Participe da consulta pública para definição das metas da Justiça Federal para 2025

    O Conselho da Justiça Federal (CJF) e os Tribunais Regionais Federais (TRFs) lançaram, em 15 de junho, a consulta pública com o objetivo de definir as metas da Justiça Federal para 2025. O questionário eletrônico acessado neste link (https://www2.cjf.jus.br/questionario/index.php/145321?lang=pt-BR) é aberto a todos os cidadãos e estará disponível nos sites do CJF, dos TRFs e das Seções Judiciárias até 15 de julho. 

    O formulário, composto por 10 questões objetivas, leva menos de três minutos para ser respondido. O Observatório da Estratégia da Justiça Federal disponibilizará as informações obtidas no levantamento, as quais serão submetidas à apreciação da rede de governança na definição das propostas de metas da Justiça Federal para 2025.

     

    Metas 

    O Poder Judiciário estabelece, anualmente, metas nacionais e específicas para cada segmento da Justiça, com vistas a aprimorar a prestação jurisdicional e aperfeiçoar a administração judiciária.  

    Há duas metas de caráter permanente já definidas para todos os tribunais brasileiros: Meta 1 – Julgar mais processos que os distribuídos; e Meta 2 – Julgar os processos mais antigos.

    Responda à consulta (https://www2.cjf.jus.br/questionario/index.php/145321?lang=pt-BR) e contribua para aprimorar a Justiça Federal!

     

    Fonte: CJF

    Gabinete da Conciliação inicia mediação no Assentamento Zumbi dos Palmares em Iaras (SP)

    Iniciativa busca entender demandas da comunidade, que possui mais de 400 assentados

    O Gabinete da Conciliação do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (Gabcon/TRF3), coordenado pelo desembargador federal Hélio Nogueira, realizou, em maio, sessões de mediação no Assentamento Zumbi dos Palmares e na Municipalidade em Iaras/SP. A iniciativa decorre de uma Reclamação Pré-Processual (RPP) sobre parceria para alocação de terras.

    A mediação é conduzida pela mediadora e advogada Célia Regina Zapparolli, que atua por meio de acordo de cooperação entre o TRF3 e a Associação dos Advogados de São Paulo (AASP), e tem o auxílio da equipe de voluntárias Sandra Birman, Juliana Benedetti e Madalena Buzzo.

    “A ação busca entender as demandas da comunidade, levantar alternativas realísticas para os envolvidos e proporcionar a escuta ativa”, declarou a mediadora.

    Nessa etapa, os objetivos da mediação são: explicar o seu funcionamento; organizar a representação comunitária de forma legítima; conhecer as demandas dos assentados; encaminhar os interessados para orientação jurídica; levantar possíveis alternativas pela comunidade e Municipalidade. Haverá também encontros com os demais participantes.

    Essa mediação tem a participação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a comunidade do assentamento Zumbi dos Palmares, Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União, Advocacia Geral da União, Municipalidade e Câmara Municipal de Iaras.

     

    Reclamação Pré-Processual

    A RPP é um procedimento anterior a um eventual processo judicial e busca a autocomposição do conflito.

    Os requerentes da RPP são membros da comunidade de Iaras, que reúne 400 pessoas.

    Inicialmente a demanda era formalizar parceria com a iniciativa privada para viabilizar a produção nas áreas do assentamento pelo Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA), com o objetivo de estimular o desenvolvimento sustentável e a melhora das condições de vida dos assentados.

    Dentre as demandas apresentadas pela comunidade há a titulação da terra, a retirada de restos de raízes e tocos de árvores, tratamento do solo, suporte técnico, moradia digna e crédito.

    “Um dos relevantes aprendizados da mediação:  não  se medeia sobre posições. É necessário compreender os problemas, anseios e as necessidades de todos envolvidos, lado a lado. Isso possibilita o sentimento e a inclusão, a participação efetiva e uma gama expressiva de alternativas viáveis”, diz Célia Regina Zapparolli

    A mediadora acrescentou que essa é uma mediação técnico- comunitária, de natureza estrutural, voltada a problemas de base, à garantia de direitos fundamentais, à inclusão social e ao crescimento econômico, com a possibilidade do aumento da produção agrícola, geração de empregos e melhora no rendimento das comunidades rurais.

     

    Histórico

    A RPP foi distribuída na Central de Conciliação de Avaré no final do ano passado. Em dezembro de 2023 e em abril de 2024, foram realizadas audiências de conciliação.

    Em seguida, foi encaminhada à mediação, sendo designada reunião presencial no assentamento, em Iaras, em maio.

