Atuação parlamentar - Balanço Diretoria (2020-2022)

    A pandemia do novo #coronavírus que impôs novas formas de convivência em todo o mundo não impediu a continuidade da atuação parlamentar da Ajufe. ⁠

    Desde o início da gestão no biênio 2020-2022, a Diretoria reuniu-se com mais de 40 deputados e senadores, em reuniões virtuais e presenciais, para debater projetos de lei importantes à magistratura federal e à sociedade como um todo, visando a melhoria da prestação jurisdicional. ⁠

    Confira os dados da atuação parlamentar:

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    Panorama geral - Balanço Diretoria (2020-2022)

    A partir desta segunda-feira (21/12), a Ajufe divulga aos associados e associadas o balanço das atividades durante os últimos seis meses, na gestão do presidente Eduardo André Brandão (biênio 2020-2022).

    Mesmo diante da pandemia e de um novo cenário que impôs limites, até então desconhecido, a Ajufe manteve o compromisso de fortalecer a magistratura federal e o Estado Democrático de Direito. ⁠

    Veja o panorama geral das atividades desenvolvidas pela Diretoria no período: 

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    Magistrados federais participam de obra coletiva sobre Créditos Tributários

    Os juízes federais Danielle Souza de Andrade e Bruno Leonardo Câmara Carrá são alguns dos autores da obra coletiva Créditos Tributários e Grupos Econômicos de Fato, lançada este ano pela Editora Lumen Juris. O livro contém 23 artigos de renomados profissionais dos mais diversos ramos jurídicos e aborda de forma ampla e aprofundada a relação dinâmica existente entre os Créditos Tributários e Grupos Econômicos de Fato. 

    A obra, coordenada pelo procurador da Fazenda Nacional, Thiago Moreira da Silva, vem suprir uma lacuna no mercado editorial não somente pelo fato de existir pouca doutrina sobre o assunto, mas sobretudo pela proposta diferenciada de suas abordagens multidimensionais sobre temas com repercussão potencialmente trilionária na economia do país, e isso considerando apenas o estoque da Dívida Ativa da União no ano de 2020. 

    Nesse sentido, sem descurar a importância da segurança jurídica ao contribuinte como elemento essencial para uma tributação adequada ao Estado Democrático de Direito, os trabalhos também põem em relevo a recuperação dos créditos públicos como instrumento necessário à concretização de valores constitucionais, a exemplo da livre iniciativa e da função social da propriedade, relacionam o desvalor ético das condutas fraudulentas em face das normas de responsabilidade do Direito Tributário, bem como lançam novas luzes sobre suas imbricações com outros ramos do Direito, desde o Empresarial até o Penal.

    Saiba mais em: http://bit.ly/2WsYAlf 

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    Magistrados federais da 2ª Região participam de obra coletiva eletrônica

    O desembargador federal do TRF2, Alcides Martins, e os juízes federais Paulo André Espirito Santo Bonfadini e Débora Maliki, também da 2ª Região, participam da obra coletiva “Cortes e Juízes em perspectiva comparada na Lusofonia”, do Núcleo de Pesquisa e Extensão sobre Ciências do Poder Judiciário (Nupej) da Universidade Federal Fluminense (UFF). O material é coordenado pela juíza federal Fernanda Duarte, pelo desembargador federal Ricardo Perlingeiro e o professor doutor Rafael Iorio.

    Nas sociedades ocidentais contemporâneas, o papel desempenhado pelo Poder Judiciário tem sido fundamental, especialmente, se considerada sua função social que se desdobra na administração institucional-estatal de conflitos. Há, porém, uma expectativa de que ao cumprir seu papel, as cortes o façam assegurando um procedimento adequado que implique acesso à justiça e aos direitos, assegurando os marcos legais, constitucionais e internacionais abraçados pelo regime jurídico adotado por aquela sociedade.

