Gabcon elabora projeto-piloto para a regionalização das Centrais de Conciliação em São Paulo

    Primeiras audiências devem ocorrer durante a XVIII Semana Nacional da Conciliação, de 6 a 10 de novembro

     

    O Gabinete da Conciliação do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (Gabcon/TRF3), coordenado pelo desembargador federal Carlos Muta, iniciou, em setembro, projeto-piloto de regionalização das Centrais de Conciliação (Cecons) da Seção Judiciária de São Paulo.

    O objetivo é expandir a "Política Judiciária Nacional de Tratamento Adequado dos Conflitos de Interesses" no âmbito da Justiça Federal da 3ª Região. O projeto utiliza como base a estrutura das Cecons de São Paulo e de Campinas/SP para a regionalização de atividades, objetivando o aumento de acordos realizados nas subseções judiciárias que ainda não dispõem de centrais de conciliação.

    Atualmente, não há Cecons instaladas nas Subseções Judiciárias de Caraguatatuba, Andradina, Assis, Avaré, Barretos, Catanduva, Jales, Jaú, Lins, São João da Boa Vista e Tupã.

    Já em Mato Grosso do Sul, as unidades estão regionalizadas. A Central Regional de Conciliação (Cercon) de Campo Grande atende, além da capital sul-mato-grossense, as Subseções de Três Lagoas, Corumbá e Coxim. Por sua vez, a Cercon de Dourados (Cercon do Mercosul) também atende às Subseções de Ponta Porã e Naviraí.

     

    Projeto

    Conforme o planejamento dos trabalhos, a Cecon de Campinas será responsável pela execução do projeto-piloto em relação às Subseções Judiciárias de Caraguatatuba, Catanduva, Jales, Jaú e São João da Boa Vista. Já a Cecon de São Paulo responderá pelos trabalhos referentes às Subseções Judiciárias de Andradina, Assis, Avaré, Barretos, Lins e Tupã.

    Durante a realização do projeto, as varas das subseções mencionadas deverão enviar processos às Cecons de Campinas e São Paulo, após solicitação, conforme pautas de interesse dos entes públicos envolvidos na conciliação, como o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Caixa Econômica Federal (Caixa) e os Conselhos Profissionais.

    As primeiras audiências do projeto-piloto devem ocorrer durante a XVIII Semana Nacional da Conciliação, no período de 6 a 10 de novembro.

     

    Legislação

    O Gabcon e as Cecons são responsáveis pela execução do Programa de Conciliação e Mediação no âmbito da Justiça Federal da 3ª Região, em observância à Resolução PRES nº 42/2016 do TRF3, bem como à Resolução nº 125/2010 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Resolução nº 398/2016 do Conselho da Justiça Federal (CJF).

    As Cecons exercem, no âmbito da Justiça Federal, as funções de Centros Judiciários de Conflitos e Cidadania (Cejuscs), conforme nomenclatura utilizada pela Resolução nº 125/2010 do CNJ.

    O artigo 8º, parágrafos 3º e 4º, da Resolução nº 125/2010 do CNJ preveem que é obrigatória a implantação de Cejusc (Cecon) onde exista um juízo, juizado, vara ou subseção, salvo se a localidade já for atendida por centro regional ou itinerante.

    Por sua vez, o artigo 4º da Resolução PRES nº 42/2016 dispõe que a instalação, localização e efetiva implantação de Cecon, em sede de subseção judiciária, decorrem de ato do Conselho da Justiça Federal da 3ª Região, com base em estudo apresentado pela respectiva Diretoria do Foro e manifestação do desembargador coordenador do Gabcon, observadas as normas regulamentadoras expedidas pelo CNJ e pelo CJF.

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRF3.

    Pop Rua Jud Ribeirão Preto leva serviços de justiça e cidadania a cerca de 700 pessoas

    Evento contou com a parceria de organizações públicas e não governamentais   

     

    O Pop Rua Jud Ribeirão Preto atendeu, nos dias 28 e 29 de setembro, aproximadamente 700 pessoas em situação rua e de vulnerabilidade social. O mutirão, organizado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) e pela 2ª Subseção Judiciária do Estado de São Paulo ofereceu serviços nas áreas social, de justiça e cidadania.    

    A ação ocorreu na Praça da Unidade Básica Distrital de Saúde (UBDS) Central Dr. João Batista Quartin, Vila Tibério, na cidade de Ribeirão Preto/SP, e contou com o apoio da Prefeitura Municipal e parceria de órgãos públicos e organizações não governamentais.  

    A população teve a oportunidade de emitir documentos, receber orientações jurídicas e sobre benefícios previdenciários, consultar saldos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).    

    Além disso, houve cortes de cabelo, tratamento para os pés, alimentação, serviços de saúde, distribuição de kits de higiene e vestimentas. 

     

    Atendimentos 

    Na Justiça Federal foram propostas 16 ações judiciais e realizados cinco acordos. 

    O ônibus da Secretaria da Justiça e Cidadania do estado de São Paulo atendeu 142 pessoas com o total de 747 serviços. 

    O Poupatempo efetuou 226 atendimentos, sendo 90 relacionados a cédulas de identidade, 60 em outros assuntos, como antecedentes criminais e renovação de Carteira Nacional de Habilitação, além de 76 orientações para documentos. 

    O Exército fez 273 atendimentos relacionados à regularização do serviço militar: atualização de dados, alistamentos e certificados de reservista. A Receita federal atendeu em cerca de 40 serviços sobre regularidade fiscal. 

    A Justiça Eleitoral prestou 128 atendimentos. 

    O Rotary Club de Ribeirão Preto participou com a atuação de voluntários 

    "O diferencial do Pop Rua é a Justiça mobilizar entidades da sociedade civil com um grande número de serviços no mesmo local. É muito bom sentir essa proximidade e dar um pouco de dignidade às pessoas vulneráveis”, enfatizou o juiz federal em auxílio à Presidência e presidente do Juizado Especial Federal (JEF) de Ribeirão Preto Paulo Ricardo Arena Filho.  

    De acordo com a juíza federal em auxílio à presidência Marisa Claudia Gonçalves Cucio, o mutirão apresentou balanço positivo.  

    “Nos dois dias, prestamos serviços a cerca de 700 pessoas, um número bem considerável, já que cada uma passou por quatro ou cinco atendimentos. Fizemos a alegria de muitos cidadãos”, afirmou. 

     

    Benefício assistencial 

    No dia 29 de setembro, Rogério Aragão de Jesus obteve o Benefício de Prestação Continuada (BPC), previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). O acordo foi proposto pela Procuradoria Regional Federal da 3ª Região da Advocacia Geral da União (PRF3/AGU) e homologado pelo Juizado Especial Federal de Ribeirão Preto. 

    Rogério enfrenta um problema de saúde há mais de dez anos e após ficar com sequelas por conta de um acidente não conseguiu mais arrumar emprego.  Hoje vive em um abrigo. “Mês que vem, alugo um lugar para morar. O benefício veio para mudar a minha história”, ressaltou.  

