Mais de 900 processos são ajuizados no TRF1 durante mutirão do Justiça Itinerante na Amazônia

    Entre 17 e 21 de junho, as Seções Judiciárias do Amazonas (SJAM) e de Rondônia (SJRO) participaram do Programa Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal, realizado nas cidades de Humaitá e Lábrea, no sul do Amazonas. As Unidades atuaram nos eixos ambiental e previdenciário, garantindo acesso à Justiça a mais de mil cidadãos.

    Durante os cinco dias de evento, a população contou com o apoio de servidoras e servidores públicos para concluir processos judiciais. Os resultados foram positivos: ao todo, foram realizadas pela Justiça Federal cerca de 667 audiências em Humaitá, que resultaram em mais de R$ 3 milhões em valores retroativos a serem recebidos, além da previsão de R$ 5 milhões em incremento de renda anual no município por conta dos benefícios concedidos judicialmente.

    Já em Lábrea, foram realizadas mais de 330 audiências e os valores retroativos ultrapassaram R$ 1 milhão, com R$ 3 milhões para inserção anual na economia do município.

    A juíza federal Lívia Cristina Marques Peres, da 3ª Vara da Seção Judiciária do Amapá (SJAP), auxiliar da Presidência do CNJ e coordenadora do Programa, afirmou que os magistrados e magistradas da SJAM e de SJRO realizaram cerca de 200 audiências por dia. Segundo ela, as ações envolveram principalmente aposentadoria por idade, salário-maternidade e benefícios assistenciais às pessoas idosas e com deficiência. A juíza ressaltou o “primoroso e dedicado trabalho dos integrantes da Justiça Federal”.

    Ao todo, de acordo com informações divulgadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foram realizados mais de dez mil atendimentos. As equipes ficaram à disposição da população nas salas de duas escolas estaduais durante pelo menos dez horas por dia. Além das demandas previdenciárias e assistenciais, também atuaram nas ações envolvendo questões ambientais, trabalhistas, de regularização fundiária e indígenas, da infância e da adolescência, e realizaram a emissão de documentos civis.

     

    Parceiros

    A ação foi realizada por meio de parceria entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Conselho da Justiça Federal (CJF), o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), juntamente com órgãos do Sistema de Justiça e do Poder Executivo (federal, estadual e municipal).

    Pela Justiça Federal participaram as seguintes juízas e juízes federais: Rossana dos Santos Tavares, Mara Elisa Andrade, Alan Fernandes Minori, Jaqueline Conesuque Gurgel do Amaral, Dimis da Costa Braga, Flávio Fraga e Silva, Hugo Leonardo Abas Frazão e Warney Paulo Néry Araújo.

     

     


    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com informações do CNJ.

    Curso sobre a prevenção a erros judiciais empregando técnicas da safety science

    A Escola de Magistratura Federal da 5ª Região (Esmafe 5ª) em conjunto com o seu Núcleo da Justiça Federal do Ceará (JFCE) realizam no mês de agosto o curso híbrido “Prevenção do erro judiciário: uma abordagem da safety science”.

    O curso é um produto do Laboratório de Pesquisa do Erro Judiciário da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados - LAPEJ-ENFAM.

    Ao todo, serão 21 horas-aula, credenciadas pela Enfam, para debater e aprender com erros do passado e como prevenir erros judiciais futuros, utilizando as técnicas de investigações de acidentes aeronáuticos, princípios da safety Science, erros humanos, entre outros.

    Entre os formadores do curso estão representando a Justiça Federal: o desembargador federal e Presidente do TRF5 Fernando Braga, o juiz federal Eduardo Vilar, do núcleo da Esmafe no Ceará l, e o coordenador da Comissão de Direito Aeronáutico da Ajufe, juiz federal Marcelo Honorato.

     


    Serviço
    ”Curso Prevenção do erro judiciário: uma abordagem da safety science”
    Data: 13 a 23 de agosto de 2024
    Local: AVA da Esmafe-CE e sala de Treinamento da JFCE
    Inscrições: Até o dia 5 de agosto (ou preenchimento das vagas), pelo link: INSCRIÇÕES
    Programação completa: PROGRAMAÇÃO

    Justiça Federal ordena medidas para livre acesso a praias de Cabo Frio

    O juiz federal Thiago Gonçalves de Lamare, da 1ª Vara Federal de São Pedro da Aldeia (RJ), determinou que o município de Cabo Frio (RJ) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) removam, no prazo de dez dias, portões, cancelas, guaritas ou qualquer outro obstáculo que impeça o acesso à Praia das Conchas, à Praia da Boca da Barra/Ilha do Japonês e à Praia Brava. A decisão é da última sexta-feira (21/6).

    Em ação civil pública, o Ministério Público Federal apontou que duas empresas que gerenciam estacionamentos na região têm obstruído, parte em área pública, as passagens que levam até as praias. O MPF destacou que as companhias instalaram cancelas em três ruas, cada uma distante mais de um quilômetro das praias, impedindo o acesso de veículos que não paguem a taxa cobrada para o estacionamento, atualmente de R$ 30. 

    Em sua decisão, o juiz Thiago Lamare afirmou que o direito de ir vir é garantia fundamental assegurada no artigo 5º, XV, da Constituição. E a Carta Magna proíbe, no artigo 150, V, a imposição de limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo poder público — o que não é o caso em Cabo Frio. Ele ressaltou que não há via alternativa de acesso às três praias, senão pelo mar ou a pé, caminhando alguns quilômetros.

    Lamare também determinou que sejam retiradas placas que estejam voltadas para as vias públicas com informações como preço de estacionamento ou que indiquem que a área é propriedade particular.

    Para o MPF, essas placas podem confundir os visitantes sobre o direito de acessar as praias de forma livre e gratuita e fazer com que eles acreditem que a entrada só é liberada mediante pagamento prévio. Devem ser instaladas placas adequadas de sinalização de trânsito e informativas nas vias de acesso às praias.

     

    Responsabilidade do munícipio

    Com a intenção de garantir o livre trânsito dos banhistas, o juiz ordenou que Cabo Frio e o Inea assumam, de forma direta, a gestão e o controle presencial dos acessos às praias. A decisão judicial prevê ainda que o município e o instituto elaborem e implementem, em 60 dias, adequado plano de ordenamento territorial, plano de uso público (incluindo ordenamento turístico) e plano de cogestão relativo às áreas mencionadas na ação do MPF.

    Quanto ao acesso terrestre à Praia da Boca da Barra/Ilha do Japonês e à Praia Brava, considerando que o acesso atualmente existente, por meio da Rua dos Espadarte, possui estrutura limitada de circulação viária, a Justiça Federal determinou que o município de Cabo Frio e o Inea informem, no prazo de 30 dias, sobre a existência de interesse do serviço público local na utilização do imóvel federal, nas proximidades dos referidos atrativos naturais, para fins de delimitação de novas vias públicas de acesso, instalação de áreas de estacionamento público, áreas de embarque e desembarque de veículos, guarita de controle dos acessos para proteção das unidades de conservação envolvidas, além da cobrança de estacionamentos com valores direcionados a um Fundo Público, visando à manutenção e à operação do Parque Estadual da Costa do Sol e da Área de Proteção Ambiental do Pau Brasil.

    A Justiça Federal determinou também a interdição dos estacionamentos particulares em áreas irregulares. As empresas devem desocupar os imóveis em cinco dias.

     

    Irregularidades no acesso às praias

    A ação do MPF foi apresentada depois que órgão, por meio de inquérito, apurou irregularidades na operação dos serviços de estacionamentos pelas empresas São José Desenvolvimento Imobiliário 35 e Cabo Frio Estacionamentos. A petição inicial relatou a privatização e obstrução dos acessos às praias pelas empresas, danos ambientais em terrenos de marinha e uso contrário às posturas e zoneamento municipais.

     

    Ao longo da apuração, o MPF constatou que, em vez de o município de Cabo Frio e o Inea promoverem o ordenamento territorial dos acessos às praias, foram as próprias empresas particulares que passaram a decidir sobre o ordenamento do local.

    Assim, entre outras irregularidades, as empresas instalaram cancelas e guaritas nas vias públicas de acesso às praias, decidiram sobre a forma de circulação dos veículos, controlando o acesso às praias e as respectivas saídas, além da abertura de corredores de deslocamento. Na Praia das Conchas, houve a ampliação indevida dos limites do estacionamento, com invasão de área pública federal, sem prévia autorização da União.