    Sob esta inspiração, a obra se propõe a oferecer um panorama sobre abordagens comparativas aplicadas ao tema geral do Poder Judiciário, buscando estimular uma compreensão desta instituição que leve em conta seu contexto sócio-cultural, como elemento determinante dos sentidos e práticas que informam a aplicação do direito e os processos de socialização no e do mesmo por seus agentes.

    O e-book está disponível em: https://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=3737226

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    Presidente da Ajufe analisa riscos de liminar que tenta derrubar suspensão do juiz de garantias

    Em entrevista ao Jornal Nacional nessa quarta-feira (16/12), o presidente da Ajufe, Eduardo André Brandão, analisou riscos de liminar proposta por um grupo de advogados no Supremo Tribunal Federal para derrubar a decisão do presidente da casa, ministro Luiz Fux, que suspendeu a criação da figura do juiz de garantias. 

    “Não cabe habeas corpus numa liminar numa ação declaratória de inconstitucionalidade e, no final do ano, próximo do recesso. A gente sempre tem que lembrar que no Brasil temos quatro instâncias, todos esses juízes cuidam das garantias. Então, esse não é assunto para, às vésperas do recesso, ser objeto de uma liminar. Sinceramente, não concordamos com o pedido. O efeito pode ser realmente a liberdade de pessoas que estão presas, anulação de julgamentos e a sensação de impunidade que viria para a população, para a nossa sociedade que, certamente, não é o desejo dela”, afirma o presidente da Associação de Juízes Federais (Ajufe). 

    Assista à reportagem do Jornal Nacional: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2020/12/16/advogados-entram-com-pedido-no-stf-para-derrubar-decisao-de-fux-que-suspende-juiz-de-garantias.ghtml 

     

    Ajufe apoia indicação de Melina Fachin para secretaria executiva da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA

    A Associação dos Juízes Federais do Brasil manifesta apoio à indicação da professora e advogada Melina Girardi Fachin para concorrer ao cargo de secretária executiva da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA).

    A função postulada por Melina exige experiência e reconhecida trajetória em direitos humanos e tem como função, dentre outras, coordenar os aspectos operacionais dos grupos de trabalho e relatores; preparar, em consulta com o Presidente, o projeto de orçamento e o programa de trabalho da CIDH.

    Melina Fachin sustenta tal candidatura diante de sua trajetória acadêmica e profissional, voltada à proteção dos direitos humanos. Ela é mestre e doutora pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e dá aulas em cursos de graduação e pós-graduação em temas relacionados aos direitos humanos e coordena grupos de investigação ligados a esta temática.

    Diante de suas credenciais e experiência, a Ajufe considera que a sua indicação para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos se associa ao compromisso com a ampliação da presença crítica feminina em espaços de decisão e do Estado Brasileiro com a defesa dos direitos humanos.

    Juiz federal lança obra sobre o Poder Judiciário e a Corte Interamericana de Direitos Humanos

    O juiz federal Paulo Máximo de Castro Cabacinha lançou o livro “Poder Judiciário e a Corte Interamericana de Direitos Humanos -   Diálogo ou Indiferença?”.

    A obra tem o objetivo de responder a seguinte pergunta: as condenações da República Federativa do Brasil no âmbito do Sistema Interamericano de Direitos Humanos, impactaram de alguma forma, a jurisprudência nacional, considerando o contexto da chamada proteção multinível dos direitos humanos no continente latino-americano?

    Inicialmente, o autor busca fundamentar a proteção multinível dos direitos humanos, tendo em vista a coexistência de normas nacionais e internacionais de proteção dos direitos humanos/ fundamentais vigentes no território brasileiro.

    Em seguida, através de análise quantitativa e qualitativa da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça e dos cinco Tribunais Regionais Federais, o juiz federal analisa os impactos das decisões internas em razão das condenações do Brasil pela Corte-IDH.

    Saiba mais: https://arraeseditores.com.br/o-poder-judiciario-nacional-e-a-corte-interamericana-de-direitos-humanos.html

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    CJF e CNJ assinam termo de cooperação para promover inovação no Judiciário

    Por ASCOM CJF

    O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho da Justiça Federal (CJF), ministro Humberto Martins, assinou nessa terça-feira (15) um termo de cooperação técnica com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para o aperfeiçoamento das políticas judiciárias, a partir da perspectiva da inovação e da efetividade na prestação jurisdicional.