    O procurador federal da PRF3/AGU Samuel Alves Andreolli explicou que a ação foi ajuizada em 28 de setembro, no mutirão. No local, Rogério passou por perícias médica e social, que confirmou os requisitos necessários para receber o BPC. “Este é mais um caso de sucesso do Pop Rua Jud”, destacou.    

    O defensor público da União André Luiz Rodrigues pontuou que o processo foi finalizado em menos de 24 horas. “O resultado é um ganho para o cidadão, para a Justiça e para a sociedade como um todo”, complementou.  

     

    W.R.S. veio do Paraná, vive em um abrigo e foi ao Pop Rua tentar a concessão do BPC. Ele tem o vírus HIV e luta pelo benefício desde 2018. Após acordo homologado no mutirão, garantiu o seu direito.  

    "Já vivi preconceito e sofri agressão por ser homossexual. Não conseguia emprego por consequência da doença. Essa é uma conquista e uma mudança de vida também”, desabafou. 

    Cidadania  

    Ilton Emiliano da Costa é natural de Cuiabá e foi para Ribeirão Preto fazer um tratamento de saúde. Ele contou que sofreu um acidente, fraturou o fêmur e precisa de cirurgia para colocar uma prótese. Atualmente, vive em um centro de acolhimento.  

    "No mutirão, consegui a emissão do título de eleitor, também me alimentei e peguei roupa. Essa iniciativa é muito importante e ajuda demais”, comentou.   

    De acordo com Francisco Antonio Teixeira, o projeto é ótimo para as pessoas carentes que necessitam de documento e orientação. Ele mora em uma casa de acolhida e foi ao Pop Rua para tirar a certidão de casamento. “Ainda descobri um valor na conta inativa do FGTS”, relatou.   

    Já Sueli de Freitas vive em um abrigo e foi ao Pop Rua para regularizar a documentação. "Agendei tudo o que precisava. O atendimento foi maravilhoso, estou muito agradecida. A situação está difícil e precisamos de ajuda”, ponderou.   

    Josilene Soares da Silva conseguiu o título de eleitor e a certidão de nascimento.  “Ainda descobri que tenho um dinheirinho no banco, fiquei feliz e grata".    

     

    Pop Rua Jud  

    O “Pop Rua Jud” atende à Resolução 425/2021 do Conselho Nacional de Justiça, que instituiu a Política Nacional Judicial de Atenção a Pessoas em Situação de Rua e suas interseccionalidades.   

    Em 2023, o TRF3 já promoveu mutirões nas cidades de São Paulo, Iaras, Fernandópolis, Osasco, Sorocaba, Santos, Campinas, Guarulhos e Ribeirão Preto no estado de São Paulo, e Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.  

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRF3.

    Primeira Turma autoriza liberação do FGTS a pai de criança com espectro autista

    Para magistrados, rol do artigo 20 da Lei 8.036/90 não é taxativo 

     

    A Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) manteve decisão que determinou à Caixa Econômica Federal (Caixa) liberar valores do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) a pai de uma criança diagnosticada com transtornos do espectro autista, de déficit de atenção e hiperatividade e de oposição e desafio.  

    Para os magistrados, as hipóteses do artigo 20 da Lei nº 8.036/1990, que autorizam o levantamento do saldo da conta vinculada ao fundo, não podem ser interpretadas de maneira restritiva, conforme entendimentos do TRF3 e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).  

    O trabalhador acionou a Justiça, após o banco estatal negar a liberação dos valores para custear tratamento de saúde de filho menor diagnosticado com os transtornos do espectro autista. 

    Ele sustentou que os cuidados com a criança exigiam grande demanda psicológica e financeira por parte da família, necessitando de acompanhamento médico, terapias multidisciplinares e ocupacional com integração sensorial. 

    Em primeiro grau, a 1ª Vara Federal de São João da Boa Vista/SP já havia determinado que a Caixa autorizasse o trabalhador a sacar o valor total de sua conta vinculada ao FGTS. 

    Ao analisar o reexame necessário, o desembargador federal relator Nelton dos Santos afirmou que apesar do diagnóstico da criança não estar incluso no rol de enfermidades graves, há precedentes do STJ e do TRF3 permitindo a liberação dos valores.  

    “A jurisprudência pacífica entende que, em se tratando de doença grave, e havendo necessidade dos valores depositados no FGTS, o trabalhador tem direito ao levantamento do saldo, ainda que não se trate de doença expressamente prevista na legislação”, ponderou o magistrado.   

    Assim, a Primeira Turma, por unanimidade, negou provimento à remessa necessária e manteve a liberação dos valores do FTGS ao autor.   

    Remessa Necessária Cível 5000448-09.2023.4.03.6127 

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRF3.

    Leia a edição de outubro da Revista Justiça & Cidadania!

    A edição nº 278 da Revista JC traz a trajetória, os votos marcantes e as expectativas para a gestão do ministro Luís Roberto Barroso como presidente do Supremo Tribunal Federal, que tomou posse nesse último dia 28 de setembro, em Brasília.

    O Ministro Barroso sucederá a Ministra Rosa Weber, diante da aposentadoria da magistrada, e também presidirá o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cujas diretrizes devem ser observadas pelos tribunais de todo o País. Barroso terá como vice-presidente o Ministro Luiz Edson Fachin, repetindo a dobradinha que funcionou bem quando ambos ocuparam, respectivamente, a presidência e a vice-presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Veja a íntegra da Revista JC em: https://www.editorajc.com.br/edicao/278/

    Obra em homenagem ao ministro Rogerio Schietti será lançada nesta quarta-feira (27/9) no STJ

    Nesta quarta-feira (27/9), às 18h30, será lançado o livro Homenagem ao Ministro Rogerio Schietti – 10 anos de STJ, organizado por Ademar Borges, Cristiano Verano e Benedito Siciliano.  O evento, promovido pelo Espaço Cultural STJ, ocorrerá na sede do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no mezanino do Edifício dos Plenários.

    A obra é composta por 60 artigos assinados por 74 coautores. Dentre os colaboradores, destacam-se a presidente do STJ, ministra Maria Thereza de Assis Moura, e os ministros da corte Sebastião Reis Junior, Assusete Magalhães, Moura Ribeiro e Ribeiro Dantas.

    A partir dos precedentes desenvolvidos pelo ministro Rogerio Schietti Cruz, os artigos abordam as mudanças estruturais pelas quais a jurisprudência do STJ passou na última década em temas relacionados à defesa dos direitos fundamentais de investigados, réus e presos.

    Ministro Rogerio Schietti Natural de Juiz de Fora (MG), Rogerio Schietti Cruz tomou posse no STJ em agosto de 2013, após atuar, por muitos anos, como procurador de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). É formado em direito pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília e possui mestrado e doutorado em direito processual pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, além de especialização na mesma área pela Universidade La Sapienza, de Roma.

    Associados da Ajufe lançam obra sobre ferramentas de gestão para o Judiciário

    A Ajufe comunica o lançamento da obra "14 Ferramentas de Gestão para o Judiciário", coescrita pelos associados da Ajufe Arthur Napoleão Teixeira Filho, Carlos Henrique Borlido Haddad (também coorganizador do livro) e José Luis Luvisetto Terra, e outros magistrados e magistradas, a ocorrer no próximo dia 26/9, às 17h30, no Hall do Auditório do Conselho da Justiça Federal.