    Em relação às empresas, entre outros pedidos, o MPF pede que a Justiça determine que a São José Desenvolvimento Imobiliário 35 e a Cabo Frio Estacionamentos façam a recomposição do meio ambiente degradado em razão da exploração ou uso irregular de estacionamentos. A recomposição deve ser feita mediante a elaboração e execução, no prazo de 120 dias, de um plano de recuperação de área degradada.

    Além disso, o MPF também quer a condenação das empresas por danos morais coletivos, no valor de R$ 1 milhão. Os pedidos ainda serão analisados pela Justiça Federal, em momento posterior do processo. Com informações da assessoria de imprensa do MPF.

     

    Clique aqui para ler a decisão - Processo 5002755-76.2024.4.02.5108

     

     


    Fonte: Publicado originalmente pelo Conjur, escrito por Sérgio Rodas (correspondente da revista Consultor Jurídico no Rio de Janeiro).

    TRF1 assina acordo para proteger unidades de conservação no Amazonas e participa de itinerante no estado

    O presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), desembargador federal João Batista Moreira, e o corregedor regional da Justiça Federal da 1ª Região, desembargador federal Ney Bello, estiveram no dia 18 de junho em Humaitá, no Amazonas, na solenidade de abertura da 1ª edição de 2024 do Programa Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal.

    O itinerante foi realizado no sul do estado, nas cidades de Humaitá e Lábrea. Na ocasião, a juíza federal Mara Elisa Andrade, titular da 7ª Vara Federal Ambiental e Agrária da Seção Judiciária do Amazonas (SJAM), homologou Acordo Judicial que prevê medidas para reforçar a proteção em diversas unidades de conservação no estado do Amazonas.

     

    Acordo Judicial

    O Acordo abrange 28 unidades de conservação, sendo 11 delas localizadas no entorno da BR-319, rodovia que passa por obras de recuperação e pavimentação e conecta as capitais dos estados do Amazonas e de Rondônia ao restante do Brasil.

    A pactuação atinge duas ações civis públicas que haviam sido movidas pelo MPF com o objetivo de obrigar o ICMBio a adotar medidas que efetivamente assegurassem a proteção dessas áreas.

    Com a conciliação, a entidade federal assumiu o compromisso de realizar um diagnóstico da real situação das unidades de conservação e elaborar planos de regularização fundiária e de manejo, além de implantar conselhos gestores e lotar servidores na gestão das áreas preservadas.

     

    Programa Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal

    O Programa Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com diversos tribunais e órgãos públicos, ocorreu entre 17 a 21 de junho. Representantes de mais de 50 instituições públicas prestaram atendimento à população local de Lábrea e Humaitá, municípios sob a jurisdição da Justiça Federal da 1ª Região, que participou ativamente do Programa, com oferecimento de serviços para garantir o acesso à Justiça e à cidadania.

    O CNJ estimou a realização de 10 mil atendimentos – entre eles, a emissão de documentos diversos; o exercício de direitos previdenciários e trabalhistas; a solução de questões fundiárias e ambientais, oficinas e rodas de conversa sobre cidadania. O Exército Brasileiro ofereceu consultas com médicos e dentistas.

     

    Atuação da 1ª Região

    As Seções Judiciárias do Amazonas (SJAM) e a Seção Judiciária de Rondônia (SJRO), vinculadas ao TRF1, participaram do itinerante nos eixos ambiental e previdenciário.

    De acordo com a juíza federal Lívia Cristina Marques Peres, da 3ª Vara da Seção Judiciária do Amapá (SJAP), auxiliar da Presidência do CNJ e coordenadora do Programa, há dados que demonstram que a Amazônia é a região de menor distribuição dos órgãos judiciários, o que consequentemente afeta o exercício dos direitos fundamentais dos amazônidas, "Nessa perspectiva, o Programa Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal parte de uma base de colaboração institucional e integração de direitos. A proposta é garantir o acesso à Justiça, promovendo cidadania em locais que apresentam barreiras físicas de acesso e pouca presença estatal, mas elevado índice de violação de direitos”, pontuou.

    Com relação aos serviços prestados pela Justiça Federal, a juíza afirmou: "O desafio no planejamento das atividades se repetiu na sua execução, como ocorreu nas demandas previdenciárias, onde os(as) valorosos(as) servidores(as) e magistrados(as) das SJAM e de SJRO realizaram cerca de 300 audiências por dia, vencendo todas as adversidades advindas de um trabalho que precisa ser realizado fora das estruturas dos fóruns federais", declarou.

     

    Parceiros

    Entre as instituições parceiras do itinerante constam ainda o Conselho da Justiça Federal (CJF), o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), juntamente com órgãos do Sistema de Justiça e do Poder Executivo (federal, estadual e municipal).

    Pela Justiça Federal da 1ª Região participaram as seguintes juízas e os juízes federais da Seção Judiciária do Amazonas (SJAM): Rossana dos Santos Tavares, Mara Elisa Andrade e Alan Fernandes Minori; da Seção Judiciária de Rondônia (SJRO): Jaqueline Conesuque Gurgel do Amaral e Dimis da Costa Braga; da Seção Judiciária de Mato Grosso (SJMT): Flávio Fraga e Silva; da Seção Judiciária do Maranhão (SJMA): Hugo Leonardo Abas Frazão e da Seção Judiciária de Goiás (SJGO): Warney Paulo Néry Araújo.

     

     


    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com informações do CNJ, AGU e STF.

     

    Integração de sistemas tornará mais rápida a implantação de benefícios previdenciários e assistenciais na 1ª Região

    A integração entre o Sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe) e a nova versão da Plataforma de Intimações para o Cumprimento de Decisões Judiciais pelo INSS (Prevjud 2.0) vai agilizar a implantação de benefícios previdenciários e assistenciais na 1ª Região. O projeto-piloto em andamento no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) envolve também as Seções Judiciárias do Distrito Federal, de Goiás e do Maranhão.
     

    Segundo explicou o supervisor de apoio à parametrização do PJe no TRF1, Anderson de Sousa Peres, o módulo do Prevjud relativo ao acesso imediato às informações previdenciárias já está implantado no PJe do TRF1. “Trata-se das informações previdenciárias relacionadas ao Dossiê Médico e ao Dossiê Previdenciário. Atualmente, pouco tempo após o protocolo de uma ação previdenciária, os dossiês médico e/ou previdenciário recuperados da base de dados do INSS são juntados aos autos automaticamente, sem a necessidade de ação pelo advogado ou pelos servidores”.

    Já o módulo de envio de ordem judicial (novidade trazida pela nova versão) está em fase-piloto no TRF1. Essa etapa consiste no envio automatizado da ordem judicial à Ceab/INSS, de forma estruturada, o que permite a implementação do benefício, pelo INSS, automaticamente. Os testes são realizados nas três Varas de Juizado que integram o projeto.
     
    Com as mudanças, o benefício poderá ser implantado em poucos minutos no caso daqueles que já contam com automatização de concessão pelo INSS, como os benefícios assistenciais à pessoa com deficiência e idosa.
     
    “Foi construído fluxo de controle das intimações ocorridas por meio da integração com o PrevJud o mais automatizado possível (inclusive, a ordem e o retorno com a informação do cumprimento prescindem de qualquer ação do usuário do órgão julgador). Além disso, com o apoio do CNJ, TRF3, INSS e das varas-pilotos, a Divisão de Apoio do Processo Judicial Eletrônico (Dipje) está em esforço concentrado para identificar eventuais problemas e implementar melhorias antes da liberação para todas as unidades da JF1”, contou o servidor Anderson Peres.
     
    Futuramente, está prevista a disponibilização do Processo Administrativo Previdenciário (PAP), o que poderá trazer ainda mais agilidade na análise dos casos e prestação jurisdicional mais rápida e efetiva.
     
     
    Benefícios previdenciários e assistenciais: redução do longo tempo de espera
     
    Luciana Marinho de Melo é hoje diretora de secretaria da 15ª Vara da SJGO. Ela conta que “como piloto, nós estamos levantando todas as necessidades de adaptação do sistema, sugerindo a inclusão de dados relevantes, bem como a remoção dos desnecessários, além de indicar ajustes de fluxo com a interlocução direta com equipe de TI e procuradores federais envolvidos no projeto”, afirmou a servidora.
     
    Para Luciana, é grande o otimismo em razão dos avanços oportunizados por essa integração e, especialmente, pela possibilidade de oferecer o cumprimento de sentença célere para os jurisdicionados.
     