    “Trata-se de uma iniciativa ainda inédita de integração das atuações do CJF e do CNJ, com a finalidade de estabelecer as bases para a cooperação mútua entre tais conselhos, para que possamos somar esforços para a superação do enorme desafio que é organizar um serviço de prestação jurisdicional de qualidade a toda a população do país”, comentou Humberto Martins durante a assinatura do termo.

    O presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, disse que a expressão “Justiça 4.0”, utilizada no termo de cooperação, projeta a imagem de um Judiciário eficiente, que sabe fazer mais com recursos escassos.

    “Na era digital em que vivemos, a inteligência artificial consegue realizar em cinco segundos tarefas que um servidor levaria o dia todo fazendo. Com isso, podemos aproveitar melhor os recursos humanos para entregar uma prestação jurisdicional cada vez mais eficiente”, declarou Fux.

    Justiça 4.0 - De acordo com o termo de cooperação, o CJF e o CNJ atuarão no desenvolvimento de estudos e metodologias, e na criação de mecanismos e instrumentos que potencializem a implantação, a disseminação e a sustentação de capacidades técnicas, conceituais e operativas voltadas para o aperfeiçoamento das políticas judiciárias, a partir da perspectiva da inovação e da efetividade na prestação jurisdicional para toda a sociedade brasileira.

    Em ações práticas, a cooperação se dará por investimentos no projeto Justiça 4.0, que trará maior capacidade de inovação, e no desenvolvimento de ferramentas para dar mais eficiência, efetividade e transparência ao sistema do Processo Judicial Eletrônico (PJe).

    Segundo o ministro Humberto Martins, é preciso ter cuidado para que a grande diversidade presente na sociedade brasileira não se transforme em desigualdade na prestação de serviços fundamentais.

    “É preciso garantir que o cidadão do Amapá e do Rio Grande do Sul tenham assegurados seus direitos com a mesma segurança, efetividade e correção. É preciso que o Poder Judiciário, que é um só em todo o Brasil, esteja preparado para ser um agente garantidor de tais direitos, fomentando cada vez mais o desenvolvimento das condições necessárias para que nossa população tenha cidadania plena”, declarou o magistrado.

    Além dos benefícios para o Poder Judiciário, o presidente do STJ e do CJF disse que ganha também a sociedade brasileira, que deposita na Justiça a esperança de um país melhor. O ministro Luiz Fux agradeceu ao ministro Humberto Martins pelo empenho no desenvolvimento de ferramentas para modernizar a Justiça.

    Precedentes - Antes da assinatura do termo, Luiz Fux concedeu a palavra ao ministro do STJ Joel Ilan Paciornik, coordenador do grupo de trabalho criado pelo CNJ em novembro para fortalecer o sistema de precedentes judiciais.

    Na abertura da reunião técnica do grupo, que também inclui os ministros do STJ Benedito Gonçalves, Villas Bôas Cueva, Moura Ribeiro, Rogerio Schietti Cruz, Antonio Saldanha Palheiro e Luis Felipe Salomão (na qualidade de corregedor-geral da Justiça Eleitoral), Paciornik lembrou aos participantes a necessidade de conscientização dos magistrados a respeito dos precedentes jurídicos.

    “Ao aplicar um precedente, o juiz não está abrindo mão da sua independência, da sua isenção ao julgar, mas, sim, está utilizando um instrumento que densifica o Estado Democrático de Direito”, comentou o coordenador do grupo.