    Publicada pelo Instituto Administração Judicial Aplicada (AJA), a obra nasceu na disciplina do Mestrado em Direito e Poder Judiciário da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAM). Juízes federais e estaduais, pensando no aprimoramento do funcionamento da Justiça, escreveram sobre experiências na utilização de ferramentas de gestão em unidades Judiciárias espalhadas pelo país. A aplicação é fácil e intuitiva, os resultados são robustos e elogiáveis.

    Mais informações: https://institutoaja.com/produto/14_ferramentas_gestao/

     

    Serviço

    Lançamento da obra "14 Ferramentas de Gestão para o Judiciário", coescrita pelos juízes federais Arthur Napoleão Teixeira Filho, Carlos Henrique Borlido Haddad (também coorganizador do livro) e José Luis Luvisetto Terra;

    Data: 26 de setembro de 2023

    Horário: 17h30

    Local: Hall do Auditório do Conselho da Justiça Federal (CJF), Brasília (DF)

     

    Mais de mil pessoas são atendidas no mutirão "Pop Rua Jud Guarulhos", coordenado pela Justiça Federal no município de Guarulhos (SP)

    Pop Rua Jud reuniu 30 instituições públicas e privadas em prol da população em situação de rua, além de indígenas e refugiados afegãos 

    Esperança, respeito, emoção e felicidade foram sentimentos expressados por moradores em situação de vulnerabilidade social atendidas, nos dias 13, 14 e 15 de setembro, por 30 órgãos públicos e organizações não governamentais no mutirão “Pop Rua Jud Guarulhos”. Na ação de cidadania, estiveram presentes mais de mil pessoas, entre população em situação de rua, indígenas e imigrantes. 

    O mutirão coordenado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) e pela 19ª Subseção Judiciária do Estado de São Paulo, com apoio da Prefeitura de Guarulhos, foi realizado no Centro Educacional Adamastor, no bairro Macedo. O público passou por serviços como assistência social, saúde, cidadania e acesso à justiça. 

     Serviço de triagem aos moradores em situação de rua (Foto: Acom/TRF3) 

    A coordenadora do projeto no TRF3, juíza federal em auxílio à Presidência Marisa Cucio, destacou que, com a experiência, o atendimento é aperfeiçoado a cada mutirão. Uma série de serviços foram oferecidos com o trabalho colaborativo de servidores, magistrados, funcionários dos órgãos públicos e instituições não governamentais e voluntários universitários. 

    “O diferencial deste Pop Rua foi o atendimento a três comunidades: estrangeiros, especialmente afegãos refugiados; população de rua, albergados, moradores de invasões e de habitações provisórias; e também os indígenas, que obtiveram benefícios como a aposentadoria rural”, ressaltou a magistrada. 

    O juiz federal Paulo Marcos Rodrigues de Almeida, presidente do Juizado Especial Federal de Guarulhos (JEF/Guarulhos) e coordenador do Pop Rua Jud no município, fez um balanço positivo da ação.  

    “As comunidades indígenas de Guarulhos estiveram presentes. O nome da cidade tem origem indígena (tupi). Também atendemos refugiados afegãos que estão em situação muito delicada e ficam em trânsito no aeroporto de Cumbica. Eles compareceram não simplesmente a fim de agilizar os serviços, mas também para um acolhimento cultural e religioso”, enfatizou.    

    Indígenas 

    A líder indígena Roseneide Tereza dos Reis teve papel importante ao levar ao Pop Rua Jud mais de 40 integrantes da etnia Pankararu, presente em Pernambuco, mas com comunidades em Guarulhos. “Saímos muito satisfeitos. O atendimento foi ótimo. Pessoal muito educado, muito humano”, agradeceu. 

    Estefane Marques de Oliveira, 23 anos, também da etnia Pankararu, obteve o salário-maternidade rural para o casal de gêmeos de 3 anos. Ela teve o direito também de receber atrasados junto ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), homologado pelo JEF/Guarulhos. O benefício deve ser implantado em cinco dias úteis. 

    “Estou com gravidez de 39 semanas e vim buscar o benefício para meus filhos. Estou muito satisfeita com o atendimento”, disse. 

    Estefane, da etnia Pankararu, obteve salário-maternidade rural (Foto: ACOM/TRF3) 

    A indígena Sílvia, da etnia Kaimbé, adquiriu o Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência para a filha Antonela, de 7 anos, diagnosticada com autismo grave. O pedido havia sido negado pelo INSS.  

    “É uma conquista de luta para a nossa população. Em um mesmo espaço, pudemos ter vários tipos de atendimento médico, tirar documentos. Foi muito bom”, agradeceu. 

    Refugiados  

    O Pop Rua Jud Guarulhos prestou atendimentos de cidadania a 75 refugiados afegãos. Famílias inteiras passaram pela tenda do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR/ONU) e da Organização Internacional para as Migrações das Nações Unidas (OIM).  

    Eles buscaram orientação para regularizar a situação no país, como emissão do Registro Nacional Migratório (RNM) e pedido de refúgio, expedidos pela Polícia Federal, e do Cadastro de Pessoa Física (CPF), expedido pela Receita Federal. 

    Joana Lopes, assistente de proteção do ACNUR, afirmou que a iniciativa proporcionou acolhimento digno aos imigrantes. “Auxiliamos na documentação e outros serviços do mutirão, como assistência social e parceria com a Defensoria Pública da União (DPU) e a Defensoria Pública Estadual (DPE)”, relatou. 

    Refugiados na tenda da ACNUR/OIM (Foto: ACOM/TRF3) 

    Atendimento humanizado 

    Carlos Francisco procurou o Pop Rua para regularizar o benefício assistencial do filho cadeirante. O pai não obtém emprego para sustentar a família, pois presta cuidados permanentes ao filho.  

    “Ele nasceu com problema no coração. Teve edema cerebral e precisa de cadeira de roda. Graças a Deus vamos voltar a receber o benefício em 15 dias”, falou emocionado.  

    A trans Leona Silva Bittencourt aproveitou o mutirão para retificar documentação para troca de nome, regularizar CPF, alistamento militar, pegar roupas e utilizar serviço de manicure. 

    “Meu nome de batismo ainda consta no documento e gera constrangimento. Perdi uma oportunidade de emprego por isso. Peguei o encaminhamento para ir ao cartório fazer a certidão com o nome feminino. Foi um atendimento muito bom”, elogiou. 
     

     Leona conseguiu encaminhamento para mudar nome (Foto: Acom/TRF3) 

     A ação de cidadania chegou a Guilherme (nome fictício), 49 anos. Ele é portador de HIV há 23 anos e conseguiu obter o benefício assistencial LOAS no JEF. 

    “Desde a pandemia, eu estava com dificuldade em obter o benefício. Graças a Deus consegui meu objetivo e só tenho a agradecer ao pessoal do mutirão. Sou filho de mãe solteira e ela já morreu. Não tenho muito estudo, mas agora vou recomeçar”, contou. 