     
    Relevância do projeto
     
    Para o juiz federal Rafael Lima da Costa, titular da 7ª Vara Federal do Maranhão, unidade que também participa dos testes-piloto, é justamente a lentidão da implementação de benefícios o que precisa ser resolvido – e o projeto é uma grande oportunidade. Segundo o magistrado, o atraso na implantação pelo INSS gera descontentamento das partes e dos advogados, repercutindo nas unidades judiciais com atendimentos frequentes, necessidade de novas decisões para cumprimento e aplicação de multas, criando uma sensação de inefetividade das decisões judiciais, prejudicial a todo o sistema de justiça.
    De acordo com o juiz, a implementação de mecanismos eficientes e inovadores pode mitigar os atrasos, garantir que as decisões sejam cumpridas em tempo hábil e melhorar a percepção da eficácia judicial por parte dos cidadãos. Portanto, considera fundamental promover a cooperação interinstitucional e o desenvolvimento de soluções que reforcem a confiança no sistema de justiça.
     
    Já Valdemar Gomes, diretor de Secretaria da 7ª Vara Federal da SJMA, enfatizou que apesar dos custos operacionais em razão do aumento de campos a serem preenchidos manualmente, a integração é um avanço significativo para evitar atrasos e descumprimentos de decisões judiciais, o que traz benefícios diretos para jurisdicionados e seus advogados.
     
    Por fim, o juiz federal Náiber Pontes de Almeida, gestor dos Sistemas na 1ª Região, destacou a importância do desenvolvimento de soluções colaborativas com a participação do CNJ e outros Tribunais, sendo o Prevjud um exemplo de sucesso dessa nova realidade colaborativa.
     
    A expectativa é que até agosto seja disponibilizada a nova versão do Prevjud a todas as unidades Cíveis e de Juizados Especiais Federais da 1ª Região após a conclusão da fase de testes.
     
     
     
     

    Justiça Federal de Ponta Grossa realiza audiências de conciliação para fechar acordos habitacionais

    O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSCON), da Justiça Federal de Ponta Grossa, realiza na quarta-feira (19 de junho), às 13 horas, audiências de conciliação na busca da regularização de parte dos imóveis conjunto habitacional Santa Bárbara, localizado no bairro Cará-Cará. As audiências acontecem na sede da Justiça Federal (Rua Theodoro Rosas, 1125).

    O objetivo é negociar com as partes uma solução consensual para o conflito que envolve o registro dos imóveis em nome da Cooperativa Habitacional Norte Pioneiro, com hipoteca para a EMGEA (Empresa Gestora de Ativos), vinculada ao Ministério da Fazenda.

    O processo corre há mais de 30 anos e a expectativa é fechar mais de 100 acordos para solucionar em definitivo o problema que aflige inúmeras famílias de 240 imóveis. Os acordos são feitos entre os mutuários e a Emgea. Para as tratativas, a Justiça Federal autorizou a utilização do saldo do FGTS para a quitação da dívida e celebração do acordo.

     

     

    Fonte: Ascom TRF4

    Justiça Federal faz parcerias para facilitar acesso a afetados pela enchente

    O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e a Justiça Federal do Rio Grande do Sul (JFRS) integrarão o evento Central Cidadania/PopRuaJud, que ocorre na próxima semana (17 a 23/6), no estacionamento do Shopping Total, em Porto Alegre.

    O objetivo é ajudar os cidadãos em questões que envolvam o Judiciário federal, tais como ações previdenciárias, benefícios sociais, casa própria, FGTS, entre outras demandas.

    Para isso, foram convidados para participar juntamente com a equipe da Justiça Federal órgãos como o INSS, a Caixa Econômica Federal, a Defensoria Pública da União e a Procuradoria Regional Federal da 4ª Região.

    O INSS estará presente, acompanhado também do Departamento de Perícia Médica Federal, oferecendo informações sobre serviços e benefícios previdenciários, orientações para acesso via Meu INSS ou com utilização de senha .gov, além do protocolo de serviços e benefícios para pessoas sem acesso ao aplicativo.  

    Durante a semana, cidadãos e cidadãs poderão ajuizar processos, inteirar-se de suas ações e optar por uma conciliação. Também estará no local o serviço de Ouvidoria que, entre outras atividades, poderá registrar pedidos de preferência no julgamento de processos, e o serviço de fornecimento de certidões negativas da Justiça Federal.

    Ainda fará parte do evento a Central de Perícias Médicas da SJRS, com dois médicos peritos, que examinarão mais de 200 pessoas que possuem processos em tramitação buscando a concessão de benefício previdenciário por incapacidade e tiveram sua perícia desmarcada em função da calamidade climática que afetou o RS.

     

    Outros serviços da Central Cidadania/PopRuaJud

    O Central Cidadania/PopRuaJud está sendo encabeçado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS), que convidou diversos órgãos públicos. Entre os serviços oferecidos estarão o fornecimento de documentos, apoio jurídico em questões como violência doméstica, apoio a refugiados, desocupação de imóveis e demandas trabalhistas, CadÚnico, benefícios previdenciários, benefícios sociais, entre outros.
    O Central Cidadania conta com a participação do Comitê Regional PopRuaJud/RS, projeto do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que tem por finalidade abrir as portas da Justiça aos mais vulneráveis, oferecendo um atendimento diferenciado e empático.

     

     

    Fonte: Ascom TRF4

    Juizado Especial Federal Itinerante atenderá comunidades ribeirinhas do Baixo Taquari em Mato Grosso do Sul

    Mutirão ocorre entre os dias 17 e 21 de junho, das 9h às 15h 

     

    O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) e a Justiça Federal em Mato Grosso do Sul (JFMS) realizam, de 17 a 21 de junho, das 9h às 15h, o projeto Juizado Especial Federal (JEF) Itinerante. A iniciativa irá prestar serviços de cidadania às populações ribeirinhas do Baixo Taquari. 

    Serão atendidas as comunidades de Rio Negro, Cedrinho, Corixão, Cedro, Limão Verde, Colônia do Bracinho e Colônia São Domingos.  

    Magistrados, servidores e estudantes irão trabalhar na coleta e inserção de dados cadastrais, consulta/requerimentos junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), atermações, perícias e audiências. Entre os serviços oferecidos estão aposentadorias urbana e rural, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, salário-maternidade, benefício assistencial, seguro defeso e pensão por morte.  

    Além da possibilidade de ajuizar ações sem exigência de advogado, moradores locais terão acesso a orientações jurídicas relacionadas à Previdência Social. Haverá também prestação de serviços e orientações sobre Direito de Família, como pensão alimentícia, pela Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul. 

    Para ser atendido, é importante apresentar documento de identificação (carteira de identidade, certidão de nascimento, casamento, óbito, carteira de trabalho, carteira de pescador), comprovante de residência (contratos, notas fiscais, contas de água, luz), documentos ou provas do direito alegado (atestados, laudos, exames) e testemunhas. 

    A iniciativa conta com o apoio e participação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Ministério Público Federal, Procuradoria Federal/Advocacia-Geral da União/MS, Defensoria Pública da União, Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul, Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de MS e Prefeitura Municipal de Corumbá (Povo das Águas). 

     

    O projeto 

    O JEF Itinerante visa promover o acesso à Justiça Federal a populações carentes, privadas do atendimento formal, residentes longe dos centros urbanos e em locais de difícil acesso territorial, como: ribeirinha, assentamentos e aldeias indígenas. A finalidade é ampliar a interiorização da Justiça Federal da 3ª Região no estado de Mato Grosso do Sul. 

     

    Serviço 

    Juizado Especial Federal Itinerante Baixo Taquari - 17 a 21 de junho 

    Comunidades: Rio Negro, Cedrinho e Corixão 

    Data: 17 e 18 de junho 

    Horário: das 9h às 15h 

    Local: Casa do Senhor Alexandre (Pelé) 

    Comunidades: Cedro e Limãozinho 

    Data: 19 de junho 

    Horário: das 9h às 15h 

    Local: Escola Nazaré 

    Colônia do Bracinho 

    Data: 20 de junho 

    Horário: das 9h às 15h 

    Local: Escola Sebastião Rolon 

    Colônia São Domingos e Casa Dona Regina (Noca) 

    Data: 21 de junho 

    Horário: das 9h às 15h 

    Local: Casa Dona Regina 

    As datas, horários e locais de atendimento podem sofrer mudanças, bem como adequações na logística de atendimento das instituições parceiras.   

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRF3  

    Participe da consulta pública para definição das metas da Justiça Federal para 2025

    O Conselho da Justiça Federal (CJF) e os Tribunais Regionais Federais (TRFs) lançaram, em 15 de junho, a consulta pública com o objetivo de definir as metas da Justiça Federal para 2025. O questionário eletrônico acessado neste link (https://www2.cjf.jus.br/questionario/index.php/145321?lang=pt-BR) é aberto a todos os cidadãos e estará disponível nos sites do CJF, dos TRFs e das Seções Judiciárias até 15 de julho. 

