Itinerante em Uiramutã efetiva acesso à Justiça para população indígena de Roraima

    O Juizado Especial Federal (JEF) da Seção Judiciária de Roraima (SJRR), com apoio da Coordenação dos Juizados Especiais Federais da 1ª Região (Cojef) sob a direção do desembargador federal Carlos Augusto Pires Brandão, realizou, no dia 25 de setembro, a terceira e última fase do Itinerante de Uiramutã que beneficiou as comunidades Morro, Maracanã, Maturuca, Muriá, Flexal, Pedra Branca e Água Fria.

    A ação compreendeu a realização das audiências das ações que foram propostas durante a 2ª fase do Itinerante. De acordo com o relatório apresentado pela 3ª Vara da SJRR, somente duas das ações que foram propostas nas fases anteriores apresentaram necessidade de instrução em audiência (fase do processo judicial na qual as partes apresentam suas provas); uma delas foi resolvida com a homologação de um acordo, o que dispensou a realização da audiência; e a segunda ação teve a audiência realizada de forma virtual, pelo aplicativo Teams.

    Acesso à Justiça – Uiramutã localiza-se a aproximadamente 315 km da capital de Roraima, Boa Vista, onde está situada a única sede da Justiça Federal no estado. De acordo com dados da Prefeitura de Uiramutã, o município tem o maior percentual de população indígena da região, aproximadamente 98% e predominantemente nas etnias macuxi, ingaricó e patamona, nesta ordem. Essa população, em geral, também é vulnerável socioeconomicamente.

    Além disso, o tempo de deslocamento entre as cidades é estimado em 5h40 devido às más condições de preservação da estrada.

    Durante as 1ª e 2ª fases da ação foram concretizadas 12 atermações (meio de acesso à Justiça pelos JEFs, em que o cidadão propõe uma ação independentemente de estar acompanhada por um advogado), 79 atendimentos para atermação e 178 fornecimentos de informações.

    Participaram da última fase do Itinerante de Uiramutã o juiz federal vice-coordenador dos JEFs da SJRR, Gabriel Augusto Faria dos Santos; o procurador do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Caio Cezar Dutra; e o servidor da Prefeitura de Uiramutã, Alex Pereira Carioca.

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

    Subseção Judiciária de Paulo Afonso (BA) inaugura dois novos Pontos de Inclusão Digital

    Para melhor atender aos jurisdicionados do munícipio de Jeremoabo/BA, que se encontra sob jurisdição da Subseção Judiciária de Paulo Afonso/BA, nesta quarta-feira, dia 4 de outubro, às 17h, ocorrerá o evento de inauguração da Sala Descentralizada da Justiça Federal de Jeremoabo/BA (modalidade de Ponto de Inclusão Digital - PID), que tem como objetivo estabelecer Juizados Especiais Federais Virtuais para a população local. O evento contará com a participação do desembargador federal Carlos Augusto Pires Brandão, coordenador dos Juizados Especiais Federais do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (Cojef), e da desembargadora federal Kátia Balbino.

    Com o apoio da prefeitura, foram disponibilizados espaços adequados, contendo ao menos duas salas de atendimento, onde serão efetuadas perícias médicas, evitando assim o deslocamento de jurisdicionados enfermos e incapacitados à sede da Subseção, que se encontra a 86,7 quilômetros de distância de Paulo Afonso, bem como audiências judiciais. No que diz respeito aos recursos materiais, serão disponibilizados computadores, macas e mobiliário para atendimento médico pericial, mesa de reuniões, televisores, câmeras e microfones para transmissão e gravação de audiências judiciais.

    Para que o projeto tenha efetividade, as prefeituras se comprometeram a facilitar a divulgação do edital de seleção de conciliadores e juízes, que serão devidamente capacitados pela equipe da Justiça Federal.

    Posto Avançado dos Juizados Especiais Federais Virtuais – Já na quinta-feira, dia 5 de outubro, às 18h, haverá a inauguração de um Posto Avançado na cidade de Canudos/BA, também sob jurisdição da Subseção Judiciária de Paulo Afonso/BA, igualmente com o propósito de estabelecer Juizados Especiais Federais Virtuais para a população local.

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRF1.

    TRF1: Relatório de impacto de Ponto de Inclusão Digital da unidade de Estreito (MA) está disponível para consulta

    Para demonstrar os avanços e melhorias do acesso à Justiça, a 2ª Vara Federal de Imperatriz, no Maranhão, divulgou, no dia 24 de setembro, o relatório de impacto da criação do Posto Avançado do PID - Ponto de Inclusão Digital do Juizado Especial Federal na unidade de Estreito. O documento apresenta dados analíticos e destaca progressos positivos, tais como redução de forma significativa da taxa de congestionamento e um alto percentual de cumprimento das sentenças. Os dados indicam que o JEF Virtual de Estreito tornou a gestão processual mais eficaz, proporcionando fluidez no trato dos processos e, consequentemente, no serviço oferecido ao cidadão.

    Para conferir o relatório completo, acesse o processo SEI 0007472-19.2023.4.01.8007.

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRF1.

    TRF5, JFSE e TJSE firmam acordo de cooperação para instalação de Pontos de Inclusão Digital em Sergipe

    Um acordo de cooperação técnica para criação e instalação de Pontos de Inclusão Digital (PIDs) foi firmado, na manhã desta segunda-feira (9/10), pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região - TRF5, pela Justiça Federal em Sergipe (JFSE) e pelo Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJSE). O objetivo principal do acordo é, com a colaboração da Justiça Estadual, ampliar e facilitar às cidadãs e cidadãos excluídos digitalmente o acesso à Justiça Federal. 

    Por meio dos PIDs, pessoas que não dispõem de acesso a equipamentos tecnológicos, como computadores e celulares - os chamados excluídos digitais -, terão acesso a serviços virtuais, em municípios que não têm sede de Subseções Judiciárias da JFSE, por meio da disponibilização de salas com equipamentos em comarcas da Justiça Estadual. Procedimentos como atos processuais, depoimentos de partes, testemunhas e outros colaboradores da Justiça, através do uso de sistema de videoconferência, serão facilitados. "O usuário que não tem acesso digital também vai poder ajuizar, peticionar na Justiça Federal, com esse apoio da Justiça Estadual", antecipou Fernando Escrivani. 

    Assinaram o Termo de Cooperação o presidente do TRF5, desembargador federal Fernando Braga; o diretor do Foro da JFSE, juiz federal Fernando Escrivani Stefaniu; e o presidente do TJSE, desembargador Ricardo Múcio Santana de Abreu Lima. O acordo foi firmado na sede do TJSE, na capital sergipana. 

    "Os PIDs têm a função justamente de acolher os chamados 'excluídos digitais'. Essa cooperação propiciará, por meio de um pessoal capacitado, uma estrutura física para conectá-los à nova era da digitalização dos processos”, afirmou o presidente do TRF5, Fernando Braga.

    Base legal - A iniciativa de instalação de PIDs se fundamenta nas Leis 8.666/1993 e 14.129/2021; nas Resolução n° 341/2020, 345/2020, 354/2020, 372/2021, 378/2021, 385/2021, 398/2021 e 508/2022, todas do CNJ; nas Recomendações n° 101/2021 e 130/2022, do CNJ; e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU (Organizações das Nações Unidas), com foco nos ODSs 16 e 17.