    Nos três dias de mutirão, o JEF/Guarulhos homologou 25 acordos em ações de benefício assistencial, com atuação da Procuradoria do INSS e da DPU. Mais 11 processos foram ajuizados e aguardam documentos ou manifestação da autarquia previdenciária para seguir em tramitação. 

    Nesta edição, participaram dos trabalhos no mutirão os juízes federais Ana Emília, Ewerton Teixeira Bueno, Márcio Augusto Matos, Márcio Martins, Milenna Cunha, Tathiane Menezes da Rocha Pinto e Tiago Bologna Dias, além dos servidores da Justiça Federal.  

    Equipe da Justiça Federal no mutirão (Foto: Acom/TRF3) 

    Outros serviços 

    A Prefeitura de Guarulhos foi a responsável pela área de assistência social, saúde e alimentação. Também prestou serviços de atendimento a animais de estimação.  

    Foram realizadas oito castrações, 20 aplicações de vacinas antirrábica em cães e gatos, distribuídas sacolas com ração, instalados cinco microchips de identificação para os animais, cem orientações e 25 atendimentos diversos. 

    Castração e vacinação de animais (Foto: Acom/TRF3) 

     Pop Rua Jud 

    O “Pop Rua Jud” atende à Resolução CNJ nº 425/2021, que instituiu a Política Nacional Judicial de Atenção a Pessoas em Situação de Rua e suas interseccionalidades.  

    Em 2023, o TRF3 já atendeu mais de 32 mil pessoas em mutirões nas cidades de São Paulo, Iaras, Fernandópolis, Osasco, Sorocaba, Santos, Campinas, no estado de São Paulo, e Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. 

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRF3    

    Comissão criada para atualizar Código Civil abre canal para receber sugestões

    A comissão de juristas instituída pelo Senado para elaborar proposta de atualização do Código Civil (Lei 10.406, de 2002) está recebendo sugestões de aprimoramentos na legislação. Qualquer cidadão pode enviar colaboração por e-mail (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.).

    A comissão iniciou os trabalhos no dia 4 deste mês e volta a se reunir no Senado no dia 28, às 10h. O grupo é presidido pelo ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e tem como vice Marco
    Aurélio Bellizze, também ministro do STJ. Foram designados dois relatores-gerais: os professores de direito Flávio Tartuce e Rosa Maria de Andrade Nery.

    A comissão de juristas definiu em sua primeira reunião a criação de sete grupos temáticos: parte geral; obrigações e responsabilidade civil; contratos; empresa; direito de família; sucessões; direito digital. O plano de trabalho inclui reuniões ordinárias e audiências públicas. Cada grupo terá um sub-relator. Também estão previstas audiências especiais nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste.

    As reuniões com todos os integrantes ocorrerão uma vez por mês, com os grupos de trabalho atuando em paralelo. A comissão tem ao todo 38 integrantes (veja quadro abaixo), número que pode aumentar, segundo o
    presidente do colegiado. A comissão terá 180 dias para elaborar e entregar à Presidência do Senado um anteprojeto de lei com as atualizações propostas para o Código Civil. Depois disso, a própria Presidência encaminhará o texto, na forma de projeto de lei, para análise dos senadores, passando pelas comissões e pelo Plenário.

    O Código Civil foi sancionado em 10 de janeiro de 2002 e entrou em vigência um ano depois, em 11 de janeiro de 2003, substituindo o código anterior, de 1916.

    Composição da comissão de juristas

    • Presidente
      • Luis Felipe Salomão, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ)

     

    • Vice
      • Marco Aurélio Bellizze, ministro do STJ

     

    • Relatores-gerais
      • Flávio Tartuce
      • Rosa Maria de Andrade Nery

     

    • Demais integrantes
      • Marco Buzzi

      • Cesar Asfor Rocha

      • Maria Isabel Gallotti Rodrigues

      • João Otávio de Noronha

      • Angelica Carlini

      • Carlos Eduardo de Oliveira

      • Claudia Lima Marques

      • Daniel Carnio

      • Edvaldo Brito

      • Flavio Galdino

      • Giselda Hironaka

      • Gustavo Tepedino

      • José Fernando Simão

      • Judith Martins-Costa

      • Laura Porto

      • Marcelo Milagres

      • Marco Aurélio Bezerra de Melo

      • Marcus Vinicius Furtado Coêlho

      • Mario Luiz Delgado Régis

      • Maria Berenice Dias

      • Moacyr Lobato de Campos Filho

      • Nelson Rosenvald

      • Pablo Stolze Gagliano

      • Patrícia Carrijo

      • Paula Forgioni

      • Rodrigo Mudrovitsch

      • Ricardo Campos

      • Rolf Madaleno

      • Rogério Marrone Sampaio

      • Laura Schertel Mendes

      • Carlos Eduardo Pianovsk

      • Cristina Paiva Santiago

      • Estela Aranha

      • Carlos Antônio Vieira Fernandes Filho

     

    Fonte: Agência Senado

    Mais de mil pessoas são atendidas em mutirão coordenado pela Justiça Federal em Guarulhos/SP

    Por: Assessoria de Comunicação Social do TRF3    

    Esperança, respeito, emoção e felicidade foram sentimentos expressados por moradores em situação de vulnerabilidade social atendidas, nos dias 13, 14 e 15 de setembro, por 30 órgãos públicos e organizações não governamentais no mutirão “Pop Rua Jud Guarulhos”. Na ação de cidadania, estiveram presentes mais de mil pessoas, entre população em situação de rua, indígenas e imigrantes. 

    O mutirão coordenado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) e pela 19ª Subseção Judiciária do Estado de São Paulo, com apoio da Prefeitura de Guarulhos, foi realizado no Centro Educacional Adamastor, no bairro Macedo. O público passou por serviços como assistência social, saúde, cidadania e acesso à justiça. 

     
    Serviço de triagem aos moradores em situação de rua (Foto: Acom/TRF3) 

    A coordenadora do projeto no TRF3, juíza federal em auxílio à Presidência Marisa Cucio, destacou que, com a experiência, o atendimento é aperfeiçoado a cada mutirão. Uma série de serviços foram oferecidos com o trabalho colaborativo de servidores, magistrados, funcionários dos órgãos públicos e instituições não governamentais e voluntários universitários. 

    “O diferencial deste Pop Rua foi o atendimento a três comunidades: estrangeiros, especialmente afegãos refugiados; população de rua, albergados, moradores de invasões e de habitações provisórias; e também os indígenas, que obtiveram benefícios como a aposentadoria rural”, ressaltou a magistrada. 


    Juíza federal Marisa Cucio (Foto: Acom/TRF3)  

    O juiz federal Paulo Marcos Rodrigues de Almeida, presidente do Juizado Especial Federal de Guarulhos (JEF/Guarulhos) e coordenador do Pop Rua Jud no município, fez um balanço positivo da ação.  