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRF3

    Sustentabilidade: ampliação da usina solar da JFES fica pronta em julho

    A usina multiplicará por três a capacidade de produção de energia na Seccional

     

    A ampliação da usina solar do prédio sede da Justiça Federal do Espírito Santo (JFES), em Vitória, está ficando pronta.

    A execução da estrutura sofreu atraso, mas os painéis que estão no prédio desde dezembro vão começar a ser instalados.

    As placas serão colocadas no prédio anexo, em cima das telhas, onde funcionam as áreas de apoio das empresas prestadoras de serviço, como limpeza, vigilância, manutenção predial, jardinagem e tecnologia da informação, além dos depósitos de materiais e equipamentos.

    A tecnologia dessa parte da usina é bem superior à da usina já em funcionamento. As telhas que receberão a estrutura com as placas, por exemplo, foram pintadas de branco, para refletir a luz do sol, aumentando a absorção da energia por ela gerada, já que os painéis são transparentes, e podendo produzi-la a partir da luz incidente nas duas faces, o que é conhecido por bifacialidade.

    Segundo o diretor da DIF, Carlos Chaves Damásio, a previsão é de que a nova usina fique pronta em julho.

     

    Sustentabilidade

    O funcionamento dessa parte da usina terá capacidade para 150 kWp, o que poderá gerar uma economia, somando-se com a usina já existente, de cerca de 20% no gasto com energia no prédio sede da JFES.

    A usina, que multiplicará por três a capacidade de produção de energia da sede da Seccional, faz parte de um conjunto de ações planejado pela Divisão de Infraestrutura (DIF) para aumentar a eficiência energética e a sustentabilidade do prédio.

    “Também estão em andamento outras importantes ações, visando à modernização do sistema de ar condicionado do prédio e adequações na subestação”, anuncia o engenheiro.

     

    Vitória, São Mateus e Cachoeiro de Itapemirim

    A JFES inaugurou sua primeira usina fotovoltaica em 2018. Logo em seguida, em terreno contíguo à sede da Subseção Judiciária de São Mateus, foi instalada a segunda usina do órgão, responsável hoje por gerar energia que abastece também grande parte da demanda da Subseção Judiciária de Cachoeiro de Itapemirim.

     

    Fonte: SJES

    Tribunais são reconhecidos por desempenho e práticas inovadoras na área ambiental

    Celebrar ações que buscam a proteção do meio ambiente ou que contribuam com a produtividade do Poder Judiciário na área ambiental: esse foi o tom da cerimônia de entrega do Prêmio Juízo Verde, realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na manhã desta quarta-feira (5/6). “É importante que a causa ambiental se torne agenda prioritária para o Poder Judiciário, não apenas no sentido da construção de uma cultura de sustentabilidade, mas também de oferecermos uma resposta mais eficaz aos conflitos socioambientais e no combate a crimes e práticas lesivas ao meio ambiente”, afirmou, na abertura do evento, por meio de mensagem gravada em vídeo, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso. “As emergências ambientais e climáticas são desafios que precisam ser enfrentados e levados a sério por todos nós, cidadãos e instituições públicas e privadas”, disse Barroso, em referência às enchentes que, no último mês, desalojaram perto de 600 mil pessoas no Rio Grande do Sul.

    Os conselheiros Guilherme Feliciano e Daniela Madeira, respectivamente presidente e integrante da Comissão Permanente de Sustentabilidade e Responsabilidade Social do Conselho, fizeram parte da mesa de abertura da solenidade, que contou também com as presenças da secretária-geral do CNJ, Adriana Cruz, e do secretário de Estratégias e Projetos, Gabriel Matos. O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Herman Benjamin, com atuação de destaque no direito ambiental, marcou presença por meio de mensagem de vídeo e destacou a importância do Juízo Verde. “O significado maior desse prêmio é para as gerações futuras.”

    “Os crimes ambientais a gente não tem como mudar, mas a gente tem como mudar, no Poder Judiciário, o processamento desses crimes para dar mais infraestrutura aos tribunais e, assim, diminuir o tempo de tramitação dos processos”, avaliou Daniela Madeira ao chamar a atenção para a importância do Sirenejud, painel interativo que reúne informações da Base Nacional de Dados do Poder Judiciário (Datajud) relacionadas a temas ambientais. “Com visão de conjunto, de sistema, com a percepção de progredir, de avançar, de pensar fora da caixa, de encontrar soluções inovadoras, é que parabenizo os premiados no Juízo Verde e desejo sucesso a todos nessa luta por um mundo melhor”, disse Guilherme Feliciano.

