Juizado Especial Federal Itinerante já realizou 1.599 atendimentos no Assentamento Mutum (MS)

    Força-tarefa na Escola Municipal Santa Rita de Cássia

     

    O Juizado Especial Federal Itinerante promoveu 1.599 atendimentos no Assentamento Mutum, localizado a 80 quilômetros de Ribas do Rio Pardo, em Mato Grosso do Sul. Em três dias, foram realizadas 108 audiências e expedidos R$ 876 mil em Requisições de Pequeno Valor (RPVs).  

    A ação ocorre na Escola Municipal Santa Rita de Cássia e atende a população rural dos municípios de Brasilândia, Santa Rita do Pardo e Ribas do Rio Pardo.

    A força-tarefa, liderada pela Justiça Federal em Mato Grosso do Sul, promoveu, até o momento, 46 perícias, 178 orientações jurídicas/petições pela Defensoria Pública da União (DPU)/Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e 182 pela Defensoria Pública Estadual (DPE/MS). 

    Durante a ação, houve a emissão de 425 carteiras de identidade (RGs), 66 certidões de nascimento, 125 Cadastros de Pessoa Física (CPFs) e 111 registros no Cadastro Único (CadÚnico). 

     

    Atendimentos 

    Alícia Beatriz de Andrade planta hortaliças e cria galinhas no Assentamento Avaré. Na terça-feira (20), participou de uma audiência com o objetivo de obter o auxílio-maternidade para o filho de quatro meses.  

    “Quando chegamos aqui era tudo mato. Só existia o Mutum, o Avaré tinha acabado de abrir”, conta sobre a história do Assentamento.  

    Para comprovar o direito ao benefício, foi necessária uma inspeção em sua casa, uma vez que a camponesa apresentou comprovantes de residência com endereços diferentes, o que gerou dúvidas ao magistrado e ao procurador que participaram da audiência.   

    O juiz federal Moises Anderson Costa Rodrigues da Silva, responsável pela condução dos trabalhos, explicou que foi necessária a inspeção judicial para compreender a controvérsia e facilitar o acordo entre as partes. 

    “Quando você se resume à prova documental, fica alheio à realidade dos fatos. O documento não traz a riqueza de detalhes que só a inspeção judicial proporciona. Nesse caso, a visita à residência contribuiu para convencer o INSS a aceitar o pedido da autora”, salientou. 

    Após a inspeção judicial e a audiência, Alícia comemorou: “Deu tudo certo e saio muito feliz”.  

    O casal Francisco Lopes da Silva e Donili Elias Gomes da Silva, ambos com 64 anos, saiu aposentado no segundo dia da força-tarefa. 

    Francisco conta que nasceu no Ceará e, com 17 anos, foi trabalhar no Pará onde conheceu a esposa e se casou. Na sequência, veio laborar na construção civil em Mato Grosso do Sul.  

    “Saiu a aposentadoria e foi excelente. Achei que fosse ser burocrático, precisasse de advogado e não foi o que aconteceu. Aqui você resolve tudo de uma vez, foi ótimo. É o sonho de todo mundo que chega à nossa idade”, contou feliz.  

     

    Assentamento Mutum 

    O Assentamento Mutum está localizado em área que abrange os municípios de Santa Rita do Pardo, Ribas do Rio Pardo e Brasilândia/MS e é composto por 823 famílias de trabalhadores rurais em atividade na região.  

    A escola municipal Santa Rita - Polo Mutum fica a 100 quilômetros de Santa Rita do Pardo, sendo 80% do trajeto realizado por estrada de terra. 

     

    Juizado Itinerante  

    A ação leva serviços da Justiça Federal a comunidades carentes, residentes longe dos centros urbanos e em locais de difícil acesso como ribeirinhos, trabalhadores rurais e moradores de aldeias indígenas.  

    Magistrados, servidores e estudantes trabalham na coleta e inserção de dados cadastrais, consultas e requerimentos no sistema do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), atermações, perícias e audiências.  

    Entre os serviços oferecidos estão aposentadorias urbana e rural, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, salário-maternidade, benefício assistencial, seguro defeso e pensão por morte.  

    Além da possibilidade de ajuizar ações sem representação por advogado, moradores locais recebem orientações jurídicas relacionadas à Previdência Social. A DPE-MS presta serviços e fornece informações sobre direito de família, como pensão alimentícia.   

