Expedição da Cidadania: juízes retornam às aldeias indígenas para entregar documentos

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    A juíza federal Catarina Volkart e servidores da 2ª Vara da Subseção Judiciária de Foz do Iguaçu (PR) foram às aldeias indígenas de Tekoa Okoy, Tekoa Anetete e Tekoa Itamarã entregar os documentos emitidos durante a segunda fase da Expedição da Cidadania, projeto promovido pela Ajufe em parceria com diversas entidades. A expedição foi realizada em setembro passado. Segundo a juíza, no caminho até as aldeias o grupo enfrentou muita chuva, o que fez o carro atolar e ser rebocado por uma trator. "Mas todas as adversidades foram compensadas pela satisfação em estender a mão amiga e ver a felicidade estampada nos olhos de todos. Com os documentos em mãos, essas pessoas são, efetivamente, cidadãs brasileiras, e poderão requerer benefícios da Previdência Social", avaliou Catarina Volkart.
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    No mês que vem, os juízes federais participantes da Expedição da Cidadania voltarão às aldeias para realizar as audiências (incluindo perícias) em todos processos ajuizados em setembro. Durante a realização da Expedição da Cidadania no Estado do Paraná foram emitidos mais de mil documentos, entre carteiras de identidade, certidões de nascimento, títulos de eleitor, cadastros de pessoa física (CPF) e carteiras de trabalho. Os indígenas também receberam atendimento médico e odontológico. Além disso, as entidades parceiras da Ajufe neste projeto fizeram a entrega de geladeiras e balanças digitais para uso nos postos de saúde de cada aldeia, compradas com recursos de prestações pecuniárias, administrados pela Justiça Federal de Foz do Iguaçu.

    Parceiros

     

    A etapa paranaense da Expedição da Cidadania teve o apoio do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Exército Brasileiro, Itaipu Binacional, Funai, Funasa, Instituto de Identificação do Estado do Paraná, Paraná em Ação, Caixa Econômica Federal, Receita Federal, TRE, Ministério do Trabalho, INSS, Uniamérica, Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar) e 9ª Regional da Saúde.


    Texto: Jair Cardoso

    Próxima Expedição da Cidadania será no Morro Dona Marta, no Rio de Janeiro

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    A coordenadora dos juizados especiais federais, desembargadora federal Liliane Roriz, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, o presidente da Ajufe, Fernando Mattos, e a juíza Adriana Rizzotto foram recebidos na última sexta-feira (11) pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, no Palácio das Laranjeiras. Na audiência os juízes apresentaram ao governador o projeto de realizar um juizado federal itinerante no Estado, por meio da Expedição da Cidadania idealizada pela Ajufe, e foi consenso que o local mais apropriado para receber a Expedição é o Morro Dona Marta, comunidade que teve seu cotidiano completamente transformado após a instalação da chamada “polícia pacificadora”. O TRF2 é o único tribunal que ainda não dispõe de um serviço itinerante de atendimento aos jurisdicionados.

    O governador ficou entusiasmado com a ideia e colocou todo o aparato de governo à disposição da Justiça Federal e da Ajufe para viabilizá-la o mais breve possível. O secretário da Casa Civil, Regis Fichtner também participou da audiência. Segundo a desembargadora Liliane Roriz, a Expedição deverá ser feita até abril do próximo ano. Sergio Cabral afirmou que, para maior êxito do projeto, é necessário um trabalho de comunicação interna para mobilizar a comunidade a respeito da iniciativa, fazendo com que os moradores saibam previamente que poderão apresentar suas demandas e buscar seus direitos, sem contar os inúmeros serviços que serão oferecidos, como emissão de diversos documentos, e os atendimentos médico e odontológico que serão prestados.

    Como nas outras edições da Expedição da Cidadania (realizada na região do Pantanal sul-mato-grossense e em aldeias indígenas na fronteira com o Paraguai), esta edição contará com apoio de diversos órgãos públicos e com a mobilização de juízes federais para fazer os atendimentos. Segundo levantamento inicial realizado pela desembargadora Liliane Roriz, o maior interesse da comunidade é com relação aos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Na próxima semana, a juíza Adriana Rizzotto definirá com representantes da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro o dia exato da Expedição. O governador Sérgio Cabral se prontificou a tratar do assunto com o prefeito Eduardo Paes.

    O presidente da Ajufe entregou ao governador Sérgio Cabral um kit com material informativo sobre o projeto Expedição da Cidadania, inclusive a Agenda 2010, dedicada à última edição do projeto realizada na aldeia indígena de Okoy, no Paraná. O governador saudou a Ajufe pela iniciativa e afirmou que o Rio de Janeiro merece receber a expedição. Visivelmente orgulhoso com o êxito da polícia pacificadora e quanto ao grau de segurança na comunidade do Morro Dona Marta, o governador foi enfático. “Toda a equipe da Expedição da Cidadania poderá subir o Dona Marta às 3 horas da madrugada, se for preciso, que não terá problema algum”, garantiu. A desembargadora Liliane Roriz adiantou que a Expedição será aberta com uma apresentação cultural, de preferência com grupos artísticos da própria comunidade.

    Texto e Foto: Virginia Pardal

     

    Expedição da Cidadania será tema de exposição fotográfica na Câmara

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    A “Expedição da Cidadania”, projeto desenvolvido pela Ajufe para levar os serviços prestados pela Justiça Federal às comunidades situadas em regiões de difícil acesso no país, será tema de exposição fotográfica nas dependências da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). As fotos da jornalista e fotógrafa Kameni Kuhn serão expostas a partir desta segunda-feira (7) e poderão ser vistas até o dia 18 de junho, no hall de acesso ao setor taquigráfico da Câmara.

    A primeira “Expedição da Cidadania” foi realizada no Mato Grosso do Sul, na região do município de Porto Murtinho, em duas etapas. De 9 a 14 de março de 2009, foram desenvolvidas ações de cidadania, por meio de juizado itinerante em embarcação, além da emissão de documentos como carteira de identidade, CPF, certidão de nascimento e carteira de trabalho, regularização da situação junto à Justiça Eleitoral, verificação da situação de estrangeiros fronteiriços e situação previdenciária.

    A segunda etapa da Expedição no Mato Grosso do Sul foi realizada de 25 de março a 4 de abril de 2009. No dia 25, o navio fluvial logístico Potengi, da Marinha do Brasil, saiu do porto de Ladário. Durante 10 dias, a embarcação transportou 37 profissionais dos órgãos responsáveis pela emissão de documentos e benefícios sociais até Porto Murtinho, além de uma equipe da Marinha. A Expedição percorreu mais de 700 quilômetros pelo rio Paraguai. Em junho, os juízes federais voltaram à região para fazer as audiências agendadas.

    Nos dias 11,12 e 13 de setembro de 2009, ocorreu a segunda edição do projeto, que prestou assistência às comunidades indígenas das Reservas Tekoa Okoy, Tekoa Anetete e Tekoa Itamarã, localizadas nos municípios paranaenses de São Miguel do Iguaçu e Diamante do Oeste, na região de fronteira do Brasil com o Paraguai. Juízes e servidores da 2ª Vara da Subseção Judiciária de Foz do Iguaçu (PR) retornaram às aldeias em novembro de 2009 para entregar os documentos emitidos durante a Expedição.

    Texto: Virginia Pardal    Foto: Kameni Kuhn

    Suspensa decisão sobre expedição de diplomas

    Apenas a União pode credenciar curso superior à distância. Por entender que a determinação de que a União registre o diploma de curso superior de uma universidade credenciada pelo Conselho Estadual de Educação do Paraná poderia causar prejuízo, o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Sul), desembargador Vilson Darós, suspendeu a execução de 182 sentenças nesse sentido.

    Na decisão, Darós cita o parágrafo 4º, do artigo 5º, do Decreto 5.773/2006, que atribui à Secretaria de Educação a Distância, do Ministério da Educação, a competência de "I - instruir e exarar parecer nos processos de credenciamento e recredenciamento de instituições específico para oferta de educação superior a distância, promovendo as diligências necessárias; II - instruir e decidir os processos de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores a distância, promovendo as diligências necessárias".

    "Nota-se, portanto, que o credenciamento efetuado pelo Conselho Estadual de Educação do Estado do Paraná, autorizando a Faculdade Vizinhança Vale do Iguaçu a oferecer curso superior a distância, foi efetuado em desconformidade com estabelecido pela legislação de regência. Isso porque, compete apenas ao Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação à Distância, promover dito credenciamento", disse o desembargador.

    Com essa conclusão, o presidente do TRF-4 afirmou não ser possível obrigar o MEC a efetuar o registro do diploma de curso superior a distância, oferecido por instituição de ensino credenciada pelo Conselho Estadual.

    O recurso foi apresentado pela Advocacia-Geral da União. Segundo a AGU, ex-alunos que fizeram o curso de formação de professores em nível superior na modalidade semipresencial, oferecido pela da Faculdade Vizinhança Vale do Iguaçu (Vizivali) alegaram que concluído o curso, os diplomas não foram entregues pela instituição. Os ex-alunos entraram com ação contra a Vizivali, o Estado do Paraná e a União para que eles fossem obrigados a entregar os diplomas e pagar indenização por danos morais e materiais.

