Criança de seis anos com Síndrome de Down ganha direito de permanecer na educação infantil

    Com a finalidade de evitar prejuízo pedagógico para o menor, a 10ª Vara Federal de Porto Alegre reconheceu o direito de um menino de seis anos, portador da Síndrome de Down, de permanecer na educação infantil neste ano. A sentença, publicada em dezembro de 2022 e transitada em julgado em fevereiro, é da juíza Ana Paula De Bortoli.

    A mãe da criança ingressou com a ação contra a União narrando que o filho, em 2020, por pertencer ao grupo de risco para Covid-19, deixou de frequentar a escola, retornando apenas em abril do ano passado após a vacinação para crianças ser liberada. Uma médica especialista em neurologia constatou que ele por ser portador da Síndrome de Down apresenta quadro de atraso na fala, na interação e no auto cuidado, e recomendou que ele permaneça na educação infantil em 2023.

    A progenitora afirmou que apresentou o laudo da médica na escola solicitando a matrícula do filho, mas teve o pedido negado. A justificativa dada foi que o Pacto Nacional de Alfabetização estipula meta para que as crianças sejam alfabetizadas até o final do terceiro ano, e veda a retenção do aluno no ano que cursou.

    Ao analisar a legislação pertinente à matéria, a magistrada pontuou que a educação infantil “tem por finalidade o desenvolvimento integral da criança, compreendidos os aspectos físico, psicológico, intelectual e social”. Segundo ela, “na transição para o ensino fundamental, as instituições de educação infantil devem considerar o desenvolvimento global da criança, respeitando as necessidades específicas de aprendizagem de cada aluno”.

    Para a juíza, está demonstrado nos autos a necessidade do menor ser mantido na educação infantil no ano de 2023. “O laudo [médico] aponta que houve atraso na fala, na interação e no autocuidado, o que, extreme de dúvida, interfere na aquisição de habilidades e na autonomia para desempenhar atividades educativas mais elaboradas”.

    De Bortoli destacou que a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente impõem “a garantia de ‘acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um’ (grifei). A progressão deve considerar, portanto, a capacidade individual da criança e não apenas a idade cronológica”.

    A magistrada concluiu que o ingresso da criança no ensino fundamental pode representar um desestímulo em seu desenvolvimento e provocar um prejuízo pedagógico. Ela julgou procedente a ação reconhecendo o direito do menor permanecer na educação infantil neste ano. A União não poderá penalizar a instituição de ensino pela retenção do menor no mesmo ano.

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRF4.

    CJF libera o pagamento de RPVs a mais de 144 mil beneficiários

    Caberá aos TRFs, segundo cronogramas próprios, efetuar o depósito dos recursos financeiro

     

    O Conselho da Justiça Federal (CJF) liberou aos Tribunais Regionais Federais (TRFs) os limites para o pagamento de Requisições de Pequeno Valor (RPVs) autuadas em fevereiro de 2023, totalizando 117.914 processos, com 144.984 beneficiários. A soma atinge o valor de R$ 1.682.854.041,59. 

    Do total geral, R$ 1.370.047.938,89 correspondem a matérias previdenciárias e assistenciais, a exemplo de revisões de aposentadorias, auxílios-doença, pensões e outros benefícios, que somam 66.480 processos, com 84.533 beneficiários. 

    O Conselho esclarece ainda que cabe aos TRFs, segundo cronogramas próprios, o depósito dos recursos financeiros liberados. Com relação ao dia em que as contas serão efetivamente liberadas para saque, essa informação deve ser buscada na consulta de RPVs disponível no portal do Tribunal Regional Federal responsável.

     

    RPVs em cada Região da Justiça Federal  

    TRF da 1ª Região (DF, MG, GO, TO, MT, BA, PI, MA, PA, AM, AC, RR, RO e AP)  

    Geral: R$ 621.407.747,68

    Previdenciárias/Assistenciais: R$ 509.554.472,36 (25.520 processos, com 29.460 beneficiários)

    TRF da 2ª Região (RJ e ES)  

    Geral: R$ 142.435.630,15

    Previdenciárias/Assistenciais: R$ 117.856.687,53 (5.521 processos, com 7.386 beneficiários)

    TRF da 3ª Região (SP e MS)  

    Geral: R$ 306.256.082,82

    Previdenciárias/Assistenciais: R$ 224.198.720,43 (7.758 processos, com 9.528 beneficiários)

    TRF da 4ª Região (RS, PR e SC)  

    Geral: R$ 399.531.034,27

    Previdenciárias/Assistenciais: R$ 345.284.107,65 (18.372 processos, com 23.746 beneficiários)

    TRF da 5ª Região (PE, CE, AL, SE, RN e PB)  

    Geral: R$ 213.223.546,67

    Previdenciárias/Assistenciais: R$ 173.153.950,92 (9.309 processos, com 14.413 beneficiários)

     

     

    Fonte: Ascom CJF.

    Juiz federal participa de tradução de livro sobre a criação da Constituição norte americana

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    O juiz federal e associado da Ajufe Lucas Pieczarcka Guedes Pinto é um dos responsáveis pela tradução da obra “A criação da Constituição: a Convenção da Philadelphia de 1787 e a formação dos Estados Unidos da América”, de autoria do historiador estadunidense Max Farrand.

    Farrand se dedicou por mais de uma década à tarefa de coleta e de edição do material disponível sobre a Convenção, desvelando-se de sua análise as intrincadas relações de poder então em jogo.

    Embora os aspectos mais gerais dos eventos políticos, econômicos e sociais em torno da Convenção Constitucional da Philadelphia de 1787 e da Constituição dos Estados Unidos da América sejam relativamente bem conhecidos no Brasil, com esta tradução primorosa de Bruno Santos Cunha e Lucas Pieczarcka Guedes Pinto os leitores brasileiros terão acesso a um “exame acurado daquele que pode ser visto como o grande ponto de inflexão no constitucionalismo norte-americano: o verão de 1787 na Philadelphia e a Convenção Constitucional que lá ocorreu”.

    Link para aquisição da obra: http://bit.ly/3JMTnOE

    TRF-6 se mostra necessário e enfrenta desafios com criatividade

    Em entrevista ao Migalhas, presidente da Corte, desembargadora Mônica Sifuentes, destaca que têm sido criadas soluções inovadoras, que contribuirão para que o TRF-6 se torne um tribunal modelo.

    Da Redação (publicado originalmente em: https://www.migalhas.com.br/quentes/383132/trf-6-se-mostra-necessario-e-enfrenta-desafios-com-criatividade)

    Há quase sete meses, em uma solenidade histórica, foi oficialmente inaugurado o TRF da 6ª região.

    Criado para atender o Estado de Minas Gerais, o tribunal foi instalada em Belo Horizonte e resulta de uma luta de décadas dos mineiros. O objetivo era desafogar o TRF da 1ª região, até então responsável por 13 Estados, além do Distrito Federal.

    O novo tribunal foi aprovado em 2021 no Congresso com o empenho do STJ na gestão do ministro João Otávio de Noronha, que é mineiro da bela Três Corações.

    O TRF-6 é visto como uma conquista para o povo de Minas.

    Ao Migalhas, a presidente da Corte, desembargadora Mônica Sifuentes, aborda os desafios da gestão inaugural. Já o desembargador Flávio Boson Gamboni destaca que a Corte é um sonho antigo dos mineiros e que, apesar das dificuldades, destacam-se a alegria, o sorriso e vontade de magistrados, servidores e usuários para fazer vingar este tribunal.

    Mônica Sifuentes pontua que as mulheres, por sua condição, têm um olhar diferenciado para o conflito, e que a Corte investe em um modelo bem atual de Justiça, que é a justiça restaurativa, que busca restabelecer a vítima, criando condições para que se recupere do conflito.