    Para ser atendido, é importante apresentar documento de identificação (carteira de identidade, certidão de nascimento, casamento, óbito, carteira de trabalho, carteira de pescador), comprovante de residência (contratos, notas fiscais, contas de água, luz), documentos ou provas do direito alegado (atestados, laudos, exames) e testemunhas.   

    A iniciativa do TRF3 e da JFMS tem apoio e participação da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural, DPU, DPE-MS, INSS, Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária (Incra), Ministério Público Federal, Prefeitura de Santa Rita do Pardo, Prefeitura de Ribas do Rio Pardo, Prefeitura de Brasilândia, Procuradoria Federal, Receita Federal, Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso do Sul e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). 

     

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRF3.

    Justiça Federal completa 20 anos em Cachoeira do Sul (RS)

    A Justiça Federal iniciou sua atuação na cidade de Cachoeira do Sul e região no dia 8 de junho de 2005. Ao longo de duas décadas, muito trabalho foi realizado e milhares de ações julgadas, mas há, ainda, muito sendo feito pelo trabalho diário de juízes e servidores. Esta história será lembrada na solenidade comemorativa agendada para o dia 27 de maio às 16h.

    A instalação da 1ª Vara Federal de Cachoeira do Sul, em 2005, facilitou o acesso da população aos serviços da Justiça Federal. No início, foram redistribuídos aproximadamente três mil processos de competência federal que tramitavam na Justiça Estadual, sendo que duas mil dessas ações eram referentes ao Instituto Nacional do Seguro Social.

    Atualmente, duas juízas federais, 18 servidores e cinco estagiários trabalham em, aproximadamente, 1.760 processos. Somente no último ano, foram proferidas 2.834 sentenças. Desde o primeiro ano de funcionamento, já foram distribuídas 69.566 ações na Justiça Federal em Cachoeira do Sul.

    Os números acima apresentam um indicativo do volume de trabalho da subseção e também apontam para a dedicação e empenho dos juízes e servidores que não medem esforços para fazer frente ao aumento da demanda e à agilização dos trâmites processuais. Eles entendem o impacto que as decisões judiciais provocam na vida das pessoas envolvidas, em especial as concessões de benefícios previdenciários, que atingem, na maioria dos casos, parcela vulnerável da sociedade brasileira.

    Hoje, a Justiça Federal em Cachoeira do Sul tem jurisdição sobre 12 municípios. Em 2021, a sede da instituição na cidade passou a ser na Rua Otto Mernack, nº 219, em edifício construído com condições amplas de acessibilidade, em piso térreo e localizada na área central, facilitando o acesso do jurisdicionado aos serviços do órgão. Além disso, a edificação foi construída com requisitos de sustentabilidade. 

     

     

    Fonte: Nucom/JFRS (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.).

    Gabinete da Conciliação homologa acordos para pagamento de indenizações a perseguidos políticos no regime militar

    Metalúrgicos foram demitidos por participar de movimentos grevistas na década de 1980   

     

    O Gabinete da Conciliação do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (Gabcon/TRF3) homologou acordos entre a União e dois metalúrgicos que foram perseguidos durante o regime militar. Os valores das indenizações por danos morais somam R$ 493 mil. 

    As decisões foram homologadas pela coordenadora substituta do Gabcon, desembargadora federal Ana Iucker. Ambos os processos foram encaminhados em abril de 2025 ao gabinete para tentativa de conciliação.  

    Um dos processos chegou ao Judiciário em 2022. A ação foi ajuizada pela viúva de um metalúrgico que teria sofrido perseguição durante o regime militar, sob acusação de participar de atividades subversivas. Na década de 1980, o homem teve participação ativa em movimentos grevistas encabeçadas pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema/SP. 

    Segundo a viúva, a atuação sindical do falecido acarretou monitoramento político pelos órgãos oficiais do Estado e, em 1988, demissão arbitrária da empresa automobilística onde trabalhava.  

    Ela solicitou indenização por danos morais devido ao trauma psicológico e graves problemas para a recolocação do esposo no mercado de trabalho, constrangimento ilegítimo e depreciação da sua imagem perante terceiros. 

    No ano de 2023, a Justiça Federal julgou improcedente o pedido e não reconheceu a condição de perseguido político do metalúrgico. A viúva recorreu ao TRF3. Após novos recursos, o processo foi encaminhado ao Gabcon. 