    O formulário, composto por 10 questões objetivas, leva menos de três minutos para ser respondido. O Observatório da Estratégia da Justiça Federal disponibilizará as informações obtidas no levantamento, as quais serão submetidas à apreciação da rede de governança na definição das propostas de metas da Justiça Federal para 2025.

     

    Metas 

    O Poder Judiciário estabelece, anualmente, metas nacionais e específicas para cada segmento da Justiça, com vistas a aprimorar a prestação jurisdicional e aperfeiçoar a administração judiciária.  

    Há duas metas de caráter permanente já definidas para todos os tribunais brasileiros: Meta 1 – Julgar mais processos que os distribuídos; e Meta 2 – Julgar os processos mais antigos.

    Responda à consulta (https://www2.cjf.jus.br/questionario/index.php/145321?lang=pt-BR) e contribua para aprimorar a Justiça Federal!

     

    Fonte: CJF

    Gabinete da Conciliação inicia mediação no Assentamento Zumbi dos Palmares em Iaras (SP)

    Iniciativa busca entender demandas da comunidade, que possui mais de 400 assentados

    O Gabinete da Conciliação do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (Gabcon/TRF3), coordenado pelo desembargador federal Hélio Nogueira, realizou, em maio, sessões de mediação no Assentamento Zumbi dos Palmares e na Municipalidade em Iaras/SP. A iniciativa decorre de uma Reclamação Pré-Processual (RPP) sobre parceria para alocação de terras.

    A mediação é conduzida pela mediadora e advogada Célia Regina Zapparolli, que atua por meio de acordo de cooperação entre o TRF3 e a Associação dos Advogados de São Paulo (AASP), e tem o auxílio da equipe de voluntárias Sandra Birman, Juliana Benedetti e Madalena Buzzo.

    “A ação busca entender as demandas da comunidade, levantar alternativas realísticas para os envolvidos e proporcionar a escuta ativa”, declarou a mediadora.

    Nessa etapa, os objetivos da mediação são: explicar o seu funcionamento; organizar a representação comunitária de forma legítima; conhecer as demandas dos assentados; encaminhar os interessados para orientação jurídica; levantar possíveis alternativas pela comunidade e Municipalidade. Haverá também encontros com os demais participantes.

    Essa mediação tem a participação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a comunidade do assentamento Zumbi dos Palmares, Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União, Advocacia Geral da União, Municipalidade e Câmara Municipal de Iaras.

     

    Reclamação Pré-Processual

    A RPP é um procedimento anterior a um eventual processo judicial e busca a autocomposição do conflito.

    Os requerentes da RPP são membros da comunidade de Iaras, que reúne 400 pessoas.

    Inicialmente a demanda era formalizar parceria com a iniciativa privada para viabilizar a produção nas áreas do assentamento pelo Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA), com o objetivo de estimular o desenvolvimento sustentável e a melhora das condições de vida dos assentados.

    Dentre as demandas apresentadas pela comunidade há a titulação da terra, a retirada de restos de raízes e tocos de árvores, tratamento do solo, suporte técnico, moradia digna e crédito.

    “Um dos relevantes aprendizados da mediação:  não  se medeia sobre posições. É necessário compreender os problemas, anseios e as necessidades de todos envolvidos, lado a lado. Isso possibilita o sentimento e a inclusão, a participação efetiva e uma gama expressiva de alternativas viáveis”, diz Célia Regina Zapparolli

    A mediadora acrescentou que essa é uma mediação técnico- comunitária, de natureza estrutural, voltada a problemas de base, à garantia de direitos fundamentais, à inclusão social e ao crescimento econômico, com a possibilidade do aumento da produção agrícola, geração de empregos e melhora no rendimento das comunidades rurais.

     

    Histórico

    A RPP foi distribuída na Central de Conciliação de Avaré no final do ano passado. Em dezembro de 2023 e em abril de 2024, foram realizadas audiências de conciliação.

    Em seguida, foi encaminhada à mediação, sendo designada reunião presencial no assentamento, em Iaras, em maio.

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRF3

    Sustentabilidade: ampliação da usina solar da JFES fica pronta em julho

    A usina multiplicará por três a capacidade de produção de energia na Seccional

     

    A ampliação da usina solar do prédio sede da Justiça Federal do Espírito Santo (JFES), em Vitória, está ficando pronta.

    A execução da estrutura sofreu atraso, mas os painéis que estão no prédio desde dezembro vão começar a ser instalados.

    As placas serão colocadas no prédio anexo, em cima das telhas, onde funcionam as áreas de apoio das empresas prestadoras de serviço, como limpeza, vigilância, manutenção predial, jardinagem e tecnologia da informação, além dos depósitos de materiais e equipamentos.

    A tecnologia dessa parte da usina é bem superior à da usina já em funcionamento. As telhas que receberão a estrutura com as placas, por exemplo, foram pintadas de branco, para refletir a luz do sol, aumentando a absorção da energia por ela gerada, já que os painéis são transparentes, e podendo produzi-la a partir da luz incidente nas duas faces, o que é conhecido por bifacialidade.

    Segundo o diretor da DIF, Carlos Chaves Damásio, a previsão é de que a nova usina fique pronta em julho.

     

    Sustentabilidade

    O funcionamento dessa parte da usina terá capacidade para 150 kWp, o que poderá gerar uma economia, somando-se com a usina já existente, de cerca de 20% no gasto com energia no prédio sede da JFES.

    A usina, que multiplicará por três a capacidade de produção de energia da sede da Seccional, faz parte de um conjunto de ações planejado pela Divisão de Infraestrutura (DIF) para aumentar a eficiência energética e a sustentabilidade do prédio.

    “Também estão em andamento outras importantes ações, visando à modernização do sistema de ar condicionado do prédio e adequações na subestação”, anuncia o engenheiro.

     

    Vitória, São Mateus e Cachoeiro de Itapemirim

    A JFES inaugurou sua primeira usina fotovoltaica em 2018. Logo em seguida, em terreno contíguo à sede da Subseção Judiciária de São Mateus, foi instalada a segunda usina do órgão, responsável hoje por gerar energia que abastece também grande parte da demanda da Subseção Judiciária de Cachoeiro de Itapemirim.

     

    Fonte: SJES

    Tribunais são reconhecidos por desempenho e práticas inovadoras na área ambiental

    Celebrar ações que buscam a proteção do meio ambiente ou que contribuam com a produtividade do Poder Judiciário na área ambiental: esse foi o tom da cerimônia de entrega do Prêmio Juízo Verde, realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na manhã desta quarta-feira (5/6). “É importante que a causa ambiental se torne agenda prioritária para o Poder Judiciário, não apenas no sentido da construção de uma cultura de sustentabilidade, mas também de oferecermos uma resposta mais eficaz aos conflitos socioambientais e no combate a crimes e práticas lesivas ao meio ambiente”, afirmou, na abertura do evento, por meio de mensagem gravada em vídeo, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso. “As emergências ambientais e climáticas são desafios que precisam ser enfrentados e levados a sério por todos nós, cidadãos e instituições públicas e privadas”, disse Barroso, em referência às enchentes que, no último mês, desalojaram perto de 600 mil pessoas no Rio Grande do Sul.

    Os conselheiros Guilherme Feliciano e Daniela Madeira, respectivamente presidente e integrante da Comissão Permanente de Sustentabilidade e Responsabilidade Social do Conselho, fizeram parte da mesa de abertura da solenidade, que contou também com as presenças da secretária-geral do CNJ, Adriana Cruz, e do secretário de Estratégias e Projetos, Gabriel Matos. O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Herman Benjamin, com atuação de destaque no direito ambiental, marcou presença por meio de mensagem de vídeo e destacou a importância do Juízo Verde. “O significado maior desse prêmio é para as gerações futuras.”

    “Os crimes ambientais a gente não tem como mudar, mas a gente tem como mudar, no Poder Judiciário, o processamento desses crimes para dar mais infraestrutura aos tribunais e, assim, diminuir o tempo de tramitação dos processos”, avaliou Daniela Madeira ao chamar a atenção para a importância do Sirenejud, painel interativo que reúne informações da Base Nacional de Dados do Poder Judiciário (Datajud) relacionadas a temas ambientais. “Com visão de conjunto, de sistema, com a percepção de progredir, de avançar, de pensar fora da caixa, de encontrar soluções inovadoras, é que parabenizo os premiados no Juízo Verde e desejo sucesso a todos nessa luta por um mundo melhor”, disse Guilherme Feliciano.