    Ela também lamenta que a participação feminina no Judiciário ainda seja pequena, e destaca que o número é menor ainda quando depende de promoção de cargos.  

    O desembargador Flavio Boson Gambogi destaca que levar um tribunal de Brasília à capital dos mineiros é uma forma de permitir a interlocução mais próxima entre advocacia, defensoria, MP e magistratura, buscando por celeridade e melhores soluções aos processos. Ao Migalhas, ele destaca a importância deste contato e conta que, antes mesmo de ordem do CNJ, o Tribunal já fazia suas sessões de forma presencial.

     

    Evento homenageará pioneiras da Justiça brasileira

    A Escola Paulista da Magistratura (EPM) e a Corregedoria Nacional de Justiça, com o apoio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário do Estado de São Paulo (Comesp) e do Instituto Justiça e Cidadania, promoverão no dia 23 de março o seminário “O Sistema de Justiça pelas mulheres”, sob a coordenação do diretor da EPM, Desembargador José Maria Câmara Junior, e do corregedor nacional de Justiça, Ministro Luis Felipe Salomão. O evento será realizado das 9h30 às 17h, no auditório da Escola Paulista da Magistratura, localizada na Rua da Consolação, 1.483, em São Paulo – e transmitido pela plataforma Microsoft Teams.

    O seminário terá quatro painéis, nomeados em homenagem a cinco mulheres emblemáticas na história da Justiça brasileira: Esperança Garcia, considerada a primeira advogada do Brasil; Myrthes Gomes de Campos, primeira mulher a exercer a advocacia no país; Auri Moura Costa, primeira juíza do país; Mary de Aguiar Silva, primeira juíza negra do Brasil; e Maria Rita Soares de Andrade, primeira juíza federal do Brasil.

    São oferecidas 245 vagas presenciais e 700 vagas a distância, gratuitas e abertas aos magistrados do Tribunal de Justiça de São Paulo, profissionais das equipes técnicas interprofissionais das respectivas varas e escreventes do quadro de funcionários; magistrados de outros tribunais, advogados, defensores públicos, integrantes do Ministério Público, demais profissionais do Direito e estudantes de Direito. Serão emitidos certificados àqueles que registrarem frequência integral.

    As inscrições podem ser feitas até o dia 21 de março. Os inscritos serão matriculados automaticamente, respeitado o número de vagas. Mais informações em: https://epm.tjsp.jus.br/Noticias/noticia/90995?pagina=1

    Como parte da comemoração do mês da mulher haverá o lançamento do livro “Novas Tendências do Direito Privado, estudos em homenagem à professora Giselda Hironaka", lançado pela Editora JC e pela Comissão de Direito Agrário da OAB. Assinam a obra alunos, leitores e admiradores da professora, incluindo ministros do STJ como Luis Felipe Salomão e Ricardo Villas Boas Cueva, e expoentes da advocacia. A coordenação é dos advogados Antonio Augusto de Souza Coelho, Frederico Price Grechi e Rommel Andriotti.

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    Programa:

    9h30 – Abertura
    Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha – Supremo Tribunal Federal (a confirmar)
    Desa. Maria de Lourdes Rachid Vaz de Almeida – Coordenadora da Comesp
    Des. José Maria Câmara Junior – Diretor da EPM

    10h – Painel 1 – Esperança Garcia e Myrthes Gomes de Campos
    O Direito e as mulheres
    Desa. Salise Monteiro Sanchotene – Conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
    Profa. Ana Elisa Liberatore Silva Bechara – USP
    Doutora Eunice Prudente (Secretária Municipal de Justiça de São Paulo)
    Desa. Maria de Lourdes Rachid Vaz de Almeida (moderadora)

    11h – Painel 2 – Auri Moura Costa

    Enfrentamento à violência de gênero
    Procuradora Inês Maria dos Santos Coimbra de Almeida Prado – Procuradora-geral do Estado de São Paulo
    Ministra Maria Claudia Bucchianeri Pinheiro – Tribunal Superior Eleitoral
    Profa. Soraia da Rosa Mendes (a confirmar)
    Desa. Silvia Rocha (TJSP) (moderadora)

    14h30 – Painel 3 – Mary de Aguiar Silva

    Julgamento com perspectiva de gênero
    Profa. Silvia Carlos da Silva Pimentel – PUC/SP
    Juíza Vanessa Ribeiro Mateus – Presidente da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis)
    Juíza Maria Domitila Prado Manssur – Coordenadora da área de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero da EPM
    Procuradora federal Manuelita Hermes Rosa Oliveira Filha – Secretária de Altos Estudos do STF (a confirmar)
    Juíza Adriana Ramos de Mello – Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (moderadora)

    15h30 – Painel 4 – Maria Rita Soares de Andrade

    Direitos humanos das mulheres
    Jornalista Maria Amélia de Almeida Teles – Diretora da União de Mulheres de São Paulo
    Profa. Flávia Cristina Piovesan – Coordenadora científica da Unidade de Monitoramento e Fiscalização de decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos (UMF/CNJ)
    Juíza Hertha Helena Rollemberg Padilha de Oliveira – 1ª Vice-presidente do Instituto Paulista de Magistrados (IPAM)
    Juíza federal Caroline Someson Tauk – Juíza auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça
    Juíza federal Marcelle Ragazoni Carvalho Ferreira – Presidente da Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Ajufesp) (moderadora)

    17h – Encerramento

    Ministro Luis Felipe Salomão – Corregedor nacional de Justiça
    Erika Siebler Branco – Vice-presidente do Instituto Justiça e Cidadania
    Juíza Renata Gil de Alcântara Videira (Presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros)

    Inscrições abertas para seminário que debaterá a formulação do marco regulatório da inteligência artificial no Brasil

    A Ajufe comunica aos(às) associados(as) a realização do seminário “A Construção do Marco Regulatório da Inteligência Artificial no Brasil”, no dia 17 de abril, em modalidade presencial no auditório do Conselho da Justiça Federal (CJF), em Brasília. As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 14 de abril pelo endereço: https://bit.ly/3laCcx9.

    O objetivo do seminário é debater sobre a elaboração de um marco regulatório da inteligência artificial, bem como as principais repercussões para o setor de inovação tecnocientífica a partir da implementação de ferramentas de governança regulatória.

    Entre os temas a serem discutidos estão: análise comparativa de modelos regulatórios e princípios internacionais; direitos e deveres no ciclo de vida dos sistemas de IA; abordagem baseada em risco – taxonomia e consequências; discriminação algorítmica; arranjo institucional e de fiscalização enforcement; e perspectivas setoriais de aplicação e uso de IA.

    Serão disponibilizadas 300 vagas. O evento possui carga horária de 10 horas e conta com a coordenação geral do ministro Og Fernandes, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça e diretor do Centro de Estudos Judiciário do CJF.

    O seminário é uma realização do Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal (CEJ/CJF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

    Veja a programação completa: http://bit.ly/3Fj8Xio.

    Pop Rua Jud Pantanal atende mais de mil pessoas em Campo Grande/MS

    Mutirão promoveu cidadania e garantiu direitos à população em situação de rua
     
     

    A primeira edição do Pop Rua Jud Pantanal, em Campo Grande/MS, superou expectativas. Nos dias 6, 7 e 8 de março, aproximadamente mil pessoas passaram por mais de 20 serviços oferecidos à população em situação de rua na capital sul-mato-grossense. Em três dias de mutirão, as instituições participantes ultrapassaram a marca de 3 mil atendimentos.

    Na Justiça Federal, foram 65 audiências, com 43 acordos e três sentenças determinando a concessão de benefícios assistenciais e previdenciários.

    A ação, coordenada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região e pela Seção Judiciária de Mato Grosso do Sul, ocorreu na Unidade de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias (UAIFA I), da Prefeitura de Campo Grande, localizada no Jardim Veraneio.