    Em 21 de maio deste ano, foi homologado o acordo em que a União se compromete a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 93 mil, mediante a imediata expedição de requisição de pequeno valor, reconhecendo a condição de anistiado político ao falecido. 

    Indústria estatal de material ferroviário   

    A outra ação foi proposta em 2023. O autor argumentou que atuava na antiga estatal Mafersa, fabricante de material ferroviário, em São José dos Campos/SP. Relatou que, em meados de 1985, participou de movimento grevista, em defesa de direito dos trabalhadores, por isso, foi monitorado e repreendido pelos órgãos governamentais no regime militar. 

    Alegou que foi vítima de sistemática perseguição, foi sumariamente demitido do emprego e incluído na “Lista Negra” das indústrias metalúrgicas, documento que dificultaria a recolocação de militantes sindicais no mercado de trabalho. Em 2012, foi declarado anistiado político pelo Ministério da Justiça e obteve pensão prevista na legislação.  

    No ano de 2024, a Justiça Federal julgou procedente o pedido para condenar a União ao pagamento de indenização por danos morais, acrescidos de correção monetária e juros moratórios. O ente federal recorreu ao TRF3. Após novos recursos, o processo foi encaminhado ao Gabcon. 

    Em 21 de maio deste ano, foi homologado acordo. A União se comprometeu a pagar indenização moral de R$ 400 mil, mediante a imediata expedição de requisição de pequeno valor ou precatório, encerrando o litígio.  

    “Considerando os dados constantes dos autos e ausente impedimento legal à celebração do acordo pelas partes quanto ao objeto pleiteado na ação, homologo as transações, e resolvo o mérito com fundamento no artigo 487, inciso III, alínea b, do Código de Processo Civil, prejudicados os recursos interpostos”, concluiu a desembargadora federal Ana Iucker. 

     

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRF3.

    Magistratura discute papel dos juízes frente à crise climática em evento internacional no STJ

    Nos dias 3 e 4 de junho, magistrados e magistradas de diversos países participarão do evento internacional online “Juízes & Mudanças Climáticas”, que reunirá lideranças do Judiciário, especialistas em meio ambiente e representantes de organismos internacionais para debater o papel do Judiciário na agenda climática global.

    A iniciativa, organizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), conta com a participação de ministros dos tribunais superiores brasileiros, como Herman Benjamin (presidente do STJ), Luís Roberto Barroso (presidente do Supremo Tribunal Federal/STF) e Edson Fachin (STF), além de nomes internacionais de peso, como Marina Silva (Ministra do Meio Ambiente), Simon Stiell (Secretário-Executivo da ONU para Mudanças Climáticas) e representantes das cortes da Bélgica, França, Argentina, China, Índia e outros países.

    Entre os temas centrais estão os desafios e oportunidades da COP30, a emergência climática nos tribunais, a integração entre clima, biodiversidade e poluição, e a jurisprudência emergente em matéria ambiental.

    O evento será transmitido ao vivo pelo YouTube do STJ e pela plataforma Zoom, com tradução simultânea em português, inglês, espanhol, francês e chinês. A programação completa abrange cinco painéis e conta com moderação de especialistas de instituições como o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o Conselho Internacional de Direito Ambiental e universidades renomadas.

    A realização do evento reforça o papel estratégico do Poder Judiciário no enfrentamento da crise climática e na promoção de decisões alinhadas aos compromissos internacionais de sustentabilidade.

    Acesse a programação completa aqui.

     

     


    SERVIÇO

    “Juízes & Mudanças Climáticas”

    Dias: 3 e 4 de junho de 2025

    Hora: início às 9h em ambos os dias

    Transmissão: https://www.youtube.com/@stjnoticias

    Programação: https://www.ajufe.org.br/images/2025/PDF/60222_juizes_e_mudancas_climaticas_programacao_pt_br_v18.pdf

     

    Corregedoria-Geral da Justiça Federal cria grupo para aprimorar cumprimento de ações coletivas na Justiça Federal

    A Corregedoria-Geral da Justiça Federal, sob liderança do ministro Luis Felipe Salomão, instituiu um grupo interinstitucional voltado à melhoria da execução de sentenças em ações coletivas na Justiça Federal. A iniciativa, formalizada pela Portaria CJF n. 213/2025, decorre de uma série de reuniões com magistradas e magistrados, entre elas um encontro recente com juízes(as) do Distrito Federal, e reflete o compromisso da Corregedoria em ouvir e encaminhar as demandas da magistratura federal.