     

    Exemplos

    Na terceira edição do Juízo Verde, quatro cortes receberam distinção por iniciativas voltadas à proteção do meio ambiente ou que contribuem para a produtividade do Poder Judiciário na área ambiental. A disseminação das iniciativas de sucesso implementadas pelos tribunais e que serão reconhecidas nessa edição do prêmio vai contemplar duas modalidades: Boas Práticas e Desempenho.

    Com o Barco Escola, destaque na categoria Boas Práticas, o Tribunal Regional do Trabalho da 11.ª Região (TRT-11) leva capacitação a estudantes das escolas de nove dos 62 municípios do Amazonas onde só é possível chegar por meio do transporte aquaviário. “Nossa ideia é chegar na ponta da linha, ir até os ribeirinhos”, explicou, ao receber o prêmio, o presidente do TRT11, desembargador Audaliphal Hildebrando da Silva. O magistrado fez questão de informar que é ciclista, usuário diário do bicicletário inaugurado em fevereiro no prédio onde trabalha.

    Na modalidade Desempenho, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) alcançou o reconhecimento na edição de 2024 porque conquistou o melhor resultado na apuração do índice de desempenho da sustentabilidade, referencial de análise do desempenho institucional que leva em conta 10 indicadores. “É uma conquista coletiva, em que várias pessoas se incorporaram nesse movimento de preservação ambiental, magistrados e servidores, e vamos continuar nessa luta, para as presentes e futuras gerações”, discursou ao receber o troféu o desembargador Voltaire de Lima Morais. “Com esse gesto, estamos nos incorporando não somente ao movimento do Poder Judiciário, passamos a ideia de transparência, com cunho pedagógico.”

    Já na categoria Produtividade, entre as cortes da Justiça Federal, o Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF-3) foi o que mostrou a melhor produtividade na prestação jurisdicional na área ambiental. “Esse prêmio pertence a todos os colegas do nosso tribunal, que se esmeraram no desenvolvimento da prestação jurisdicional dentro da efetiva jurisdição e pertence também a todos aqui presentes”, disse, ao receber o troféu Juízo Verde, o vice-presidente da corte, desembargador Johonsom di Salvo. “O fato de termos sido agraciados não desmerece, nem de longe, as atividades de todos os tribunais brasileiros no desempenho desse mesmo encargo.” Entre as 27 cortes da Justiça Estadual, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais foi premiado também pelo desempenho com causas de meio ambiente.

    O Prêmio Juízo Verde 2024, objeto da Portaria n. 108 do CNJ, integra o Programa Poder Judiciário pelo Meio Ambiente, que reforça o compromisso da Justiça com o aperfeiçoamento contínuo dos órgãos judiciários para cumprimento do dever constitucional de defender e preservar o meio ambiente ecologicamente equilibrado. E a Resolução 400 do Conselho, publicada em junho de 2021, dispõe sobre a política de sustentabilidade no âmbito do Poder Judiciário. Ações para a preservação do meio ambiente e para a promoção da sustentabilidade também são referenciais para a concessão do Prêmio CNJ de Qualidade, que avalia a atuação dos tribunais sob o olhar do acompanhamento das políticas judiciárias, eficiência, gestão e organização de dados.

    Reveja a cerimônia no canal do CNJ no YouTube.

     

     

     

    Fonte: Agência CNJ de Notícias

    Plano de saúde deve arcar com tratamento de dependente de beneficiário diagnosticado com síndrome de Down

    Um plano de saúde foi condenado a custear integralmente o tratamento multidisciplinar de um dependente de beneficiário do plano, diagnosticado com síndrome de Down. A decisão é da 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) que confirmou a sentença do Juízo da 21ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal (SJDF).

    De acordo com o processo, o médico prescreveu fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia, psicopedagogia e equoterapia, considerados no laudo do profissional da saúde como sendo terapias essenciais ao desenvolvimento do beneficiário.

    Ao analisar o recurso da União, a relatora, desembargadora federal Kátia Balbino, destacou que, de acordo com regulamento do programa de saúde destinado aos servidores ativos e inativos do Ministério Público da União (MPU), há previsão do fornecimento, entre outros serviços, a cobertura do tratamento de Síndrome de Down.

    A magistrada ressaltou, ainda, que “o laudo pericial juntado aos autos demonstra a necessidade da parte autora de tratamento multiprofissional, devendo ser disponibilizados à beneficiária do Programa os meios terapêuticos necessários ao seu tratamento”.

    Com isso, o Colegiado, por unanimidade, manteve a sentença.

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Tribunal Regional Federal da 1ª Região

    Aposentado com cardiopatia grave garante isenção do Imposto de renda

    A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) reconheceu o direito de um aposentado à isenção do imposto de renda sobre seus proventos por ser diagnosticado com cardiopatia grave. A decisão do Colegiado confirmou a sentença do Juízo da 6ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal (SJDF).

    Em seu recurso, a União sustentou que o aposentado apresentou apenas uma declaração de seu médico particular, desacompanhada de qualquer exame que comprovasse a enfermidade.

    Ao analisar o caso, o relator, desembargador federal Novély Vilanova, destacou que o laudo médico apresentado pelo autor, assinado por cardiologista, descreve o histórico da enfermidade do requerente desde janeiro de 2021, concluindo ser ele portador de cardiopatia grave incurável.

    Segundo o magistrado, de acordo com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), “é desnecessária a apresentação de laudo médico oficial para o reconhecimento judicial da isenção do Imposto de Renda, desde que o magistrado entenda suficientemente demonstrada a doença grave por outros meios de prova”.

    A decisão do Colegiado foi unânime.

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Tribunal Regional Federal da 1ª Região

    Conciliação possibilitou mais de 500 mil acordos durante o último biênio na 1ª Região

    Mais de 500 mil acordos, uma certificação nacional como instituição formadora de mediadores judiciais, recebimento de prêmios diversos e atuação à frente da Comissão Regional de Soluções de Conflitos Fundiários: as informações estão no Relatório de Gestão do Sistema de Conciliação da 1ª Região (SistCon1) biênio 2022-2024.

    Nesse período, esteve à frente do SistCon1 a desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, que passou a liderança ao desembargador federal Carlos Augusto Pires Brandão, eleito, no último dia 9 de maio, como o novo coordenador do Sistcon1 para os próximos anos. Confira a seguir os destaques da gestão.

     

    O SistCon1

    As atividades do Sistema de Conciliação da Justiça Federal da 1ª Região relacionam-se ao cumprimento da Política Judiciária Nacional de Tratamento Adequado dos Conflitos de Interesses, instituída pelo Conselho Nacional de Justiça para disseminar a cultura da pacificação social por meios adequados de solução dos conflitos judiciais.

    O Sistema de Conciliação, ao planejar e implementar ações de gestão voltadas ao cumprimento da referida Política Nacional, possui diferentes atribuições, destacando-se entre elas: incentivar e promover a formação e a capacitação de conciliadores e mediadores judiciais; estabelecer interlocução com outros órgãos para incrementar ações conciliatórias, supervisionar e apoiar as atividades das atuais 26 unidades de conciliação distribuídas nos estados que integram a Justiça Federal da 1ª Região.

    Além dessas atribuições relacionadas à gestão, o SistCon também promove audiências de conciliação, formaliza acordos em processos que tramitam no Tribunal e realiza mutirões de conciliação/mediação itinerantes em municípios onde não há unidade de conciliação, destacando-se o apoio da Defensoria Pública da União para atendimento da população hipossuficiente.

    Durante a gestão da desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, o TRF1 ampliou o escopo de atuação do Sistema de Conciliação, incumbindo-lhe também a concretização das Políticas Públicas de Justiça Restaurativa e de Atenção e Apoio às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais. Foram, assim, criados núcleos de práticas restaurativas e centros especializados para atendimento de vítimas na Justiça Federal da 1ª Região que passaram a atuar em processos criminais (Resoluções TRF1/Presi 18/2021 e 35/2023).

    Foi instituída, ainda, a Comissão Regional de Soluções Fundiárias, sob a presidência da coordenação do SistCon1, com o objetivo primordial de mapear e buscar soluções consensuais para conflitos fundiários de natureza coletiva, resguardando direitos fundamentais das partes envolvidas (Resolução TRF1/ Presi 46//2023).

    Outras ações na gestão da desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso representaram um marco na 1ª Região, como a participação em projeto para gestão das demandas predatórias (relativas a vícios construtivos do programa “Minha Casa, Minha Vida”) e a capacitação de 86 profissionais para atuarem nas unidades de conciliação e nos novos núcleos de práticas restaurativas.

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    Em entrevista, a desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso destacou vantagens da conciliação, em especial a celeridade na solução do conflito com participação ativa das partes e a diminuição de custos tanto para o estado quanto para o particular.