    "Esperávamos atender cerca de 600 pessoas, e os dados da triagem [1005 pessoas, na soma dos três dias] mostram que essa meta foi amplamente superada. Além disso, o total de atendimentos revela que as pessoas que compareceram à ação conseguiram acessar vários serviços diferentes. Ao unir esforços, promovemos um enorme impacto na vida dessas pessoas", declarou a diretora do Foro da Seção Judiciária de Mato Grosso do Sul, juíza federal Monique Marchioli Leite.

     

    Histórias

    Mário Lopes, um dos acolhidos na UAIFA I, teve a vida transformada pelo mutirão. "Vim para cá em busca de abrigo e emprego. Peguei quatro encaminhamentos [profissionais]. Desses, um já me chamou e comecei a trabalhar hoje mesmo numa obra. O patrão falou comigo e, daqui a 15 dias, disse que vai ver, para mim, uma kitnet, com móveis básicos. Vou morar lá e abrir vaga aqui [na UAIFA I] para quem precisar".

    Lilian da Silva conseguiu benefício por incapacidade, que pleiteava desde os 14 anos. "Agradeço, primeiramente, a Deus e a vocês".

    Hércules Correia Ferreira Júnior sofreu um acidente de trabalho e, depois de um ano tentando, conseguiu no Pop Rua Jud o auxílio-doença por incapacidade temporária. "Em um único dia, conseguimos resolver tudo. Estou muito feliz"

    "Vim aqui resolver tudo, todos os meus documentos, alterar o nome [social], consegui. Gostei muito do atendimento", declarou Joice Garcia Rodrigues.

    José Henrique Mieres: “Consegui fazer minha identidade. Vou voltar amanhã para trazer minha esposa para fazer também. O atendimento é excelente. Fui muito bem recebido e acolhido.”

    João do Nascimento conseguiu a aposentadoria rural: "Atendimento nota 10! Estava há mais de 10 anos tentando. Hoje já saiu, já me aposentei na hora.”

    Lucineide Alves Pereira também teve o pedido de aposentadoria rural concedido: "Quando eu fiquei sabendo [do mutirão] vim pra cá. Cheguei, já fui atendida e deu tudo certo. Agradeço muito.”

    Daiane Gomes da Costa comemorou o benefício concedido para sua filha, Yasmin, 12: "Foi maravilhoso. Vinha lutando pelo LOAS dela, aí uma amiga me falou dessa ação, vim aqui e consegui. Deu tudo certo, foi muito bom".

     

    Mais dados

    Ao longo dos três dias, foram realizadas 226 inscrições no Cadastro Único (CadÚnico), principal porta de entrada para programas sociais do governo federal, como o Bolsa Família.

    Um dos serviços mais procurados foi a emissão de documentos, com 308 cédulas de identidade (RGs) e 225 certidões.

    O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul registrou 128 atendimentos. A Junta Militar, por sua vez, 198. Outro importante parceiro da ação, o Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul contabilizou 47 demandas. Já o Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região recebeu 27 pessoas.

    Mais uma vez, os acadêmicos do Escritório Modelo de Assistência Judiciária (EMAJ) da Faculdade de Direito (FADIR) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) cooperaram com a Justiça Federal. Os voluntários ofereceram orientação jurídica junto à Defensoria Pública da União (DPU), que registrou 64 atendimentos. Na Defensoria Pública do Estado, 147 pessoas foram atendidas.

    Além da participação nas audiências da Justiça Federal, o INSS promoveu 116 atendimentos no evento. A Caixa Econômica Federal, 159.

    O Ministério Público Federal, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul e o Ministério Público do Trabalho registraram, respectivamente, 8, 25 e 10 atendimentos.

    A Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários atendeu 325 pessoas. A Fundação Social do Trabalho (Funsat) promoveu 162 atendimentos, incluindo regularização de documentos, ativação do seguro-desemprego e encaminhamentos profissionais. Já a Fundação do Trabalho, estadual, auxiliou 122 interessados.

    Foram também expressivos os números dos serviços prestados pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau): 700 testes rápidos (ISTs) e 109 vacinas contra Covid-19 aplicadas.

    Dez mulheres passaram por atendimento especializado para casos de violência doméstica, organizado pelo Instituto Brasileiro de Defesa da Família (Ibdfam).

    Pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) passaram 1.005 pessoas. No local, 42 usuários interessados em cursos profissionalizantes foram cadastrados.

    O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) ofereceu serviço de corte de cabelo (118 atendidos) e orientações de saúde (10 atendidos).

    Os diversos serviços foram prestados nas instalações da UAIFA I e em 13 tendas disponibilizadas pelo Comando Militar do Oeste, também responsável pela distribuição de 1.800 marmitas nos 3 dias de mutirão.

     

    Encerramento

    No fim da tarde da quarta-feira (8/3), no encerramento dos trabalhos, a juíza federal Monique Marchioli Leite agradeceu aos participantes da ação. "Todo mundo que estava aqui atendeu as pessoas com muita empatia, tentando resolver os problemas das pessoas, o que conseguimos fazer".

    A superintendente da Proteção Social Especial da Secretaria de Assistência Social de Campo Grande/MS, Tereza Bauermeister, parabenizou a Justiça Federal pelo evento. "A gente faz esse trabalho de atendimento a essa população, mas de maneira fragmentada. Oportunizar todos esses órgãos aqui foi de suma importância para eles."

    A coordenadora da UAIFA I, Giani da Conceição Costa, destacou o impacto do Pop Rua Jud Pantanal. "Dá para separar, como um divisor, nossa unidade antes e depois dessa ação. Trabalho há doze anos com a população em situação de rua e nunca houve nada parecido. É um marco na assistência social. A forma com o que os usuários saíam das audiências foi muito emocionante", declarou.

     

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRF3.

    TRF4 institui comissão que vai desenvolver políticas de igualdade e de gênero

    O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) acolheu pedido da Ajufe Mulheres e instituiu a Comissão Gestora de Políticas de Equidade de Gênero. A iniciativa foi oficializada na última quarta-feira, Dia Internacional da Mulher, pela Resolução nº 289/2023. Iniciativa semelhante já havia sido adotada nos Tribunais Regionais Federais da 1ª Região, da 3ª Região e da 5ª Região.

    O objetivo do grupo é planejar e acompanhar ações voltadas à promoção da participação feminina nos espaços formais de poder da Justiça Federal da 4ª Região.

    A iniciativa do TRF4 leva em consideração os efeitos multiplicadores e benefícios a partir da igualdade de gênero, buscando garantir a participação plena e efetiva das mulheres e a igualdade de oportunidades para liderança em todos os níveis de tomada de decisão na esfera pública.

    Atuação - A Comissão vai atuar realizando ações educativas e eventos relacionados à equidade de gênero, bem como criar repositório on-line para cadastramento de dados de mulheres juristas com expertise nas diferentes áreas do Direito; elaborando e divulgando estudos e pesquisas sobre a participação feminina na 4ª Região; promovendo campanhas de valorização da igualdade de gênero, da não discriminação e do respeito à diversidade; firmando parcerias institucionais para o fortalecimento de redes de cooperação, além de outras ações que sejam consideradas pertinentes.

    Veja a resolução: https://www.trf4.jus.br/Hdwkz.

     

    Mutirão em Fernandópolis/SP realiza mais de seis mil atendimentos 

    “Noroeste em Ação Cidadã” foi coordenado pelo TRF3 e pela JF/Jales e ofereceu cerca de 30 serviços a pessoas em situação de vulnerabilidade social da região 
     
     

    Terminou no dia 9/3, no município de Fernandópolis, interior paulista, o “Noroeste em Ação Cidadã - Parcerias por um Mundo Melhor”, projeto coordenado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) e pela Justiça Federal em Jales/SP. Em dois dias de evento, 1.122 pessoas passaram pela triagem na Praça Joaquim Antônio Pereira, Centro, totalizando 6.538 atendimentos.