    O grupo reúne representantes dos TRFs, MPF, AGU, DPU, OAB e especialistas, com a missão de identificar entraves práticos e propor soluções para uma atuação mais efetiva e harmônica no cumprimento de decisões judiciais coletivas.

    Dados
    Entre as atribuições do grupo de trabalho está o mapeamento das dificuldades enfrentadas pelas(os) envolvidas(os) nos cumprimentos de sentença dessas ações, além da proposição de soluções técnicas e jurídicas que visem à harmonização de práticas entre os tribunais e os órgãos de execução, respeitando as especificidades regionais. Segundo consta no Painel de Ações Coletivas do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), somente no Distrito Federal (DF) foram registradas 3.860 ações em 2024, com 1.534 já julgadas.

    Ao valorizar o diálogo com a base e buscar soluções estruturantes, o ministro Salomão reforça o papel da Corregedoria como aliada da magistratura e da efetividade jurisdicional.

    Últimos dias para se inscrever no Prêmio Innovare 2025

    As inscrições para o Prêmio Innovare 2025 encerram-se na próxima segunda-feira (26/5). Interessados têm até essa data para registrar suas práticas nas categorias Tribunal, Juiz, Ministério Público, Defensoria Pública, Advocacia e Justiça e Cidadania. O processo deve ser feito exclusivamente pelo site oficial: premioinnovare.com.br.

    Reconhecido como uma das principais premiações do sistema de Justiça brasileiro, o Innovare valoriza iniciativas que contribuem de forma efetiva para a modernização, eficiência e humanização da Justiça. Desde sua criação, em 2004, já premiou quase 300 práticas de destaque em diferentes regiões do país.

    Além da premiação principal, o Instituto Innovare mantém um banco de práticas acessível ao público, reunindo mais de 10 mil iniciativas aprovadas ao longo dos anos. O acervo é uma fonte de inspiração e consulta para quem busca soluções inovadoras no setor jurídico.

    Neste ano, o Prêmio Destaque traz como tema “Tecnologia e Eficiência da Justiça”, reforçando a importância da inovação para o aprimoramento do serviço público e o acesso à Justiça.

     

    Como se inscrever no Prêmio Innovare?

    O processo de inscrição no Prêmio Innovare é totalmente digital e gratuito. Não é necessário enviar nenhum documento, arquivo ou foto impressos.

    Só podem se inscrever os trabalhos que já estejam em andamento e que tenham resultados comprovadamente positivos para a prestação jurisdicional.

    Veja aqui um passo a passo sobre como se inscrever: https://www.premioinnovare.com.br/noticias/como-se-inscrever-no-premio-innovare/180

    Filtro da relevância deve reduzir trâmite de recursos especiais no STJ em 25%

    A aplicação do filtro da relevância para julgamentos do Superior Tribunal de Justiça tem potencial para reduzir em 25% o trâmite de recursos especiais e agravos em REsp na corte, segundo estudo do Centro de Inovação, Administração e Pesquisa do Judiciário da Fundação Getulio Vargas (FGV).

    Os dados foram apresentados em artigo do ministro Luis Felipe Salomão, do STJ, coordenador do centro e da pesquisa, no Seminário Internacional de Infraestrutura, Segurança Jurídica e Jurisdição Constitucional, promovido neste mês em Madri.

     

    O levantamento usou informações da distribuição do tribunal para concluir que, em 2024, teria relevância presumida cerca de um terço da distribuição de REsps e AREsps (116.285 processos). Isso indica que teriam de passar pela análise da relevância outros 237.009 recursos.

    O estudo, então, utiliza uma estimativa aplicada à repercussão geral, filtro adotado pelo Supremo Tribunal Federal a partir da Emenda à Constituição 45/2005. No STF, 36% dos recursos extraordinários são barrados por não se reconhecer a repercussão geral.

    Aplicada ao caso do STJ com os dados de 2024, essa estimativa resultaria na recusa de 85.323 recursos. Restariam, portanto, 267.971 processos, número composto pelos casos de relevância presumida e pelos de relevância admitida.