    Paciornik disse que a nova ordem mundial exige um modelo de juiz para fazer frente aos seus desafios. “Nunca foi tão complexo e desafiante ser juiz”, comentou o ministro ao abrir a reunião de trabalho, realizada com os demais 25 integrantes do grupo de forma virtual

    CNJ aprova recomendação que aumenta participação feminina em bancas de concurso para a magistratura

    O Conselho Nacional de Justiça aprovou, na sessão ordinária desta terça-feira (15/12), recomendação para que os tribunais na composição de suas bancas de concurso, observem a equidade de gênero. O presidente da Ajufe, Eduardo André, participou da reunião e parabenizou a medida. “A Ajufe concorda inteiramente com as conclusões desse estudo. É muito interessante e importante o Judiciário enxergar a necessidade de maior participação feminina nos concursos. A Ajufe agradece o trabalho realizado”, frisou. 

    A iniciativa do CNJ foi reforçada em pedido da Comissão Ajufe Mulheres que requereu paridade de gênero nos certames da magistratura e tem desenvolvido estudos relacionados ao tema desde 2017. No início do ano, o CNJ criou um Grupo de Trabalho destinado a avaliar mecanismos de incentivo à participação das mulheres nos processos seletivos. 

    A coordenadora do GT, conselheira Ivana Farina, apresentou relatório que confirmou dados já coletados pela Comissão Ajufe Mulheres e o desequilíbrio existente: na última década, as mulheres correspondiam a apenas 20% dos integrantes como membros titulares em bancas examinadoras de concurso para a magistratura. Após reuniões e um webinário, que contou com a participação da Ajufe, foram pensadas ações a serem propostas ao plenário do CNJ. “É com regozijo que conseguimos concluir esse trabalho. Creio que esse primeiro passo haverá de colher ações nos tribunais por mais igualdade”, avaliou a conselheira. 

    A conselheira Candice Galvão, que participou da construção da Comissão Ajufe Mulheres, destacou a importância da aprovação do ato. “Hoje fico muito feliz de ter participado dessa comissão no CNJ e acatando um dos pleitos que a Ajufe Mulheres vem trabalhando há muitos anos que é essa paridade nas bancas de concurso”.

    O presidente do Conselho, ministro Luiz Fux, também parabenizou o trabalho desenvolvido. “Nada melhor para uma sociedade plural do que a inteligência e sensibilidade das mulheres. Realmente, o reconhecimento da presença feminina é uma luta pela igualdade e uma luta pela justiça”, reforçou.

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    Ajufe reúne-se com senador Marcelo Castro

    Em mais uma iniciativa da atuação parlamentar, a Diretoria da Ajufe reuniu-se, na manhã desta terça-feira (15/12), com o senador Marcelo Castro (MDB/PI) para pedir apoio do parlamentar na aprovação dos Projetos de Lei 5977/2019, que redimensiona a Justiça Federal a partir da criação de novos cargos, e o 5919/2019, que cria o TRF6.

    O presidente da Ajufe, Eduardo André, destacou que os PLs não gerarão novos custos ao erário e são de fundamental importância para continuidade da prestação jurisdicional em todo o país.

    O senador mostrou-se bastante receptivo às matérias e colocou-se à disposição da associação na aprovação dos projetos no Senado.

    Ajufe reúne-se com senadores Elmano Ferrer, Humberto Costa e Álvaro Dias

    A Diretoria da Ajufe reuniu-se com três senadores nesta segunda-feira (14/12) para dar continuidade à apresentação das notas técnicas e importância de aprovação no Senado dos PLs 5977/2019, que redimensiona a Justiça Federal a partir da criação de novos cargos, e o 5919/2019, que cria o TRF6.

    Inicialmente, os integrantes da Ajufe conversaram, por videoconferência, com o senador Elmano Ferrer (PP/PI), que manifestou apoio aos projetos, e referiu estar à disposição da associação para ampliação do debate no partido e inclusão das matérias na pauta do Senado.

    Na sequência, a Diretoria apresentou suas considerações ao senador Humberto Costa (PT/PE). O parlamentar afirmou que levaria a discussão ao partido e avaliou que, apesar do momento de crise provocado pela pandemia do novo coronavírus, os PLs são essenciais para o bom funcionamento da justiça.