     

     

    Por: Divisão de Comunicação Social

    JFSC: Sede de associação atlética em Coqueiros não pode impedir livre acesso à praia

    A Justiça Federal determinou à Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) que não impeça o acesso livre e franco à praia contígua à sua sede de Coqueiros, na parte continental de Florianópolis. A sentença da 6ª Vara Federal da Capital catarinense (Ambiental) negou, entretanto, os pedidos de desocupação e recuperação das áreas de costão e promontório, com aplicação de multas por danos anteriores, entre outros.

    “[Trata-se] de ocupação muito antiga, que não pode ser considerada área de preservação permanente, até porque a legislação atual não pode retroagir àquela época, há mais de cinquenta anos, quando as construções foram erigidas, sob pena violação ao princípio da segurança jurídica”, afirmou o juiz Marcelo Krás Borges, em sentença do dia 4/10. “A área foi alterada desde o ano de 1938 pelo menos”, considerou o juiz.

    De acordo com a sentença, perícia judicial demonstrou que no local existem muros, cercas e portões que impediriam ou dificultariam o livre acesso da população à praia. “Uma das praias, que faz limite com a área objeto da perícia, tem seu acesso totalmente impedido por muros e um portão, que [na data da visita técnica] permanecia fechado com cadeado”. Para o juiz, “a única ilegalidade evidente é a dificuldade de acesso”.

    Segundo o perito, as benfeitorias construídas na área não atenderiam a uma lei municipal de 2014. “Todavia, deve ser destacado que as construções são anteriores a tal lei e não pode haver a retroatividade [da regra] para prejudicar o ato jurídico perfeito, ou seja, concessões ou autorizações realizadas sob a égide da legislação anterior”, concluiu Krás Borges.

    O juiz decidiu, ainda, que “não cabe o pagamento de prestação pecuniária, eis que a antiguidade das construções e a ausência de área de preservação permanente impede concluir que não há ilegalidade nas construções existentes” e “pelo mesmo motivo, não cabe a anulação de alvarás de construção ou o cancelamento da inscrição de ocupação. Cabe recurso ao Tribunal Federal da 4ª Região (TRF4).

    AÇÃO CIVIL PÚBLICA Nº 5017734-28.2018.4.04.7200

     

     

    Fonte: Ascom JFSC.

    Justiça Federal celebra 30 anos de presença em Umuarama (PR)

    No dia 10 de outubro acontece a comemoração dos 30 anos de atuação da Justiça Federal do Paraná em Umuarama (PR). O evento acontece às 17 horas, no prédio da Subseção Judiciária do município, na R. José Teixeira D'Ávila, 3808, Centro. A cerimônia será transmitida no Canal da JFPR no YouTube.

    Para celebrar este marco, a solenidade contará com a participação de autoridades dos três poderes, nas esferas federal, estadual e municipal, buscando relembrar a criação e instalação da 1ª Vara Federal e reafirmar a importância do trabalho realizado e dos laços formados ao longo dos 30 anos da presença da JF na “Capital da Amizade”.

    Segundo o diretor do Foro da Subseção Judiciária de Umuarama, juiz federal João Paulo Nery dos Passos Martins, a SJ de Umuarama, ao longo dos seus 30 anos, vem consolidando a presença da Justiça Federal na região noroeste do Paraná, aproximando-se dos jurisdicionados e permitindo uma melhor compreensão da realidade e dos problemas regionais.

    “Entre os processos que tramitam nas três varas federais da cidade, destaco o julgamento de crimes transfronteiriços, ações previdenciárias e demais processos judiciais em que a União, autarquias e empresas públicas federais sejam interessadas. É certo afirmar que, nessas três décadas de existência, a Justiça Federal em Umuarama, ao exercer a sua missão de resolução de conflitos que envolvam interesse federal, vem dando importante contribuição para o desenvolvimento regional", complementa o magistrado.

     

    História

    A instalação da 1ª Vara Federal de Umuarama foi presidida pelo então Presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, desembargador federal Gilson Langaro Dipp. O primeiro magistrado designado para a Vara foi o juiz federal Luiz Carlos Canalli, atualmente desembargador do TRF4. A sede era localizada na Praça Santos Dumont, 3.887.

    Apenas em maio de 2000 que aconteceu a instalação da 2ª Vara Federal no município e, nesta mesma época, houve a transferência da sede da Subseção para a Avenida Brasil, 4.159. Alguns anos depois, em maio de 2004, foi implantada a 3ª Vara Federal. A inauguração da atual sede da Subseção Judiciária de Umuarama aconteceu em junho de 2015. A jurisdição da Subseção abrange 29 municípios do Paraná.

    Desde a instalação da Subseção, já atuaram 37 juízes e juízas nas Varas Federais de Umuarama. Atualmente, há cinco magistrados e magistradas federais responsáveis por julgar os processos. Ao todo, são 51 pessoas, entre magistrados, servidores, terceirizados e estagiários, que trabalham na Subseção.

    As três Varas Federais da cidade possuem um acervo de mais de 21 mil processos. Entre os processos, a competência com maior volume é a Cível, com mais de 13 mil processos, seguido pela Previdenciária, com cerca de 6 mil. A SJ de Umuarama é uma das oito subseções que possuem Vara Criminal e atualmente cuida de aproximadamente 1,3 mil processos desta competência.

     

     

    Fonte: Ascom JFPR.

    JFRS: Vítima de vendaval garante liberação de FGTS

    A 1ª Vara Federal de Gravataí (RS) determinou que a Caixa Econômica Federal (CEF) libere o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de um morador do município que teve a residência atingida por um vendaval ocorrido em agosto do ano passado. A sentença, publicada no dia 29/9, é do juiz Bruno Polgati Diehl.

    O homem ingressou com ação também contra o Município de Gravataí narrando que o banco negou o saque dos valores depositados em sua conta do FGTS, pois o seu bairro, nos sistemas internos da CEF e da Prefeitura, não constaria entre os beneficiados pelo Decreto Municipal nº 20.046/22, que declarou a situação de emergência. Afirmou que tentou corrigir administrativamente esta informação, mas o problema não foi solucionado a tempo.

    Em sua defesa, a Caixa informou que o bairro de residência do trabalhador não constava entre os listados pelo Município. O ente municipal argumentou que o autor apresentou um comprovante de residência em que constava o Loteamento Auxiliadora como o bairro, mas o loteamento é apenas parte do bairro Rincão da Madalena, que está listado entre os afetados pelo vendaval.

    Ao analisar o caso, o magistrado pontuou então que não há dúvidas que o homem reside em localidade atingida por desastre natural e que, portanto, possui direito à movimentação de sua conta vinculada no FGTS. Resta então avaliar o pedido de indenização.

    O juiz pontuou que o Município deu um documento ao autor, que foi apresentado à CEF, em que declarava que ele morava em área afetada pelo vendaval para fins de sacar o FGTS. Segundo ele, há disposição constitucional que proíbe a União, os Estados e Municípios de recusarem fé aos documentos públicos, assim, não poderia o banco, pessoa jurídica de direito privado, fazer isso.