    Para a então coordenadora do SistCon, se de um lado a conciliação viveu períodos de “acanhamento”, restringindo-se somente a alguns processos envolvendo benefícios previdenciários e outros relacionados à Caixa Econômica Federal, hoje a sua atuação se expandiu e envolve inúmeras outras circunstâncias, órgãos e partes judiciais.

    Uma outra interessante frente de atuação, alavancada durante a gestão da desembargadora, foi o tratamento de casos de sequestro internacional de crianças, regulado pela Convenção de Haia de 1980.

    Sobre os desafios de agir nessas frentes, a magistrada ressaltou: a conciliação é algo que extrapola realmente o objeto de uma ação e protege as relações. “É um trabalho muito forte, precisamos do comprometimento dos juízes e de seu apoio porque é algo a mais – o juiz sai de seu gabinete, onde ele poderia só assinar uma sentença, e vai a campo ajudar a resolver essas questões. Esse é o papel da conciliação”, afirmou.

     

    Mais de 200 mil acordos por ano entre 2022-2024

    Para atingir a marca superior a 500 mil acordos em dois anos, a Conciliação na 1ª Região viu somarem-se, só em 2022, 241.281 conciliações no âmbito do primeiro grau e 817 acordos no segundo grau. Em 2023, o total de 282.282 acordos foi apontado pelos dados estatísticos do sistema e-Siest, computando-se as conciliações de primeiro e de segundo graus.

    Em 2022, um número expressivo dos acordos aconteceu no contexto dos Mutirões de Audiência de Conciliação em processos da Caixa Econômica Federal, que foram realizados em três diferentes períodos do ano, o último deles durante a Semana Nacional de Conciliação (novembro/2022). Das quatro mil audiências designadas para tratar desses casos envolvendo a Caixa, foi possível firmar acordos em pelo menos 65% dos processos.

    Todo o empenho naquele ano de trabalho foi reconhecido pelo Conselho Nacional da Justiça ao conceder ao Tribunal o Prêmio “Conciliar é Legal” por ter sido o mais produtivo no segmento dos tribunais regionais federais. O TRF1, frisou a desembargadora Maria do Carmo, foi o único a ganhar esse prêmio de forma consecutiva.

    Entre as possíveis razões para esse aumento significativo pode-se considerar o projeto “Quero conciliar”, que facilita às partes iniciarem um procedimento conciliatório em qualquer fase do processo, e a formação de novos conciliadores – empenho no qual o Tribunal tem se mantido, inclusive recebendo certificação para atuar na formação de mediadores judiciais.

    Em 2023, podem ser destacadas as seguintes ações empreendidas pelo SistCon1:

    – O projeto de auxílio à Subseção Judiciária de Uruaçu, em Goiás, no qual foram realizadas sessões de conciliações presenciais e virtuais em aproximadamente 150 processos de desapropriação, com valores negociados na ordem de R$ 41 milhões.

    – O 1º Curso Prático de Justiça Restaurativa aplicada à Justiça Federal;

    – O projeto de contratação de equipe multiprofissional para estruturar as unidades de práticas restaurativas e os centros de atenção às vítimas de crimes e atos infracionais;

    – A supervisão, a orientação e o apoio às unidades de conciliação na área da Justiça Restaurativa (com enfoque para as sessões restaurativas realizadas em dois casos relevantes de subtração/retenção internacional de menores);

    – A parceria com a Procuradoria Regional Federal da 1ª Região com intuito de realizar mutirão para agilizar a tramitação, o julgamento e o cumprimento de sentenças em ações previdenciárias dos estados do Amazonas e do Acre em razão da grave estiagem que acometeu a região da Amazônia Legal;

    – A implementação do projeto “Quero conciliar” no sistema PJe de primeiro e segundo graus;

    – O reconhecimento como instituição formadora de mediadores judiciais pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento (Enfam).

    Mais uma vez em 2023, o TRF1 foi reconhecido pelo Conselho Nacional da Justiça como o mais produtivo no segmento dos tribunais regionais federais pelo segundo ano consecutivo.

     

    Destaques 2024: conciliações em processos envolvendo “Minha Casa, Minha Vida” e desapropriação para duplicação das BRs 101/BA e 235/BA

    Neste ano, o SistCon1 se destacou ainda na realização de audiência coletiva na cidade de Breves, no Pará (Ilha de Marajó), em um processo de reintegração de posse da Caixa Econômica Federal envolvendo invasores não identificados em um empreendimento do “Minha Casa, Minha Vida”.
    A audiência foi conduzida pela desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso. Como parte do acordo firmado, foram definidas várias medidas, garantias e compromissos para a desocupação humanizada e voluntária da área.

    Outra importante ação antes do fim da gestão foi a realização dos mutirões de audiência de conciliação em processos de desapropriação promovidos pelo DNIT para a duplicação das BRs 101/BA e 235/BA, com previsão de indenização de benfeitorias para a desocupação das faixas de domínio das rodovias.

    Em razão dos trabalhos desempenhados até então, algumas atividades do SistCon1 também estão inscritas para concorrer ao Prêmio Innovare/2024 em duas categorias pelas seguintes iniciativas:

    • Acesso à Justiça: mutirões de conciliação promovidos em parceria interinstitucional do SistCon1 e da empresa pública Infra S/A, que tiveram como finalidade solucionar processos de desapropriação de forma célere para atender igualmente a interesses públicos e cidadãos atingidos.
    • Desburocratização: mutirões de conciliação promovidos pelo SistCon1 em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para a desocupação humanizada e indenizada.

     

    Elogio aos servidores

    Em virtude dos resultados exitosos obtidos pelo Sistema de Conciliação da Justiça Federal da 1ª Região durante a gestão 2022/2024, a desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso decidiu expedir portaria de elogio individual aos servidores que demonstraram responsabilidade, dedicação e eficiência nos trabalhos:

    - Rosana Monori; 

    - Isa Albuquerque Barbosa; 

    - Lina Maria Cabral Turra; 

    - Rosana Marques Esteves Nogueira;

    - Edivá José dos Santos e

    - Samantha Alcântara Santos de Almeida Silva.

    Durante a entrevista sobre o seu relatório de gestão, a magistrada enfatizou o reconhecimento aos servidores: “a primeira mensagem que eu quero deixar aqui é a gratidão imensa pela pequena equipe que nós temos. Esta equipe é fenomenal. Estou deixando a coordenação, Dr. Brandão está assumindo, fez excepcional trabalho nos juizados e fará também na conciliação”, frisou a desembargadora.

    E acrescentou: “naquilo que possível, busquem conciliar. Busquem sempre. Anteriormente, muito antigamente, usava-se a expressão com a qual eu nunca concordei, ‘meio alternativo de prestação jurisdicional’. Não é meio alternativo. Hoje é um meio de prestação jurisdicional célere. O ampliar de um processo conciliatório é muito grande. Sempre estarei à disposição, mesmo não estando de forma oficial dentro do núcleo, porque eu torço muito pela conciliação, para que ela alcance cada vez mais um número maior de procedimentos conciliatórios”, concluiu.

     

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Tribunal Regional Federal da 1ª Região  

     

     

    Justiça Federal de Mato Grosso destinará mais de 1 milhão de reais para projetos sociais

    A 7ª Vara da Seção Judiciária de Mato Grosso (SJMT) está com Edital de Convocação n. 01/2023 aberto até o dia 13 de outubro para que instituições públicas e/ou privadas com finalidade social e sem fins lucrativos participem do cadastro para receberem apoio financeiro. As entidades que preencherem os requisitos deverão enviar o formulário de cadastramento (em anexo no edital), bem com os documentos solicitados para o e-mail da 7ª Vara Federal de Cuiabá/MT. Após envio, a Secretaria acusará o recebimento, que valerá como protocolo de inscrição.

    Para participar, as instituições devem realizar ações e serviços de interesse público, com finalidade social ao atendimento de projetos, programas ou curso de capacitação/qualificação profissional, geração de trabalho e renda às pessoas em cumprimento de penas e/ou medidas alternativas, assistência a idosos, crianças, dependentes químicos, vítimas de violência doméstica ou familiar, egressos do sistema prisional ou apenados, ou que objetivem fomentar atividades de saúde, segurança pública, meio ambiente e assistência social. Além disso, é necessário ter pelo menos 1 ano de funcionamento e devem possuir sede própria nos municípios que integram a SJMT - Acorizal, Barão de Melgaço, Campo Verde, Campos de Júlio, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Gaúcha do Norte, Jangada, Nossa Senhora do Livramento, Nova Brasilândia, Nova Ubiratã, Paranatinga, Planalto da Serra, Poconé, Primavera do Leste, Santo Antônio do Leverger, Sapezal, Tangará da Serra e Várzea Grande.