    Na Justiça Federal, foram realizados 37 atendimentos, quatro audiências de conciliação com acordos homologados, além de quatro perícias médicas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Já as Secretarias Municipais do Meio Ambiente, Saúde, Assistência Social, Cultura e de Educação totalizaram 1.700 atendimentos.

    A Defensoria Pública da União (DPU) promoveu 80 atendimentos; Advocacia Geral da União (AGU) 27; Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE/SP) 110; Tribunal Regional do Trabalho (TRT) 21; Ministério Público de São Paulo (MPSP) 13; Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) 15; Junta Militar 21; Procuradoria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) 47; Poupatempo 173; Caixa Econômica Federal 67; doações de roupas pela Escola Adventista 2.500; Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) 49; beleza (hidratação e cortes de cabelo, esmaltação e sobrancelha) 292; Minha Casa Minha Vida 160; doação de mudas 310; doação de livros 98; vacinas aplicadas 84, entre outros.

    “Desde o início, nossa ideia sempre foi oferecer serviços concentrados para a população em local de fácil acesso e permitir que todos exercessem o seu direito de cidadania”, declarou o juiz federal Roberto Lima Campelo, da 1ª Vara Federal de Jales/SP. 

    Além de Fernandópolis, o “Noroeste em Ação Cidadã” atendeu a população dos municípios de Estrela D´Oeste, Indiaporã, Macedônia, Meridiano, Mira Estrela, Ouroeste, Pedranópolis, Populina, São João das Duas Pontes, São João de Iracema e Turmalina/SP.  

    A ação conjunta contou com a participação de mais de 30 entidades que realizaram atendimentos de assistência social e de saúde; expedição de documentos; atendimentos jurídicos por instituições parceiras e acesso à Justiça para ingresso de ações ou procedimentos extrajudiciais. 

     

    Casos atendidos 

    Em uma das audiências realizadas pela Justiça Federal, dona Olídia Prando Baptista, 81, obteve a concessão da aposentadoria por idade híbrida. Isso foi possível graças ao acordo firmado entre as partes (INSS, Procuradoria da República e representante da autora) e homologado pela Justiça. “Quando ouvi falar deste evento corri para cá, foi a melhor coisa que fiz. Saio daqui com a aposentadoria garantida e estou muito feliz”, disse. 

    Gessineia Rodrigues Paim Esteves, 22, aproveitou a oportunidade para fazer o título de eleitor e a carteira profissional. “Achei muito interessante, nunca tinha visto um evento assim. Facilitou minha vida pois está no centro da cidade e como trabalho aqui perto aproveitei a oportunidade.” 

    Dona Maria Aparecida Barbosa Santana, 63, foi ao local para dar entrada no pedido de aposentadoria. “Achei mais acessível e fácil vir aqui do que ir até o INSS. Fui atendida rapidamente e estou satisfeita. Esse tipo de mutirão é muito importante, deveria ter mais vezes.” 

    Já dona Maria Rodrigues dos Santos, 67, buscou o “Noroeste em Ação Cidadã” para orientações sobre como receber valores atrasados de aposentadoria. “Fiquei sabendo do evento pela televisão e pelo carro de som que passou em minha rua. Isso é muito bom pois há tempos pensava em ir ao fórum.” 

    Dirceu Santiago do Nascimento, 58, mora numa área rural e foi ao mutirão buscar informações sobre um processo de desapropriação. “A ação está em Jales e pra mim é complicado ir até lá. Para ter informações dependo do advogado. A ideia de oferecer esses serviços no centro de Fernandópolis foi muito boa. Falei com o juiz diretamente e fiquei bastante satisfeito.” 

    Isadora Ribeiro Araújo Cortez, 28, foi ao mutirão para receber orientações sobre como cancelar um processo de aposentadoria do pai, que veio a falecer. “Achei muito interessante reunir tantos órgãos num mesmo lugar, Justiça, Sabesp, Poupatempo, Caixa Econômica Federal etc. Isso facilita muito nossa vida.” 

    O mutirão contou com a cooperação de instituições do poder público federal, estadual, municipal e organizações da sociedade civil. O objetivo foi garantir à população de baixa renda e em situação de rua o acesso a serviços para exercício dos direitos básicos de cidadania, assistência social, saúde e justiça. 

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRF3.

    Acervo do TRF-1 reduz em 28% com criação da 6ª Região, em Minas Gerais

    Mutirão em Picos realiza quase mil audiências de conciliação que resultam em R$ 6 milhões a jurisdicionados

    Entre os dias 30 de janeiro e 11 de fevereiro, 993 audiências de conciliação, instrução e julgamento, com prolação da sentença/ato judicial pertinente, foram realizadas durante mutirão do Juizado Especial Federal (JEF) adjunto da Subseção Judiciária de Picos/PI. A partir das audiências, que resultaram em 42% de acordos, foi possível atingir mais de R$ 6 milhões referentes a retroativos já liquidados.

    De acordo com a juíza federal Monique Martins Saraiva, titular da Vara Única da Subseção, o montante de mais de R$ 6 milhões corresponde substancialmente a verbas devidas a jurisdicionados socialmente vulneráveis e, consequentemente, contribui para a irrigação da economia das localidades onde eles residem no semiárido do estado do Piauí.

    Segundo relatório do diretor da Secretaria da Subseção de Picos, Manoel Kliemann, os benefícios apreciados foram predominantemente os de aposentadoria rural, mas também houve ações visando auxílio-doença previdenciário rural e salário-maternidade rural.

    Esse é o primeiro de vários eventos que deverão ocorrer ainda este ano nos JEFs da 1ª Região, sempre com o apoio da Coordenação dos Juizados Especiais Federais da 1ª Região (Cojef) e por meio de seu coordenador, desembargador federal Carlos Augusto Pires Brandão.

     

     

    Fonte: SJPI.

    Ministra do STJ lança obra sobre Direito Tributário

    A ministra Regina Helena Costa, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), lança a 13ª edição do livro "Curso de Direito Tributário - Constituição e Código Tributário Nacional”, pela editora Saraiva. A tributação é a atividade estatal que compreende a instituição, a arrecadação e a fiscalização de tributos, e o Direito Tributário, por sua vez, é o conjunto de normas jurídicas que a disciplina.

    Este livro trata dos fundamentos do Direito Tributário de forma abrangente, numa linguagem didática e objetiva. Seu propósito é apresentar aos leitores uma visão panorâmica da disciplina, sob a ótica da conexão existente entre a tributação e os direitos fundamentais.

    A obra é dividida em seis partes: Parte I – Fundamentos do Direito Tributário; Parte II – Sistema Constitucional Tributário; Parte III – O CTN e suas normas gerais; Parte IV – Impostos em Espécie; Parte V – Noções sobre as relações processuais em matéria tributária; e Parte VI – Outros temas. Assim, são objeto de análise a Constituição da República em seu regramento acerca da tributação, bem como o Código Tributário Nacional, com destaque para a interpretação sistemática das normas estatuídas nesses diferentes planos normativos.

    Inclui, ainda, noções sobre o regime processual das relações jurídico-tributárias e temas atuais sobre tributação. LInk para aquisição da obra: https://bit.ly/3XZe4dW

    TRF4 condena homem que publicou anúncio de venda de escravo em redes sociais

    O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) condenou um homem de 29 anos, morador de Irati (PR), pelo crime de injúria racial. O réu foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por ter publicado nas redes sociais Facebook e Askfm anúncios nos quais ofertava à venda um homem negro como escravo. A decisão foi proferida por unanimidade pela 7ª Turma na última semana (14/2). O condenado terá que prestar 365 horas de serviços comunitários.