    Como o STJ recebeu, no ano passado, 353.294 Resps e AREsps, a aplicação do filtro geraria redução de 25% deles para julgamento, o que demonstra o impacto que o mecanismo pode ter na distribuição processual da corte, já assoberbada.

    Filtro da relevância do STJ

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    O filtro da relevância foi criado pela Emenda Constitucional 125/2022 e ainda não é aplicado. O STJ aguarda a edição de uma lei de regulamentação pelo Congresso Nacional, mas pode implementá-lo por meio de mudanças em seu Regimento Interno.

    Quando for implementado, o filtro exigirá que o recorrente aponte a relevância das questões de direito federal discutidas no caso para que o recurso especial seja julgado no STJ.

    Há cinco hipóteses de relevância presumida:

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    O filtro não abrangeria a totalidade dos processos enviados ao STJ. Restariam Habeas Corpus, recursos em HC, mandados de segurança, recursos em MS, conflitos de competência, reclamações, ações de competência originária da corte e outros.

    Clique aqui e leia o artigo completo do ministro Luis Felipe Salomão.

     

     


    Matéria escrita por , correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

     

     

    CJF aprova medidas para conter ações em massa sobre FGTS e Minha Casa, Minha Vida

    O Conselho da Justiça Federal (CJF) aprovou, nesta terça-feira (20/5), duas recomendações e uma resolução voltadas ao enfrentamento da litigância em massa envolvendo a correção monetária do FGTS e vícios de construção no programa Minha Casa, Minha Vida – Faixa 1. As propostas foram elaboradas pela Corregedoria-Geral da Justiça Federal, com apoio de grupo de trabalho interinstitucional.

    A recomendação sobre o FGTS prevê a criação das Centrais de Auxílio e Processamento ou unidade jurisdicional similar, com foco na automação de rotinas processuais, padronização de contestações e articulação com a Caixa Econômica Federal. A medida busca maior eficiência e isonomia no tratamento das ações, em respeito à autonomia dos tribunais regionais.

    No caso do Minha Casa, Minha Vida, foi aprovada resolução que propõe fluxos estruturados para ações sobre vícios construtivos, com padronização de quesitos periciais, perícias por amostragem e decisões coordenadas a partir de processos-paradigma. A proposta também racionaliza a produção de prova pericial e prevê unidades especializadas, como os Núcleos de Justiça 4.0.

    Outra recomendação complementar orienta magistrados a verificarem a atuação prévia do Programa “De Olho na Qualidade” (POQ) antes de admitir ações judiciais. Também sugere a priorização de peritos capacitados pelo CEJ/CJF e atenção ao caráter social da política habitacional em pedidos de cessão de crédito.

    As resoluções possuem eficácia vinculante no âmbito da Justiça Federal, enquanto as recomendações são orientativas, voltadas à indução de boas práticas e à uniformização institucional no tratamento dessas demandas repetitivas.

    Associado atualiza obras sobre Direito Constitucional

    O juiz federal e associado da Ajufe, Dirley da Cunha Júnior, lança as novas edições dos livros “Curso de Direito Constitucional” e “O Controle de Constitucionalidade no Brasil e no Direito Comparado”, ambos pela editora Juspodivm.

    Em sua 19ª edição, o “Curso de Direito Constitucional” traz a evolução da matéria. O livro surge como o resultado de um labor científico e investigativo, porém dotado da necessária objetividade acerca dos mais destacados e relevantes temas constitucionais.

    Com simplicidade, porém comprometido com a responsabilidade de informar e orientar corretamente e com segurança, o presente livro busca provocar no leitor um estudo crítico e uma reflexão sobre esse novo, extraordinário e encantador Direito Constitucional. Link para aquisição: https://www.editorajuspodivm.com.br/curso-de-direito-constitucional-2025-19ed

    Já a segunda obra, “O Controle de Constitucionalidade no Brasil e no Direito Comparado”, em sua 13ª edição, é uma atualização estendida sobretudo em razão do acréscimo de novos aportes sobre o controle de constitucionalidade em outros sistemas jurídicos nacionais, nomeadamente na França, em Portugal, no Chile, na Colômbia, no Peru, no Equador, na Bolívia, na Alemanha, na Itália, na Espanha e na Bélgica.

    Além disso, o livro foi ampliado em decorrência das novas decisões do Supremo Tribunal Federal sobre o vasto e riquíssimo tema ao qual se propôs discorrer.