    “As comunidades indígenas de Guarulhos estiveram presentes. O nome da cidade tem origem indígena (tupi). Também atendemos refugiados afegãos que estão em situação muito delicada e ficam em trânsito no aeroporto de Cumbica. Eles compareceram não simplesmente a fim de agilizar os serviços, mas também para um acolhimento cultural e religioso”, enfatizou.    


    Juiz federal Paulo Marcos Rodrigues de Almeida (Foto: Acom/TRF3) 

    Indígenas 

    A líder indígena Roseneide Tereza dos Reis teve papel importante ao levar ao Pop Rua Jud mais de 40 integrantes da etnia Pankararu, presente em Pernambuco, mas com comunidades em Guarulhos. “Saímos muito satisfeitos. O atendimento foi ótimo. Pessoal muito educado, muito humano”, agradeceu. 

    Estefane Marques de Oliveira, 23 anos, também da etnia Pankararu, obteve o salário-maternidade rural para o casal de gêmeos de 3 anos. Ela teve o direito também de receber atrasados junto ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), homologado pelo JEF/Guarulhos. O benefício deve ser implantado em cinco dias úteis. 

    “Estou com gravidez de 39 semanas e vim buscar o benefício para meus filhos. Estou muito satisfeita com o atendimento”, disse. 


    Estefane, da etnia Pankararu, obteve salário-maternidade rural (Foto: ACOM/TRF3) 

    A indígena Sílvia, da etnia Kaimbé, adquiriu o Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência para a filha Antonela, de 7 anos, diagnosticada com autismo grave. O pedido havia sido negado pelo INSS.  

    “É uma conquista de luta para a nossa população. Em um mesmo espaço, pudemos ter vários tipos de atendimento médico, tirar documentos. Foi muito bom”, agradeceu. 

    Refugiados  

    O Pop Rua Jud Guarulhos prestou atendimentos de cidadania a 75 refugiados afegãos. Famílias inteiras passaram pela tenda do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR/ONU) e da Organização Internacional para as Migrações das Nações Unidas (OIM).  

    Eles buscaram orientação para regularizar a situação no país, como emissão do Registro Nacional Migratório (RNM) e pedido de refúgio, expedidos pela Polícia Federal, e do Cadastro de Pessoa Física (CPF), expedido pela Receita Federal. 

    Joana Lopes, assistente de proteção do ACNUR, afirmou que a iniciativa proporcionou acolhimento digno aos imigrantes. “Auxiliamos na documentação e outros serviços do mutirão, como assistência social e parceria com a Defensoria Pública da União (DPU) e a Defensoria Pública Estadual (DPE)”, relatou. 


    Refugiados na tenda da ACNUR/OIM (Foto: ACOM/TRF3) 

    Atendimento humanizado 

    Carlos Francisco procurou o Pop Rua para regularizar o benefício assistencial do filho cadeirante. O pai não obtém emprego para sustentar a família, pois presta cuidados permanentes ao filho.  

    “Ele nasceu com problema no coração. Teve edema cerebral e precisa de cadeira de roda. Graças a Deus vamos voltar a receber o benefício em 15 dias”, falou emocionado.  

    A trans Leona Silva Bittencourt aproveitou o mutirão para retificar documentação para troca de nome, regularizar CPF, alistamento militar, pegar roupas e utilizar serviço de manicure. 

    “Meu nome de batismo ainda consta no documento e gera constrangimento. Perdi uma oportunidade de emprego por isso. Peguei o encaminhamento para ir ao cartório fazer a certidão com o nome feminino. Foi um atendimento muito bom”, elogiou. 
     

     
    Leona conseguiu encaminhamento para mudar nome (Foto: Acom/TRF3) 

     A ação de cidadania chegou a Guilherme (nome fictício), 49 anos. Ele é portador de HIV há 23 anos e conseguiu obter o benefício assistencial LOAS no JEF. 

    “Desde a pandemia, eu estava com dificuldade em obter o benefício. Graças a Deus consegui meu objetivo e só tenho a agradecer ao pessoal do mutirão. Sou filho de mãe solteira e ela já morreu. Não tenho muito estudo, mas agora vou recomeçar”, contou. 

    Nos três dias de mutirão, o JEF/Guarulhos homologou 25 acordos em ações de benefício assistencial, com atuação da Procuradoria do INSS e da DPU. Mais 11 processos foram ajuizados e aguardam documentos ou manifestação da autarquia previdenciária para seguir em tramitação. 

    Nesta edição, participaram dos trabalhos no mutirão os juízes federais Ana Emília, Ewerton Teixeira Bueno, Márcio Augusto Matos, Márcio Martins, Milenna Cunha e Tathiane Menezes da Rocha Pinto, além dos servidores da Justiça Federal.  


    Equipe da Justiça Federal no mutirão (Foto: Acom/TRF3) 

    Outros serviços 

    A Prefeitura de Guarulhos foi a responsável pela área de assistência social, saúde e alimentação. Também prestou serviços de atendimento a animais de estimação.  

    Foram realizadas oito castrações, 20 aplicações de vacinas antirrábica em cães e gatos, distribuídas sacolas com ração, instalados cinco microchips de identificação para os animais, cem orientações e 25 atendimentos diversos. 


    Castração e vacinação de animais (Foto: Acom/TRF3) 

     Pop Rua Jud 

    O “Pop Rua Jud” atende à Resolução CNJ nº 425/2021, que instituiu a Política Nacional Judicial de Atenção a Pessoas em Situação de Rua e suas interseccionalidades.  

    Em 2023, o TRF3 já atendeu mais de 32 mil pessoas em mutirões nas cidades de São Paulo, Iaras, Fernandópolis, Osasco, Sorocaba, Santos, Campinas, no estado de São Paulo, e Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. 

     

    Juiz federal aposentado e jurista lançam obra sobre tutela provisória e recursos no processo tributário

    A Ajufe comunica o lançamento do livro “Tutela Provisória e Recursos no Processo Tributário”, de autoria do juiz federal aposentado José Eduardo Carreira Alvim e da jurista Luciana Gontijo Carreira Alvim Cabral.

    A obra trata das principais modalidades de tutela aplicáveis ao processo tributário e dos recursos cabíveis na esfera tributária, tendo em vista o disposto no art. 15 do CPC, que manda aplicar aos demais processos --, dentre os quais está implícito o processo tributário --, as normas sobre esses temas disciplinados pelo novo Código de Processo Civil (Lei 13.105/2015).

    Para mais informações ou aquisição da obra, acesse: https://bit.ly/3sYeLdS

    Comissão de juristas vai atualizar e modernizar Código Civil

    Matéria originalmente publicada pelo Valor Econômico. 

    Depois de 20 anos em vigor, o Código Civil brasileiro passará por uma modernização. Um grupo de 34 juristas começou a trabalhar na atualização da norma, atualmente com 2.046 artigos e que regula diversas situações da vida privada - desde o nascimento, o casamento, contratos, constituição de empresas até a repartição de patrimônio por morte (sucessão).