    Segundo a denúncia, o homem divulgou, no dia 10 de março de 2013, nas redes sociais Askfm e Facebook, um link contendo anúncio que direcionava o usuário para uma página do site Mercado Livre. No anúncio, o denunciado oferecia um homem negro à venda como escravo com os seguintes dizeres: “Negro Africano Legítimo. Único Dono. Bom Estado de Saúde. Serviços. Animais. Transporte. Alguém precisa de ummm... UM ESCRAVO. Baratinhoo. Único Dono”. De acordo com o MP, o acusado e a vítima se conheciam por meio de um grupo de jovens da igreja que frequentavam.

    Em março de 2021, a 1ª Vara Federal de Ponta Grossa (PR) proferiu sentença condenatória, estabelecendo pena de um ano de reclusão. Para o juízo de primeira instância, “a atitude do acusado é reprovável, restando configurada a ocorrência do crime de injúria racial em relação à vítima”. A pena privativa de liberdade foi substituída pela pena de prestação de serviços à comunidade, à razão de uma hora por dia de condenação.

    A defesa apelou ao TRF4 requisitando “a anulação da sentença, para absolver o réu da imputação do crime de injúria racial, diante da inexistência de provas suficientes para ensejar a condenação, uma vez que o caso trazido a julgamento foi apenas uma simples brincadeira entre amigos”.

    A 7ª Turma da corte manteve a condenação. O relator, juiz convocado no TRF4 Danilo Pereira Júnior, destacou que “o dolo requerido pelo tipo penal foi verificado presente no caso. Ainda que o réu afirme não haver pretendido menosprezar a vítima, a cabal admissão no interrogatório de que enviara o anúncio do Mercado Livre em formato privado para a vítima demonstra o dolo do tipo penal. A alegação de que estava praticando espécie de humor ou brincadeira, não serve para afastar o delito”.

     

     

    Fonte: Ascom TRF4.

    TRF4 lança sistema que automatiza fases e acelera trâmite processual

    Trâmite de fases iniciais do processo, que levava dias, será reduzido a minutos com uso da inteligência artificial

    Foi lançado na última terça-feira (14/2), na Seção Judiciária do Paraná (SJPR), em Curitiba, o projeto ‘Tramitação Ágil’, criado pelo Laboratório de Inovação (Inspiralab) do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) para automatizar e acelerar a tramitação processual em 1º e 2º graus. A solenidade ocorreu no auditório da SJPR e contou com a presença de magistrados, servidores e autoridades.

    “Acredito que estamos escrevendo uma página importante no livro da Justiça. Com o Tramitação Ágil, vamos garantir rotinas automatizadas e, consequentemente, maior precisão. É o processo inteligente, no qual são eliminados tempos mortos e retrabalho”, explicou o presidente do TRF4, desembargador Ricardo Teixeira do Valle Pereira, ao abrir a cerimônia.

    O diretor do Foro do Paraná, juiz federal José Antônio Savaris, afirmou que sediar o projeto-piloto do novo sistema, que será implantado inicialmente apenas nos Juizados Especiais Federais paranaenses,  “é uma conquista da SJPR, que tem investido no aperfeiçoamento da jurisdição. 

    “O lançamento deste projeto promissor é mais uma demonstração do compromisso do TRF4 em parceria com as seções judiciárias da Região Sul com a celeridade e a melhoria da prestação jurisdicional”, pontuou a presidente da OAB-PR, advogada Marilena Indira Winter.

    Inteligência Artificial e automatização de fases processuais

    Seguindo a abertura, houve um painel, coordenado pela juíza federal Gisele Lemke, para apresentar a nova ferramenta, com a participação de Eduardo Tonetto Picarelli, juiz auxiliar da Presidência do TRF4, Alexandre Kenzi Antonini, assessor de projetos e inovação do TRF4; e Marlon Barbosa Silvestre, diretor da Secretaria de Sistemas Judiciários do TRF4.

    Eles expuseram as mudanças e melhorias que o Tramitação Ágil vai provocar na prestação jurisdicional. “O que estamos apresentando hoje é uma mudança de conceito no eproc, com uso de inteligência artificial, possibilitando uma tramitação o mais eletrônica possível. Uma tramitação orientada por dados”, expôs Picarelli.

    “Hoje chegamos a um momento de maturidade do eproc que a riqueza de dados e metadados que ele possui e a riqueza de dados que pode ser extraída de outros sistemas, notadamente os sistemas previdenciários, como o da Dataprev, passaram a permitir que visualizássemos a possibilidade de automatização, com o processo podendo andar praticamente sozinho, com base em uma programação”, explicou o magistrado.

    “O modelo do Tramitação Ágil, num primeiro momento, será aplicado nas ações de benefício previdenciário por incapacidade que tramitam nos Juizados Especiais Federais, mas poderá ser utilizado em qualquer processo futuramente”, disse Picarelli.

    Ferramenta na prática

    O juiz fez uma demonstração no telão, onde foi possível visualizar o primeiro processo utilizando o novo sistema. Ajuizado ontem, cerca de nove minutos depois já havia sido realizada consulta aos dados da Dataprev, trazendo os dossiês previdenciários e médicos do segurado. O sistema fez sozinho todas as checagens para que a ação pudesse ir adiante, foi redistribuído para a Central de Perícias de Curitiba, que automaticamente já fez um ato. Tudo isso aconteceu em 11 minutos. Conforme Picarelli, a mesma rotina poderia levar de dois a 20 dias sem o Tramitação Ágil, sendo que nenhum servidor ou juiz precisou interferir.

    Inspiralab

    A Antonini coube demonstrar como o Tramitação Ágil  foi desenvolvido pelo Inspiralab, que é o Laboratório de Inovação do TRF4. “A base do projeto foi a colaboração entre as entidades do sistema de Justiça, a definição de fluxos processuais padronizados e o compartilhamento de dados estruturados, que puderam gerar a automatização das atividades não decisórias”, explicou o assessor de Inovação.

    Uso opcional pelo advogado

    Já o diretor de Sistemas Judiciários explicou como o projeto funciona no eproc. Segundo Silvestre, foi criada uma tela específica e otimizada que garante que apenas os dados necessários sejam solicitados. ” No eproc, o Tramitação Ágil é opcional. Se o advogado optar por usar a ferramenta, ele será levado a esta tela”, pontuou o diretor, que demonstrou ponto a ponto como ocorrerá o trâmite caso o advogado da parte opte por utilizar o sistema.
     

    Mutirão coordenado pelo TRF3 e pela JFSP atende 450 famílias de assentados em Iaras/SP

    Ação interinstitucional ocorreu nos dias 11 e 12 de fevereiro e ofereceu serviços de saúde, assistência social e cidadania

    Cerca de 450 famílias do assentamento Zumbi dos Palmares, em Iaras/SP, foram atendidas no projeto “Pop Rural ZumPa”, nos dias 11 e 12 de fevereiro. O mutirão interinstitucional foi coordenado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) e pela Justiça Federal em Avaré/SP e ofereceu serviços de saúde, assistência social, cidadania e orientações profissionais aos trabalhadores rurais.

    O mutirão foi realizado na escola do próprio assentamento. Na abertura, a juíza federal em auxílio à Presidência do TRF3, uma das organizadoras do projeto “Pop Rua Jud”, Marisa Cucio, saudou os presentes. “É o primeiro projeto que fazemos nessa modalidade e devemos repetir em outras localidades.”

    O juiz federal Emerson José do Couto, diretor da Subseção Judiciária de Avaré/SP e organizador do “Pop Rural ZumPa”, ressaltou a possibilidade de os agricultores solucionarem pendências e outros serviços em um mesmo local. 

    “É o primeiro projeto feito no Brasil dentro de um assentamento rural. Quem não tem o seu documento da terra não precisa se deslocar para outro lugar. Há oportunidade de solucionar demanda não atendida pela União, Estado e problemas com Justiça”, relatou.