    A previsão é de que 30 projetos sejam beneficiados, cada um com o valor individual de R$ 40.000,00, divididos em seis grupos de atuação, abrangendo as áreas de educação, acolhimento e proteção a crianças, acolhimento e proteção de idosos carentes, meio ambiente, segurança pública, assistência e proteção à saúde, incluindo pessoas em situação de rua.

    Os projetos inscritos serão analisados pela Comissão composta por servidores da 7ª Vara Federal, do Ministério Público Federal (MPF) e da Defensoria Pública Federal (DPF) e o nome das entidades habilitadas serão publicados no Diário Oficial e nos murais da Unidade.

    Ao destinar esses recursos para projetos sociais, a 7ª Vara Federal reforça seu compromisso com a comunidade na expectativa de que os projetos selecionados tenham impacto positivo na vida daqueles que mais precisam de apoio.

     

    Fonte: SETCOM-MT

    Direitos Humanos: reunião aproxima Justiça da realidade de ribeirinhos, indígenas e assentados no Amazonas

    A reunião do Observatório dos Direitos Humanos (ODH) do Conselho Nacional de Justiça, em Humaitá, no Sul do Amazonas, na tarde desta segunda-feira (17/6), foi oportunidade para representantes de comunidades locais darem testemunhos que evidenciam a complexidade da realidade local. Durante as mais de duas horas do evento, 19 vezes o microfone foi usado para falas diante da plateia presente no pátio de uma escola do município. Os relatos foram sobre desafios e dificuldades que fazem parte do dia a dia de comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas, de agricultores assentados, mulheres, crianças e adolescentes.

    Para abrir a reunião, a coordenadora do Observatório, juíza auxiliar da presidência do CNJ, Karen Luise de Souza apresentou breve histórico das atividades do colegiado e contextualizou a atual forma de trabalho, referindo que nessa gestão do ministro Luis Roberto Barroso optou-se por constituir uma nova realidade de realização das atividades, levando o Observatório para os territórios. Destacou ainda que diversas políticas públicas desenvolvidas pelo Conselho Nacional de Justiça são resultado de contribuições obtidas por meio da escuta promovida nas reuniões do ODH.

    “Estamos aqui para ouvir porque essa, para nós, é uma grande oportunidade de escuta”, discursou a conselheira do CNJ Daniela Madeira. Na mesma linha de raciocínio, a assessora Natália Dino, também do CNJ, pontou: “Acesso significa também fazer chegar, as comunidades ocupando os espaços e a Justiça vindo ao encontro dos povos que estão conhecendo os seus direitos. O que estamos fazendo é nos aproximar, fazendo o reconhecimento de uma realidade histórica e dos respectivos desafios”, completou. Os primeiros inscritos para falar durante a reunião do ODH em Humaitá foram os representantes do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que logo cederam a palavra aos representantes das comunidades indígenas, ribeirinhas e de assentados.

    Durante o período em dispuseram do microfone, as lideranças locais e representantes de entidades da região de Humaitá citaram casos diversos de violações de direitos humanos, inclusive da prática de trabalho análogo à escravidão e de exploração de trabalho infantil. Também houve relatos da falta de assistência médica e de infraestrutura para a educação. Foi solicitada maior proximidade com a realidade local, a fim de orientar as sentenças que resultam de processos judiciais, bem como melhorias nas condições de atendimento do poder público local, inclusive para fazer com que moradores de comunidade distantes possam dispor da Justiça Itinerante Cooperativa.

    “Depois de tudo o que ouvimos, percebo que há muito mais que fazer e saímos com um dever de casa: aprimorarmos nossas ações futuras”, avaliou, no encerramento do evento, o conselheiro do CNJ, Alexandre Teixeira. “O poder efetivo está na mão da sociedade civil e é preciso que as lideranças que estão aqui não se cansem, que continuem buscando os seus direitos e das suas comunidades”, concluiu o magistrado, com carreira na Justiça do Trabalho. A reunião em Humaitá contou também com a presença, na mesa que dirigiu o evento, da subprocuradora-geral da República, Eliana Torelly e da juíza auxiliar da Presidência do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Gabriela Lacerda, que compõe o comitê executivo do ODH.

    Todas as manifestações dos participantes da reunião do Observatório, que foi transmitida ao vivo pelo canal do CNJ no YouTube, integrarão relatório a fim de subsidiar a atuação do poder público, especialmente do Poder Judiciário, no sul do Amazonas.

     

    Justiça Itinerante

    O encontro do ODH em Humaitá fez parte da programação da segunda edição da Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal, uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para promover a cidadania e o acesso à Justiça nesse município e, simultaneamente, em Lábrea, que fica distante 200 quilômetros. Equipes de diversas instituições do Estado se dedicam, durante todo o dia, ao atendimento de moradores da região para resolver questões relacionadas ao acesso à cidadania, garantia de direitos básicos como documentação civil, passando por atendimento médicos e odontológicos, orientação jurídica em diversos temas, além da possibilidade de resoluções em processos judiciais.

     

     


    Texto: Luís Cláudio Cicci
    Edição: Jonathas Seixas
    Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ
    Agência CNJ de Notícias

    Inscrições abertas para o curso “Sistema da Justiça e Direito da Antidiscriminação”

    A Ajufe informa que o Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal (CJF) realizará o curso “Sistema da Justiça e Direito da Antidiscriminação”, no período de 24 de junho a 1º de agosto de 2024, na modalidade à distância, com tutoria de magistrados (as).

    A ação educacional terá carga horária total de 40 horas-aula e o público-alvo são juízas e juízes federais, vitalícios ou em processo de vitaliciamento, desembargadoras e desembargadores federais, não sendo necessária vinculação à uma área específica de jurisdição.

    Para mais informações, acesse: https://www.cjf.jus.br/cjf/corregedoria-da-justica-federal/centro-de-estudos-judiciarios-1/eventos/ead-1/dir-antidiscr2024/ ou envie sua dúvida ao e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

    Veja a relação dos tutores (as) do curso:
    1 - Clara da Mota Santos Pimenta Alves, juíza federal da 1ª Região
    2 - Edinaldo César Santos Junior, juiz estadual, atualmente juiz auxiliar da presidência do CNJ
    3 - Raffaela Cássia de Sousa, juíza federal da 1ª Região
    4 - Roger Raupp Rios, desembargador federal da 4ª Região

    Edição de 2024 do Programa Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal ocorre entre 17 e 21 de junho

    Entre 17 e 21 de junho, será realizada a edição 2024 do Programa Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal. Durante os cinco dias, serão prestados atendimentos às populações de Lábrea e Humaitá, municípios do sul do Amazonas, com a oferta de serviços nas áreas de documentação civil, fundiária, ambiental, previdenciária, trabalhista, infância e juventude e indígena.

    Lábrea e Humaitá estão mais próximos da capital de Rondônia, Porto Velho, do que da capital do Amazonas, Manaus, que fica a quase 700 quilômetros. As duas cidades sediarão a edição de 2024 do programa por estarem em região de importância estratégica.

    Os serviços oferecidos durante a Justiça Itinerante buscam garantir acesso de forma integrada a direitos fundamentais, tentando suprir a ausência de estruturas estatais permanentes na Amazônia Legal.

    Os atendimentos permitirão emissão de documentos diversos; exercício de direitos previdenciários e trabalhistas; solução de questões fundiárias e ambientais; além de oficinas e rodas de conversa. O Exército Brasileiro ofertará consultas com médicos e dentistas. Também serão oferecidos serviços relacionados à infância e adolescência.

    Sobre o programa

    O Programa Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal surgiu da necessidade de ampliar a atuação do Poder Judiciário e das demais instituições do Poder Público na região da Amazônia Legal, caracterizada pela dificuldade locomoção entre algumas áreas e municípios.

    Dividido em três eixos de atuação (ambiental, acesso à Justiça e à cidadania e coleta de dados), a Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal permitirá que, em uma única ação, sejam resolvidas demandas em localidades nas quais foram identificadas pouca presença do Estado e alto índice de litígios de grande repercussão e complexidade.

    Os serviços são realizados por meio de parceria entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Conselho da Justiça Federal (CJF), o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), juntamente com órgãos do Sistema de Justiça e do Poder Executivo (federal, estadual e municipal).

    A Amazônia Legal é composta por nove estados ou 772 municípios, que enfrentam desafios geográficos e políticos para garantir o acesso aos serviços públicos essenciais à cidadania. Uma pesquisa publicada em 2023 pelo CNJ no âmbito do projeto Justiça Pesquisa, desenvolvida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), aponta que, em 2021, a Amazônia registrou 52% dos conflitos por terra no Brasil.