    Para aquisição da obra, acesse: https://www.editorajuspodivm.com.br/o-controle-de-constitucionalidade-no-brasil-e-no-direito-comparado-2025-junior?srsltid=AfmBOooAyCvujE5lQQOdsntWUjsTOzrWpY72BEsJ-uhJZGONqXBvcZvp

    Nota de pesar - Ana Regina Brait Cury

    A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) comunica, com pesar, o falecimento da senhora Ana Regina Brait Cury, mãe do juiz federal Salem Jorge Cury (SJSP).

    O velório iniciou às 11h e o sepultamento ocorre às 16h30 deste domingo (18/5), na cidade de Colina, São Paulo.

    A Ajufe lamenta a perda e manifesta os mais sinceros sentimentos ao magistrado e seus familiares.

    STJ publica caderno com enunciados aprovados na I Jornada da Justiça Federal pela Equidade Racial

    Já está disponível o caderno de enunciados aprovados durante a I Jornada da Justiça Federal pela Equidade Racial, realizada nos dias 4 e 5 de dezembro de 2024, em Brasília (DF), pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), pelo Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal (CEJ/CJF) e pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam).

    O evento, que reuniu magistrados(as), especialistas e estudiosos(as) da temática racial, resultou na aprovação de 49 enunciados voltados à promoção da equidade racial no âmbito da Justiça Federal.

    A publicação consolida os principais entendimentos debatidos durante a jornada e busca subsidiar a atuação de magistrados(as) e demais agentes do sistema de justiça comprometidos com a construção de um Judiciário mais inclusivo e plural.

    Acesse o caderno completo: https://www.ajufe.org.br/images/2025/PDF/Caderno_Enunciados_Jornada-Equidade-Racial.pdf

    STJ realiza 1º Simpósio sobre Autismo e Justiça com participação da Ajufe

    Na próxima terça-feira (20/5), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) realiza o 1º Simpósio sobre Autismo e Justiça, evento inédito voltado à promoção de um Judiciário mais sensível e inclusivo. O encontro será sediado na Corte, em Brasília, e reunirá autoridades e especialistas para debater os desafios e avanços no atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

    Representando a Ajufe, o presidente Caio Marinho participará da mesa-redonda “Entre vidas e sentenças: experiências que humanizam a Justiça”, presidida pelo ministro Rogério Schietti (STJ).

    A solenidade de abertura está marcada para às 9h, com as presenças do presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, e do ministro Reynaldo da Fonseca, que também preside o Comitê de Pessoas com Deficiência no âmbito Judicial do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    Durante o simpósio, será lançada uma edição especial do Boletim Jurisprudência em Teses, inteiramente dedicada ao tema do autismo.

    Confira a programação.

     

     


    SERVIÇO

    1º Simpósio Autismo e Justiça

    Data: 20/05/2025

    Hora: 9h até 12h30

    Local: Sala de Reuniões Corporativas, sede do STJ

    Inscrições: 70 vagas presenciais – https://educa.enfam.jus.br/inscricao-1o-simposio-stj-autismo-e-justica-presencial

    500 vagas online - https://educa.enfam.jus.br/inscricao-1o-simposio-stj-autismo-e-justica-online

    Juiz federal aposentado assume vice-presidência do STJD do Automobilismo

    O juiz federal aposentado Alexandre Vidigal tomou posse, nessa segunda-feira (12/5), no Rio de Janeiro (RJ), como membro do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do Automobilismo. Na mesma ocasião, foi eleito vice-presidente do órgão.

    O STJD do Automobilismo é responsável por julgar questões disciplinares e administrativas relativas a competições interestaduais e nacionais da modalidade. Trata-se de um órgão independente da Confederação Brasileira de Automobilismo, com funcionamento previsto na Lei 9.615/1998 e no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

    O tribunal é composto por um Pleno, formado por nove auditores, e por uma Comissão Disciplinar com cinco membros. As sessões de julgamento são realizadas presencialmente, de forma virtual ou híbrida, na sede localizada no Rio de Janeiro.

    Abertura da especialização “Jurisdição em Fronteiras”, na Enfam

    A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) realizará, nos dias 15 e 16 de maio, a abertura da especialização “Jurisdição em Fronteiras”. O evento terá participação de especialistas e autoridades e será voltado ao debate sobre os desafios da atuação jurisdicional em regiões fronteiriças.