    Finalizando as reuniões, diretores da Região Sul e o presidente da Apajufe, André Duszczak, reuniram-se com o senador Álvaro Dias (PODE/PR). Ele afirmou ser favorável aos projetos e que caminharia nesse sentido com a bancada do partido. Álvaro Dias ainda apontou uma possível votação das matérias em fevereiro de 2021.

    Ao longo desta semana, novas reuniões com senadores estão agendadas para dar continuidade ao trabalho parlamentar da Ajufe.

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    Ajufe participa do lançamento da plataforma da rede de inovação e inteligência do Judiciário

    O presidente da Ajufe, Eduardo André, e diversos magistrados representantes dos centros de inteligência da Justiça Federal participaram do lançamento da plataforma da Rede de Inovação e Inteligência do Judiciário, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    O espaço virtual foi criado para promover a interação de pessoas e a cocriação com o propósito de desenvolver novos projetos e planos de ação relacionados à Agenda 2030, a fim de aperfeiçoar os serviços que o Judiciário presta à sociedade.

    O evento de lançamento contou com a presença da conselheira Maria Tereza Uille Gomes, presidente da Comissão Permanente dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 2030 e coordenadora do Comitê Interinstitucional da Agenda 2030 e do Laboratório de Inovação, Inteligência e ODS (LIODS/CNJ).

    TRF3 inicia julgamento de IRDR sobre benefícios concedidos antes da Constituição de 1988

    Após pedido de vista, colegiado prorrogou a suspensão dos processos afetados pelo tema na Terceira Região

    A Terceira Seção do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) iniciou na quinta-feira (10/12) o julgamento do Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR) nº 5022820-39-2019.4.03.0000 que trata da readequação de benefícios previdenciários concedidos antes da promulgação da Constituição Federal de 1988 aos tetos instituídos pelas Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003.

    A desembargadora federal Inês Virgínia, relatora do incidente, apresentou o voto fixando as teses do IRDR.  Houve divergência da desembargadora Lúcia Ursaia e, na sequência, um pedido de vista, suspendendo a votação. O colegiado decidiu, de forma unânime, pela prorrogação da suspensão dos processos pendentes, individuais ou coletivos, que tenham a temática do IRDR e tramitam na Justiça Federal da 3ª Região, até o encerramento do julgamento, com a proclamação dos votos de todos integrantes da Terceira Seção. O prazo anterior se encerraria em janeiro, antes da primeira sessão do colegiado.

    Na apresentação do mérito do voto, a relatora propôs a fixação das seguintes teses jurídicas: “(a) o menor valor teto (mVT) funcionava como um fator intrínseco do cálculo do valor do benefício, de modo que ele não pode ser afastado para fins de readequação, nos termos delineados no RE564.354; e (b) os benefícios concedidos antes da promulgação da CF/88 podem ser objeto da readequação nos termos delineados no RE 564.354, desde que, no momento da concessão, o salário de benefício tenha sofrido limitação pelo maior valor teto (MVT), devendo tal limitação e eventual proveito econômico daí decorrente serem demonstrados na fase de conhecimento, observando-se em tal apuração a incidência de todos os fatores da fórmula de cálculo vigente no momento da concessão do benefício [mVT, coeficiente de benefício e coeficiente legal (1/30 para cada grupo de 12 contribuições superiores ao mVT).”

    Unificação
     
    Segundo a desembargadora federal, ao admitir em dezembro o IRDR, a Terceira Seção reconheceu que há órgãos do TRF3 que têm aplicado o entendimento do acórdão proferido no RE 564.354 e que há outros órgãos da Corte que entendem ser inaplicável a norma jurídica extraída de tal precedente obrigatório aos benefícios anteriores ao atual regramento constitucional.

    A relatora apresentou o voto de mérito 10 meses após a data da suspensão dos processos, que tinha inicialmente prazo de um ano e agora foi prorrogado. “A fixação da tese jurídica permitirá que os processos individuais suspensos em primeiro e segundo graus sejam julgados um a um (artigo 985, do Código de Processo Civil - CPC)”, salientou.