    Os estados da Amazônia Legal apresentam Índices de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) abaixo dos índices nacionais. Os IDHM do Pará de 2021 colocam o estado na 23.ª posição entre os 27 estados brasileiros. 

    Comissão aprova projeto da arbitragem em matéria tributária e aduaneira

    A Comissão Temporária para Exame de Projetos de Reforma dos Processos Administrativo e Tributário Nacional (CTIADMTR) aprovou, nesta quarta-feira (5), um texto alternativo do senador Efraim Filho (União-PB) à proposta que regula a arbitragem em matéria tributária e aduaneira.  Como tramita na comissão em caráter terminativo, a matéria seguirá para a análise da Câmara dos Deputados, salvo se houver recurso para o Plenário. O PL 2.486/2022 integra a lista de anteprojetos para modernizar procedimentos nas áreas tributária e administrativa, elaborados pela comissão de juristas (CJADMTR) criada em 2022 por ato conjunto do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) na época, Luiz Fux. 

    Comandada pela ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Regina Helena Costa, essa comissão elaborou minutas de propostas legislativas com o objetivo de dinamizar, unificar e modernizar o processo administrativo e tributário nacional, posteriormente apresentadas como projetos de lei por Rodrigo Pacheco.

    — Faço questão de agradecer aos juristas e aos consultores. Nos dá muito conforto saber que estamos chegando a um texto próximo do ideal — afirmou Efraim.

    A ministra Regina Helena e outros integrantes da comissão de juristas acompanharam a votação do projeto. A ministra disse se tratar de um momento de grande alegria perceber que o trabalho da comissão de juristas está sendo aproveitado de forma concreta pelo Senado. Ela lembrou que o colegiado trabalhou por seis meses em sugestões de novas leis e aperfeiçoamentos na legislação vigente. A ministra ainda destacou a qualidade técnica dos juristas e elogiou a atuação do presidente da comissão temporária, senador Izalci Lucas (PL-DF).

    — Ficamos muito felizes de ver o tratamento do Senado ao trabalho que a comissão de juristas tão cuidadosamente produziu. Só tenho a agradecer — registrou a ministra.

    A proposta, segundo seus autores, tem a finalidade de garantir a possibilidade do uso da arbitragem para prevenir e resolver conflitos entre o Fisco e seus administrados. Nesse cenário, a arbitragem poderá ocorrer em qualquer fase da existência do crédito público, ou seja, desde a ciência do auto de infração até a sua judicialização.

    A futura lei será aplicável a todos os entes federativos e à cobrança de valores devidos aos conselhos profissionais, sendo que a sentença final do árbitro, juiz de fato e de direito, não ficará sujeita a recurso ou homologação pelo Poder Judiciário. Ainda ficará vedada a arbitragem em relação a créditos para os quais haja ato incontestável, mesmo que extrajudicial, o qual importe em reconhecimento do débito.

     

    Regulamentação

    Pelo projeto, o Fisco estabelecerá as temáticas aptas à utilização da arbitragem e cada ente prescreverá elementos específicos, tais como: os critérios de valor para submissão das controvérsias, as fases processuais em que será cabível, o procedimento para apreciação do requerimento, as regras para escolha da câmara e as regras relativas ao árbitro. O requerimento de arbitragem, etapa preliminar à pactuação do compromisso arbitral, será direcionado à autoridade máxima do órgão responsável pela administração do crédito, o qual decidirá sobre a sua instauração.

    As informações sobre os processos arbitrais serão públicas, ressalvadas aquelas necessárias à preservação de segredo industrial ou comercial e aquelas consideradas sigilosas pela legislação brasileira. A arbitragem será institucional, não sendo permitida a arbitragem "ad hoc", ou seja, realizada sem o apoio de uma instituição. O novo texto prescreve três vedações à arbitragem: a por equidade, a relativa à constitucionalidade ou discussão de lei em tese e a prolação de sentença que resulte em regime especial, diferenciado ou individual de tributação, direta ou indiretamente.

     

    Compromisso arbitral

    A instituição da arbitragem ocorrerá a partir da aceitação da nomeação pelo árbitro, se for único, ou por todos, se forem vários. Já a submissão da controvérsia à arbitragem ocorrerá por meio da celebração de compromisso arbitral, feito pelos advogados do sujeito passivo e do ente federado ou conselho federal, conforme o caso. A celebração do compromisso arbitral suspende a tramitação dos processos administrativos e das ações judiciais que tenham por objeto os créditos incluídos na arbitragem.

    O projeto determina quatro princípios a serem observados durante a arbitragem: o contraditório, a igualdade das partes, a imparcialidade dos árbitros e seu livre convencimento. Além disso, Efraim ressaltou que a arbitragem tributária, diferentemente da arbitragem entre dois particulares, deve ter sempre em vista o interesse público.

     

    Prazos

    Quanto aos prazos, o texto estabelece o mínimo de 30 dias úteis para a resposta às alegações iniciais e máximo de 60 dias úteis para a apresentação da sentença, contados do encerramento da fase de instrução, sem prorrogação. Ainda há o prazo máximo de 12 meses entre a instituição da arbitragem e o encerramento da fase de instrução.

    A intenção de propor prazo máximo, segundo os autores, é de garantir a celeridade do processo arbitral, respeitando, porém, a complexidade da matéria, que pode demandar análise contábil, levantamentos e atualização de dados pelo sujeito passivo, pela administração ou por experts que venham a ser designados ao longo do procedimento.

     

    Custos

    Já em relação aos custos, caberá ao sujeito passivo a antecipação das despesas obrigatórias relativas ao procedimento arbitral, as quais, a depender do caso, serão restituídas. As despesas incorridas pela parte, quando da contratação de assistentes técnicos, será de sua responsabilidade.

     

    Tribunal arbitral e árbitros

    O PL estabelece que o tribunal arbitral será formado por três árbitros: um indicado pelo sujeito ativo, outro pelo sujeito passivo e o último eleito pelos dois primeiros árbitros, em comum acordo, o qual presidirá o tribunal arbitral. Caso não haja acordo entre os árbitros indicados pelas partes para a escolha do terceiro árbitro, caberá à câmara de arbitragem a indicação.

    As pessoas indicadas para funcionar como árbitros têm o dever de revelar, antes da aceitação da função, qualquer fato que denote dúvida justificada quanto à sua imparcialidade e independência.

    O projeto não exige que a instituição arbitral esteja localizada no território do ente federativo em que se originou a controvérsia, nem que a instituição credenciada atenda apenas controvérsias envolvendo aquele ente. Com isso, os autores destacam que a regulação do credenciamento pode permitir que uma mesma instituição arbitral administre procedimentos de mais de um ente federativo e se localize geograficamente onde se facilite acesso a sujeitos passivos e a administrações tributárias de vários entes federativos em determinada região do país.

    Sentença arbitral

    O texto determina como requisitos obrigatórios da sentença arbitral o relatório, resumindo a controvérsia e contendo os nomes das partes, os fundamentos da decisão, a data, o lugar e o dispositivo contendo a resolução. Ressalva, ainda, que sentença arbitral contrária à Fazenda Pública, pecuniária, será paga via precatório ou, a critério do sujeito passivo, via compensação, já que se equipara à sentença judicial.

    O projeto também determina que lei específica preveja redução de multas, com o objetivo de estimular a opção pela arbitragem, seja ela em âmbito preventivo, seja em contencioso. Caso o sujeito passivo descumpra o disposto na sentença arbitral, o débito será inscrito em dívida ativa e se submeterá às regras de cobrança extrajudicial e judicial dos créditos públicos, restando proibida rediscussão sobre quaisquer questões decididas na sentença arbitral.

    Assim, nos procedimentos arbitrais tributários que tenham como sujeito ativo a União, a sentença arbitral que concluir pela existência de crédito devido à União reduzirá as multas, de qualquer natureza, nos seguintes percentuais:

    — em 60% se requerida em até 15 dias da ciência do auto de infração;

    — em 30% se pleiteada após este prazo e antes da decisão administrativa de primeira instância e, por fim,

    — em 10% se postulada antes da decisão administrativa de segunda instância, da inscrição em dívida ativa ou da citação da Fazenda Pública em processo judicial.

    Para o relator Efraim, o [número de] processos judiciais envolvendo matéria tributária e aduaneira é tão elevado no Brasil que devem ser incentivadas todas as iniciativas que possam contribuir para uma melhoria, ainda que pequena, da situação.

     

     

    Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado 

    Fonte: Agência Senado

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