    Juíza federal Marisa Cucio, servidora do INSS Dulce, assentado Paulo Araújo Santos, juiz federal Emerson José do Couto e servidor do INSS Sidnei Soares (Foto:Acom/TRF3)

    O prefeito de Iaras, Marcos José Rosa, agradeceu o empenho do TRF3, da Justiça Federal e das instituições envolvidas na ação. “É muito importante aos moradores para melhorar a produção do assentamento e realizar parcerias com órgãos estaduais e federais”, disse. 

    A líder comunitária e vereadora Marilúcia Pereira de Souza, conhecida como “Tita do Assentamento”, lembrou que o assentamento foi criado há 25 anos pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e sempre lutou pela garantia de infraestrutura e acesso às políticas públicas. 

    “As primeiras famílias chegaram em 1995 e foram assentadas em 1998. Fui assentada em 2005, conseguimos o nosso pedaço de terra e o funcionamento da escola. A maioria trabalha com gado leiteiro, outras com apicultura e hortaliças. O mutirão nos facilita na obtenção de documentos e evita deslocamento longo para Avaré ou Bauru”, elogiou.  


    Pré-atendimento aos assentados no Pop Rural ZumPa (Foto:Acom/TRF3)

    Casos

    O Juizado Especial Federal (JEF) de Avaré, presente no local, realizou sete audiências de instrução, com cinco sentenças favoráveis à concessão de benefícios previdenciários.A trabalhadora rural Lucinda Simões da Silva, 75 anos, obteve direito à aposentadoria em uma das decisões. Ela conseguiu comprovar 15 anos de trabalho, com documentos e testemunhas ouvidas em audiência no mutirão. “Estou há 21 anos no assentamento e aguardava um ano para me aposentar. Sou viúva e o dinheiro do benefício vai ajudar a pagar as dívidas”, afirmou.



    Juiz federal substituto Gabriel Herrera (esq.) concede aposentadoria rural à agricultora Lucinda Simões da Silva (Foto:Acom/TRF3)

    O agricultor Paulo Araújo Santos, 64 anos, também conseguiu o benefício previdenciário por tempo de serviço e idade, mas pela via administrativa. Os servidores do INSS, no local, comprovaram o direito do segurado. Há 3 anos que ele tentava se aposentar. “Não tive como provar o tempo de serviço rural anteriormente. Era difícil ir a uma agência e aqui foi resolvido rapidamente.”

    Para o juiz federal substituto Gabriel Herrera, a ideia do “Pop Rural ZumPa” foi excelente e a adesão da população superou as expectativas.  “É a primeira vez que ocorre um evento como esse, desde que estou aqui. Muitos serviços foram oferecidos, principalmente a concessão de benefícios previdenciários.”   

    Serviços

    Funcionários da Caixa Econômica Federal (Caixa) e do Banco do Brasil (BB) atenderam os assentados que procuravam regularizar o Cadastro de Pessoa Física (CPF), verificar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e possibilidade de empréstimos bancários, entre outros serviços. 

    Para o superintendente regional do BB em Bauru, Marcio Antônio Pereira, os serviços trazidos ao assentamento são demonstração de maior atenção à população vulnerável e mais carente. 

    Contratos de incentivo financeiro à produção dos pequenos produtores foram formalizados pelo BB. Um deles significou em contrato de empréstimo para aquisição de gado leiteiro. O casal de assentados Josiane Costa de Abreu e Adriano Bereza obteve R$ 30 mil para comprar cinco vacas, com carência de iniciar o pagamento em três anos. O valor deve ser quitado em 10 anos, mas pode haver abatimento de até 40% do devido, conforme a política de incentivo do banco.

    Outro contrato foi referente ao custeio da colheita de café em programa de incentivo à agricultura familiar. O casal Antônio José de Castro e Maria Cecília Barbosa adquiriu um empréstimo de R$ 16 mil com o banco público para ser quitado daqui a um ano, quando houver a colheita do produto. 

    “Temos 22 mil pés de café e sofríamos discriminação quando procurávamos o serviço bancário, por sermos assentados. Agora poderemos agregar valor ao nosso café e melhorar a produção”, afirmou Maria Cecília Barbosa. 

    O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) trabalhou na concessão de direito de uso para a regularização de lotes. Foram emitidos mais de 100 contratos de cessão de uso de propriedade rural (CCU). Já a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral de Avaré (CATI), da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, atuou em serviços para criação, atualização ou regularização do Cadastro Ambiental Rural e entrega do Código da Propriedade Rural (CEP Rural), no âmbito do Programa Rotas Rurais do Estado de São Paulo.

    Valderi Vicente Rodrigues foi um dos assentados a obter o CCU fornecido pelo Incra. “Estou aqui desde 2002. Consegui a legalização do terreno que estava no nome do meu irmão falecido”, contou. 

     
    Equipe interinstitucional presta orientação aos moradores do assentamento (Foto:Acom/TRF3)
     

    Projeto piloto 

    Uma associação que representa cerca de 50 famílias de assentados participou do início de um projeto assessorado pela empresa Economia Viva, com o objetivo de melhorar e dimensionar as necessidades dos pequenos produtores rurais, com orientações para cadeias produtivas de apicultura, horticultura, pecuária de leite e corte e acesso a linhas de crédito. Também apoiaram a inciativa o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), Caixa e CATI.

    A presidente da associação, Joelma Oliveira e Silva, descreveu a necessidade dos associados: “Viemos participar do evento com intuito de resolver alguns problemas que temos no assentamento quanto à documentação, plantio, projetos para produção e escoamento de mercadorias”.    

    Os mediadores organizacionais Paulo Vicente e Rodrigo Bergami, da Economia Viva, contaram que o objetivo é ajudar na organização, quanto à governança e à gestão, para que as pessoas consigam produzir de forma mais colaborativa. “Estamos aqui para dar apoio e mapear os talentos e recursos locais para orientar os assentados”, disse Paulo Vicente.

    Para o juiz federal Emerson José do Couto, apoiar o trabalho é essencial para melhorar a organização da associação e, com a parceria e assistência técnica da CATI, desenvolver projetos. “Uma das ideias é a construção de horta comunitária com estufas na escola do acampamento”, ressaltou.




    Assentados de associação reunidos com Sebrae, Caixa e Cati e Economia Viva (Foto:Acom/TRF3)

    Outros serviços

    Durante os dois dias de evento, as instituições parceiras do “Pop Rural ZumPa” também ofereceram a emissão de documentos, como certidões, CPF, Registro Geral (RG) e disponibilização do cadastro no CadÚnico, para que os cidadãos possam se inscrever em programas sociais. Além disso, foram aplicadas vacinas e realizados cortes de cabelo.

    A Prefeitura Municipal de Avaré também distribuiu aos moradores 3 mil mudas de árvores nativas, frutíferas e paisagísticas. O CATI também disponibilizou mudas e sementes nativas a preços simbólicos aos assentados e com orientação de cultivo.




     Horta de produção familiar em lote de um dos assentados (Foto:Acom/TRF3)

    A iniciativa 

    A iniciativa do “Pop Rural ZumPa” nasceu após o juiz federal Emerson José do Couto constatar, em depoimentos de ações previdenciárias e em inspeções no âmbito de ações civis públicas sobre questões ambientais, elevado grau de vulnerabilidade dos assentados, que, em muitos casos, têm dificuldades até para manter produção de alimentos para subsistência.

    Pop Rua Jud

    O projeto “Pop Rua Jud” atende à Resolução CNJ nº 425/2021, que instituiu a Política Nacional Judicial de Atenção a Pessoas em Situação de Rua e suas interseccionalidades. O ato normativo prevê que os tribunais devem observar as medidas administrativas de inclusão, como a manutenção de equipe especializada de atendimento, preferencialmente multidisciplinar, em suas unidades.