    Em sua sustentação oral, o procurador federal Fábio Monnerat, que representa o INSS, destacou que a decisão terá impacto para mais de 1,5 milhão de beneficiários em todo o Brasil. Além do INSS, o colegiado ouviu, na sessão, o Ministério Público Federal (MPF) e outros três interessados, que fizeram a defesa da tese sustentada em prol dos segurados.

    Cronologia
     
    O IRDR é um instrumento criado pelo CPC para solução de controvérsias jurídicas que se multiplicam em grande número de processos no âmbito dos tribunais.

    Em agosto de 2019, o INSS ingressou com ação que foi distribuída aleatoriamente entre os desembargadores da Terceira Seção. O precedente foi admitido por unanimidade no dia 12 de dezembro.  

    A publicação ocorreu em 21 de janeiro de 2020, quando começou a contar o prazo de um ano de suspensão dos processos da 3ª região.  No dia 30 de junho, foi realizada audiência pública, por meio de videoconferência, com representantes do poder público, da sociedade civil e especialistas para debater as teses jurídicas com a temática do IRDR.

    A magistrada determinou o envio do precedente ao Setor de Cálculos do TRF3, para análise acerca da sistemática de cálculos utilizada nos processos-piloto, assim como sobre o estudo apresentado pelo INSS.

    No dia 10 de dezembro, iniciou o julgamento do IRDR. Com pedido de vista, o colegiado decidiu pela prorrogação da suspensão dos processos com a temática do incidente que tramitam na 3ª Região.  
     
    Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas 5022820-39.2019.4.03.0000

    Assessoria de Comunicação Social do TRF3

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    Acesse a cartilha para julgamento com perspectiva de gênero da Comissão Ajufe Mulheres

    A Comissão Ajufe Mulheres lançou, nesta sexta-feira (11/12), a cartilha para julgamento com perspectiva de gênero voltada ao Direito Previdenciário. O documento foi apresentado durante a programação da semana do associado e da associada, promovida pela Associação dos Juízes Federais do Brasil de 8 a 11 de dezembro. A cerimônia contou com uma palestra da psicanalista, doutora pela USP e colunista da Folha de S. Paulo, Vera Iaconelli. Ela falou sobre os desafios da maternidade no século XXI, tema amplamente debatido em seus livros "Mal-estar na maternidade" e "Criar filhos no Século XXI". 

    Na abertura do evento, a coordenadora da Comissão, Tani Wurster, fez uma retrospectiva dos trabalhos desenvolvidos ao longo de 2020, com destaque para o grupo de trabalho no CNJ que avaliou a participação das mulheres em bancas de concursos. E fez uma reflexão de como a pandemia do novo coronavírus impactou de formas diferentes as mulheres. 

    Na sequência, foi exibido um vídeo da juíza federal e musicista, Rachel Chiarelli, tocando a viola da gamba, com uma mensagem de esperança para o próximo ano. 

    Cartilha

    A obra, que tem o apoio do Portal Migalhas, é fruto de reflexões da Comissão e se mostra como um guia para o julgamento de causas previdenciárias levando em conta questões de gênero, raça e outros marcadores sociais. O documento parte da constatação de que o acesso à justiça para algumas pessoas enfrenta obstáculos ligados à estereótipos de gênero e raça.

    Na visão da coordenadora da Comissão Ajufe Mulheres, Tani Wurster, a publicação é um passo fundamental para o avanço das políticas de equidade no âmbito do Poder Judiciário.

    “Julgar com perspectiva de gênero significa adotar uma postura ativa de reconhecimento das desigualdades históricas, sociais, políticas, econômicas e culturais a que as mulheres estão e estiveram sujeitas desde a estruturação do Estado, e, a partir disso, perfilhar um caminho que combata as discriminações e as violências por elas sofridas, contribuindo para dar fim ao ciclo de reprodução dos estereótipos de gênero e da dominação das mulheres”, destaca.