    Instalada no Senado Federal no fim de agosto, a comissão terá seis meses para apresentar um anteprojeto de lei. Apesar de ter atingido a “maioridade” há pouco tempo, o Código Civil (Lei nº 10.406, de 2002) estaria desfalcado em cerca de 50 anos, na avaliação do presidente do grupo, o ministro Luis Felipe Salomão, corregedor-geral de Justiça e integrante do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

    O texto atual - que substituiu o Código de 1916 - é fruto do trabalho de uma comissão de juristas que se reuniu entre 1969 até 1975. Em um contexto de abertura política e Assembleia Nacional Constituinte, o projeto tramitou por anos no Congresso Nacional até ser sancionado em 2002.

    “É um trabalho grande, mas histórico. Pretendemos trabalhar para os próximos 50 anos, para as gerações futuras que terão que lidar com essa transição da vida analógica para a vida digital. Regular isso é um baita desafio”, disse o ministro, em entrevista ao Valor.

    A regulação de contratos digitais e da herança digital são alguns dos assuntos que serão enfrentados. Na parte de família, a comissão deve propor a garantia em lei de direitos reconhecidos nos últimos anos pelo Judiciário, como o casamento homoafetivo e a possibilidade de adoção por pessoas do mesmo sexo.

    “Não faz muito sentido não estabelecer o ponto de vista da legalidade nesses temas”, afirmou Salomão, que recebeu o Valor na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília. A seguir, os principais trechos da entrevista:

    Valor: O Código Civil atual foi publicado em 2002. Passou a valer em 2003, há 20 anos. Por que atualizá-lo agora? Não é cedo?

    Luis Felipe Salomão: Ele demorou mais de 20 anos para tramitar. A tramitação foi muito longa no Parlamento. Somado com o tempo de vigência, estamos falando de quase 50 anos. Nesse meio tempo, a sociedade do mundo evoluiu muito, especialmente nessa última quadra com o que a gente chama de revolução da comunicação, a revolução instantânea de comunicação, com o surgimento da internet, dos documentos digitais, da vida digital. Parece-me, assim, que todas as legislações no mundo de direito privado sofreram influxo dessas novas mudanças e no Brasil não poderia ser diferente. Passado esse tempo, com as modificações que a sociedade sofreu nessa última quadra, parece bastante razoável a perspectiva de mudança e atualização do sistema do Direito Civil.

    Valor: Não é possível o Judiciário interpretar o Código de 2002 de modo a adaptá-lo às mudanças sociais e de comportamento, especialmente considerando que existem instrumentos de uniformização de jurisprudência?

    Salomão: Normalmente, fazemos isso, especialmente o Superior Tribunal de Justiça. Eu tenho uma visão muito privilegiada, porque fui para o STJ há 15 anos. Sempre ocupei uma cadeira no direito privado. Com a Constituição de 1988, o STJ dá muitas vezes a última palavra na interpretação da lei federal do direito privado porque as regras, na maioria, não têm conotação constitucional, ao contrário de questões tributárias e de direito penal. Claro que não se interpreta o Código Civil de forma contraria à Constituição. Nesse período, todos nós fomos interpretando os dispositivos do Código Civil de maneira consentânea com o momento que estamos vivendo. Mas o juiz interpreta, torna viva a legislação, mas não pode ir além dela. Se for, cai no ativismo inconsequente e subtrai do Parlamento o seu papel. O juiz tem dado a interpretação mais arrojada possível com seu tempo, mas tem determinadas questões que estão além da lei porque foram fruto desse movimento, dessas últimas revoluções que tivemos, principalmente em termos de comunicação, de atuação pelo meio digital que nós não estávamos preparados para isso. Proteção de dados, contratos digitais, herança digital, autenticação de documentos pela assinatura digital, certificação de perícias e outros documentos pelo modo digital são questões novas. É impossível que a jurisprudência possa criar o direito.

    Pretendemos trabalhar para os próximos 50 anos, as gerações futuras” — Luis Felipe Salomão

    Valor: As decisões dos tribunais, do STJ especialmente, serão consideradas então nessa atualização?

    Salomão: A ideia é justamente atualizar com base no que vem sendo construído pela jurisprudência.

    Valor: O que a comissão vislumbra atualizar na área de família e sucessões?

    Salomão: Os trabalhos ainda estão começando. Estou falando pela primeira vez com base ainda somente nas minhas ideias. Vamos ter que conversar com a comissão. Agora vamos definir o calendário de trabalho. Em princípio, vamos realizar uma audiência por mês, nas diversas regiões do país, para ouvir os juristas. Vamos abrir um canal de comunicação com a sociedade via e-mail, participação pela página do Senado na internet. Queremos ampliar bastante essa participação. Devemos criar subcomissões de trabalho, uma para cada livro do código e um livro novo que nós estamos pensando em criar que é o direito digital para completar e fazer a interface com os vários outros livros que já existem no Código Civil - parte geral, contratos, obrigações, empresa. As subcomissões vão produzir os seus respectivos textos de atualização de cada livro e é isso será votado pela comissão maior, aí com todos os integrantes participando.

    Valor: Pergunto sobre a questão de família porque veio pelo Judiciário a garantia de direitos e avanços em termos de modelos familiares. Temos um Congresso, especialmente na Câmara dos Deputados, com uma composição bastante conservadora nos costumes. Não há um receio de que a tramitação da atualização do Código Civil leve mais tempo ou esbarre em possíveis resistências no Congresso?

    Salomão: Eu não acredito que haja ganchos aí, porque nós vamos pegar decisões da Suprema Corte e do STJ - algumas até de minha relatoria - que já estão materializadas até em provimentos do CNJ e vamos a partir dali propor as atualizações necessárias. Como já nesse campo a interpretação do Judiciário foi na linha evolutiva do direito de família e tudo já estando consolidado na jurisprudência, não faz muito sentido não estabelecer o ponto de vista da legalidade nesses temas, que já foram decididos de maneira serena e balizada pelo STF [Supremo Tribunal Federal] e pelo STJ. Refiro-me, por exemplo, ao casamento homoafetivo e a adoção por pessoas do mesmo sexo. Tudo isso já tem decisão judicial.

    Valor: Quais pontos devem ser objeto de atualização do ponto de vista mais das relações comerciais e empresariais?

    Salomão: Para o direito de empresa, já evoluímos colocando tudo isso dentro do Código Civil. Pelo menos as obrigações que são subjacentes às empresas. Claro que tem a legislação relacionada à recuperação e falência. Mas a criação, desenvolvimento e o funcionamento da empresa está no Código Civil. Nos últimos quase 50 anos, isso teve uma evolução muito grande, com operações transnacionais. As obrigações de hoje são de natureza muito mais complexa do que eram as de 50 anos atrás. A própria constituição das empresas, o formato delas é muito mais complexo do que naquele primeiro momento. A ideia é fazer também a atualização dessas formas de constituição das empresas de acordo com a jurisprudência e o que o mundo moderno apresentou nesse período.

    Valor: Há um projeto de lei em andamento no Senado para regulação da inteligência artificial no Brasil. Há perspectiva de diálogo da proposta com a atualização do CC?