    A Justiça Federal acolheu os argumentos e determinou o imediato registro do diploma por universidade a ser indicada pelo Conselho Nacional de Educação, sob pena de multa diária.

    A AGU recorreu ao TRF-4. Sustentou que a decisão causa prejuízo a economia e à ordem, na medida em que as multas somadas representariam R$ 85 mil por dia. Disse, ainda, que a imposição de conferir diplomas inválidos confirma uma situação irregular, superando o interesse particular de alguns alunos ao interesse público de cumprir as regras relativas ao ensino superior no país.

    Leia a decisão:

    SUSPENSÃO DE EXECUÇÃO DE SENTENÇA Nº 0000390-35.2011.404.0000/PR

    RELATOR: Des. Federal VILSON DARÓS

    REQUERENTE: UNIÃO FEDERAL

    PROCURADOR: Procuradoria-Regional da União

    REQUERIDO: JUÍZO SUBSTITUTO DA VF E JEF DE FRANCISCO BELTRÃO

    JUÍZO FEDERAL DA VF E JEF DE FRANCISCO BELTRÃO

    INTERESSADO : FACULDADE VIZINHANCA VALE DO IGUACU - VIZIVALI

    ESTADO DO PARANA

    TANIA MARIA SCHAURICH SEBEN e outros

    DECISÃO


    Trata-se de pedido formulada pela União colimando a imediata suspensão dos efeitos das antecipações de tutela deferidas em 182 (cento e oitenta e duas) sentenças proferidas pelo Juízo Federal Substituto da Vara Federal e JEF de Francisco Beltrão/PR.

    Esclarece que os autores, ex-alunos da Faculdade Vizinhança Vale do Iguaçu - VIZIVALI, realizaram o Curso de Formação de Professores em Nível Superior, na modalidade semipresencial. Dito curso, segundo afirma, foi credenciado pelo Estado do Paraná, por meio de seu Conselho Estadual de Educação, objetivando implementar o Programa Especial de Capacitação para Docência dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental e da Educação Infantil. A medida, segundo consta, buscou dar cumprimento aos fins previstos na Lei nº 9.394/1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.

    Todavia, concluído o curso, diz que a instituição educacional não entregou os diplomas aos alunos ao argumento de que a Universidade Federal do Paraná - UFPR havia se recusado a efetuar o registro, além de ter apontado a ocorrência de alteração na interpretação do Conselho Estadual de Ensino do Paraná, pois este passou a entender que não estariam sendo atendidas as exigências do art. 87, § 3º, inc. III, da Lei nº 9.394/1996.

    Em razão disso, nos dizeres do Requerente, centenas de ações ordinárias com pedido de tutela antecipada vem sendo ajuizadas em face da VIZIVALI, do Estado do Paraná e da União, visando compeli-los a entregarem aos demandantes os respectivos diplomas de conclusão de curso superior, bem como ao pagamento de indenização por danos materiais e morais.

    A exemplo disso, apresenta a relação de cento e oitenta e duas sentenças proferidas pelo Juízo da Vara Federal e JEF de Francisco Beltrão em que foram deferidos os pedidos de tutela antecipada determinando o imediato registro do diploma por universidade a ser indicada pelo Conselho Nacional de Educação, vinculado ao Ministério da Educação - MEC, sob pena de multa diária.

    Em relação a essas tutelas deferidas nas sentenças proferidas nos autos das ações ordinárias relacionadas às fls. 24-27, é que a União apresenta o pedido de suspensão a esta Presidência.

    A Requerente defende a necessidade de serem suspensas as decisões que determinam ao MEC o imediato registro dos diplomas dos autores sob pena de lesão à economia e à ordem, esta na acepção administrativa. Aquela, na medida em que as multas impostas nas decisões proferidas nos processos arrolados na peça inicial, somadas, representam R$ 85.500,00 (oitenta e cinco mil reais) por dia de descumprimento, enquanto essa consiste na imposição à União de conferir diplomas inválidos, "chancelando uma situação irregular, sobrepujando o interesse particular de alguns alunos, ao interesse público de cumprimento das regras relativas ao ensino superior no país".

    É o relatório. Decido.

    Preliminarmente, não conheço do pedido de suspensão apresentado pela União, em relação aos processos nºs 0000083-46.2010.404.7007 e 500072-29.2010.404.7007, por falta de interesse, pois não houve o deferimento de tutela antecipada, conforme se extrai da leitura das sentenças proferidas nos respectivos feitos.

    Passo, pois, a analisar o pedido de suspensão das demais decisões.

    No caso em tela, a suspensão dos efeitos das tutelas antecipadas deferidas nas sentenças proferidas nos autos das ações ordinárias arroladas na petição inicial foi requerida pela União para o fim de evitar a ocorrência de lesão à ordem e à economia públicas.

    No tocante à suspensão, cabe salientar que o pedido deve ser dirigido à Presidência dos tribunais e está respaldada no que dispõem as Leis nºs 8.437/92, 9.494/97 e 12.016/09, que tratam da suspensão da execução da decisão concessiva de liminar, de tutela antecipada e, ainda, de segurança concedida liminar ou definitivamente.

    O pressuposto fundamental para a concessão da medida suspensiva é a preservação do interesse público diante de ameaça de lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas. É deferida nos casos em que determinado direito judicialmente reconhecido pode ter seu exercício suspenso para submeter-se, mesmo que temporariamente, ao interesse público e evitar que grave dano aos bens legalmente tutelados venha a ocorrer.

    Especificamente sobre essa questão, trago à colação excerto do valioso artigo elaborado pela eminente Des. Federal Marga Barth Tessler, publicado na Revista do TRF da 4ª Região, Nº 54, p. 15-34:

    "...

    O princípio da supremacia do interesse público então, no mínimo, não pode ganhar preferência ou impor-se temporariamente sem alguma reflexão, pois, na relação entre os princípios, eles recebem conteúdo de sentido por meio de um processo dialético de complementação e limitação. Um aspecto importante a destacar é que no incidente de Suspensão de Segurança não se perquire da legalidade da sentença ou liminar hostilizada, não se pretende reformá-la antes, apenas e tão-somente, suspender-lhe os efeitos. Consequência disso é que não há necessidade de se investigar longamente sobre acerto da decisão, sua juridicidade, embora tal aspecto possa ser enfrentado como elemento de reforço na argumentação. Não pode, todavia, ser desconsiderado, em hipótese alguma, se já houve pronunciamento judicial relevante sobre a matéria. Decorre disso a peculiaridade da natureza jurídica da decisão suspensiva. ..." (grifei)

    Veja-se, pois, na análise do pedido de suspensão de liminar ou sentença, que os aspectos atinentes ao mérito da ação devem ser utilizados apenas em complemento à argumentação, porquanto o fundamento primordial é a ameaça de lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia pública.

    Acrescente-se que a suspensão somente tem cabimento em situações de excepcional gravidade, vale dizer, a decisão combatida deve se mostrar potencialmente lesiva em face dos interesses públicos legalmente protegidos pela legislação de regência.

    No mais, o requerimento de suspensão não comporta dilação probatória, razão pela qual o pedido deve estar acompanhado com todos os documentos pertinentes à apreciação da alegada lesão decorrente dos efeitos da medida judicial impugnada.

    Fixados os parâmetros que norteiam a apreciação do pedido de suspensão, e verificados os termos da exposição feita na inicial, os quais foram cotejados com os documentos carreados aos autos, é forçoso concluir que há elementos que convençam pela existência da grave lesão noticiada, caso mantidos os efeitos das tutelas antecipadas deferidas pelo Juízo Federal Substituto da Vara Federal e JEF de Francisco Beltrão/PR. Vejamos:

    Na hipótese, os autores das ações originárias postulam provimento jurisdicional determinando o imediato registro de seus diplomas por terem concluído o Curso de Formação de Professores em Nível Superior, na modalidade semipresencial, ministrado pela Faculdade Vizinhança Vale do Iguaçu - VIZIVALI.

    O referido curso superior à distância foi credenciado pelo Conselho Estadual de Educação do Estado do Paraná, visando dar efetividade aos fins previstos pela Lei nº 9.394/1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.

    Veja-se que, com relação ao ensino à distância, o artigo 80 da Lei nº 9.394/1996 atribuiu ao Poder Público a tarefa de incentivar o desenvolvimento e a veiculação de programas visando sua implementação.

    O credenciamento das instituições voltadas para essa modalidade de ensino foi tarefa atribuída à União, assim como a ela foi estabelecida a competência para proceder à regulamentação dos requisitos para a realização de exames e registro de diploma relativos a cursos de educação a distância, nos termos dos §§ 1º e 2º do citado artigo.

    A regulamentação da educação a distância, estabelecida pelo artigo em questão, veio à tona com a edição do Decreto nº 5.622/2005. Nesse decreto, o art. 2º tratou de definir os níveis e modalidades de ensino, in verbis:

    "Art. 2º A educação a distância poderá ser ofertada nos seguintes níveis e modalidades educacionais:

    I - educação básica, nos termos do art. 30 deste Decreto;

    II - educação de jovens e adultos, nos termos do art. 37 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996;

    III - educação especial, respeitadas as especificidades legais pertinentes;

    IV - educação profissional, abrangendo os seguintes cursos e programas;

    V - educação superior, abrangendo os seguintes cursos e programas;

    a) seqüenciais;

    b) de graduação;

    c) de especialização;

    d) de mestrado; e

    e) doutorado. (grifei)

    Esse mesmo decreto atribuiu ao Ministério da Educação a competência para promover os atos de credenciamento de instituições para oferta de cursos e programas a distância para educação superior (art. 10). De outra parte, o artigo 11 de tal Decreto tratou de encarregar as autoridades dos sistemas estaduais de ensino à competência para promover, tão-somente, o credenciamento de instituições de ensino para oferta de cursos a distância no nível básico nas seguintes modalidades: educação de jovens e adultos, educação especial e educação profissional.