    Para Diehl, a CEF, ao perceber a divergência entre o bairro indicado na declaração municipal e a descrição das áreas com população afetada, deveria ter adotado providências para apurar a situação, principalmente devido à situação de emergência envolvida. Ele entendeu que a atuação do banco foi ilícita ao simplesmente recusar fé à declaração municipal e indeferir o requerimento do autor.

    “Entendo, assim, que os transtornos a ele gerados, no contexto em que se inserem (situação de extrema vulnerabilidade decorrente de calamidade pública), não podem ser qualificados como ocorrências corriqueiras ou mero incômodo, já que afetaram diretamente as possibilidades de uma vida digna para o autor e a sua família”. Cabe, portanto, segundo o juiz, responsabilização civil à Caixa, mas não ao Município, já que emitiu a declaração que deveria ter sido suficiente para liberação do saldo pelo banco.

    O magistrado julgou procedente a ação condenando a CEF a possibilitar a movimentação da conta FGTS do autor e também a pagar R$ 8 mil de indenização por danos morais. O saldo deve ser liberado no prazo de cinco dias, independente do trânsito em julgado. Cabe recurso da decisão ao TRF4.

     

     

    Fonte: Secos/JFRS (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.).

    Cejuscon em Blumenau homologa mais de R$ 24 milhões em acordos da BR-470

    Encerrou na última quinta-feira (28/09) o mutirão de audiências de conciliação em processos de desapropriação realizado pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania de Santa Catarina (Cejuscon) da Sede Avançada de Blumenau (SC). Desde a última segunda-feira (25/9), foram realizados 60 acordos, dentre parciais e totais, o que representa 86% de êxito nas conciliações, totalizando R$ 24.020.953,82 em valores homologados. Haverá novas audiências de conciliação em 4 processos e 2 processos foram suspensos para continuidade das negociações.

    As audiências de conciliação foram realizadas de forma presencial, com a presença de juízes federais, servidores e procuradores e engenheiros do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), autarquia federal responsável por declarar a utilidade pública de bens e propriedades, procedendo às desapropriações necessárias à execução das obras.

    Em Blumenau, as negociações abrangeram trinta imóveis, cujas desapropriações viabilizarão a construção de três viadutos e a conclusão de uma interseção já iniciada, de acesso à cidade de Pomerode (SC). Também foram negociados termos relativos a trinta e sete propriedades em Indaial, na interseção do Km 64+700. Além dos valores de indenização, nas audiências de conciliação também foram discutidos detalhes técnicos, como limitações geográfico-espaciais, prazos de desocupação e de pagamento dos valores, critérios de avaliação dos imóveis, dentre outros.

    “O mutirão de conciliações permitiu às pessoas diretamente afetadas pelas obras de ampliação da BR-470 uma participação ativa nas respectivas desapropriações, funcionando, portanto, como instrumento de legitimação de todo o processo”, destacou o Juiz Federal Substituto Francisco Ostermann de Aguiar, coordenador do Cejuscon/SC Sede Avançada de Blumenau. O coordenador do Cejuscon Estadual da Seção Judiciária de Santa Catarina, Leonardo Müller Trainini, salientou que “o sucesso do mutirão, com recorde histórico de valores homologados, se deveu ao comprometimento de todos os envolvidos, em benefício à coletividade da região e aos usuários da rodovia. A experiência exitosa serve de exemplo a todos, e a atuação em rede facilitará em muito a sua replicação em outras sedes avançadas”.

    A diretora do Cejuscon da Seção Judiciária de Santa Catarina, Simone de Medeiros Dela Vedova, falou sobre a importância do trabalho coordenado em equipe: “Reunimos a expertise de diversos servidores, magistrados, procuradores e engenheiros, os quais, cada um com sua vivência profissional, trouxeram mais assertividade às negociações, passando mais segurança às partes nas negociações. Isso mostra a potencialidade do trabalho em rede entre os Cejuscons e entre as instituições quanto à otimização dos fluxos de trabalho e resultados”, salientou.

     

    Mais dados das desapropriações:

    Área total desapropriada: 40.838,62 m²

    Menor área desapropriada: 4,87m²

    Maior área desapropriada: 3.767,41m²

    Menor valor pago: R$ 5.403,00

    Maior valor pago: R$ 1.409.559,95

    Confira os participantes do mutirão:

    Juízes Federais e Juízes Federais Substitutos

    ADAMASTOR NICOLAU TURNES, Juiz Federal da 2° Vara Federal de Blumenau/SC

    FRANCISCO OSTERMANN DE AGUIAR, Juiz Federal Substituto da 2° Vara Federal de Blumenau/SC, Coordenador da sede avançada do Cejuscon da Seção Judiciária de Santa Catarina, em Blumenau

    LEANDRO PAULO CYPRIANI, Juiz Federal Substituto da 1° Vara Federal de Blumenau/SC, Coordenador Adjunto da sede avançada do Cejuscon da Seção Judiciária de Santa Catarina, em Blumenau

    PEDRO PAULO RIBEIRO DE MOURA, Juiz Federal Substituto da 4° Vara Federal de Blumenau/SC

    VITOR HUGO ANDERLE, Juiz Federal Substituto da 3° Vara Federal de Blumenau/SC

    LEONARDO MÜLLER TRAININI, Juiz Federal da 4° Vara Federal de Blumenau/SC, Coordenador do Cejuscon Estadual da Seção Judiciária de Santa Catarina

    Servidores da JFSC

    ALEXANDRE LAPAGESSE DA SILVEIRA, do CEJUSCON da SJSC

    JOÃO ALFREDO MOREIRA DOS SANTOS, do CEJUSCON da SJSC

    MÁRCIO MONTEIRO SEVERINO, do CEJUSCON da SJSC Sede avançada em Blumenau

    MARCOS RINGENBERG, da Direção do Foro da Subseção Judiciária da Blumenau

    MARCOS VINICIUS FERNANDES DA SILVA, da Direção do Foro da Subseção Judiciária da Blumenau

    SIMONE NASCIMENTO ANDRIANI, da 1ª Vara Federal de Blumenau

    SIMONE DE MEDEIROS DELA VEDOVA MURARA, do CEJUSCON da SJSC

    THYEDRO DIAS DA SILVA, da 2ª Vara Federal de Blumenau

     

    Pelo DNIT:

    MITZI SILVA ANTUNES, LÚCIA INEZ ROSSETTO, SEBASTIANA DE ARAÚJO ROSA NASCIMENTO - Procuradoras Federais

    JULIO CESAR BARBOSA MELO, Procurador Geral do DNIT

    UGO MOURÃO, YURI MOURÃO e RODRIGO CAVALIERI, engenheiros

     

     

    Fonte: Cejuscon/JFSC

    Justiça Federal realiza cerimônia para marcar 30 anos de presença em Cascavel (PR)

    A Justiça Federal de Cascavel realiza, no dia 04 de outubro, um grande evento para comemorar 30 anos de presença na cidade. A cerimônia acontece às 17 horas, na ACIC - Associação Comercial e Industrial de Cascavel, e conta com a participação de autoridades dos poderes executivo, legislativo e judiciário, nas esferas federal, estadual e municipal. O evento terá transmissão no 

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    A cerimônia visa partilhar memórias e recordar histórias, enfatizando o trabalho dos magistrados e magistradas, servidores e servidoras nestes 30 anos de presença na cidade.