    O livro também representa uma contribuição para a conscientização da importância de se adotar uma metodologia para julgamento com perspectiva de gênero, junto à comunidade jurídica, e de modo especial, perante ao Conselho Nacional de Justiça, a quem a Ajufe já requereu a elaboração de um protocolo oficial para julgamento com perspectiva de gênero, a exemplo de países como Chile, México e Bolívia.

    A publicação é coordenada pelas juízas federais Tani Wurster e Clara Mota e conta com a autoria de juízas e juízes federais, além de pesquisadores e advogados.

    Acesse a obra em: https://bitly.com/345lHGS

    Está no ar a edição de dezembro da Revista Justiça & Cidadania! [244]

    A Revista Justiça & Cidadania, edição nº 244 de dezembro, traz uma entrevista exclusiva com o Ministro Og Fernandes, Diretor-Geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados. Ele fala sobre as restrições enfrentadas pela Enfam durante a pandemia e sobre a preparação para o início dos cursos de pós-graduação na Escola. E ainda comenta as mudanças no perfil da magistratura desde o seu ingresso na profissão, há 39 anos, e fala sobre novos e antigos desafios dos juízes brasileiros.

    A edição traz ainda, no espaço Ajufe, um resumo da 17ª edição do Fórum Nacional dos Juizados Especiais Federais, o Fonajef. 

    Acesse: http://editorajc.com.br/news/201207-newsletter-244/201209-newsletter-244_ajufe.html

    Boa leitura!

     

    Comissão Ajufe Mulheres lança, nesta sexta (11/12), cartilha para julgamento com perspectiva de gênero

    A Comissão Ajufe Mulheres lança nesta sexta-feira (11/12) uma cartilha para julgamento com perspectiva de gênero voltada ao Direito Previdenciário. O documento será apresentado durante a programação da semana do associado, promovida pela Associação dos Juízes Federais do Brasil, e estará disponível no site da Ajufe logo após o evento, que começa às 18h.

    A obra, que tem o apoio do Portal Migalhas, é fruto de reflexões da Comissão e se mostra como um guia para o julgamento de causas previdenciárias levando em conta questões de gênero, raça e outros marcadores sociais. O documento parte da constatação de que o acesso à justiça para algumas pessoas enfrenta obstáculos ligados à estereótipos de gênero e raça.

    Na visão da coordenadora da Comissão Ajufe Mulheres, Tani Wurster, a publicação é um passo fundamental para o avanço das políticas de equidade no âmbito do Poder Judiciário.

    “Julgar com perspectiva de gênero significa adotar uma postura ativa de reconhecimento das desigualdades históricas, sociais, políticas, econômicas e culturais a que as mulheres estão e estiveram sujeitas desde a estruturação do Estado, e, a partir disso, perfilhar um caminho que combata as discriminações e as violências por elas sofridas, contribuindo para dar fim ao ciclo de reprodução dos estereótipos de gênero e da dominação das mulheres”, destaca.

    A publicação também representa uma contribuição para a conscientização da importância de se adotar uma metodologia para julgamento com perspectiva de gênero, junto à comunidade jurídica, e de modo especial, perante ao Conselho Nacional de Justiça, a quem a Ajufe já requereu a elaboração de um protocolo oficial para julgamento com perspectiva de gênero, a exemplo de países como Chile, México e Bolívia.

    A publicação é coordenada pelas juízas federais Tani Wurster e Clara Mota e conta com a autoria de juízas e juízes federais, além de pesquisadores e advogados.

    Curso promove Laboratórios de Inovação e Centros de Inteligência para apoiar Agenda 2030

    Servidores e magistrados já podem se inscrever para participar do Curso Modular em Laboratório de Inovação, Centro de Inteligência e Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. O objetivo da capacitação é apresentar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a participação do Judiciário para a realização da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e como os Laboratórios de Inovação e os Centros de Inteligência podem apoiar a promoção de iniciativas.