    E mais, ainda com o intuito de regulamentar a matéria, é importante mencionar que o § 4º, do artigo 5º, do Decreto nº 5.773/2006, atribuiu à Secretaria de Educação a Distância, do Ministério da Educação, a seguinte competência:

    "Art. 5º No que diz respeito à matéria objeto deste Decreto, compete ao Ministério da Educação, por intermédio de suas Secretarias, exercer as funções de regulação e supervisão da educação superior, em suas respectivas áreas de atuação.

    (...)

    § 4º À Secretaria de Educação a Distância compete especialmente:

    I - instruir e exarar parecer nos processos de credenciamento e recredenciamento de instituições específico para oferta de educação superior a distância, promovendo as diligências necessárias; (Redação dada pelo Decreto nº 6.303, de 2007)

    II - instruir e decidir os processos de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores a distância, promovendo as diligências necessárias; (Redação dada pelo Decreto nº 6.303, de 2007)

    Nota-se, portanto, que o credenciamento efetuado pelo Conselho Estadual de Educação do Estado do Paraná, autorizando a Faculdade Vizinhança Vale do Iguaçu a oferecer curso superior a distância, foi efetuado em desconformidade com estabelecido pela legislação de regência. Isso porque, compete apenas ao Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação à Distância, promover dito credenciamento.

    Nesse cenário, entendo não ser possível compelir o Ministério da Educação a efetuar o registro do diploma de curso superior a distância oferecido por instituição de ensino credenciada pelo referido Conselho. Aliás, por disposição normativa, tanto o registro como a expedição do diploma de curso superior incumbe, conforme se extrai da leitura do artigo 48, caput, e § 1º, da Lei nº 9.394/1996, in verbis:

    "Art. 48. Os diplomas de cursos superiores reconhecidos, quando registrados, terão validade nacional como prova da formação recebida pelo titular.

    § 1º Os diplomas expedidos pelas universidades serão por elas próprias registrados, e aqueles conferidos por instituições não-universitárias serão registradas em universidades indicadas pelo Conselho Nacional de Educação."

    (...)

    É nisso, segundo entendo, que consiste o risco de lesão à ordem, na acepção administrativa, e à economia públicas. Em relação aquela, não somente por obrigar a União (Conselho Nacional de Educação) a efetuar o imediato registro dos diplomas por Universidades a serem indicadas, mas também pela possibilidade de serem, desde logo, usufruídas as prerrogativas inerentes à conclusão do curso superior, inclusive com efeitos irreversíveis, nas palavras do Requerente. Quanto a essa, resta concretizado na imposição de multa diária pelo eventual descumprimento das tutelas antecipadas deferidas em cento e oitenta e dois processos.

    Em face do exposto, conheço em parte do pedido e, na parte conhecida, com fulcro no artigo 4º, caput, e § 8º da Lei nº 8.437/1992, defiro o pedido de suspensão dos efeitos das tutelas antecipadas deferidas nos processos relacionados às fls. 24-27.

    Intimem-se. Publique-se.

    Transitada em julgado, arquivem-se.

    Porto Alegre, 07 de fevereiro de 2011.

    Desembargador Federal VILSON DARÓS

    Presidente

    Fonte: Consultor Jurídico

    Ajufe promoverá a Expedição da Cidadania para levar serviços essenciais a populações isoladas

    A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) retomará, no primeiro semestre de 2015, a Expedição da Cidadania – projeto que tem como objetivo levar a Justiça Federal e outros serviços essenciais ao exercício da cidadania às populações de locais de difícil acesso.

    A Expedição da Cidadania percorrerá o Rio Paraguai, nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, entre 10 e 27 de março e 11 e 29 de maio. Em parceria com a Marinha do Brasil, a Ajufe terá o apoio de diversas instituições para a realização de atividades de assistência à saúde e serviços ligados aos direitos dos cidadãos.

    Em sua primeira edição, entre março e abril de 2009, a Expedição da Cidadania visitou os estados do Mato Grosso do Sul e do Paraná, onde o projeto atendeu aos indígenas das reservas de Tekoa Okoy, Tekoa Anetete e Tekoa Itamarã – instaladas nos municípios de São Miguel do Iguaçu e de Diamante do Oeste.

    Promover a cidadania e a inclusão de populações tradicionais (indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pantaneiros e caboclos) exige logística, estratégia e muita união. 

    A Ajufe pretende realizar, ainda no segundo semestre de 2015, mais uma etapa da Expedição Cidadania na região Norte do Brasil. 

    Serviços:

    A iniciativa de levar a Justiça Federal às regiões e lugares esquecidos surgiu da necessidade de tornar efetivo o direito à cidadania. 

    O projeto visa promover serviços de expedição de documentos, como certidão de nascimento (registro tardio), carteira de identidade, CPF, CTPS e concessão administrativa de benefícios previdenciários. 

    A ação garante também o acesso ao Juizado Especial Federal e a serviços de saúde preventiva (preventivo ginecológico, higiene bucal).

    Expedição da Cidadania (Edição de 2009):

    Na primeira edição do projeto, realizada em 2009 em Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, foram desenvolvidas ações de cidadania, entre 9 e 14 de março, por meio de Juizados itine¬rantes, além da emissão de documentos pessoais. Os ribeirinhos também tiveram acesso a atendimento médico e odontológico, cortes de cabelo, manicure, massagem e curso de culi¬nária oferecido pelo Sesi. Durante a semana, foram atendidas mais de quatro mil pessoas. 

    Em um segundo momento, entre 25 de março e 4 de abril, a expedição prosseguiu no navio “Potengi”, desde o Porto da Marinha em Ladário (MS), até Porto Murtinho le¬vando atendimento e cidadania às po¬pulações que vivem isoladas às margens do rio Paraguai. Em junho daquele ano, os juízes federais voltaram ao Pantanal para realizar as audiências agendadas. Além do juizado, os demais órgãos participantes montaram suas estruturas para atender à população pantaneira. Ao todo, foram mais de dois mil atendimentos.

    Expedição da Cidadania (2015):

    Todos os povoados, vilas e cidades entre os municípios de Ladário (MS) e Cáceres (MT) serão atendidos pela Expedição da Cidadania em 2015. 

    Na primeira fase, entre os dias 10 e 27 de março, serão feitos os pré-atendimentos para identificar as necessidades dos cidadãos, com a respectiva expedição dos documentos, elaboração dos requerimentos administrativos de benefícios previdenciários e as atermações dos processos nos Juizados Especiais. 

    Na segunda etapa, no período de 11 a 29 de maio, serão entregues os documentos, realizadas as audiências de instrução e julgamento dos processos.

    Ao longo das duas etapas haverão serviços ligados ao atendimento médico, odontológico e oftalmológico, entre outros.

    A Ajufe planeja ainda levar a experiência da Expedição da Cidadania à região Norte do Brasil, no segundo semestre deste ano.

    Em Ladário (MS), Associação dos Juízes Federais do Brasil dá início à Expedição da Cidadania

    A Associação dos Juízes Federais do Brasil realizou, nesta segunda-feira, a cerimônia de abertura da Expedição da Cidadania. O evento contou com a presença de diversas autoridades civis, militares e membros da Justiça, da academia e da sociedade civil. A festividade foi realizada no Hotel de Trânsito da Marinha do Brasil em Ladário (MS).

    O objetivo do projeto é levar cidadania às populações isoladas, e, como explicou a coordenadora, juíza federal Raquel do Amaral, garantir a essas pessoas “o direito a ter direitos”.

    Presente na mesa de abertura, o vice-presidente da Ajufe da 3º região, Fernando Mendes, fez questão de confirmar o compromisso da entidade de estar ao lado da sociedade civil sempre que for preciso, visando à consolidação de direitos e da cidadania plena. “A Justiça não chega sozinha nesses locais” explicou Mendes, ao apontar a importância da participação dos parceiros para a Expedição.

    A mesa de abertura contou ainda com a presença do Contra-almirante da Marinha do Brasil Edervaldo Teixeira de Abreu Filho; do general de brigada do Exército do Brasil Paulo Roberto Duarte; do secretário estadual de saúde do Mato Grosso do Sul, Nelson Tavares; do prefeito de Corumbá, Paulo Roberto Duarte; e do prefeito de Ladário, José Antonio Assad Faria.

    A desembargadora do Tribunal Regional Federal da 1ª região Gilda Seixas participou da festividade, e, após agradecer à Ajufe e aos demais parceiros pela realização da expedição, saudou a coordenadora da expedição: “Eu sei, Dra. Raquel, o trabalho que a senhora teve para chegarmos a esse belo resultado”.