    O diretor do Foro da SJ de Cascavel, Wesley Schneider Collyer, ressalta que a presença do Poder Judiciário Federal mostra-se cada vez mais relevante na prestação jurisdicional em favor do público e da sociedade da região. O magistrado ressalta as competências das Varas Federais na cidade, sendo que duas possuem competência exclusivamente previdenciária e tratam de assuntos relacionados aos benefícios requeridos pela população. 

    “Uma das varas tem competência civil e trata, inclusive, das questões de saúde e medicamentos relacionados à SJ de Toledo. Enquanto a 4ª VF, uma conquista recente e instalada há menos de 10 anos, é exclusivamente criminal e possui uma importância estratégica diante da posição de destaque que Cascavel tem no oeste do Estado”, complementou o magistrado.

     

    A história

    O município de Cascavel recebeu sua primeira Vara Federal em 24 de setembro de 1993. A sede estava localizada na Rua Paraná, onde hoje funcionam a Biblioteca Pública Municipal e o Paço das Artes. Em 1996 passou a funcionar em outro prédio, alugado, também na Rua Paraná.

    Foi em 1999 que a cidade recebeu sua 2ª Vara Federal, em 2001, a 3ª Vara Federal Federal, e em 2016 a 4ª Vara Federal. As Varas Federais de Cascavel exercem competência nas matérias criminal, cível e previdenciária. Após 24 anos, em 2017, a Subseção Judiciária de Cascavel começou a funcionar em uma nova sede, situada na Avenida Tancredo Neves, 1137. 

    A Subseção Judiciária de Cascavel abrange 19 municípios. São eles: Anahy, Boa Vista da Aparecida, Braganey, Cafelândia, Campo Bonito, Capitão Leônidas Marques, Cascavel, Catanduvas, Corbélia, Diamante do Sul, Espigão Alto do Iguaçu, Guaraniaçu, Ibema, Iguatu, Lindoeste, Quedas do Iguaçu, Santa Lúcia, Santa Tereza do Oeste e Três Barras do Paraná. Desde a instalação, 38 juízes e juízas federais que já atuaram ou atuam na SJ de Cascavel. Atualmente, mais de 12.840 processos estão em tramitação. 

     

     

    Fonte: Ascom TRF4.

    Sistema de Conciliação da 4ª Região realiza visita técnica a ocupação indígena em Cachoeirinha (RS)

    Na manhã de hoje (29/9), o Comitê para Tratamento Adequado de Conflitos Fundiários, vinculado ao Sistema de Conciliação da Justiça Federal da 4ª Região (Sistcon), realizou uma visita técnica no imóvel da Avenida General Flores da Cunha, 2451, localizado no Bairro Parque Brasília, no município de Cachoeirinha (RS). A área, ocupada pela comunidade indígena Mbya Guarani Karanda’ty desde 2021, é objeto de pedido de reintegração de posse em um processo iniciado pela empresa proprietária Habitasul Desenvolvimento Imobiliário.

    Na ação, que tramita desde setembro de 2021, havia sido deferida a reintegração de posse em primeira instância. A liminar, entretanto, foi suspensa e ficou determinado o encaminhamento dos autos ao Comitê para Tratamento Adequado de Conflitos Fundiários.

    A atividade teve o objetivo de avançar na busca de uma solução consensual. O momento da visita serviu para expandir o conhecimento de todas as partes envolvidas no processo acerca do contexto e das nuances do conflito, favorecendo a criação de um ambiente para a busca de soluções efetivas e que atendam às necessidades de todos os atores.

    A visita foi coordenada pela juíza federal Clarides Rahmeier, auxiliar do Sistcon e coordenadora do Fórum Regional Interinstitucional Ambiental do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), acompanhada do juiz federal substituto da 9ª Vara Federal de Porto Alegre, Bruno Brum Ribas. Para a magistrada, a ida ao local é importante pois permite que se conheça de maneira aprofundada as condições relativas ao processo. “É essencial conhecer a realidade concreta para que se tenha uma visão mais ampla das circunstâncias do conflito, a partir disso se pode chegar a uma resolução efetiva”, ela afirmou.

    Além dos magistrados e servidores do TRF4 e da Justiça Federal, também acompanharam a visita representantes da Habitasul e dos litisconsortes, bem como a comunidade indígena, junto de representantes do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública da União, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Procuradoria Regional Federal e da EMATER.

    Posteriormente, foram realizadas sessões privadas com as partes envolvidas no processo, conduzidas pela juíza Clarides com auxílio de servidores do Sistcon, além de mediadores e facilitadores de Justiça Restaurativa. Essas sessões proporcionam uma escuta adequada e um diálogo detalhado com todos os envolvidos no processo, contribuindo com a busca de alternativas de soluções adequadas para o conflito.

    O Sistcon vai ampliar a rede de colaboração para a busca de solução para o conflito e as partes envolvidas se comprometem a dar sequência ao diálogo. As novas tratativas devem ocorrer no mês de novembro.

     

     

    Fonte: Sistcon/TRF4.

    Ex-professor da UFSC que foi perseguido pela ditadura militar e viveu no exílio será indenizado

    A Justiça Federal condenou a União a pagar R$ 100 mil de indenização a um professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), hoje com 73 anos e aposentado, por danos sofridos durante a ditadura militar. Em 1975, ele teve que fugir do país e foi para a França, onde viveu no exílio até 1979, quando conseguiu retornar depois da Lei da Anistia. Em 2004, a condição de anistiado político foi reconhecida pelo Ministério da Justiça.

    De acordo com o processo, o anistiado era professor do curso de Engenharia Elétrica da UFSC, quando o regime de exceção realizou a “Operação Barriga Verde”, considerada uma das principais intervenções no estado. Agentes da repressão tentaram prendê-lo em 14/11/1975, dentro do campus universitário, mas ele conseguiu escapar do cerco com a ajuda de amigos. A operação durou dois anos e prendeu 42 pessoas.

    A sentença que determina o pagamento de indenização por danos morais é da 4ª Vara Federal de Florianópolis e foi proferida ontem (28/9) pelo juiz Eduardo Kahler Ribeiro. “Há claras provas de que o autor sofreu perseguição política durante o período de ditadura militar no país, com tentativa de prisão, rompimento de seu vínculo com a UFSC para fuga ao exterior e exílio”, afirmou o juiz.

    Durante o período de exílio, o professor foi julgado à revelia – sem a presença – pela Justiça Militar e condenado, em 10/02/1978, a três anos de prisão, por crime contra a segurança nacional. Em 02/06/1980, já de volta ao Brasil, ele foi reintegrado à UFSC. O anistiado também foi vereador por Florianópolis, de 1989 a 1992.

