agiu de forma irresponsável e deu um péssimo exemplo ao pregar desobediência à determinações judiciais e, mais uma vez, lançar ataques pessoais” a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

    Em nota, Eduardo André Brandão disse que Bolsonaro “incitou” apoiadores a atuarem contra o Supremo ao dizer que não respeitará “qualquer decisão” do ministro Alexandre de Moraes.

    Mais cedo, em Brasília, em breve discurso, Bolsonaro afirmou que atrocidades não podem passar por cima da Constituição Federal, mas ameaçou o STF : “Ou o chefe desse Poder [STF] enquadra o seu ou esse Poder pode sofrer aquilo que nós não queremos”.

    Em São Paulo, em manifestação na avenida Paulista, o chefe do Executivo afirmou que não cumprirá decisões do ministro Alexandre de Moraes, a quem chamou de “canalha”.

    Considerando as falas de Bolsonaro, o presidente da Ajufe se manifestou em defesa do Poder judiciário, do STF e do Estado Democrático de Direito.

    “O presidente da república agiu de forma irresponsável e deu um péssimo exemplo ao pregar desobediência à determinações judiciais e, mais uma vez, lançar ataques pessoais a ministros do Supremo Tribunal Federal. As decisões judiciais são passíveis de recursos e podem ser impugnadas, conforme prevê a legislação processual. Portanto, é preciso repudiar discursos de ameaça ou de ódio contra qualquer magistrado”, disse.

    “Atitudes desarrazoadas como essa afrontam as instituições da república e atentam contra a estabilidade democrática. Nesse momento, nosso país precisa de pacificação e respeito às leis, sobretudo aos mandamentos constitucionais, para enfrentar os efeitos da pandemia da Covid e a crise econômica, impulsionada pela alta da inflação e crescente desemprego”, afirmou.

     

     

    Fonte: Poder 360.

    Pandemia obrigou Justiça a observar política e economia, diz Associação dos Juízes Federais

    A pandemia impôs aos magistrados um grande novo desafio: decidir levando em conta questões jurídicas mas também políticas e econômicas. A avaliação é do presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Eduardo Brandão Fernandes.

    “O Judiciário teve de se enquadrar em uma verdadeira pandemia de brigas e doenças”, disse Brandão ao Congresso em Foco. Para o juiz federal, as dificuldades foram maiores para as instâncias inferiores, que tiveram de decidir sobre decretos de lockdown e isolamento social, tendo em vista aspectos econômico e sanitário.

    Este será um dos temas abordados pelo presidente da Ajufe no seminário “As instituições jurídicas e a defesa da democracia”, que será realizado virtualmente entre os próximos dias 9 e 13.

    O evento é uma iniciativa da Anafe, em parceria com a Ajufe; a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR); a Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do DF (Anape); a Associação Nacional dos Procuradores Municipais (ANPM); a Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep); a Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais (Anadef) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

    Caberá a Brandão falar sobre as “ações judiciais e medidas de isolamento, judicialização dos decretos de lockdown e o princípio federativo” – tema de sua exposição, marcada para as 9h30 do dia 10.

    “Vamos tentar mostrar o ineditismo da situação de uma pandemia. O mundo e o Brasil foram desafiados a conviver com a pandemia. Todo mundo tem razão em defender a economia e a saúde. O Judiciário foi chamado a resolver essa disputa política que, infelizmente, até agora não acabou”, considera Brandão. “O Judiciário teve de trabalhar com a autocontenção, mas sem negar trabalho e direitos. Tivemos de fazer essa análise econômica e política do Direito”, acrescentou.

    Para ele, o Supremo Tribunal Federal acertou ao resguardar aos estados, ao Distrito Federal, aos municípios e à União competência concorrente na área da saúde pública para realizar ações de mitigação dos impactos do novo coronavírus.