    Em sua fala, Raquel do Amaral falou da edição anterior da Expedição (2009) e lembrou de Dona Germana, que, aos 85 anos de idade, vivendo no Brasil mas com origem paraguaia, não possuía identidade nem de um país nem de outro, até ser atendida pela Expedição. “Nós não podemos dormir em paz enquanto houver neste país uma pessoa sem cidadania”, afirmou Amaral. Ela finalizou dizendo que “ir ao encontro dessas pessoas e transformar suas vidas é a nossa missão”.

    O prefeito de Corumbá, Paulo Roberto Duarte, falou da dura realidade de muitos que vivem “neste paraíso” conhecido como Pantanal. “Não é incomum encontrar pessoas que estão em uma realidade completamente diferente da do nosso século. Para as nossas cidades, Ladário e Corumbá, essa Expedição é muito importante”.

    Seguindo a mesma linha, o prefeito de Ladário, José Antonio Assad Faria, destacou a qualidade dos parceiros do projeto. “Em nome do nosso povo nós queremos agradecer vocês”.

    O Contra-almirante da Marinha do Brasil Edervaldo Teixeira de Abreu Filho lembrou o dia internacional da mulher (8 de março), e, na figura da coordenadora do evento, saudou a todas as mulheres presentes. 

    Ele destacou a necessidade de haver união entre diferentes agentes em prol da resolução de problemas sociais, que atingem as populações mais pobres. Ao final, Abreu Filho foi enfático ao mostrar o desejo de transformar a Expedição da Cidadania em uma atividade perene. “Contem com a Marinha do Brasil”, afirmou.

    Serviços:

    A iniciativa de levar a Justiça Federal às regiões e lugares esquecidos surgiu da necessidade de tornar efetivo o direito à cidadania. 

    O projeto visa promover serviços de expedição de documentos, como certidão de nascimento (registro tardio), carteira de identidade, CPF, CTPS e concessão administrativa de benefícios previdenciários. 

    A ação garante também o acesso ao Juizado Especial Federal e a serviços de saúde preventiva (preventivo ginecológico, higiene bucal).

    Atividades:

    Todos os povoados, vilas e cidades entre os municípios de Ladário (MS) e Cáceres (MT) serão atendidos pela Expedição da Cidadania em 2015. 

    Na primeira fase, entre os dias 10 e 25 de março, serão feitos os pré-atendimentos para identificar as necessidades dos cidadãos, com a respectiva expedição dos documentos, elaboração dos requerimentos administrativos de benefícios previdenciários e as atermações dos processos nos Juizados Especiais. 

    Na segunda etapa, no período de 11 a 29 de maio, serão entregues os documentos, realizadas as audiências de instrução e julgamento dos processos.

    Ao longo das duas etapas haverão serviços ligados ao atendimento médico, odontológico e oftalmológico, entre outros.

    A Ajufe planeja ainda levar a experiência da Expedição da Cidadania à região Norte do Brasil, no segundo semestre deste ano.

    Expedição da Cidadania atende ribeirinhos em Ladário, Jatobazinho e Paraguai Mirim, na região do Pantanal (MS)

    Após a cerimônia de abertura da Expedição da Cidadania em Ladário (MS), no dia 09 de março, a comitiva de juízes federais, servidores públicos e profissionais diversos, organizada pela Ajufe, desembarcou na comunidade pantaneira da região de Jatobazinho e Paraguai Mirim. 

    O grupo, liderado pela coordenadora do projeto, Raquel Domingues do Amaral, saiu em lanchas da Marinha do Brasil, percorrendo a área próxima e convidando os ribeirinhos para o atendimento. 

    A população teve acesso a serviços médicos, oftalmológicos e odontológicos, além da possibilidade de emissão de documentos e regularização previdenciária. 

    Resultados parciais

    Até o dia 12 de março, a Expedição da Cidadania deu entrada em 14 processos na Justiça Federal, que terão andamento até maio, quando o grupo retornará para realizar as audiências de instrução e julgamento e proferir as sentenças.

    De acordo com Raquel Domingues do Amaral, o atendimento vem sendo eficiente e a população se mostra receptiva. “É uma população muito carente e os serviços prestados ajudam a amenizar a distância que eles sentem do Estado”.

    Pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), já foram 18 atendimentos e 7 benefícios concedidos, sendo 4 salários-maternidade, 2 Loas (Lei Orgânica da Seguridade) e 1 aposentadoria.

    Na expedição de documentos, foram 20 Cadastros de Pessoa Física (CPFs), 6 Carteiras de Trabalho (CTPS) e 15 documentos de identidade em primeira via, e 3 de segunda via.

    Saúde

    O clínico geral Juliano Silva de Oliveira, que participa da Expedição da Cidadania, explica que conforme o rio abaixa, estão aparecendo muitas doenças de pele, como micoses. “Estamos passando bastante informação sobre como tratar a água”. Ele explica também que há uma carência grande na região por médicos ortopedistas.

    Na área da saúde, foram 10 atendimentos ginecológicos, 100 consultas ao clínico-geral, 30 atendimentos odontológicos e 50 consultas oftalmológicas. 

    A oftalmologista da viagem, Higia Otano, conta que a maioria dos atendidos nunca havia passado por um oftalmologista. “Todos querem se consultar”, diz. Nos atendimentos feitos por ela, foram detectados problemas como catarata, glaucoma e inclusive um caso de pterígio grau 4, que necessitará de cirurgia. 

    Ademais, a Dra. Higia realizou 18 prescrições de óculos, que serão pagos pela secretaria de Saúde do Estado de Mato Grosso Sul e entregues na segunda fase da expedição.

    Beneficiados 

    Mais conhecido como Seu Tatu, Ademir da Silva, de 48 anos, é filho de Dona Diva, considerada a “matriarca do município de Paraguai Mirim”.

    Personagem famoso na região, Seu Tatu conhece todas as plantas do pantanal só de olhar, mas nunca possuiu nenhum documento.

    De acordo com ele, é muito dispendioso o deslocamento até Corumbá para conseguir a documentação. “Tem que ir para a cidade, e é caro isso”.

    Pescador de profissão, Seu Tatu conta que a falta da documentação sempre foi um problema, pois não é possível vender os peixes diretamente à população. E os intermediadores pagam muito pouco.

    Com a Expedição da Cidadania, Seu Tatu deu entrada para obtenção de RG, Certidão de Nascimento, CPF e Carteira de Trabalho, e agora vai poder faturar melhor com a pescaria. “Me sinto muito feliz com isso, é uma benção”, comemora o ribeirinho.

    Realidade pantaneira

    Mario Rodrigues é um pantaneiro de 56 anos, filho de mãe boliviana e pai brasileiro, e vive em Paraguai Mirim há mais de 40 anos. Ele trabalha como aquaviário, transportando diariamente em média 10 crianças para a escola de Jatobazinho.

    Indagado se gostaria de se mudar do pantanal, ele é enfático: “o ganha pão da gente é nesse rio mesmo”. Mário está acostumado com a vida simples da região, e, por isso, não se imagina vivendo em outra localidade.

    O piloto de barcos conta que seria bom contar com a ajuda do Estado para a construção de casas mais altas, ao estilo palafita, para evitar a inundação durante o período de cheia. Além disso, ele acredita que, para a população pantaneira, uma das coisas mais importantes seria a chegada de energia elétrica.

    Sobre a Expedição da Cidadania, Mario considera uma ação fundamental, mas pede que esses serviços fossem mais constantes na região. “Eu gostaria que fosse ao menos de 15 em 15 dias”, explicou.

    Palestras

    No dia 11 de março, o biólogo especialista em herpetiofauna do biotério da Universidade Católica Dom Bosco de Campo Grande (MS) Sérgio Barreto promoveu uma palestra sobre serpentes na escola de Jatobazinho. 

    O objetivo da palestra foi conscientizar as crianças sobre o trato com serpentes, peçonhentas ou não. “Não é para tirar o medo, é para mostrar que esse animal tem um lado positivo”, explica Barreto. 

    Para a coordenadora pedagógica da escola, Francisca Renata de Oliveira, a palestra foi “importante por desmistificar a figura da serpente. Dá mais segurança para as crianças e para nós”.

    Entretenimento

    Na tarde do dia 12, a coordenadora da Expedição da Cidadania, Raquel do Amaral, organizou uma roda de leitura com crianças do município de Paraguai Mirim. Ela leu história como “a bela adormecida” e “João e o pé de feijão”.

    Porto de São Francisco

    A Expedição da Cidadania atracou no porto de São Francisco, no dia 14 de março, para dar continuidade aos atendimentos à população do pantanal.

    Dentre os ribeirinhos beneficiados, está Dona Nilza Mariana de Andrade, 58 anos, nascida e criada na região. 

    Dona Nilza ficou muito contente com os serviços prestados pela equipe. “Agora começam a enxergar a gente”. Ela conta que a população se sente especial e envaidecida com a visita dos expedicionários da cidadania. 

    “Os ribeirinhos e nós queremos nos arrumar, ficar bonitos porque nos sentimos importantes”, conta Dona Nilza.

    Apesar de feliz, ela reclama das condições da região. “Aqui, onça tem mais direito do que gente”. Ela se refere à proibição da população ribeirinha de possuir armas para proteção contra ataques de animais selvagens. 