    Na decisão, o juiz observou ainda que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça considera “possível cumular a indenização do dano moral com a reparação econômica da Lei nº 10.559/2002” e que “são imprescritíveis as ações indenizatórias por danos morais e materiais decorrentes de atos de perseguição política com violação de direitos fundamentais ocorridos durante o regime militar”. A União pode recorrer.

     

     

    Fonte: Ascom JFSC.

    JFSC: Vara Ambiental determina remoção de quadra construída em área de restinga em Jurerê

    A Justiça Federal determinou a retirada de uma quadra esportiva que foi indevidamente instalada em área de restinga, na praia de Jurerê, e a recuperação integral do espaço. A sentença da 6ª Vara Federal de Florianópolis (Ambiental), proferida em 21/9, atende ao pedido do Ministério Público Federal (MPF) em uma ação civil pública contra a União e o Município, que foram consideradas responsáveis por omissão.

    O juiz Marcelo Krás Borges entendeu que o ente federal “poderia ter exercido seu poder de polícia, pois está sendo ocupada uma área de uso comum do povo sem autorização da SPU [Superintendência do Patrimônio da União]”. O poder público municipal também tem a obrigação de ordenar o espaço urbano e deveria “ter evitado a invasão de um bem de uso comum do povo”, afirmou o juiz.

    A alegação do Município de que a situação estaria consolidada não foi aceita pelo juiz, para quem “a prova pericial comprovou que a destruição da área de preservação ocorreu nos últimos vinte anos. Assim, deve ser aplicada a Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, que proíbe a utilização da teoria do fato consumado”.

    De acordo com a sentença, deveria ter sido realizado o licenciamento ambiental, para verificar o interesse público e definir a melhor localização para eventual instalação do equipamento. “Na prática, ocorreu que os particulares que moram no local é que destruíram a restinga e construíram a quadra de esportes; assim, o interesse privado dos moradores locais prevaleceu sobre o interesse público, o que é reprovável”.

    Krás Borges relembrou que “existe acordo transitado em julgado obrigando a Habitasul [empreendedora do loteamento] e o Município a recuperar toda a vegetação de restinga da orla, inclusive a área da quadra de esportes.

    A decisão estabelece, ainda, que deve ser apresentado um plano de recuperação de área degradada (PRAD), a ser aprovado pela assessoria pericial do MPF e pela Fundação do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram), esta última para “evitar controvérsia na fase da execução judicial”. Cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

     

     

    Fonte: Ascom JFSC.

    Gabcon elabora projeto-piloto para a regionalização das Centrais de Conciliação em São Paulo

    Primeiras audiências devem ocorrer durante a XVIII Semana Nacional da Conciliação, de 6 a 10 de novembro

     

    O Gabinete da Conciliação do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (Gabcon/TRF3), coordenado pelo desembargador federal Carlos Muta, iniciou, em setembro, projeto-piloto de regionalização das Centrais de Conciliação (Cecons) da Seção Judiciária de São Paulo.

    O objetivo é expandir a "Política Judiciária Nacional de Tratamento Adequado dos Conflitos de Interesses" no âmbito da Justiça Federal da 3ª Região. O projeto utiliza como base a estrutura das Cecons de São Paulo e de Campinas/SP para a regionalização de atividades, objetivando o aumento de acordos realizados nas subseções judiciárias que ainda não dispõem de centrais de conciliação.

    Atualmente, não há Cecons instaladas nas Subseções Judiciárias de Caraguatatuba, Andradina, Assis, Avaré, Barretos, Catanduva, Jales, Jaú, Lins, São João da Boa Vista e Tupã.

    Já em Mato Grosso do Sul, as unidades estão regionalizadas. A Central Regional de Conciliação (Cercon) de Campo Grande atende, além da capital sul-mato-grossense, as Subseções de Três Lagoas, Corumbá e Coxim. Por sua vez, a Cercon de Dourados (Cercon do Mercosul) também atende às Subseções de Ponta Porã e Naviraí.

     

    Projeto

    Conforme o planejamento dos trabalhos, a Cecon de Campinas será responsável pela execução do projeto-piloto em relação às Subseções Judiciárias de Caraguatatuba, Catanduva, Jales, Jaú e São João da Boa Vista. Já a Cecon de São Paulo responderá pelos trabalhos referentes às Subseções Judiciárias de Andradina, Assis, Avaré, Barretos, Lins e Tupã.

    Durante a realização do projeto, as varas das subseções mencionadas deverão enviar processos às Cecons de Campinas e São Paulo, após solicitação, conforme pautas de interesse dos entes públicos envolvidos na conciliação, como o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Caixa Econômica Federal (Caixa) e os Conselhos Profissionais.

    As primeiras audiências do projeto-piloto devem ocorrer durante a XVIII Semana Nacional da Conciliação, no período de 6 a 10 de novembro.

     

    Legislação

    O Gabcon e as Cecons são responsáveis pela execução do Programa de Conciliação e Mediação no âmbito da Justiça Federal da 3ª Região, em observância à Resolução PRES nº 42/2016 do TRF3, bem como à Resolução nº 125/2010 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Resolução nº 398/2016 do Conselho da Justiça Federal (CJF).

    As Cecons exercem, no âmbito da Justiça Federal, as funções de Centros Judiciários de Conflitos e Cidadania (Cejuscs), conforme nomenclatura utilizada pela Resolução nº 125/2010 do CNJ.

    O artigo 8º, parágrafos 3º e 4º, da Resolução nº 125/2010 do CNJ preveem que é obrigatória a implantação de Cejusc (Cecon) onde exista um juízo, juizado, vara ou subseção, salvo se a localidade já for atendida por centro regional ou itinerante.

    Por sua vez, o artigo 4º da Resolução PRES nº 42/2016 dispõe que a instalação, localização e efetiva implantação de Cecon, em sede de subseção judiciária, decorrem de ato do Conselho da Justiça Federal da 3ª Região, com base em estudo apresentado pela respectiva Diretoria do Foro e manifestação do desembargador coordenador do Gabcon, observadas as normas regulamentadoras expedidas pelo CNJ e pelo CJF.

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRF3.

    Pop Rua Jud Ribeirão Preto leva serviços de justiça e cidadania a cerca de 700 pessoas

    Evento contou com a parceria de organizações públicas e não governamentais   

     

    O Pop Rua Jud Ribeirão Preto atendeu, nos dias 28 e 29 de setembro, aproximadamente 700 pessoas em situação rua e de vulnerabilidade social. O mutirão, organizado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) e pela 2ª Subseção Judiciária do Estado de São Paulo ofereceu serviços nas áreas social, de justiça e cidadania.    

    A ação ocorreu na Praça da Unidade Básica Distrital de Saúde (UBDS) Central Dr. João Batista Quartin, Vila Tibério, na cidade de Ribeirão Preto/SP, e contou com o apoio da Prefeitura Municipal e parceria de órgãos públicos e organizações não governamentais.  

    A população teve a oportunidade de emitir documentos, receber orientações jurídicas e sobre benefícios previdenciários, consultar saldos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).    

    Além disso, houve cortes de cabelo, tratamento para os pés, alimentação, serviços de saúde, distribuição de kits de higiene e vestimentas. 

     

    Atendimentos 

    Na Justiça Federal foram propostas 16 ações judiciais e realizados cinco acordos. 