    “O presidente pode criticar. Mas o Supremo, ao passar para os estados as decisões sobre as questões locais, não teve responsabilidade por morte alguma. Entendo a crítica no sentido de que ele achava que tinha de coordenar tudo. O STF não está errado em colocar os estados para gerenciar o assunto em um Brasil com dimensões continentais e realidades distintas”, acredita o presidente da Ajufe.
    “É uma questão em que todo mundo tem razão e ninguém tem razão. O grande problema da pandemia foi esse. O desvio de valores nos estados foi uma questão assustadora. Mas o STF não é culpado por nada, agiu da forma como foi chamado a agir”, ressalta.

    Você poderá acompanhar a transmissão pelo Congresso em Foco ou pelo canal da TV Anafe no Youtube. A participação no evento é gratuita. Participantes receberão certificado de presença ao final do seminário.

    O seminário é uma realização da Anafe em parceria com a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe); a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR); a Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do DF (Anape); a Associação Nacional dos Procuradores Municipais (ANPM); a Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep); a Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais (Anadef) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

    Veja a programação:

    9 de agosto
    18h – Solenidade de Abertura, seguido pela live “Os desafios das Associações” com a presença de Lademir Rocha (Anafe); Eduardo Fernandes (Ajufe); Ubiratan Cazetta (ANPR); Vicente Braga (Anape); Gustavo Machado (ANPM); Rivana Ricarte (Anadep); Eduardo Kassuga (Anadef); Felipe Santa Cruz (OAB).

    10 de agosto
    9h30 – Eduardo André Brandão de Brito Fernandes – juiz federal – presidente da Ajufe: Ações Judiciais e Medidas de Isolamento Judicialização dos Decretos de Lockdown e o Princípio Federativo;
    11h – Cláudia Maria Dadico – juíza federal: Criminalização da Disseminação de Fake News em Saúde
    Ricardo Wey Rodrigues – advogado da União: Medicina Baseada em Evidências;

    13h30 – André Carneiro Leão – defensor público: Defensoria Pública como expressão e instrumento do Regime Democrático;

    14h30 – Silma Dias Ribeiro de Lavigne – defensora pública: Acesso à Saúde e Crise Sanitária;

    16h – Márcio Commarosano – procurador do Município: O Cliente da Advocacia Pública no Regime Republicano: Orientação Jurídico-Democrática de Autoridades;

    18h – Nelson Jobim – ex-ministro da Justiça e ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal: Sistema Eleitoral.

    11 de agosto
    9h – Cleso da Fonseca Filho – procurador federal: O Estado Regulador Policêntrico no Contexto da Pandemia;

    10h – Gilmar Mendes – ministro do Supremo Tribunal Federal: Jurisdição Constitucional e Federalismo em tempos de pandemia;

    15h – Vicente Martins Prata Braga – procurador do Estado – presidente da Anape: Advocacia Pública no Combate à Corrupção;

    17h – Daniel Menezes – procurador da Fazenda Nacional – Anelize Lenzi Ruas de Almeida – procuradora da Fazenda Nacional: Equilíbrio Fiscal e Exigência de Créditos Tributários em meio à Pandemia: Transação e Pec Emergencial;

    18h – Galdino José Dias Filho – procurador federal: Advocacia Pública no Estado Ditatorial e no Estado Democrático Aldemário Araújo Castro – procurador da Fazenda Nacional: Atividade Correicional sobre Manifestações Políticas.

    12 de agosto
    9h – Roger Raupp Rios – desembargador federal: Estado Democrático de Direito e Discurso de Ódio;
    10h30 – Enrico Rodrigues de Freitas – procurador da República; Lívia Maria Santana e Sant’Anna Vaz – promotora de Justiça; Samuel Vida – advogado e professor universitário: Racismo Como Causa de Instabilidade Política;

    13h30 – Domingos Sávio Dresch da Silveira – procurador da República: Liberdade de Expressão e Democracia;

    15h – Ubiratan Cazetta – procurador da República – presidente da ANPR – Há Democracia Possível na Polarização?;

    17h – Luiza Frischeisen - subprocuradora-geral da República: Lei Antiterrorismo e Lei de Segurança Nacional: Riscos para a Democracia.