    Ela também se queixa da distância geográfica que isola a população. Todos os bens de consumo vendidos da região custam mais caro do que na cidade mais próxima, Corumbá. A gasolina, por exemplo, combustível indispensável para a locomoção de barco, chega a custar R$ 5 o litro. 

    “O Estado precisa ajudar, o ribeirinho quer trabalhar, quer ter sua casa bonita, quer crescer”, finaliza Dona Nilza.

     

    Conheça a história de Seu Ruivaldo, ribeirinho do pantanal atendido pela Expedição da Cidadania

    Proprietário da fazenda Mutum, Ruivaldo Nery de Andrade, de 54 anos, é um senhor que, como faz questão de frisar, “possui o pantanal no sangue”. Filho, neto e bisneto de criadores de gado da região, ele reclama que a situação de assoreamento do rio Taquari está acabando com os criadores de gado.

    Seu Ruivaldo chegou ao navio da Expedição da Cidadania acompanhado do filho mais velho, Ruivaldinho, de 12 anos. Ele estava em busca de atendimento oftalmológico, pois, com a força do brilho do sol e o reflexo da água, está com problemas na vista. 

    Após o atendimento, Seu Ruivaldo saiu com uma receita para lentes fotocromáticas, que o ajudarão a se proteger do brilho solar. 

    Contente com a expedição e com a possibilidade de contar sobre a situação que vive, bem como a de seus vizinhos, ele pediu para conversar com a “juíza do navio”, no caso, a coordenadora da expedição e juíza federal associada da Ajufe, Raquel do Amaral.

    Em sua terra, de cerca de cinco mil hectares, Seu Ruivaldo chegou a possuir mais de duas mil cabeças de gado, há mais de 20 anos, quando o pai ainda era vivo. “A fazenda hoje mal cabe 100 cabeças. Se tornou um sítio e caminha para se tornar uma chácara”, lamenta. 

    Dessa vasta propriedade, 4.700 hectares se encontram hoje submersos, sobrando apenas 300 para o cultivo. Ele também sobrevive do plantio e venda de coco, melancia e mandioca, da produção de doces diversos, entre outros. Em sua terra vivem animais como araras, garças, bugios, búfalos e outros.

    Dos 12 irmãos criados na fazenda, sobrou apenas Seu Ruivaldo para cultivar as terras deixadas pelo pai. “Não dá mais nada, mas é minha história, meu berço”. De acordo com ele, há 20 anos, essa região onde se localiza a fazenda Mutum alagava entre janeiro e julho e depois secava novamente. Hoje, com o assoreamento do rio Taquari, o alagamento se tornou definitivo, dificultando, quando não impossibilitando, o plantio e a criação de gado.“Será que eu estou fazendo certo?”, pergunta Seu Ruivaldo ao contar que mantém a família na região por amor à terra, mas que tem medo da condição de educação e desenvolvimento que os filhos recebem.

    Educação

    Outra reclamação do pantaneiro foi com relação à qualidade da escola do município de Paraguai Mirim, onde o filho mais velho, Ruivaldinho, estuda. “Eu deixo meu filho lá porque não quero que ele seja analfabeto, mas eu tenho medo, a escola não tem nenhuma proteção contra onças”, explica, com lágrimas nos olhos, contando que é constante a presença desses animais selvagens no território da escola. “As onças comem os cachorros da escola e ninguém faz nada. Tem que esperar comer uma criança para haver alguma atitude?”, questiona o pantaneiro.

    Atualmente, a escola se encontra com a única fonte de energia sem funcionar, um velho gerador sem proteção contra vento ou chuvas. Por esse motivo, as crianças, professores e demais funcionários não podem pedir socorro caso aconteça algum acidente. O encanamento de esgoto escorre a céu aberto, e, de acordo com moradores próximos, essa situação já é antiga.

    Seu Ruivaldo foi entrevistado pela coordenadora da expedição, Raquel do Amaral, oportunidade na qual contou sobre todas as dificuldades que tanto ele quanto os demais ribeirinhos sofrem. Ao final, emocionado, ele pediu ajuda para levar essa história à prefeitura, ao governo e aos setores que possam ajudar na melhoria da qualidade de vida na região.  

    Ela defende que a situação narrada é extremamente grave, pois coloca as crianças da escola em forte situação de risco. “Eu vou encaminhar as informações passadas pelo Seu Rivaldo às autoridade competentes, no caso o ministério público do Mato Grosso do Sul”, garantiu a coordenadora da expedição.

    Coincidência do destino

    Michelle da Costa e Silva Carneiro participa da Expedição da Cidadania como funcionária da Justiça Federal. Moradora de Corumbá, ela se lembrou de uma fazenda do avô já falecido, Fernando Mota Carneiro, abandonada há mais de 10 anos. 

    Conversando com Seu Ruivaldo, Michele descobriu que a fazenda do avô, Talismã, é vizinha da fazenda Mutum. Contente com a descoberta, Seu Ruivaldo convidou Michele para visitar as duas fazendas. 

    Muito emocionada com a situação, a expedicionária foi conhecer a fazenda, acompanhada de Seu Ruivaldo, que comemorou a possibilidade de voltar a ter vizinhos na região, já que com a situação difícil todos abandonaram as fazendas próximas. “Eu tinha oito vizinhos, cada um empregava de três a cinco famílias, hoje não tenho nenhum” explicou Ruivaldo. 

    Depois de conhecer o pedaço de terra que o avô cultivou, Michelle afirmou desejar recuperar a fazenda, que se encontra degradada pelo tempo. “Eu não sabia direito nem a região onde ficava. Como sei que meu avô brigou muito por essa terra, fiquei muito emocionada de poder conhecer”, explica, agradecendo a Seu Ruivaldo pela experiência única.

    Primeira fase da Expedição da Cidadania termina com resultados positivos para as diversas comunidades atendidas


    A Expedição da Cidadania terminou sua primeira fase nesta quarta-feira (25) com resultados expressivos. Ao longo dos 15 dias de programação, foram realizados 880 atendimentos a ribeirinhos nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul em uma faixa de 600 km percorridos no Rio Paraguai. Realizado pela Ajufe, o projeto contou com o apoio da Marinha do Brasil, do Conselho Nacional de Justiça e de outras entidades parceiras.

    Nesta primeira etapa, a iniciativa buscou assegurar o acesso de comunidades geograficamente isoladas à Justiça e a serviços básicos de saúde e educação, além de outros direitos fundamentais, como a emissão de documentos, certidão de nascimento (registro tardio), carteira de identidade, CPF, CTPS e concessão administrativa de benefícios previdenciários.

    Em Mato Grosso do Sul, os residentes das regiões de Ladário, Jatobazinho e Paraguai Mirim receberam atendimento médico e jurídico especializado. Além disso, foram oferecidas atividades culturais, como roda de leitura com crianças, promovida pela coordenadora da expedição, juíza federal Raquel Domingues do Amaral.

    De acordo com a magistrada, os atendimentos se mostraram eficazes e atingiram seu público-alvo. “É uma população muito carente e os serviços prestados ajudaram a amenizar a distância que eles sentem do Estado”, relata. O voluntário e biólogo Sérgio Eduardo Barreto de Aguiar também contribuiu com a disseminação de conhecimentos ao promover palestras sobre primeiros socorros em acidentes ofídicos.

    Por sua vez, em Mato Grosso foram atendidas as comunidades de Barra do São Lourenço e Santo Antônio das Lendas, entre outros povoados, sob a coordenação do juiz federal Régis de Souza Araújo. O encerramento foi realizado na cidade de Cáceres (MT). A expedição reuniu aproximadamente 60 voluntários, dentre servidores, magistrados, além de médicos e palestrantes.

    No plano previdenciário, foram realizados 60 atendimentos de segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Foram concedidos quatro salários-maternidade, dois benefícios da Lei Orgânica da Assistência Social (Loas) e uma aposentadoria. Na emissão de documentos, foram expedidos 117 Cadastros de Pessoa Física (CPFs), 14 títulos de eleitor, 27 Carteiras de Trabalho (CTPS) e 65 documentos de identidade em primeira via, além de 15 em segunda via.

    Além da emissão de documentos, a equipe da expedição deu entrada em 47 demandas previdenciárias junto à Justiça Federal. A expectativa é que a instrução e o julgamento desses processos ocorram até a segunda fase da expedição. A defensoria pública de Mato Grosso do Sul também recebeu demandas de ação de alimentos, retificação de registro civil, além de realizar a triagem de 165 pessoas.

    No campo da saúde, foram realizados 103 atendimentos odontológicos e 252 consultas ao clínico-geral. O médico Sebastião Eustáquio Lara Leão prestou 26 atendimentos ginecológicos e o médico João Marcos de Castro Andrade realizou 15 consultas psiquiátricas. A oftalmologista Higia Otano atendeu 83 pacientes e prescreveu 40 receitas de óculos, que serão pagas pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul e, posteriormente, entregues aos interessados na segunda fase do projeto, prevista para o próximo mês de maio.

    Já está disponível para leitura a 10ª edição da Revista de Cultura da Associação dos Juízes Federais do Brasil

    Já está disponível a edição de nº 10 da Revista de Cultura da Ajufe, com poesias, contos, fotografias e crônicas de autoria dos magistrados associados à entidade (acesse aqui).