    O ônibus da Secretaria da Justiça e Cidadania do estado de São Paulo atendeu 142 pessoas com o total de 747 serviços. 

    O Poupatempo efetuou 226 atendimentos, sendo 90 relacionados a cédulas de identidade, 60 em outros assuntos, como antecedentes criminais e renovação de Carteira Nacional de Habilitação, além de 76 orientações para documentos. 

    O Exército fez 273 atendimentos relacionados à regularização do serviço militar: atualização de dados, alistamentos e certificados de reservista. A Receita federal atendeu em cerca de 40 serviços sobre regularidade fiscal. 

    A Justiça Eleitoral prestou 128 atendimentos. 

    O Rotary Club de Ribeirão Preto participou com a atuação de voluntários 

    "O diferencial do Pop Rua é a Justiça mobilizar entidades da sociedade civil com um grande número de serviços no mesmo local. É muito bom sentir essa proximidade e dar um pouco de dignidade às pessoas vulneráveis”, enfatizou o juiz federal em auxílio à Presidência e presidente do Juizado Especial Federal (JEF) de Ribeirão Preto Paulo Ricardo Arena Filho.  

    De acordo com a juíza federal em auxílio à presidência Marisa Claudia Gonçalves Cucio, o mutirão apresentou balanço positivo.  

    “Nos dois dias, prestamos serviços a cerca de 700 pessoas, um número bem considerável, já que cada uma passou por quatro ou cinco atendimentos. Fizemos a alegria de muitos cidadãos”, afirmou. 

     

    Benefício assistencial 

    No dia 29 de setembro, Rogério Aragão de Jesus obteve o Benefício de Prestação Continuada (BPC), previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). O acordo foi proposto pela Procuradoria Regional Federal da 3ª Região da Advocacia Geral da União (PRF3/AGU) e homologado pelo Juizado Especial Federal de Ribeirão Preto. 

    Rogério enfrenta um problema de saúde há mais de dez anos e após ficar com sequelas por conta de um acidente não conseguiu mais arrumar emprego.  Hoje vive em um abrigo. “Mês que vem, alugo um lugar para morar. O benefício veio para mudar a minha história”, ressaltou.  

    O procurador federal da PRF3/AGU Samuel Alves Andreolli explicou que a ação foi ajuizada em 28 de setembro, no mutirão. No local, Rogério passou por perícias médica e social, que confirmou os requisitos necessários para receber o BPC. “Este é mais um caso de sucesso do Pop Rua Jud”, destacou.    

    O defensor público da União André Luiz Rodrigues pontuou que o processo foi finalizado em menos de 24 horas. “O resultado é um ganho para o cidadão, para a Justiça e para a sociedade como um todo”, complementou.  

     

    W.R.S. veio do Paraná, vive em um abrigo e foi ao Pop Rua tentar a concessão do BPC. Ele tem o vírus HIV e luta pelo benefício desde 2018. Após acordo homologado no mutirão, garantiu o seu direito.  

    "Já vivi preconceito e sofri agressão por ser homossexual. Não conseguia emprego por consequência da doença. Essa é uma conquista e uma mudança de vida também”, desabafou. 

    Cidadania  

    Ilton Emiliano da Costa é natural de Cuiabá e foi para Ribeirão Preto fazer um tratamento de saúde. Ele contou que sofreu um acidente, fraturou o fêmur e precisa de cirurgia para colocar uma prótese. Atualmente, vive em um centro de acolhimento.  

    "No mutirão, consegui a emissão do título de eleitor, também me alimentei e peguei roupa. Essa iniciativa é muito importante e ajuda demais”, comentou.   

    De acordo com Francisco Antonio Teixeira, o projeto é ótimo para as pessoas carentes que necessitam de documento e orientação. Ele mora em uma casa de acolhida e foi ao Pop Rua para tirar a certidão de casamento. “Ainda descobri um valor na conta inativa do FGTS”, relatou.   

    Já Sueli de Freitas vive em um abrigo e foi ao Pop Rua para regularizar a documentação. "Agendei tudo o que precisava. O atendimento foi maravilhoso, estou muito agradecida. A situação está difícil e precisamos de ajuda”, ponderou.   

    Josilene Soares da Silva conseguiu o título de eleitor e a certidão de nascimento.  “Ainda descobri que tenho um dinheirinho no banco, fiquei feliz e grata".    

     

    Pop Rua Jud  

    O “Pop Rua Jud” atende à Resolução 425/2021 do Conselho Nacional de Justiça, que instituiu a Política Nacional Judicial de Atenção a Pessoas em Situação de Rua e suas interseccionalidades.   

    Em 2023, o TRF3 já promoveu mutirões nas cidades de São Paulo, Iaras, Fernandópolis, Osasco, Sorocaba, Santos, Campinas, Guarulhos e Ribeirão Preto no estado de São Paulo, e Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.  

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRF3.

    Primeira Turma autoriza liberação do FGTS a pai de criança com espectro autista

    Para magistrados, rol do artigo 20 da Lei 8.036/90 não é taxativo 

     

    A Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) manteve decisão que determinou à Caixa Econômica Federal (Caixa) liberar valores do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) a pai de uma criança diagnosticada com transtornos do espectro autista, de déficit de atenção e hiperatividade e de oposição e desafio.  

    Para os magistrados, as hipóteses do artigo 20 da Lei nº 8.036/1990, que autorizam o levantamento do saldo da conta vinculada ao fundo, não podem ser interpretadas de maneira restritiva, conforme entendimentos do TRF3 e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).  

    O trabalhador acionou a Justiça, após o banco estatal negar a liberação dos valores para custear tratamento de saúde de filho menor diagnosticado com os transtornos do espectro autista. 

    Ele sustentou que os cuidados com a criança exigiam grande demanda psicológica e financeira por parte da família, necessitando de acompanhamento médico, terapias multidisciplinares e ocupacional com integração sensorial. 

    Em primeiro grau, a 1ª Vara Federal de São João da Boa Vista/SP já havia determinado que a Caixa autorizasse o trabalhador a sacar o valor total de sua conta vinculada ao FGTS. 

    Ao analisar o reexame necessário, o desembargador federal relator Nelton dos Santos afirmou que apesar do diagnóstico da criança não estar incluso no rol de enfermidades graves, há precedentes do STJ e do TRF3 permitindo a liberação dos valores.  

    “A jurisprudência pacífica entende que, em se tratando de doença grave, e havendo necessidade dos valores depositados no FGTS, o trabalhador tem direito ao levantamento do saldo, ainda que não se trate de doença expressamente prevista na legislação”, ponderou o magistrado.   

    Assim, a Primeira Turma, por unanimidade, negou provimento à remessa necessária e manteve a liberação dos valores do FTGS ao autor.   

    Remessa Necessária Cível 5000448-09.2023.4.03.6127 

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRF3.

    Leia a edição de outubro da Revista Justiça & Cidadania!

    A edição nº 278 da Revista JC traz a trajetória, os votos marcantes e as expectativas para a gestão do ministro Luís Roberto Barroso como presidente do Supremo Tribunal Federal, que tomou posse nesse último dia 28 de setembro, em Brasília.