    13 de agosto
    10h – Cármen Lúcia – ministra do Supremo Tribunal Federal: O controle de Fake News nas Eleições: Liberdade de Expressão em Conflito com a Democracia?;

    13h30 – Rafael Bezerra Ximenes de Vasconcelos – procurador do Banco Central: Autonomia do Banco Central: Importância e Riscos;

    15h30 – Silvana Batini César Góes – procuradora regional da República: Competência da Justiça Eleitoral para Crimes Conexos aos Eleitorais: Impasses e Desafios;

    17h30min – Eugênio José Guilherme de Aragão – ex-ministro da Justiça: Lawfare e Condições de Elegibilidade;

    19h – Lademir Gomes da Rocha – procurador do Banco Central – presidente da Anafe: As Instituições Jurídicas em Tempos de Contrarreformas: Riscos para o Estado Democrático de Direito.

     

    Fonte: Congresso em Foco

    Monitoramento Ajufe: Repercussão da Nota contra os ataques sofridos pelo ministro Luís Roberto Barroso

    Monitoramento Ajufe na imprensa, sexta-feira, 30 de abril de 2021: Repercussão da Nota contra os ataques sofridos pelo ministro Luís Roberto Barroso.

     

     

    Estadão - Após novos ataques de Bolsonaro, juízes federais afirmam que na era da urna eletrônica nunca houve contestação sobre resultados https://bit.ly/3ycuGmJ

    Em nota pública, Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Ajufesp) destaca que 'numa democracia livre a vontade popular é acatada'; presidente da República promete divulgar ainda hoje, às 19hs, numa live, provas de fraudes nas eleições de 2014, quando Aécio foi derrotado por Dilma

     

    Metrópoles - Juízes federais se solidarizam com Barroso e vão contra voto impresso https://bit.ly/3f857eS

    A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) se posicionou, nesta quinta-feira (29/7), contra o voto impresso e contra os ataques feitos ao presidente do TSE, Luís Roberto Barroso. A Ajufe ressaltou que o modelo atual de votação é seguro e que qualquer mudança deve ser discutida em um ambiente de respeito institucional. Também afirmou que as constantes afrontas a integrantes do TSE e do STF provocam instabilidade política.

     

    O Antagonista - Ajufe diz que ataques de Bolsonaro a Barroso e ao TSE "são inadmissíveis" https://bit.ly/3zRDizg

    A Associação dos Juízes Federais publicou nota há pouco contra as críticas de Jair Bolsonaro direcionadas ao Tribunal Superior Eleitoral e ao presidente da corte, Luís Roberto Barroso.

     

    Valor - Após novos ataques de Bolsonaro, associação de juízes defende sistema eleitoral https://glo.bo/3l50bLI

    Após novos ataques do presidente Jair Bolsonaro, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) saiu em defesa do sistema de votação e criticou o que chamou de “ilações que geram desconfiança sobre o funcionamento das instituições e sobre a atuação de agentes públicos”.

     

    CBN - Políticos e entidades indicam crimes de Bolsonaro por colocar em dúvida as eleições https://glo.bo/3j26gG5

     

    Jota - Ajufe defende urna eletrônica e se diz preocupada com ataques a Barroso https://bit.ly/2WGfDnv

    A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) divulgou nesta quinta-feira (29/7) uma nota em defesa das urnas eletrônica e do modelo de votação do pleito eleitoral de 2022. Os magistrados se dizem preocupados com “pressões excessivas sobre o parlamento e ataques desmedidos a ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em especial ao ministro Luís Roberto Barroso”.

     

    CNN - Associação de Magistrados emite nota em defesa do sistema eletrônico de votação https://bit.ly/3zPkelo

    A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) emitiu um comunicado, nesta quinta-feira (29), em defesa ao atual sistema eletrônico de votação. A nota reitera a importância da "garantia do Estado Democrático de Direito".