    São 10 módulos ao todo, na modalidade de Ensino à Distância (EAD). As inscrições para o primeiro módulo, que será realizado de 11 de janeiro a 15 de março de 2021, já estão abertas. São 120 vagas, sendo 60 para a magistratura e 60 para servidores e servidoras do Judiciário, e carga horária de 63 horas-aula.

    A capacitação está em fase de credenciamento pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam). Serão certificados participantes que obtiverem, ao final do módulo, frequência virtual mínima de 70% dos vídeos e aulas ao vivo e 70 pontos somados nas avaliações de aprendizagem.

    Os servidores e servidoras interessadas em participar devem comprovar conclusão de curso de graduação em qualquer área. Caso haja mais interessados do que o número de vagas oferecido, haverá realização de sorteio.

    O curso é uma realização do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), desenvolvido em razão da parceria da APAJUFE com o PNUD, para implantação do Projeto BRA 19/012. o primeiro módulo possui a certificação do CEJ e está em fase de credenciamento pela ENFAM.

    Faça sua inscrição no Módulo 1 do curso!

    Inscrições para Magistrados: https://bit.ly/377bY4w
    Inscrições para Servidores: https://bit.ly/37T7QnX

    Inscrições abertas para curso EaD sobre laboratório de inovação, centro de inteligência e ODS

    Estão abertas até o dia 6 de janeiro de 2021 as inscrições para o primeiro módulo do curso EaD, voltado a magistrados e servidores de todas as esferas e instâncias do Poder Judiciário, sobre o Laboratório de Inovação, Centro de Inteligência e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

    As aulas começam no dia 11 de janeiro e vão até o dia 15 de março e serão ministradas em plataforma desenvolvida pela Associação Paranaense dos Juízes Federais. Serão disponibilizadas 120 vagas, sendo 60 para magistrados e 60 para servidores.

    Para participar do processo seletivo, o servidor inscrito deverá enviar um arquivo pdf do certificado de conclusão de graduação, em qualquer área, até do dia 07/01/2021, para o seguinte endereço: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. No mesmo e-mail, informar se exerce atividades de assessoria de gabinete e indicar a unidade de lotação.

    Inscrições para Magistrados: https://bit.ly/377bY4w

    Inscrições para Servidores: https://bit.ly/37T7QnX

    Mais informações: https://bit.ly/39ZHlA8

    AJUFE reúne-se com o Senador Carlos Portinho

    Na manhã desta quarta-feira (09/12), a diretoria da Ajufe reuniu-se com o senador Carlos Portinho (PSD/RJ), dando seguimento às tratativas pela aprovação dos PLs 5977/2019, que redimensiona a Justiça Federal a partir da criação de novos cargos, e o 5919/2019, que cria o TRF6.

    O senador manifestou simpatia pelos projetos, concordando com a necessidade de aprovação de ambos.

    Acesse a obra coletiva sobre atuação dos Centros de Inteligência na pandemia

    A Rede dos Centros de Inteligência da Justiça Federal lançou, durante o 17º Fórum Nacional dos Juizados Especiais Federais (FONAJEF), a obra coletiva “Notas Técnicas e Resultados - atuação dos Centros de Inteligência da Justiça Federal durante a pandemia”, que reúne diversas notas técnicas e suas respectivas análises de impacto.

    A publicação foi produzida pelo Centro de Estudos Judiciários (CEJ) do Conselho da Justiça Federal e traz os resultados alcançados pela Rede neste ano de pandemia, com as mudanças que precisaram ser implementadas, destacando a fundamental contribuição dos Centros de Inteligência da Justiça Federal para adaptação do sistema de justiça.

    O primeiro capítulo é dedicado a artigos que resgatam a história dos centros de inteligência e os princípios fundantes. Já o segundo capítulo destaca as notas técnicas e estudos voltados à solução de questões que surgiram durante a pandemia.

    Acesse a obra em: https://www.cjf.jus.br/cjf/corregedoria-da-justica-federal/centro-de-estudos-judiciarios-1/publicacoes-1/serie-cej-cnijf-1 

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