    Salomão: Fizemos um levantamento de todos os projetos que direta ou indiretamente buscam modificar o Código Civil. São dezenas. Vamos tentar compatibilizar alguns com a atualização que estamos pretendendo. Essa parte de proteção de dados e de inteligência artificial, principalmente na questão dos algoritmos, serão objeto da nossa preocupação. Vamos tentar compatibilizar essas regras tornar o mais consentâneo possível com a nossa realidade.

    Valor: Já há uma ideia do volume de modificações?

    Salomão: Não. Vai depender muito do trabalho de cada subcomissão. Vamos ter que ver artigo por artigo o que precisa ser atualizado, o que pode ser suprimido, o que deve ser modificado.

     

    Foto: Emerson Leal/STJ

    Roberto Carvalho Veloso, ex-presidente da Ajufe, lança a obra "Viagem no Direito"

    Na quarta-feira (20), o ex-presidente da Ajufe, desembargador federal Roberto Carvalho Veloso, lança a obra "Viagem no Direito", pela editora Domenico.

    O título conta com participações dos juristas Rafael Campos Soares da Fonseca, Sálvio Dino de Castro e Costa (in memoriam) e Jamil de Miranda Gedeon Neto.

    A cerimônia será realizada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, a partir das 18h30, no Espaço Cultural Pontes de Miranda.

     

    SERVIÇO

    Lançamento do livro "Viagem no Direito"

    Autor: Roberto Carvalho Veloso

    Data: 20/09/2023, a partir das 18h30

    Local: Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Espaço Cultural Pontes de Miranda, Brasília (DF)

    Juiz federal associado da Ajufe lança obra sobre corrupção privada e futebol

    A Ajufe comunica o lançamento da obra "Corrupção privada e futebol: um estudo à luz do direito comparado sobre o caso Fifagate e a proteção penal do Fair Play", de autoria do juiz federal Vlamir Costa Magalhães, pela editora LiberArs.

    O livro trata do fenômeno da corrupção no setor privado, também chamada de corrupção entre particulares ou, simplesmente, corrupção privada. A origem do interesse do autor sobre o tema decorreu de uma constatação: a ausência de consequências jurídicas significativas no Brasil mesmo diante de sucessivos casos de corrupção privada que resultaram em favorecimentos pessoais, desvios patrimoniais e funcionais, subornos e enriquecimentos sem causa lícita no contexto da gestão da CBF – Confederação Brasileira de Futebol, que administra monopolisticamente o futebol brasileiro na condição de bem público integrante do patrimônio histórico-cultural do povo.

    Para saber mais ou adquirir o título, acesse: https://bit.ly/484dXnV

    Juiz federal lança livro sobre a lei de lavagem de capitais segundo a jurisprudência dos tribunais superiores

    A Associação dos Juízes Federais do Brasil divulga o lançamento do livro “Lei de Lavagem de Capitais segundo a jurisprudência dos Tribunais Superiores”, de autoria do juiz federal Jorge Gustavo Serra de Macêdo Costa em parceria com o advogado João Victor Assunção. O livro é da editora Lumen Juris.

    A obra é resultado de pesquisa dos autores que expõe conceitos e define institutos sobre a lavagem de dinheiro. E contempla uma análise de julgados e precedentes importantes, sobre os mais diversos temas relacionados.

    Mais informações: https://lumenjuris.com.br/Categoria/lei-de-lavagem-de-capitais-segundo-a-jurisprudencia-dos-tribunais-superiores-a-2023-4004/p

    Livro dr. Jorge Gustavo

    Justiça Federal de Imperatriz inaugura Ponto de Inclusão Digital em Porto Franco/MA nesta quarta (6)

    A Subseção Judiciária de Imperatriz/MA inaugura na quarta-feira, dia 6 de setembro, às 16h, mais um Ponto de Inclusão Digital (PID) do Juizado Especial Federal Virtual (PID-JEF Virtual), na cidade de Porto Franco/MA. A iniciativa conta com o apoio da Coordenação dos Juizados Especiais Federais do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (Cojef/TRF1), sob a condução do desembargador federal Carlos Augusto Pires Brandão; da Seção Judiciária do Maranhão (SJMA) e da Prefeitura do Município de Porto Franco.

    Coordenada pelo desembargador federal Roberto Carvalho Veloso, a instalação do PID no Município de Porto Franco foi inspirada no projeto dos Juizados Especiais Virtuais da Subseção Judiciária de Teófilo Otoni/MG, está alinhada com as disposições da Resolução 508 do CNJ, e “visa atender os excluídos digitais, garantindo acesso ágil e eficiente à Justiça”, explicou o juiz federal diretor da SSJ de Imperatriz/MA, Hugo Leonardo Abas Frazão.

    Estarão presentes na solenidade de inauguração os desembargadores federais Carlos Augusto Pires Brandão e Roberto Carvalho Veloso, coordenador da ação; além dos juízes federais Hugo Leonardo Abas Frazão e Heitor Moura Gomes, diretor da Subseção Judiciária de Marabá/PA, entre outras autoridades.

     

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

    Justiça Federal de Luziânia (GO) julga mais de 900 processos na 1ª Etapa do Mutirão 2023

    Para reduzir o acervo processual da Vara Única de Luziânia e proporcionar uma prestação jurisdicional mais rápida à população da região, a Subseção Judiciária, com o apoio do coordenador dos Juizados Especiais Federais da 1ª Região, desembargador federal Carlos Augusto Pires Brandão, realizou, no período de 4 a 18 de junho, a 1ª Etapa do Mutirão Luziânia 2023. Na ocasião, foram julgados mais de 900 processos e casos mais complexos foram sentenciados em gabinete pelos juízes participantes.

    A ação consistiu na marcação de audiências específicas para cada processo, com envio de links via Teams aos advogados. Os casos foram conferidos e verificou-se a existência de proposta de acordo por parte do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Caixa Econômica Federal (CEF) e Correios. A ação foi coordenada pelo diretor da Subseção Judiciária de Luziânia, juiz federal Társis Augusto de Santana Lima, e contou com a participação dos juízes federais da Seção Judiciária de Goiás (SJGO) Warney Paulo Nery Araújo, Eduardo Pereira da Silva e Rodrigo Gonçalves de Souza.

    Programação – O planejamento submetido à aprovação da Coordenadoria dos Juizados Especiais Federais (Cojef) prevê outras etapas no segundo semestre de 2023, períodos ao fim dos quais o Juizado Especial Adjunto de Luziânia pretende ter regularizado o passivo de anos anteriores aguardando julgamento, passando a julgar processos ingressos nos anos de 2022/2023.

    Desde janeiro de 2023, a Seccional de Luziânia já sentenciou mais de 2.500 processos e arquivou definitivamente mais de 2.000 ações (Vara e JEF). Nesse mesmo período, o Juizado Especial Adjunto da Subseção já expediu mais de R$ 20 milhões em Requisições de Pequeno Valor e Precatórios de Requisição de Pagamento.

     

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social Tribunal Regional Federal da 1ª Região. 