    A programação poderá ser acompanhada presencialmente, em Brasília, ou de forma remota.

    Inscrições abertas:

    Associado lança terceira edição de manual do benefício assistencial de prestação continuada

    O juiz federal associado, Rodrigo Zacharias (SJSP), lançou a terceira edição da obra “Manual do Benefício Assistencial de Prestação Continuada", pela editora Dialética. 

    O livro aborda o benefício assistencial de prestação continuada – BPC devido a pessoas idosas e pessoas com deficiência, previsto no art. 203, V, da Constituição Federal, e no art. 20 da Lei n. 8.742/93. Antes, trata do papel da seguridade social em face do problema da pobreza dos vulneráveis e discorre sobre os assuntos pertinentes ao assunto: objetivos da República Federativa do Brasil, princípios, ordem social, justiça social, primado do trabalho, igualdade, assistência social e suas características, objetivos e princípios, para ao final discorrer sobre os vários aspectos doutrinários e práticos do BPC. 

    Para aquisição da obra ou mais informações, acesse: https://bit.ly/3EOUsWx

    Associada lança nova edição de manual sobre a aposentadoria voltada para pessoa com deficiência

    A juíza federal aposentada, Maria Helena Carreira Alvim Ribeiro, lança a 2ª edição do livro “Manual da Aposentadoria da Pessoa com Deficiência - Teoria e prática". A obra inclui o tema pensão por morte para a pessoa com deficiência e trata sobre o benefício diferenciado, tema pouco explorado na área do Direito Previdenciário.

    A autora explora o benefício e inclui orientações objetivas para demandas que tenham por objetivo a concessão dessa aposentadoria.

    Link para aquisição do livro: https://www.jurua.com.br/shop_item.asp?id=31561

    Sinopse

    Informações do IBGE, de conhecimento público, dão-nos ciência de que existem milhões de pessoas com deficiência no Brasil, daí a oportuna escolha desse tema, com a convicção de ser efetiva contribuição para que esses benefícios sejam requeridos na via administrativa ou na via judicial. 

    A ampla pesquisa realizada e a experiência da autora nessa área permitiram a elaboração de uma obra em linguagem clara e didática, mesmo quando trata a respeito de aspectos complexos do benefício, o que pode ocorrer quando o segurado tiver adquirido a deficiência ao longo da sua vida de trabalho, tiver sofrido alteração no grau de sua deficiência, tiver efetuado contribuições em períodos com deficiência, e sem deficiência, ou ainda tiver laborado com exposição a atividades nocivas. 

    Como os requisitos exigidos para os graus de deficiência leve, moderada e grave são diferentes, a obra inclui orientações práticas para proceder-se à conversão de períodos laborados em graus de deficiência diferentes para o grau de deficiência preponderante, segundo exige o Decreto regulamentador.

    Associada da Ajufe lança nova edição de livro que trata sobre aposentadoria especial

    A juíza federal aposentada e associada da Ajufe, Maria Helena Carreira Alvim Ribeiro, lança a nova edição da obra “Aposentadoria Especial: Regime Geral da Previdência Social”, pela editora Juruá.

    O livro é um instrumento de pesquisa para o conhecimento do benefício de aposentadoria especial, a partir de sua instituição até as recentes alterações procedidas na legislação previdenciária.

    A autora apresenta todo o histórico da aposentadoria especial, contemplando as alterações feitas no benefício e as regras vigentes em cada época, inclusive o Decreto 10.410/2.020 e a Portaria SEPRT n. 1.359/2019, que altera o Anexo n° 3 da NR-15 (Limites de Tolerância para Exposição do trabalhador ao Calor) e a Portaria n.º 426 de 07 de outubro de 2021, que aprova o Anexo I – Vibração e o Anexo III – Calor, da Norma Regulamentadora nº 09 – Avaliação e Controle das Exposições Ocupacionais e Agentes Físicos, Químicos e Biológicos.

    A nova edição tem um novo capítulo sobre a aposentadoria especial do Servidor Público, com a inclusão do Tema de Repercussão Geral 942 (aplicação das regras do regime geral de previdência social para a averbação do tempo de serviço prestado pelo servidor público em atividades especiais, e sua conversão em tempo comum) e incluído um novo item sobre o valor da Aposentadoria Especial do Servidor Público.