    O objetivo da publicação anual é mostrar um lado diferente, nem sempre relacionado aos afazeres jurídicos, desses profissionais por meio de obras artísticas.

    Entre os textos divulgados estão a entrevista com o ministro do STJ Napoleão Nunes Maia Filho, que fala sobre sua relação vital com a poesia; as memórias do desembargador Vladimir Passos Freitas sobre o Primeiro Encontro Nacional da Ajufe, realizado em São Paulo no ano de 1983; além de diversas fotos, contos e outros textos produzidos pelos próprios juízes federais.

    Para o presidente da entidade, Antônio César Bochenek, o conteúdo foi elaborado por “juízes artistas”, já que, além de desejarem fazer justiça, eles também almejam produzir arte.

    “Mesmo quando envolvidos em atividades que nada lembram a rotina dos tribunais, [eles] jamais perdem aquele olhar oblíquo de quem vive a vida a reparar (e a sancionar ou absolver) os outros”, descreve Bochenek na seção Palavra do Presidente.

    Todos os associados à Ajufe receberão um exemplar da revista, que também está disponível online. Para os interessados em contribuir com a próxima edição, basta enviar um e-mail com o nome e o arquivo para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

    Presidente da Ajufe, Antônio César Bochenek dá início à segunda etapa da Expedição da Cidadania

    O presidente da Ajufe, Antônio César Bochenek, participou da cerimônia de abertura da segunda etapa da Expedição da Cidadania, na manhã desta segunda-feira (11). O projeto é uma iniciativa da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e tem por objetivo assegurar o acesso de comunidades geograficamente isoladas à Justiça e a serviços básicos de saúde e educação, além de outros direitos fundamentais.

    A mesa de abertura do evento, realizado no 6º Distrito Naval da Marinha do Brasil, em Ladário (MS), contou com a presença do contra-almirante da Marinha Petronio Augusto Siqueira de Aguiar; do general de brigada do Exército brasileiro Jorge Cardoso Martins; do prefeito de Ladário, José Antonio Assad e Faria; do prefeito de Corumbá, Paulo Duarte e do secretário de turismo do Mato Grosso do Sul, Nelson Cintra. O Presidente da Ajufems João Felipe Menezes Lopes esteve presente.

    Em seu discurso, o presidente da Ajufe ressaltou a união entre as diversas entidades e voluntários para a realização da Expedição da Cidadania. “Graças à comunhão de esforços w parcerias conseguimos realizar esse importante projeto”, disse. Bochenek agradeceu a todos pela participação, especialmente os voluntários. Também homenageou a coordenadora da expedição, juíza federal e associada da Ajufe Raquel Domingues do Amaral, “uma pessoa preocupada não apenas com os processos, mas com o trabalho social e o apoio aos menos favorecidos", salientou o dirigente.

    Em nome da Marinha do Brasil, o contra-almirante Petronio Augusto agradeceu a Ajufe por organizar o projeto, além de ressaltar o carinho e o esforço com o qual a coordenadora Raquel Domingues do Amaral desenvolve a expedição. Representando o governo do Estado do Mato Grosso do Sul, o secretário de Turismo, Nelson Cintra, relembrou a primeira Expedição da Cidadania, ocorrida em 2009, e os atendimentos realizados em sua cidade natal Porto Murtinho.

    Ao final da cerimônia, a artesã conhecida como dona Katarina Guató, presenteou as autoridades com peças feitas de palha de camalote.

    Pela manhã foi realizada a cerimônia à bandeira, conhecida como “Bandeiraço”, que contou com a participação do grupo de veteranos corpo de fuzileiros navais, além dos integrantes da Expedição.

    Os navios da marinha com os voluntários suspenderam no início da tarde rumo às comunidades ribeirinhas.

    Associada da Ajufe é finalista do Prêmio Claudia por trabalho desenvolvido na Expedição da Cidadania

    Idealizadora e coordenadora da Expedição da Cidadania, projeto organizado pela Ajufe, a juíza federal Raquel Domingues do Amaral está concorrendo ao Prêmio Claudia 2015 como finalista na categoria “Políticas Públicas”.

    Vote agora!

    A indicação se deve ao excelente trabalho desenvolvido pela magistrada, atendendo à população ribeirinha ao largo do rio Paraguai.

    Para o presidente da Ajufe, Antônio César Bochenek, a honraria é merecida e fruto de um trabalho não apenas bonito como também muito consistente. “Para a Ajufe, é um prazer ver a  Raquel concorrendo a tão valoroso prêmio, resultado de um projeto muito importante para nós e para a população atendida”. Bochenek pede a todos os associados que acompanham a Expedição da Cidadania que votem na colega e ajudem a promover o projeto da Ajufe. 

    Para conhecer o Prêmio Cláudia e votar na colega indicada pela Ajufe, Raquel do Amaral, clique aqui.

    Resultados

    Foram em torno de 400 cidadãos atendidos, com serviços voltados para atendimento à saúde, emissão de documentos, concessão de aposentadoria e outros benefícios previdenciários, além de palestras, oficinas e atividades lúdicas com crianças.

    “De forma humana e inteligente, a Dra. Raquel desempenhou com força suas atividades na missão do Pantanal. Mobilizou e democratizou o acesso à cidadania, envolvendo pessoas de diversas idades e classes sociais”, declarou a voluntária da Expedição e designer gráfica Martha Pedalino.

    O princípio

    A coordenadora teve a ideia de desenvolver o projeto, em 2007, após ter assistido uma palestra da desembargadora federal Selene Almeida sobre a importância de os magistrados “fazerem a justiça acontecer”. Encantada com a visão prática e engajada da colega, Raquel Domingues começou a desenvolver as ideias que posteriormente se tornaram a Expedição da Cidadania.

    Seu Jamil

    Dentre os diversos casos presenciados pela equipe da última edição da Expedição da Cidadania, alguns se destacam.

    Certo dia, durante a primeira etapa do projeto, que ocorreu entre 10 e 27 de março, Raquel, preocupada em prestar o melhor serviço possível, ao final dos trabalhos na região de Jatobazinho, indagou os ribeirinhos presentes se não haveria mais pessoas necessitando de atendimento previdenciário.

    Foi informada, então, de um senhor chamado Jamil, que, vivendo sozinho e isolado, não teria conseguido chegar ao navio da Expedição, devido ao fechamento do canal por camalotes – planta aquática tradicional do pantanal que, quando acumulada, pode atrapalhar ou até mesmo impedir a navegação. Segundo as pessoas que estavam no local, seu Jamil já teria idade suficiente para obter a aposentadoria.

    Com a intenção de não deixar ninguém para trás e com um forte pressentimento de que deveria ir ao encontro daquele senhor, Raquel Domingues do Amaral resolveu “levar” a Expedição da Cidadania até a residência de seu Jamil. Em uma lancha e com o suporte da Marinha do Brasil, a coordenadora foi em busca do “ribeirinho perdido”.

    Ao chegarem, um grande silêncio no local. Seu Jamil estava desmaiado, em coma alcoólico. A equipe agiu rapidamente, levando-o até o Navio da Expedição da Cidadania, onde foi tratado e passou por avaliação psicológica, na qual se constataram sintomas de depressão, principalmente devido ao isolamento e à dificuldade da vida na região.

    Devido ao forte quadro de desidratação, se o grupo de resgate não houvesse chegado a tempo, provavelmente ele estaria morto.

    Com Seu Jamil já recuperado, descobriu-se que ele completaria 60 anos no dia seguinte, idade suficiente para a concessão da aposentadoria rural. Tendo sobrevivido à experiência e com a tão sonhada aposentadoria concedida, seu Jamil voltou para casa com ânimo novo para a vida e o desejo de superar as adversidades.

    Confirmadas as datas para nova etapa da Expedição da Cidadania a realizar-se no rio São Francisco

    A primeira etapa da 2ª edição da Expedição da Cidadania de 2015 será realizada entre 16 e 27 de novembro. A equipe percorrerá as margens do Rio São Francisco, atendendo comunidades dos estados da Bahia e Pernambuco. A caravana partirá de Paulo Afonso (BA), tendo como destino final a cidade de Juazeiro (BA).


    O coordenador desta edição do projeto é o juiz federal João Paulo Piropo. “Acredito que será um sucesso e que vamos conseguir atingir o objetivo de levar dignidade e cidadania para essa população ribeirinha desprovida de serviços sociais básicos”, declarou.

    A data foi estabelecida em reunião entre Piropo, o comandante da Agência Fluvial de Juazeiro, capitão-tenente Rafael Sanctos Paulucci, e o subcomandante da 1ª Companhia de Infantaria, capitão Leonardo Silva Fontoura. O encontro aconteceu na Capitania dos Portos em Juazeiro da Bahia no dia 10 de setembro.

    Devido à seca histórica que atinge o São Francisco e à baixa navegabilidade prevista para a época, serão necessárias adaptações na logística do transporte para a realidade local. O deslocamento será feito por transporte terrestre, com a contribuição do Exército. 

    João Paulo Piropo, disse que, para atender às populações de ambos os lados do rio, a Marinha auxiliará com o transporte aquático, por meio de lanchas. O objetivo é atender a cerca de 20 comunidades, ainda não definidas.