    O Ministro Barroso sucederá a Ministra Rosa Weber, diante da aposentadoria da magistrada, e também presidirá o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cujas diretrizes devem ser observadas pelos tribunais de todo o País. Barroso terá como vice-presidente o Ministro Luiz Edson Fachin, repetindo a dobradinha que funcionou bem quando ambos ocuparam, respectivamente, a presidência e a vice-presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Veja a íntegra da Revista JC em: https://www.editorajc.com.br/edicao/278/

    Obra em homenagem ao ministro Rogerio Schietti será lançada nesta quarta-feira (27/9) no STJ

    Nesta quarta-feira (27/9), às 18h30, será lançado o livro Homenagem ao Ministro Rogerio Schietti – 10 anos de STJ, organizado por Ademar Borges, Cristiano Verano e Benedito Siciliano.  O evento, promovido pelo Espaço Cultural STJ, ocorrerá na sede do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no mezanino do Edifício dos Plenários.

    A obra é composta por 60 artigos assinados por 74 coautores. Dentre os colaboradores, destacam-se a presidente do STJ, ministra Maria Thereza de Assis Moura, e os ministros da corte Sebastião Reis Junior, Assusete Magalhães, Moura Ribeiro e Ribeiro Dantas.

    A partir dos precedentes desenvolvidos pelo ministro Rogerio Schietti Cruz, os artigos abordam as mudanças estruturais pelas quais a jurisprudência do STJ passou na última década em temas relacionados à defesa dos direitos fundamentais de investigados, réus e presos.

    Ministro Rogerio Schietti Natural de Juiz de Fora (MG), Rogerio Schietti Cruz tomou posse no STJ em agosto de 2013, após atuar, por muitos anos, como procurador de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). É formado em direito pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília e possui mestrado e doutorado em direito processual pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, além de especialização na mesma área pela Universidade La Sapienza, de Roma.

    Associados da Ajufe lançam obra sobre ferramentas de gestão para o Judiciário

    A Ajufe comunica o lançamento da obra "14 Ferramentas de Gestão para o Judiciário", coescrita pelos associados da Ajufe Arthur Napoleão Teixeira Filho, Carlos Henrique Borlido Haddad (também coorganizador do livro) e José Luis Luvisetto Terra, e outros magistrados e magistradas, a ocorrer no próximo dia 26/9, às 17h30, no Hall do Auditório do Conselho da Justiça Federal.

    Publicada pelo Instituto Administração Judicial Aplicada (AJA), a obra nasceu na disciplina do Mestrado em Direito e Poder Judiciário da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAM). Juízes federais e estaduais, pensando no aprimoramento do funcionamento da Justiça, escreveram sobre experiências na utilização de ferramentas de gestão em unidades Judiciárias espalhadas pelo país. A aplicação é fácil e intuitiva, os resultados são robustos e elogiáveis.

    Mais informações: https://institutoaja.com/produto/14_ferramentas_gestao/

     

    Serviço

    Lançamento da obra "14 Ferramentas de Gestão para o Judiciário", coescrita pelos juízes federais Arthur Napoleão Teixeira Filho, Carlos Henrique Borlido Haddad (também coorganizador do livro) e José Luis Luvisetto Terra;

    Data: 26 de setembro de 2023

    Horário: 17h30

    Local: Hall do Auditório do Conselho da Justiça Federal (CJF), Brasília (DF)

     

    Mais de mil pessoas são atendidas no mutirão "Pop Rua Jud Guarulhos", coordenado pela Justiça Federal no município de Guarulhos (SP)

    Pop Rua Jud reuniu 30 instituições públicas e privadas em prol da população em situação de rua, além de indígenas e refugiados afegãos 

    Esperança, respeito, emoção e felicidade foram sentimentos expressados por moradores em situação de vulnerabilidade social atendidas, nos dias 13, 14 e 15 de setembro, por 30 órgãos públicos e organizações não governamentais no mutirão “Pop Rua Jud Guarulhos”. Na ação de cidadania, estiveram presentes mais de mil pessoas, entre população em situação de rua, indígenas e imigrantes. 

    O mutirão coordenado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) e pela 19ª Subseção Judiciária do Estado de São Paulo, com apoio da Prefeitura de Guarulhos, foi realizado no Centro Educacional Adamastor, no bairro Macedo. O público passou por serviços como assistência social, saúde, cidadania e acesso à justiça. 

     Serviço de triagem aos moradores em situação de rua (Foto: Acom/TRF3) 

    A coordenadora do projeto no TRF3, juíza federal em auxílio à Presidência Marisa Cucio, destacou que, com a experiência, o atendimento é aperfeiçoado a cada mutirão. Uma série de serviços foram oferecidos com o trabalho colaborativo de servidores, magistrados, funcionários dos órgãos públicos e instituições não governamentais e voluntários universitários. 

    “O diferencial deste Pop Rua foi o atendimento a três comunidades: estrangeiros, especialmente afegãos refugiados; população de rua, albergados, moradores de invasões e de habitações provisórias; e também os indígenas, que obtiveram benefícios como a aposentadoria rural”, ressaltou a magistrada. 

    O juiz federal Paulo Marcos Rodrigues de Almeida, presidente do Juizado Especial Federal de Guarulhos (JEF/Guarulhos) e coordenador do Pop Rua Jud no município, fez um balanço positivo da ação.  

    “As comunidades indígenas de Guarulhos estiveram presentes. O nome da cidade tem origem indígena (tupi). Também atendemos refugiados afegãos que estão em situação muito delicada e ficam em trânsito no aeroporto de Cumbica. Eles compareceram não simplesmente a fim de agilizar os serviços, mas também para um acolhimento cultural e religioso”, enfatizou.    

    Indígenas 

    A líder indígena Roseneide Tereza dos Reis teve papel importante ao levar ao Pop Rua Jud mais de 40 integrantes da etnia Pankararu, presente em Pernambuco, mas com comunidades em Guarulhos. “Saímos muito satisfeitos. O atendimento foi ótimo. Pessoal muito educado, muito humano”, agradeceu. 

    Estefane Marques de Oliveira, 23 anos, também da etnia Pankararu, obteve o salário-maternidade rural para o casal de gêmeos de 3 anos. Ela teve o direito também de receber atrasados junto ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), homologado pelo JEF/Guarulhos. O benefício deve ser implantado em cinco dias úteis. 

    “Estou com gravidez de 39 semanas e vim buscar o benefício para meus filhos. Estou muito satisfeita com o atendimento”, disse. 

    Estefane, da etnia Pankararu, obteve salário-maternidade rural (Foto: ACOM/TRF3) 

    A indígena Sílvia, da etnia Kaimbé, adquiriu o Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência para a filha Antonela, de 7 anos, diagnosticada com autismo grave. O pedido havia sido negado pelo INSS.  

    “É uma conquista de luta para a nossa população. Em um mesmo espaço, pudemos ter vários tipos de atendimento médico, tirar documentos. Foi muito bom”, agradeceu. 

    Refugiados  

    O Pop Rua Jud Guarulhos prestou atendimentos de cidadania a 75 refugiados afegãos. Famílias inteiras passaram pela tenda do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR/ONU) e da Organização Internacional para as Migrações das Nações Unidas (OIM).  