     

    Exemplos

    Na terceira edição do Juízo Verde, quatro cortes receberam distinção por iniciativas voltadas à proteção do meio ambiente ou que contribuem para a produtividade do Poder Judiciário na área ambiental. A disseminação das iniciativas de sucesso implementadas pelos tribunais e que serão reconhecidas nessa edição do prêmio vai contemplar duas modalidades: Boas Práticas e Desempenho.

    Com o Barco Escola, destaque na categoria Boas Práticas, o Tribunal Regional do Trabalho da 11.ª Região (TRT-11) leva capacitação a estudantes das escolas de nove dos 62 municípios do Amazonas onde só é possível chegar por meio do transporte aquaviário. “Nossa ideia é chegar na ponta da linha, ir até os ribeirinhos”, explicou, ao receber o prêmio, o presidente do TRT11, desembargador Audaliphal Hildebrando da Silva. O magistrado fez questão de informar que é ciclista, usuário diário do bicicletário inaugurado em fevereiro no prédio onde trabalha.

    Na modalidade Desempenho, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) alcançou o reconhecimento na edição de 2024 porque conquistou o melhor resultado na apuração do índice de desempenho da sustentabilidade, referencial de análise do desempenho institucional que leva em conta 10 indicadores. “É uma conquista coletiva, em que várias pessoas se incorporaram nesse movimento de preservação ambiental, magistrados e servidores, e vamos continuar nessa luta, para as presentes e futuras gerações”, discursou ao receber o troféu o desembargador Voltaire de Lima Morais. “Com esse gesto, estamos nos incorporando não somente ao movimento do Poder Judiciário, passamos a ideia de transparência, com cunho pedagógico.”

    Já na categoria Produtividade, entre as cortes da Justiça Federal, o Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF-3) foi o que mostrou a melhor produtividade na prestação jurisdicional na área ambiental. “Esse prêmio pertence a todos os colegas do nosso tribunal, que se esmeraram no desenvolvimento da prestação jurisdicional dentro da efetiva jurisdição e pertence também a todos aqui presentes”, disse, ao receber o troféu Juízo Verde, o vice-presidente da corte, desembargador Johonsom di Salvo. “O fato de termos sido agraciados não desmerece, nem de longe, as atividades de todos os tribunais brasileiros no desempenho desse mesmo encargo.” Entre as 27 cortes da Justiça Estadual, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais foi premiado também pelo desempenho com causas de meio ambiente.

    O Prêmio Juízo Verde 2024, objeto da Portaria n. 108 do CNJ, integra o Programa Poder Judiciário pelo Meio Ambiente, que reforça o compromisso da Justiça com o aperfeiçoamento contínuo dos órgãos judiciários para cumprimento do dever constitucional de defender e preservar o meio ambiente ecologicamente equilibrado. E a Resolução 400 do Conselho, publicada em junho de 2021, dispõe sobre a política de sustentabilidade no âmbito do Poder Judiciário. Ações para a preservação do meio ambiente e para a promoção da sustentabilidade também são referenciais para a concessão do Prêmio CNJ de Qualidade, que avalia a atuação dos tribunais sob o olhar do acompanhamento das políticas judiciárias, eficiência, gestão e organização de dados.

    Reveja a cerimônia no canal do CNJ no YouTube.

     

     

     

    Fonte: Agência CNJ de Notícias

    Plano de saúde deve arcar com tratamento de dependente de beneficiário diagnosticado com síndrome de Down

    Um plano de saúde foi condenado a custear integralmente o tratamento multidisciplinar de um dependente de beneficiário do plano, diagnosticado com síndrome de Down. A decisão é da 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) que confirmou a sentença do Juízo da 21ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal (SJDF).

    De acordo com o processo, o médico prescreveu fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia, psicopedagogia e equoterapia, considerados no laudo do profissional da saúde como sendo terapias essenciais ao desenvolvimento do beneficiário.

    Ao analisar o recurso da União, a relatora, desembargadora federal Kátia Balbino, destacou que, de acordo com regulamento do programa de saúde destinado aos servidores ativos e inativos do Ministério Público da União (MPU), há previsão do fornecimento, entre outros serviços, a cobertura do tratamento de Síndrome de Down.

    A magistrada ressaltou, ainda, que “o laudo pericial juntado aos autos demonstra a necessidade da parte autora de tratamento multiprofissional, devendo ser disponibilizados à beneficiária do Programa os meios terapêuticos necessários ao seu tratamento”.

    Com isso, o Colegiado, por unanimidade, manteve a sentença.

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Tribunal Regional Federal da 1ª Região

    Aposentado com cardiopatia grave garante isenção do Imposto de renda

    A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) reconheceu o direito de um aposentado à isenção do imposto de renda sobre seus proventos por ser diagnosticado com cardiopatia grave. A decisão do Colegiado confirmou a sentença do Juízo da 6ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal (SJDF).