    A Ajufe também buscará parcerias com os estados e municípios para a divulgação do projeto e o custeio da estadia dos voluntários. “O mais importante foi realmente fechar a data e o percurso. Agora, com base em informações sobre as principais deficiências locais, vamos definir as comunidades que serão beneficiadas”.

    Para o presidente da Ajufe, Antônio César Bochenek, é muito importante o trabalho desenvolvido pela Expedição da Cidadania. “Apesar da dificuldade para a organização de duas edições da Expedição em 2015, para nós é uma vitória, pois é mais uma oportunidade de levar a Justiça aos que mais necessitam”.

    Parceria com o PNUD

    O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) será parceiro da Ajufe nesta 2ª edição da Expedição da Cidadania. Está marcada para o dia 22 de setembro a assinatura do Memorando de Entendimento (MOU) entre as duas entidades.

    O documento será assinado pelo presidente da Ajufe, Antônio César Bochenek, e pelo representante do PNUD no Brasil, Jorge Chediek. O texto define que “as partes compartilham missões similares e desejam cooperar em áreas comuns de atuação com o fito de ampliar a efetividade de seus esforços de desenvolvimento”.

    Com a confirmação da parceria, a cooperação se dará principalmente no suporte institucional do PNUD à Expedição, além de ações conjuntas na área de Justiça e Cidadania.

    Comissão organizadora da Expedição da Cidadania se reúne na sede da Ajufe para definir detalhes da próxima edição

    A comissão organizadora da Expedição da Cidadania, reuniu-se, nesta quinta-feira (8), para definir o planejamento e a organização da próxima edição do projeto. Será atendida a população ribeirinha do Rio São Francisco, na Bahia e em Pernambuco, entre 16 e 27 de novembro deste ano, e 07 e 18 de março de 2016.

     

    Participaram da reunião o diretor administrativo da Ajufe, Frederico José Pinto de Azevedo; o coordenador desta edição do projeto, João Paulo Pirôpo de Abreu; o presidente da Ajufer, Newton Pereira; a desembargadora Gilda Maria Seixas; e a coordenadora nacional do projeto, Raquel Domingues do Amaral, além do Procurador-Geral Federal Igor Lins.

     

    De acordo com João Paulo Pirôpo, foram estabelecidos os encaminhamentos e distribuídas as tarefas aos envolvidos, como o contato com governadores dos estados e corregedorias dos TRFs e TREs, entre outras atividades. "Estamos trabalho junto a diversas autoridades com o objetivo de firmar parcerias para levar o maior número possível de serviços a essas comunidades isoladas".

     

    Segundo Pirôpo, a Expedição da Cidadania vai proporcionar diversos direitos e serviços essenciais às populações ribeirinhas atendidas, como a expedição de documentos (identidade, CPF, certidão de nascimento, título de eleitor, entre outros), a solicitação da aposentadoria (INSS), além da realização de atendimento médico e odontológico especializado. Também haverá o fornecimento de medicamentos e o atendimento de demandas no âmbito da Justiça Federal.  

     

    Clique aqui para acessar a ata da reunião.

    Ajufe realiza próxima edição da Expedição da Cidadania na Bahia e em Pernambuco

    Os estados de Pernambuco e Bahia receberão, entre os dias 16 e 27 de novembro, a próxima edição da Expedição da Cidadania, projeto social da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) que leva direitos e serviços essenciais à populações em situação de isolamento e pobreza.

    A caravana vai atender as comunidades ribeirinhas que residem ao longo do Rio São Francisco nos estados da Bahia e de Pernambuco, proporcionando o acesso à Justiça e à serviços de emissão de documentos (certidão de nascimento, RG, carteira de pescador), concessão administrativa de benefícios previdenciários e serviços de saúde preventiva.  

    O evento conta com o apoio institucional do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do governo federal, do Ministério das Comunicações, do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), do Exército e da Marinha do Brasi. Participam do projeto juízes federais e servidores públicos, médicos e voluntários de todo o país.

    A cerimônia de abertura da próxima etapa será realizada no dia 16 de novembro, a partir das 8h00, na Seção Judiciária de Paulo Afonso (BA). A Expedição permitirá aos ribeirinhos a requisição de demandas judiciais e previdenciárias, além de atendimento médico e odontológico especializado.

    Na segunda etapa, prevista para ocorrer no período de 7 a 18 de março de 2016, a equipe do projeto retornará à região para entregar a documentação solicitada pela comunidade local, bem como para dar continuidade ao atendimento das ações judiciais e de outros serviços ligados à saúde e ao bem-estar.

    De acordo com o coordenador desta edição, juiz federal João Paulo Pirôpo, a Expedição da Cidadania vai proporcionar diversos direitos e serviços essenciais às populações ribeirinhas atendidas.

    “Nosso objetivo é garantir o acesso de comunidades isoladas ao Juizado Especial Federal, além de promover serviços de emissão de documentos, como certidão de nascimento (registro tardio), carteira de identidade, CPF, Carteira de Trabalho e concessão administrativa de benefícios previdenciários”, explica o magistrado. Também serão oferecidos serviços de saúde preventiva e ações sociais, como doação de brinquedos, roupas e remédios.

    Expedição da Cidadania
    Em 2015, a Ajufe retomou o projeto da Expedição da Cidadania, percorrendo o rio Paraguai desde Corumbá (MS) até Cáceres (MT). Com o apoio da Marinha do Brasil, a expedição realizou mais de 800 atendimentos às populações pantaneiras e ribeirinhas a bordo do navio Almirante Leverger. Dentre os serviços, foram feitos os pré-atendimentos das demandas judiciais, dos pedidos de aposentadoria e outros benefícios além da entrada na emissão de documentos.

    A primeira edição do projeto foi realizada em 2009, e foram atendidas comunidades indígenas das reservas de Tekoa Okoy, Tekoa Anetete e Tekoa Itamarã – instaladas nos municípios de São Miguel do Iguaçu e de Diamante do Oeste, no Paraná. Em Mato Grosso do Sul, os juízes federais e demais servidores e profissionais envolvidos visitaram as populações isoladas do Rio Paraguai e do Pantanal. 

    Serviço
    Evento: Expedição da CidadaniaData: 16 a 27 de novembro
    Solenidade de abertura: Seção Judiciária de Paulo Afonso/BA - 16 de novembro, às 8h00
    Localidades atendidas pelo projeto:  - Etapa Bahia (16 a 20 de novembro): Brejo (BA); Freitas (BA); Quixaba (BA); Gato (BA); Alagadiço (BA); Caraíbas (BA); Cabeça de Boi (BA); Tapera (BA); Penedo (BA); Barra do Pajeú (BA); Paulo Afonso (BA).- Etapa Pernambuco (23 a 27 de novembro): Martelo (PE); Brejinho (PE); Icó (PE); Canela (PE); Itacuruba (PE); Roque (PE); Pedra (PE); Belém do São Francisco (PE); Barra do Tarrachil (BA); Rodelas (BA).

    Cerimônia de abertura dá início a atividades da nova fase da Expedição da Cidadania

    Cerimônia de Abertura da II Expedição da Cidadania

    A 4ª edição da Expedição da Cidadania começou nesta segunda-feira (16). O projeto é uma iniciativa da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), que leva direitos e serviços essenciais a populações menos favorecidas e em situações de isolamento. A solenidade de abertura aconteceu na Subseção Judiciária de Paulo Afonso (BA) e contou com a participação de autoridades realizadoras e parceiras da atividade.


    A caravana vai atender, entre os dias 16 e 27 de novembro, comunidades ribeirinhas que residem ao longo do Rio São Francisco nos Estados da Bahia e de Pernambuco. O objetivo é proporcionar o acesso à justiça e a serviços públicos essenciais ao exercício da cidadania, como emissão de documentos (certidão de nascimento, RG, carteira de pescador, CPF), concessão administrativa de benefícios previdenciários e serviços de saúde.

    O projeto conta com o apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), dos Tribunais Federais da 1ª e da 5ª Regiões,  da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e de associações regionais da magistratura federal brasileira.

    Em sua fala, o presidente da Ajufe, Antônio César Bochenek, destacou que o projeto surgiu como resultado da preocupação da entidade em realizar atividades para além daquelas típicas da associação e de caráter institucional.

    “Esse projeto já não é mais só da Ajufe. Ele transcendeu e agora conta com a valorosa contribuição de muitas entidades e instituições, entre elas, dos Tribunais Regionais Federais, que também abraçaram a causa, e também do CNJ e da ONU”, declarou Bochenek.

    O presidente da Ajufe ainda versou sobre um dos principais objetivos do programa: “a Expedição da Cidadania tem por objetivo propiciar oportunidades em igualdade de condições para todas as pessoas, em especial, as menos favorecidas”.

    O coordenador desta edição do projeto, juiz federal João Paulo Pirôpo, agradeceu o apoio dos órgãos parceiros. “Vários magistrados vieram como voluntários para atuar no projeto. Diversos parceiros estão aqui para atender a essa população carente e necessitada. Foi uma grande vitória conseguir agregar essa quantidade de colaboradores."