     

    Poder 360 - Ajufe diz que ataques de Bolsonaro a Barroso, ao TSE e STF “são inadmissíveis” https://bit.ly/3j2UKKC

    A Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) publicou nota nesta 5ª feira (29.jul.2021) em que manifesta “preocupação” em relação às declarações do presidente Jair Bolsonaro contra o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral)

     

    Congresso em Foco - Juízes federais classificam como inaceitável a desqualificação das eleições https://bit.ly/2V3YlQC
    A Associação de Juízes Federais do Brasil (Ajufe), que representa os magistrados federais, divulgou uma nota na qual diz ser "inaceitável" a desqualificação do rito eleitoral brasileiro. O texto também indica que a instituição vê com preocupação "pressões excessivas sobre o parlamento e ataques desmedidos a ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em especial ao ministro Luís Roberto Barroso".

    Projeto da Lei de Improbidade esvazia controle judicial e ameaça ‘proteção da moralidade administrativa’, alertam juízes federais

    Nota Técnica de 75 páginas produzida pela principal entidade da classe, Associação dos Juízes Federais, pontua a preocupação da toga com processos sem fim contra maus gestores, o risco de prescrição e a flexibilização de sanções

     

     

    Para a Associação dos Juízes Federais do Brasil, o projeto que altera a Lei de Improbidade administrativa, aprovado pela Câmara dos Deputados no último dia 16 e encaminhado ao Senado, ‘despreza avanços já construídos’, além de comprometer a ‘proteção eficaz da moralidade administrativa e do erário’.

    Entre os pontos que causam ‘grande preocupação’ aos juízes federais estão itens da proposta que ‘interferem na atividade probatória e esvaziam o seu controle por parte do juiz, prolongando indefinidamente o curso do processo’. Eles apontam ainda que trechos do PL podem implicar em ‘risco severo de prescrição da maior parte das ações, tendo em vista o atual tempo médio de tramitação’.

    “A aplicação da Lei de Improbidade Administrativa vem sendo aperfeiçoada pela Justiça brasileira nos últimos 30 anos, com avanços claros no combate à corrupção e à gestão pública distanciada da moralidade . Infelizmente, muitos desses avanços estão em risco caso o Senado ratifique as alterações. A Ajufe continua à disposição para aprofundar um debate público e técnico sobre a mudança na legislação, que é de suma importância para a sociedade, debate esse que faltou em relação ao substitutivo votado às pressas na Câmara ”, afirma o juiz federal Tiago do Carmo Martins, responsável pela comissão de acompanhamento do projeto de alteração da LIA.

    Outros pontos destacados pelos juízes federais são relacionados a itens do PL que:

    • dificultam a decretação da indisponibilidade de bens, exigindo prova da ocultação patrimonial e invertem a ordem de constrição de ativos, com privilégio aos de menor liquidez;
    • reaproximam a improbidade ao processo penal, olvidando que o regime da LIA surgiu como alternativa às ineficácias da seara penal para abarcar o fenômeno da corrupção. Essa reaproximação, entre outros problemas, traz dúvidas sobre a possiblidade de a nova lei retroagir para desfazer condenações anteriores;
    • excluem a ilicitude do ato com base em mero dissídio jurisprudencial;
    • flexibilizam a sanção de proibição de contratações posteriores com o Poder Público;
    • excluem a culpa grave como elemento configurador do ato de improbidade administrativa e trazem o dolo específico como elemento indispensável para a caracterização da improbidade;
    • limitam as hipóteses de improbidade por violação aos princípios da Administração (art. 11), bem como reduzem o rol de penas aplicáveis a essa figura.

     

    Fonte: Estadão, escrito por Pepita Ortega e Fausto Macedo.

    INSS deve indenizar segurado por cessar auxílio com base em laudo incoerente

    Por constatar erro grosseiro da Administração, a 7ª Turma Recursal do Rio de Janeiro condenou o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a pagar indenização de R$ 3 mil por danos morais a um vigilante cujo auxílio-doença foi cessado indevidamente.

    Em 2014, o segurado sofreu um AVC e passou a receber o benefício. Ele tentou prorrogá-lo em 2017, mas a perícia administrativa não constatou incapacidade laboral e suspendeu o auxílio. Ele alegou que teria ficado sem a remuneração necessária para arcar com o sustento próprio e da família por cinco meses. Seu pedido de indenização foi negado em primeira instância.