    Link para aquisição do livro: https://www.jurua.com.br/shop_item.asp?id=31492

    Nota de pesar – Gil Faria

    A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) comunica, com pesar, o falecimento do senhor Gil Faria, pai do juiz federal Roberto Gil Leal Faria (SJES).

    O velório ocorre nesta terça-feira (15/4), no Cemitério São João Batista do Rio de Janeiro, na Capela 6, a partir das 12h, e o sepultamento está marcado para 14h45 no mesmo dia e local.

    A Ajufe lamenta a perda e manifesta os mais sinceros sentimentos ao magistrado e seus familiares.

    Juiz Federal lança 7ª edição de obra de Direito Previdenciário com desconto para associados(as) da AJUFE

    O Juiz Federal Leonardo Cacau Santos La Bradbury acaba de lançar a 7ª edição (2025) da sua obra Curso Prático de Direito e Processo Previdenciário, pela editora MV, com 1.186 páginas.

    A obra analisa todos os benefícios previdenciários do RGPS e do RPPS, as principais revisões previdenciárias, o processo judicial previdenciário, o procedimento administrativo junto ao INSS, bem como a previdência complementar pública e o benefício especial dos servidores públicos federais que realizaram a migração de regime.

    Nesta 7ª edição, foram incluídas diversas atualizações legislativas, notadamente a Portaria MPS/MF 6/2025, a Lei 15.077/2024, a Lei 15.072/2024, a Emenda Constitucional 135/2024, a Lei 14.973/2024, a Instrução Normativa 164/2024, a Portaria MPS 64/2024 e a Lei 14.809/24. Além disso, foram atualizados o julgamento de diversos temas de recursos repetitivos do STF, STJ e da TNU.

    Os associados da AJUFE tem condições especiais para aquisição da obra com desconto de R$ 50,00 e ainda frete grátis para todo o Brasil. O valor da obra fica por R$ 245,00 ao invés do preço de capa que é de R$ 295,00.

    Os (as) associados (as) interessados (as) em adquirir o livro nesta condição especial basta encaminhar e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., informar que é associado(a) da AJUFE e encaminhar os seguintes dados: nome completo, CPF, telefone, e-mail e endereço de entrega.

    Livro Leonardo Cacau

    Inscrições do Prêmio Solo Seguro são prorrogadas até final de maio

    O prazo para inscrição no Prêmio Solo Seguro foi prorrogado até o dia 31 de maio. As inscrições podem ser feitas por meio de formulário eletrônico, disponível na página da Corregedoria Nacional de Justiça. Podem concorrer propostas que tenham sido implementadas há, no mínimo, doze meses. A premiação destaca boas práticas e inovações relacionadas à questão fundiária no Brasil, principalmente com relação à segurança jurídica e proteção ambiental. 

    O Prêmio reconhece as ações em três eixos temáticos: regularização fundiária urbana, regularização fundiária rural e gestão informacional e governança fundiária responsável. Cada um deles premiará projetos nas categorias tribunal, magistratura/servidor do Poder Judiciário, órgãos e entidades que fazem parte do Sistema de Justiça, Poder Executivo, Poder Legislativo, sociedade civil organizada, empresa e universidades. 

    Na edição de 2025 do Prêmio, também serão recebidas as ações na categoria “Registradores de imóveis e Associações representativas dos oficiais de registro de imóveis em âmbito nacional e estadual”, incluída pela Portaria n. 18/2025.   

    Promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Prêmio Solo Seguro dissemina ações que aprimorem o combate às ocupações clandestinas e promovam a eficiência para a titulação dos proprietários de áreas urbanas e rurais com grande impacto social. Além disso, a iniciativa fomenta a articulação entre órgãos públicos, instituições privadas e a sociedade civil para a promoção da governança fundiária responsável. 

    Para a classificação, serão considerados os critérios de impacto territorial e/ou social, eficiência e celeridade, avanço no georreferenciamento, inovação e criatividade, articulação institucional e replicabilidade. 

    Os participantes podem inscrever mais de uma proposta, desde que em formulários diferentes, mas cada proposta só pode concorrer em uma categoria. No total, devem ser entregues 27 premiações. A solenidade de entrega do Prêmio está agendada para o dia 21 de agosto, na sede do CNJ, em Brasília.  

     

     

    Fonte: Agência CNJ de Notícias 

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