    Juizado Federal Itinerante atende população de Tartarugalzinho e Ferreira Gomes no Amapá

    Para proporcionar orientação, atermação e julgamentos à população, a Seção Judiciária do Amapá (SJAP) realizará o Juizado Especial Federal Itinerante (JEFIT) nos munícipios de Ferreira Gomes e Tartarugalzinho no período de 28 de agosto a 1 de setembro. A ação conta com o apoio do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), por meio da Coordenação dos Juizados Especiais Federais (COJEF), liderada pelo desembargador federal Carlos Brandão.

    Durante os atendimentos, os cidadãos terão a oportunidade de esclarecer dúvidas, receber consultoria jurídica gratuita, instrução e acompanhamento de processos. A equipe do JEFIT, composta por juízes, servidores e voluntários, estará empenhada em garantir que os direitos da população sejam atendidos, no que tange a salário-maternidade; auxílio-doença; aposentadoria por idade ou invalidez; benefício assistencial ao idoso e à pessoa com deficiência, pensão por morte, entre outros.

    Já em Ferreira Gomes, o atendimento aconteceu na Avenida Coarary Nunes, no Núcleo Regional da Defensoria em Ferreira Gomes, no dia 31 de agosto, das 8h às 18h e 1° setembro, das 8h às 12h.

    O cidadão deve comparecer com os documentos pessoais e de atividade profissional, tais como: identidade, CPF e carteira de trabalho. E com documentos complementares caso seja requerimento de benefício ou auxílio, como exames laboratoriais, raio-X, tomografia, laudos, receitas e encaminhamentos médicos. Para pedidos de salário-maternidade, deverá ser apresentada a certidão de nascimento da criança e cartão de vacina. Se for pedido para pensão por morte, deverá apresentar a certidão de óbito do segurado.

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

    Mutirão na Subseção Judiciária de Parnaíba possibilitou realizar 630 audiências e expedir mais de R$ 900 mil em RPVs

    O Juizado Especial Federal da Subseção Judiciária do Parnaíba realizou, em março deste ano, um mutirão de audiências, com apoio da Coordenadoria dos Juizados Especiais Federais da 1ª Região (Cojef/TRF1). Agora, no mês de agosto, o juiz federal diretor da subseção judiciária do Parnaíba, José Gutemberg de Barros Filho, divulgou o relatório com os resultados dessa ação, que possibilitou a formalização de 630 audiências e a expedição (envio para pagamento) das Requisições de Pequeno Valor (RPVs) de todos os acordos feitos durante o mutirão.

    O mutirão na Justiça Federal representa, normalmente, um esforço concentrado de magistrados e servidores para realizar atos necessários ao andamento e à conclusão dos processos que chegam às unidades judiciais em grande número, o que dificulta solucioná-los em um curto prazo. Para diminuir o tempo de resposta e desafogar as unidades, os mutirões atuam nos casos que pedem a realização de algum ato mais complexo, como as audiências nos Juizados Especiais Federais (JEFs).

    Geralmente, os principais beneficiados com ações como essas nos JEFs são as pessoas que precisam de algum tipo de benefício assistencial ou previdenciário como, por exemplo, aquelas que têm o direito ao benefício assistencial à pessoa com deficiência, conhecido também como LOAS.

    Quanto ao mutirão realizado em março, a Subseção Judiciária do Parnaíba solicitou o apoio à Cojef, coordenada pelo desembargador federal Carlos Augusto Pires Brandão, em razão do elevado número de ações recebidas nos últimos anos. Em 2022, foram 8.042 processos distribuídos ao JEF do Parnaíba; em 2022, foram 8.746, sendo a maioria de processos previdenciários – nos quais se necessita, normalmente, realizar audiência.

     

    Outras informações sobre os resultados – Em 19% das audiências de conciliação realizadas durante o mutirão, foi possível firmar algum acordo entre as partes. Desses acordos é que saiu o montante de R$ 901.6541,50 de RPVs expedidas. Uma RPV pode ser entendida como uma ordem de pagamento judicial que não supere o valor total de 60 salários-mínimos.

    Em 62,12% dos processos também foi possível, durante o esforço concentrado, prolatar sentenças de mérito, que são aquelas decisões judiciais que já tratam diretamente a questão trazida à Justiça. No caso de um benefício assistencial, por exemplo, isso significa dizer que em mais de 60% já foi possível decidir se o autor do pedido tinha direito, ou não, ao benefício solicitado.

     

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

    Trabalhadora rural que exercia suas atividades em regime de economia familiar garante direito à aposentadoria

    Uma trabalhadora rural teve reconhecido o seu pedido de concessão de aposentadoria por idade pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS) na condição de segurada especial rural. A decisão é da 9ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) que confirmou a sentença do Juízo de Direito da Vara Única da Comarca de Capitão de Campos, no Piauí.

    Ao analisar o recurso interposto pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o relator, desembargador federal Euler de Almeida, destacou que a autora preenche todos os requisitos para concessão do benefício previdenciário.

    “A prova testemunhal produzida durante a instrução processual foi idônea e suficiente para demonstrar o exercício de atividade rural, em regime de economia familiar, e se encontra amparada por início de prova documental contemporânea à prestação laboral que se pretende reconhecida em juízo”, afirmou o magistrado.

    Com isso, o Colegiado, por unanimidade, negou provimento à apelação do INSS nos termos do voto do relator. 

    Processo: 1010763-19.2021.4.01.9999

    Data da Publicação: 31/07/2023

     

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

    Seção Judiciária do Pará lança laboratório de inovação

    A Seção Judiciária do Pará (SJPA) lançou, no último dia 2 de agosto, no auditório da unidade, em Belém (PA), o Laboratório de Inovação da Justiça Federal do Pará (InnovJus). A cerimônia contou com as presenças do diretor do Foro, juiz federal Domingos Daniel Moutinho; do diretor da Secretaria Administrativa (Secad), José Luiz Miranda Rodrigues; e com a palestra do coordenador do Laboratório de Inovação do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), José Fernando Barros e Silva, que abordou o tema “Inovação, Tecnologia, Sustentabilidade e Justiça”.

    O nome e a logomarca do laboratório foram escolhidos após uma pesquisa feita entre magistrados, servidores, estagiários e demais colaboradores da Seccional, que não apenas puderam escolher as suas preferências como também tiveram a oportunidade de se inscrever como voluntários do InnovJus.

    O diretor do Foro, Domingos Daniel Moutinho, ressaltou que muitas vezes é necessária a inovação “para que a Justiça Federal siga prestando seus serviços com eficiência”.

    Em sua palestra, José Fernando Silva, que é bacharel em Sistemas de Informação e Direito e está cursando Especialização em Docência pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), abordou o conceito de inovação, bem como a distinção entre seus tipos.

    Silva também destacou a importância de aplicar a inovação para resolução de problemas e melhorar a eficiência dos trabalhos executados pelo Poder Judiciário. Ele apresentou, ainda, os laboratórios existentes no âmbito da Justiça Federal do Brasil inteiro, especificamente o IluMinas (Laboratório de Inovação da Justiça Federal da 6ª Região), além dos projetos que já foram implementados pelo laboratório.

    Leia a matéria na íntegra no portal da SJPA.

     

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

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