    Os primeiros mutirões do projeto ocorreram nos meses de março e novembro de 2022 na cidade de São Paulo/SP. As edições atenderam, no total, mais de 18 mil pessoas em seis dias, na Praça da Sé. No período, foram distribuídas mais de 20 mil marmitas e aplicadas, pela Prefeitura de São Paulo, cerca de 900 vacinas.

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRF3 

    Programa de Assistência à Saúde da Câmara dos Deputados deve custear transplante de medula óssea

    Paciente, de 80 anos, sofreu agravamento de doença e necessitou de procedimento urgente

    A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) determinou que o Programa de Assistência à Saúde (Pró-Saúde) da Câmara dos Deputados autorize o pagamento de transplante de medula óssea de urgência a uma beneficiária com pré-leucemia, em hospital não credenciado ao plano.

    Para os magistrados, documentos comprovaram a progressão da doença e a necessidade do tratamento.

    “A Constituição Federal consagra o direito à vida e à saúde, os quais decorrem dos deveres impostos à União, Estado, Distrito Federal e Municípios na concretização de garantias fundamentais”, afirmou o desembargador federal André Nabarrete, relator do processo.

    A beneficiária foi diagnosticada com síndrome mielodisplásica com excesso de blastos (pré-leucemia) e iniciou tratamento quimioterápico em hospital credenciado ao Pró-Saúde de Brasília/DF. Com o agravamento da enfermidade, houve indicação de transplante de medula óssea alogênica.

    Em razão da idade da paciente, o procedimento só poderia ser realizado em unidade da rede hospitalar localizada em São Paulo/SP. Com a demora da liberação do plano, a beneficiária acionou o Judiciário.

    Após 25ª Vara Cível Federal de São Paulo/SP ter determinado a obrigação de autorizar a internação e custeio do tratamento, a União recorreu ao TRF3.

    O ente federal alegou ser descabida a concessão de benefícios não previstos no plano, tendo como consequência a quebra do equilíbrio financeiro. Além disso, argumentou que o hospital não faz parte da rede credenciada.

    Ao analisar o caso, o relator acrescentou que, conforme atestado médico, caso a paciente não realizasse o transplante, correria o risco de recidiva da leucemia.  

    "Não era crível exigir da autora que ficasse indefinidamente à espera de resposta do convênio de saúde, mormente em razão de sua idade avançada e do complexo quadro clínico, que redundou, inclusive, com sua morte no decorrer da lide”, concluiu.

    Assim, a Quarta Turma, por unanimidade, negou provimento à apelação e à remessa oficial da União.

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRF3

    Confira a edição de fevereiro da Revista Justiça & Cidadania

    A Revista JC de fevereiro reúne entrevistas com recém-eleitos presidentes de importantes instituições jurídicas nacionais, a começar pela capa da edição, com o Desembargador Ricardo Cardozo, que assume o comando de um dos mais produtivos e relevantes tribunais brasileiros, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, com seus mais de 270 anos de história.

    A série de entrevistas continua com o Ministro Alberto Balazeiro, do Tribunal Superior do Trabalho, que fala sobre seus planos para o Programa Trabalho Seguro, do qual é o novo coordenador. A edição traz ainda entrevistas com os recém-eleitos presidentes: do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais, Desembargador Roberto Frank, que além de falar sobre gestão, faz uma avaliação sobre o antes, o durante e o depois do processo eleitoral de 2022; do presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, Frederico Mendes Júnior; e da presidente reeleita da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos, Rivana Ricarte – que detalham os projetos que pretendem desenvolver à frente de suas respectivas entidades.

    No lançamento do Espaço Supremo, com informações exclusivas sobre o STF, leia duas informativas reportagens sobre os impactos dos atentados de 8 de janeiro sobre a instalações, o acervo e a definição da pauta de julgamentos da Corte Suprema.

    Leia em: https://www.editorajc.com.br/edicao/270/

    TRF3 e JFSP promovem mutirão de atendimento a assentados em Iaras/SP

    Ação interinstitucional será realizada nos dias 11 e 12 de fevereiro

     

    O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) e a Justiça Federal em Avaré/SP promovem, nos dias 11 e 12 de fevereiro, das 10 às 16h, um mutirão de atendimento aos moradores do assentamento Zumbi dos Palmares, em Iaras/SP. O projeto, batizado de Pop Rural ZumPa, tem inspiração no Pop Rua Jud e levará serviços de saúde, assistência social, cidadania e orientações profissionais às 450 famílias do assentamento.

    Durante os dois dias de evento, os moradores poderão emitir documentos, como certidões, Cadastro de Pessoa Física (CPF) e Registro Geral (RG); solucionar dúvidas sobre questões previdenciárias; solicitar benefícios assistenciais e previdenciários ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e, se necessário, ajuizar ações no Juizado Especial Federal de Avaré. Será também disponibilizado o cadastro no CadÚnico, para que os cidadãos possam se inscrever em programas sociais.

    Além disso, com a participação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), de professores da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP), da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral de Avaré (CATI) e de representantes de bancos públicos, haverá serviços específicos para as necessidades dos agricultores familiares, como orientações para regularização de lotes, cadeias produtivas de apicultura, horticultura, pecuária de lei e corte, voltadas à pequenos produtores rurais; orientações para acesso a linhas de crédito voltadas aos pequenos agricultores familiares; criação, atualização ou regularização do Cadastro Ambiental Rural; criação, atualização ou entrega do Código da Propriedade Rural (CEP-Rural) no âmbito do Programa Rotas Rurais do Estado de São Paulo, dentre outros serviços de interesse público.

    A iniciativa nasceu após o coordenador da Subseção Judiciária de Avaré, juiz federal Emerson José do Couto, constatar, em depoimentos de ações previdenciárias e em inspeções no âmbito de ações civis públicas sobre questões ambientais, elevado grau de vulnerabilidade dos assentados, que, em muitos casos, têm dificuldades até para manter produção de alimentos para subsistência.

    “Queremos facilitar o exercício da cidadania dessa população e, com o auxílio de diversos atores locais, dar aos pequenos agricultores familiares uma oportunidade de transformar suas vidas.”, destacou o magistrado.

    Pop Rua Jud

    O projeto “Pop Rua Jud” atende à Resolução CNJ nº 425/2021, que instituiu a Política Nacional Judicial de Atenção a Pessoas em Situação de Rua e suas interseccionalidades. O ato normativo prevê que os tribunais devem observar as medidas administrativas de inclusão, como a manutenção de equipe especializada de atendimento, preferencialmente multidisciplinar, em suas unidades.

    Os primeiros mutirões do projeto ocorreram nos meses de março e novembro de 2022 na cidade de São Paulo/SP. As edições atenderam, no total, mais de 18 mil pessoas em seis dias, na Praça da Sé. No período, foram distribuídas mais de 20 mil marmitas e aplicadas, pela Prefeitura de São Paulo, cerca de 900 vacinas.

    Pop Rural Zumpa

    Data: 11 e 12 de fevereiro

    Horário: das 10h às 16HS

    Local: Escola do Assentamento Zumbi dos Palmares, município de Iaras/SP

    Órgãos participantes

    Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3)

    1ª Vara Federal com JEF Adjunto de Avaré

    Prefeitura Municipal de Iaras

    Câmara Municipal de Iaras

    Defensoria Pública de São Paulo (DPESP)

    Defensoria Pública da União (DPU)

    Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/Universidade de São Paulo (Esalq/USP)

    Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra)

    Procuradoria Regional da União

    Ministério Público Federal

    Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP)

    Justiça Eleitoral

    Receita Federal

    Cartórios (serventias extrajudiciais)

    Caixa Econômica Federal (Caixa)

    Banco do Brasil

    Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

    Associação Brasileira da Pedagogia de Emergência

    Instituto Economia Viva

    CATI - Coordenadoria de Assistência Técnica Integral de Avaré

    Escola Metropolitana - Ensino Especializado

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRF3.