    Também participaram da solenidade de abertura o vice-governador da Bahia, João Felipe de Souza Leão; o prefeito de Paulo Afonso, Anilton Bastos Pereira; o diretor da Seção Judiciária da Bahia (SJBA), juiz federal Iran Esmeraldo Leite; o deputado federal Mário Negromonte Júnior (PP-BA); o comandante da 1ª Companhia de Infantaria, major Felipe Rosa Barroso Magno; a desembargadora federal do Tribunal Regional da 1ª Região (TRF-1) Gilda Maria Carneiro Sigmaringa Seixas; o coordenador do Ministério Público da Bahia em Paulo Afonso, Moacir da Silva Junior; e o vice-almirante Viveiros, comandante do 2º Distrito Naval da Marinha do Brasil. 

    Expedição da Cidadania atende aproximadamente 700 pessoas nos dois primeiros dias do projeto

    2º Dia da Expedição da Cidadania 2015 Bahia e Pernambuco



    A Expedição da Cidadania já realizou, nos dias 16 e 17 de novembro, aproximadamente 700 atendimentos a comunidades ribeirinhas que residem ao longo do Rio São Francisco. A caravana vai levar, até 27 de novembro, direitos e serviços essenciais a regiões menos favorecidas e isoladas dos Estados da Bahia e de Pernambuco. 

    Somente em consultas médicas foram 120 atendimentos, enquanto outras 120 pessoas foram encaminhadas para tratamento odontológico. Também Foram emitidos 160 documentos de identidade e 50 carteiras de trabalho, além da confecção de CPF, títulos de eleitor, documento de antecedentes criminais e da orientação em audiências sobre a concessão de benefícios previdenciários. 

    O primeiro povoado atendido foi Quixaba, no interior do município de Glória, no dia 16, logo após a abertura oficial da Expedição, realizada em Paulo Afonso. Durante toda a tarde, a população local pode ir ao Centro Educacional Monsenhor Emilio de Moura Ferreira Santos para ter acesso à consultas médicas, emissão de documentos e outros serviços públicos essenciais para ao exercício da cidadania. Na manhã seguinte, a ação foi realizada na escola Alonso José de Melo, no Povoado da Agrovila Jusante, também em Glória. 

    O coordenador da Expedição da Cidadania, juiz federal João Paulo Pirôpo de Abreu, destacou a importância de se levar esses serviços à população que normalmente não tem acesso. “Muitas comunidades ainda não tem acesso frequente aos centros das cidades mais próximas, seja por falta de recursos financeiros e/ou até mesmo pela distância. Se não fosse pela iniciativa da Expedição, muitos deles continuariam sem emitir seus documentos. Nós nos sentimos orgulhosos em facilitar a vida da população carente, ao mesmo tempo em que levamos dignidade e cidadania para cidadãos que necessitam de serviços sociais básicos", disse o coordenador. 

    Próximo Destino

    A II Expedição da Cidadania continua hoje (18), em dois povoados baianos. Pela manhã, será atendida a população da Agrovila Borda do Lago, ainda em Glória. Pela tarde, será a vez do povoado de Serrote, na cidade de Paulo Afonso.

    Agricultores e idosos do sertão baiano beneficiados durante a Expedição da Cidadania

    Atendimentos a agricultores e idosos - Expedição da Cidadania



    A Expedição da Cidadania atravessa o sertão da Bahia e de Pernambuco ajudando a fazer a diferença na vida de povoados da região. A iniciativa da Ajufe já atingiu centenas de cidadãos, que tiveram acesso a consultas médicas e odontológicas, puderam tirar dúvidas com a Justiça Federal, com o INSS e com o Ministério Público.

    Foi durante o segundo dia da Expedição, no povoado da Agrovila Jusante, no município de Glória (BA), que a aposentada Cristina Rosa de Brito Oliveira, de 88 anos, pôde finalmente tirar a segunda via da sua carteira de identidade: “É difícil ir até o centro. A minha antiga identidade estava bastante velha e rasgada, e por isso ninguém mais aceitava ela. Para ir na cidade custa caro e não fica pronto na hora. Ainda bem que a consegui na Expedição”, comentou.

    Outro cidadão que teve a vida mudada para melhor com a Expedição da Cidadania foi o agricultor Edivaldo Teixeira Hora, de 62 anos. O trabalhador conseguiu, por meio do atendimento de servidores da Justiça Federal e do INSS, dar entrada na tão sonhada aposentadoria, após dois anos de tentativas frustradas.

    “Fui bem recebido e, graças a Deus, não me faltou nada. Estou muito feliz, finalmente tenho a certeza de que consegui. Já dei entrada em tudo, agora só preciso levar os documentos e duas testemunhas ao INSS para aposentar”, disse o sertanejo.

    Para o coordenador da Expedição da Cidadania,juiz federal João Paulo Pirôpo, os exemplos da senhora Cristina Rosa e do senhor Edivaldo Teixeira ilustram bem a importância da iniciativa: “é um prazer muito grande poder ajudar pessoas como essas, que vivem e trabalham na roça. Pessoas humildes que são imagens verdadeiras do tão sofrido sertanejo nordestino”.

    Expedição da Cidadania: parceria disponibiliza atendimento odontológico a população carente

    ONG Voluntários do Sertão na Expedição da Cidadania


    Parceira da Ajufe nesta 4ª edição Expedição da Cidadania, a Organização Não Governamental (ONG), Voluntários do Sertão, disponibiliza atendimento odontológico para a população ribeirinha. 

    Com uma equipe de sete dentistas, um motorista, um enfermeiro e um auxiliar de consultório odontológico, a ONG disponibilizou uma carreta equipada com seis consultórios dentários, que atende em média 120 pessoas por dia. 

    Até agora, foram realizados aproximadamente 600 procedimentos. O projeto segue até o dia 27 de novembro.

    Após uma triagem inicial, os pacientes são encaminhados até o local onde a carreta está estacionada para a efetuação do procedimento dentário. Além dos serviços odontológicos, a Voluntários do Sertão distribuiu 250 brinquedos para as escolas por onde a Expedição da Cidadania passou e também disponibilizou 700 caixas de medicamentos – recebidos por meio de doações – para as unidades de saúde e para a unidade médica do Exército Brasileiro.

    Coordenadora da Voluntários do Sertão na Expedição da Cidadania, Valtenia Leite Santana explica que a ONG foi fundada há 15 anos por um cidadão baiano que teve uma infância difícil, cresceu na vida e resolveu ajudar a população carente do sertão, levando médicos e dentistas e distribuindo brinquedos e remédios para as comunidades locais.

    “A parceria na Expedição da Cidadania surgiu de conversas do idealizador da ONG, o empresário Doreedson Pereira, com o coordenador do projeto, o juiz federal João Paulo Piropo”, contou Valtenia. “Conseguimos trazer o que tínhamos à disposição no momento: além da carreta, remédios para as unidades básicas de saúde e brinquedos para as escolas”. 

    Valtenia disse ainda estar “muito feliz” por fazer parte da iniciativa. “É uma ação importante de resgate da cidadania e inclusão social. Ver a felicidade das pessoas com os documentos nas mãos, sendo atendidas, saindo com os sorrisos renovados, é muito gratificante”.

    Mais de 2.000 atendimentos realizados pela Expedição da Cidadania no estado da Bahia

    5º Dia da Expedição da Cidadania Bahia e Pernambuco 2015



    A Expedição da Cidadania realizou mais de 2.100 atendimentos à população ribeirinha durante sua passagem pela Bahia, nos dias 16 a 20 de novembro. A caravana, promovida pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), contabilizou números expressivos na prestação de serviços essenciais aos cidadãos na estada pelas cidades de Paulo Afonso, Glória e Rodelas.

    A Justiça Federal atendeu demandas de 31 pessoas no período. Já o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atendeu 150 solicitações de informações e solicitações sobre aposentadorias e direitos e realizou 14 perícias médicas no período, entre outros procedimentos.

    Entre os beneficiados está Rosineide Maria da Conceição, de 47 anos, cacique da aldeia Pancararé Rodelas. Ela procurou a Expedição da Cidadania para tentar conseguir a aposentadoria por invalidez da sua irmã Francisca, de 45 anos, que sofre de transtornos mentais há três anos: “Só tenho a agradecer por essa beleza de serviço. Foi realizada a perícia médica da minha irmã, comprovando a situação dela. Estava tentando isso há mais de dois anos. Agora tenho certeza que ela vai conseguir o benefício”, revelou.

    Parceiro fundamental da Ajufe na realização da Expedição da Cidadania, o Exército Brasileiro atendeu aproximadamente 250 pessoas, com consultas médicas e doação de medicamentos.

    A organização não governamental Voluntários do Sertão realizou 600 consultas odontológicas nos cinco dias.

    A emissão de documentos foi outro serviço muito procurado pelo público: a unidade móvel do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) do estado da Bahia, que acompanhou a expedição nas três cidades, emitiu 506 carteiras de identidade (1ª e 2ª vias) e 161 CPFs. A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego na Bahia, por sua vez, expediu 154 carteiras de trabalho. O Tribunal Regional Eleitoral emitiu 126 títulos de eleitores, realizou a transferência de 26 votantes e revisou outros 60.

    O Ministério Público do Estado da Bahia contabilizou 97 ofícios de atendimentos, sendo 22 relacionados a retificações administrativas de documentos, como certidões de nascimento, casamento, óbito, e três solicitações e coletas para exames de DNA, com o restante sendo a emissão de segunda via de documentos.

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