    O juiz relator Odilon Romano Neto assinalou que o médico perito tem independência técnica para apreciar a capacidade laborativa. Porém, no caso concreto, considerou que as próprias informações apuradas não justificariam de forma alguma a cessação do benefício.

    O laudo de avaliação reconhecia que o autor apresentava dificuldade para andar e paralisia da mão direita, como sequelas do AVC. Mesmo assim, deu alta médica com base no "afastamento longo". O relator apontou a "absoluta incoerência e equivocidade do laudo":

    "Essa conclusão está a toda evidência equivocada. Se o autor estava — como a própria perícia constatou — incapacitado para a atividade habitual de vigilante, o segurado, ora autor, deveria ter sido encaminhado ao procedimento de reabilitação", destacou o juiz.

    O segurado foi representado pelos advogados Alessandro de Carvalho Souza e Rodrigo de Andrade Rambo.

     

     

    Fonte: Por , para o Conjur.

    Marinha é obrigada judicialmente a permitir que militar trans use uniformes e corte de cabelo femininos

    Uma decisão da Justiça Federal no Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira obriga a Marinha a permitir que uma sargento transexual utilize uniformes e corte de cabelo femininos enquanto serve ao Hospital Naval de Ladário, na região pantaneira do estado. A multa em caso de descumprimento é de R$ 100 por dia.

    Praticamente inédita no Direito brasileiro, a liminar é do juiz substituto Daniel Chiaretti, da 1ª Vara Federal de Corumbá, a pedido da própria militar envolvida no caso, Alice Costa. Ela é representada pela advogada Bianca Figueira, que também é transexual e foi reformada compulsoriamente pela Marinha quando assumiu a prórpria identidade de gênero.

    Nas Forças Armadas desde 2011, Alice já havia tentado conquistar esses e outros direitos em um requerimento parcialmente negado pela Diretoria de Pessoal Militar da Marinha, em junho. O vice-almirante André Luiz Mendes, que avaliou a solicitação, até autorizou que o nome social dela passasse a constar em sistemas e prontuários, mas negou que o mesmo figurasse em sua carteira de identidade e na plaqueta de identificação do uniforme — esses registros também foram modificados pela Justiça.

    Alegando “falta de previsão legal”, Mendes havia mantido Alice sob a obrigação de se apresentar com o chamado “corte militar” (cabelos curtos e quase sempre raspado lateralmente) e o vestuário masculino. O magistrado Chiaretti, no entanto, encontrou respaldo em acórdãos do STF e em posições da Corte Interamericana de Direitos Humanos para decidir no sentido contrário.

    Diz a decisão:

    “Parece desarrazoado e ofensivo à humanidade da parte autora, que se identifica com o gênero feminino, a imposição em seguir os padrões masculinos de apresentação física da Marinha do Brasil e do sexo/nome atribuído no seu nascimento (...). Note-se que a parte autora sequer pretende desvirtuar as regras de apresentação da Marinha e seus regulamentos, mas apenas vestir-se e apresentar-se conforme sua identidade de gênero”.

     

    Veja a decisão aqui.

     

     

    Fonte: Por João Paulo Saconi, O GLOBO.

    Entrevista do presidente da Ajufe, Eduardo André, para Rádio Bandeirantes

    Nesta quinta-feira (17), o Bastidores do Poder, da Rádio Bandeirantes do Rio Grande do Sul, entrevistou o presidente da Ajufe, Eduardo André Bandrão, sobre as mudanças drásticas na lei de improbidade que tramita na Câmara.

    Câmara já pode votar hoje projeto que altera a Lei de Improbidade

    Para a Associação dos Juízes Federais, as mudanças drásticas na lei podem gerar impunidade e falta de transparência.

     

    Veja a participação do presidente da Ajufe, Eduardo André, na edição do Jornal Hoje, desta quarta-feira (16).

     

    jh

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