    Eles buscaram orientação para regularizar a situação no país, como emissão do Registro Nacional Migratório (RNM) e pedido de refúgio, expedidos pela Polícia Federal, e do Cadastro de Pessoa Física (CPF), expedido pela Receita Federal. 

    Joana Lopes, assistente de proteção do ACNUR, afirmou que a iniciativa proporcionou acolhimento digno aos imigrantes. “Auxiliamos na documentação e outros serviços do mutirão, como assistência social e parceria com a Defensoria Pública da União (DPU) e a Defensoria Pública Estadual (DPE)”, relatou. 

    Refugiados na tenda da ACNUR/OIM (Foto: ACOM/TRF3) 

    Atendimento humanizado 

    Carlos Francisco procurou o Pop Rua para regularizar o benefício assistencial do filho cadeirante. O pai não obtém emprego para sustentar a família, pois presta cuidados permanentes ao filho.  

    “Ele nasceu com problema no coração. Teve edema cerebral e precisa de cadeira de roda. Graças a Deus vamos voltar a receber o benefício em 15 dias”, falou emocionado.  

    A trans Leona Silva Bittencourt aproveitou o mutirão para retificar documentação para troca de nome, regularizar CPF, alistamento militar, pegar roupas e utilizar serviço de manicure. 

    “Meu nome de batismo ainda consta no documento e gera constrangimento. Perdi uma oportunidade de emprego por isso. Peguei o encaminhamento para ir ao cartório fazer a certidão com o nome feminino. Foi um atendimento muito bom”, elogiou. 
     

     Leona conseguiu encaminhamento para mudar nome (Foto: Acom/TRF3) 

     A ação de cidadania chegou a Guilherme (nome fictício), 49 anos. Ele é portador de HIV há 23 anos e conseguiu obter o benefício assistencial LOAS no JEF. 

    “Desde a pandemia, eu estava com dificuldade em obter o benefício. Graças a Deus consegui meu objetivo e só tenho a agradecer ao pessoal do mutirão. Sou filho de mãe solteira e ela já morreu. Não tenho muito estudo, mas agora vou recomeçar”, contou. 

    Nos três dias de mutirão, o JEF/Guarulhos homologou 25 acordos em ações de benefício assistencial, com atuação da Procuradoria do INSS e da DPU. Mais 11 processos foram ajuizados e aguardam documentos ou manifestação da autarquia previdenciária para seguir em tramitação. 

    Nesta edição, participaram dos trabalhos no mutirão os juízes federais Ana Emília, Ewerton Teixeira Bueno, Márcio Augusto Matos, Márcio Martins, Milenna Cunha, Tathiane Menezes da Rocha Pinto e Tiago Bologna Dias, além dos servidores da Justiça Federal.  

    Equipe da Justiça Federal no mutirão (Foto: Acom/TRF3) 

    Outros serviços 

    A Prefeitura de Guarulhos foi a responsável pela área de assistência social, saúde e alimentação. Também prestou serviços de atendimento a animais de estimação.  

    Foram realizadas oito castrações, 20 aplicações de vacinas antirrábica em cães e gatos, distribuídas sacolas com ração, instalados cinco microchips de identificação para os animais, cem orientações e 25 atendimentos diversos. 

    Castração e vacinação de animais (Foto: Acom/TRF3) 

     Pop Rua Jud 

    O “Pop Rua Jud” atende à Resolução CNJ nº 425/2021, que instituiu a Política Nacional Judicial de Atenção a Pessoas em Situação de Rua e suas interseccionalidades.  

    Em 2023, o TRF3 já atendeu mais de 32 mil pessoas em mutirões nas cidades de São Paulo, Iaras, Fernandópolis, Osasco, Sorocaba, Santos, Campinas, no estado de São Paulo, e Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. 

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRF3    

    Comissão criada para atualizar Código Civil abre canal para receber sugestões

    A comissão de juristas instituída pelo Senado para elaborar proposta de atualização do Código Civil (Lei 10.406, de 2002) está recebendo sugestões de aprimoramentos na legislação. Qualquer cidadão pode enviar colaboração por e-mail (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.).

    A comissão iniciou os trabalhos no dia 4 deste mês e volta a se reunir no Senado no dia 28, às 10h. O grupo é presidido pelo ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e tem como vice Marco
    Aurélio Bellizze, também ministro do STJ. Foram designados dois relatores-gerais: os professores de direito Flávio Tartuce e Rosa Maria de Andrade Nery.

    A comissão de juristas definiu em sua primeira reunião a criação de sete grupos temáticos: parte geral; obrigações e responsabilidade civil; contratos; empresa; direito de família; sucessões; direito digital. O plano de trabalho inclui reuniões ordinárias e audiências públicas. Cada grupo terá um sub-relator. Também estão previstas audiências especiais nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste.

    As reuniões com todos os integrantes ocorrerão uma vez por mês, com os grupos de trabalho atuando em paralelo. A comissão tem ao todo 38 integrantes (veja quadro abaixo), número que pode aumentar, segundo o
    presidente do colegiado. A comissão terá 180 dias para elaborar e entregar à Presidência do Senado um anteprojeto de lei com as atualizações propostas para o Código Civil. Depois disso, a própria Presidência encaminhará o texto, na forma de projeto de lei, para análise dos senadores, passando pelas comissões e pelo Plenário.

    O Código Civil foi sancionado em 10 de janeiro de 2002 e entrou em vigência um ano depois, em 11 de janeiro de 2003, substituindo o código anterior, de 1916.

    Composição da comissão de juristas

    • Presidente
      • Luis Felipe Salomão, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ)

     

    • Vice
      • Marco Aurélio Bellizze, ministro do STJ

     

    • Relatores-gerais
      • Flávio Tartuce
      • Rosa Maria de Andrade Nery

     

    • Demais integrantes
      • Marco Buzzi

      • Cesar Asfor Rocha

      • Maria Isabel Gallotti Rodrigues

      • João Otávio de Noronha

      • Angelica Carlini

      • Carlos Eduardo de Oliveira

      • Claudia Lima Marques

      • Daniel Carnio

      • Edvaldo Brito

      • Flavio Galdino

      • Giselda Hironaka

      • Gustavo Tepedino

      • José Fernando Simão

      • Judith Martins-Costa

      • Laura Porto

      • Marcelo Milagres

      • Marco Aurélio Bezerra de Melo

      • Marcus Vinicius Furtado Coêlho

      • Mario Luiz Delgado Régis

      • Maria Berenice Dias

      • Moacyr Lobato de Campos Filho

      • Nelson Rosenvald

      • Pablo Stolze Gagliano

      • Patrícia Carrijo

      • Paula Forgioni

      • Rodrigo Mudrovitsch

      • Ricardo Campos

      • Rolf Madaleno

      • Rogério Marrone Sampaio

      • Laura Schertel Mendes

      • Carlos Eduardo Pianovsk

      • Cristina Paiva Santiago

      • Estela Aranha

      • Carlos Antônio Vieira Fernandes Filho

     

    Fonte: Agência Senado

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