    Diretoria da Seção Judiciária de Minas Gerais faz balanço de cinco meses de gestão

    No dia 19 de janeiro de 2023, a administração do juiz federal Antônio Nascimento à frente da Diretoria do Foro da Seção Judiciária de Minas Gerais completou cinco meses, período marcado por diversas ações e resultados significativos. As principais realizações foram em relação às novas necessidades do 1o grau e às alterações em suas estruturas, trazidas pela implantação do Tribunal Regional Federal da 6ª Região.

    Levando em conta a nova estrutura do 1o Grau na seccional mineira, a coordenação da Diretoria do Foro tem sido responsável pela Central de Mandados, a Contadoria Judicial, o setor de Distribuição/Certidão/Atermação, e pelo CEJUC (Centro Judicial de Conciliação e Cidadania da SJMG).

    Com o apoio dos juízes coordenadores, diretores e servidores, as quatro secretarias únicas (cível, criminal, execução fiscal e juizados especiais) retomaram o atendimento às partes, a advogados e ao público em geral na data determinada pela Presidência do TRF6 (dia 16 de setembro de 2022), após o período de plantão extraordinário (de 19 de agosto a 15 de setembro de 2022).

    Além de mudanças de gabinetes entre os juízes federais, houve adaptações em secretarias e gabinetes vagos. Isso porque sete varas federais foram extintas (e seus respectivos acervos, redistribuídos) para acomodar as novas secretarias únicas, que necessitaram de espaços maiores devido ao aumento no número de servidores.

    Atualmente, algumas secretarias já possuem mais servidores à disposição do que o quantitativo previsto na Resolução CJF nº 742/21. No entanto, espera-se que esse quantitativo ainda cresça, paulatinamente, até atingir um quadro ideal, para uma prestação jurisdicional mais eficiente.

    Central de mandados – durante os cinco meses de gestão do juiz federal Antônio Nascimento, foram distribuídos 9.771 mandados, sendo que 7.678 foram cumpridos. No mesmo período, foram recebidas também 727 cartas (de ordem, rogatórias e precatórias) para cumprimento, sendo cumpridas 531.

    Contadoria judicial – entre os dias 30 de agosto e 7 de dezembro de 2022, o NUCAJ (Núcleo de Cálculos Judiciais) devolveu 2.702 processos às varas federais. O acúmulo anterior de processos no setor era de aproximadamente 2 mil feitos, entre os quais ações salariais com milhares de autores.

    Por conta do grande número de processos com pendência de cálculos no NUCAJ, o Diretor do Foro autorizou os servidores a fazerem horas extras a fim de reduzir o quantitativo – em especial processos envolvendo benefício previdenciário dos Juizados Especiais Federais.

    Atualmente o NUCAJ conseguiu reduzir seu acervo para 1.679 processos pendentes de cálculos.

    Distribuição – durante a atual gestão do Foro, o setor de Distribuição da SJMG recebeu 44.658 processos, tendo sido feitas 654 atermações nas modalidades on-line e presencial. Além disso, foram emitidas 6.219 certidões e realizados 2.800 atendimentos nos guichês, com 1.708 petições e 1.495 ofícios recebidos no referido setor.

    Foram ainda digitalizadas 1.836.187 páginas de processos e feito o pagamento de 743 perícias, com a validação de 1.077 cadastros de peritos.

    Central de Conciliação – já no período de 7 a 11 de novembro de 2022, o CEJUC de Belo Horizonte realizou o Mutirão de Audiências de Conciliação dentro da XVII Semana Nacional de Conciliação, promovida pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

    De acordo com o juiz federal Murilo Almeida, coordenador do CEJUC/SJMG, foram designadas mil sessões de conciliação e 66 audiências em processos previdenciários. Desse montante, 619 audiências foram realizadas em modalidade híbrida, com 325 acordos obtidos, o que representa um importante aproveitamento de 53%.

    Em relação aos 66 processos previdenciários, foram homologados acordos que concederam benefícios em todos, perfazendo um montante de R$ 2.148.068,33 em duas frentes de trabalho.

    Por outro lado, vale ressaltar a significativa participação de outras subseções judiciárias durante a Semana Nacional de Conciliação de 2022. Dentro das 1.377 audiências designadas, as unidades de conciliação de Juiz de Fora, Uberaba, Uberlândia, Ipatinga, Montes Claros, Muriaé, Sete Lagoas e Teófilo Otoni totalizaram 259 audiências realizadas. Desse número, em 127 foram celebrados acordos (cerca de 49% do total), o que correspondeu a uma transação de mais de 400 mil reais.

    Avaliando o período de gestão, o atual Diretor do Foro Antônio Nascimento expressou otimismo para o próximo ano. “A avaliação é positiva, e temos a acrescentar que 2023 tem muitos desafios ainda, mas acredito que, com tranquilidade, a gente vai alcançar todos os objetivos em parceria com o Tribunal”, ponderou o magistrado.

     

     

    Fonte: ASCOM TRF6.

    TRF4 garante tratamento com terapia do método ABA para criança de 6 anos

    O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) manteve decisão que determinou ao estado do Paraná o custeio de tratamento com profissional de psicopedagogia para um menino de 6 anos de idade, morador da cidade de Ibaiti (PR), que apresenta transtorno do espectro autista. A decisão foi proferida pelo desembargador Luiz Fernando Wowk Penteado, integrante da 10ª Turma do TRF4, na última semana (12/1). A terapia será desenvolvida pela metodologia de Análise Aplicada ao Comportamento (ABA), considerada efetiva no tratamento do autismo.

    O método ABA visa desenvolver habilidades sociais e comunicativas em pessoas com transtorno do espectro autista, ao lado da redução de condutas não adaptativas, partindo de estratégias de reforço. A terapia objetiva a criação de estratégias para o desenvolvimento de habilidades sociais e motoras nas áreas de comunicação e autocuidado e busca que o paciente consiga, de forma natural, praticar as habilidades aprendidas de forma a incluí-las na vida diária.

    A ação foi ajuizada pela mãe do menino em setembro de 2021. Ela narrou que o filho foi diagnosticado com transtorno do espectro autista, apresentando atraso no desenvolvimento da linguagem e de habilidades sociais.

    Segundo a genitora, a metodologia ABA foi prescrita por médico neurologista por ser efetiva para diminuir os déficits cognitivo, sensorial, social e lingüístico, proporcionando melhor qualidade de vida para o menino. A mãe afirmou que a família não possui condições financeiras de pagar o custo do tratamento, orçado em R$ 7.280,00 mensais.

    Em novembro de 2022, o juízo da 1ª Vara Federal de Telêmaco Borba (PR) concedeu liminar determinando ao estado do PR o custeio da terapia com psicopedagoga pelo método ABA, a ser realizada segundo a proposta de tratamento indicada no receituário médico e no laudo pericial.

    O estado do PR recorreu ao TRF4 pedindo a suspensão da decisão. No recurso, foi alegado que a criança “recebe atendimento pelo SUS e que o método ABA, embora esteja listado pelo Ministério da Saúde como um dos meios de tratamento do autismo, não é o único, tampouco há evidências de sua superioridade em relação aos demais”.

    O relator do caso, desembargador Penteado, manteve a liminar válida. “O perito médico avaliou como imprescindível o método de tratamento solicitado (ABA), o qual apresenta evidências científicas de eficácia e segurança”, ressaltou o magistrado.

    Em seu despacho, ele acrescentou que “no presente caso, conjugando a prescrição elaborada pelo médico assistente e as considerações apresentadas na perícia médica, depreende-se que o modelo mais adequado à situação do paciente é o ABA, o qual está previsto em protocolo aprovado pelo Ministério da Saúde e reconhecido como eficaz para o tratamento do transtorno de espectro autista”.

     

     

    Fonte: ACS/TRF4 (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.).

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