    Em seu recurso, a União sustentou que o aposentado apresentou apenas uma declaração de seu médico particular, desacompanhada de qualquer exame que comprovasse a enfermidade.

    Ao analisar o caso, o relator, desembargador federal Novély Vilanova, destacou que o laudo médico apresentado pelo autor, assinado por cardiologista, descreve o histórico da enfermidade do requerente desde janeiro de 2021, concluindo ser ele portador de cardiopatia grave incurável.

    Segundo o magistrado, de acordo com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), “é desnecessária a apresentação de laudo médico oficial para o reconhecimento judicial da isenção do Imposto de Renda, desde que o magistrado entenda suficientemente demonstrada a doença grave por outros meios de prova”.

    A decisão do Colegiado foi unânime.

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Tribunal Regional Federal da 1ª Região

    Conciliação possibilitou mais de 500 mil acordos durante o último biênio na 1ª Região

    Mais de 500 mil acordos, uma certificação nacional como instituição formadora de mediadores judiciais, recebimento de prêmios diversos e atuação à frente da Comissão Regional de Soluções de Conflitos Fundiários: as informações estão no Relatório de Gestão do Sistema de Conciliação da 1ª Região (SistCon1) biênio 2022-2024.

    Nesse período, esteve à frente do SistCon1 a desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, que passou a liderança ao desembargador federal Carlos Augusto Pires Brandão, eleito, no último dia 9 de maio, como o novo coordenador do Sistcon1 para os próximos anos. Confira a seguir os destaques da gestão.

     

    O SistCon1

    As atividades do Sistema de Conciliação da Justiça Federal da 1ª Região relacionam-se ao cumprimento da Política Judiciária Nacional de Tratamento Adequado dos Conflitos de Interesses, instituída pelo Conselho Nacional de Justiça para disseminar a cultura da pacificação social por meios adequados de solução dos conflitos judiciais.

    O Sistema de Conciliação, ao planejar e implementar ações de gestão voltadas ao cumprimento da referida Política Nacional, possui diferentes atribuições, destacando-se entre elas: incentivar e promover a formação e a capacitação de conciliadores e mediadores judiciais; estabelecer interlocução com outros órgãos para incrementar ações conciliatórias, supervisionar e apoiar as atividades das atuais 26 unidades de conciliação distribuídas nos estados que integram a Justiça Federal da 1ª Região.

    Além dessas atribuições relacionadas à gestão, o SistCon também promove audiências de conciliação, formaliza acordos em processos que tramitam no Tribunal e realiza mutirões de conciliação/mediação itinerantes em municípios onde não há unidade de conciliação, destacando-se o apoio da Defensoria Pública da União para atendimento da população hipossuficiente.

    Durante a gestão da desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, o TRF1 ampliou o escopo de atuação do Sistema de Conciliação, incumbindo-lhe também a concretização das Políticas Públicas de Justiça Restaurativa e de Atenção e Apoio às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais. Foram, assim, criados núcleos de práticas restaurativas e centros especializados para atendimento de vítimas na Justiça Federal da 1ª Região que passaram a atuar em processos criminais (Resoluções TRF1/Presi 18/2021 e 35/2023).

    Foi instituída, ainda, a Comissão Regional de Soluções Fundiárias, sob a presidência da coordenação do SistCon1, com o objetivo primordial de mapear e buscar soluções consensuais para conflitos fundiários de natureza coletiva, resguardando direitos fundamentais das partes envolvidas (Resolução TRF1/ Presi 46//2023).

    Outras ações na gestão da desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso representaram um marco na 1ª Região, como a participação em projeto para gestão das demandas predatórias (relativas a vícios construtivos do programa “Minha Casa, Minha Vida”) e a capacitação de 86 profissionais para atuarem nas unidades de conciliação e nos novos núcleos de práticas restaurativas.

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    Em entrevista, a desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso destacou vantagens da conciliação, em especial a celeridade na solução do conflito com participação ativa das partes e a diminuição de custos tanto para o estado quanto para o particular.

    Para a então coordenadora do SistCon, se de um lado a conciliação viveu períodos de “acanhamento”, restringindo-se somente a alguns processos envolvendo benefícios previdenciários e outros relacionados à Caixa Econômica Federal, hoje a sua atuação se expandiu e envolve inúmeras outras circunstâncias, órgãos e partes judiciais.

    Uma outra interessante frente de atuação, alavancada durante a gestão da desembargadora, foi o tratamento de casos de sequestro internacional de crianças, regulado pela Convenção de Haia de 1980.

    Sobre os desafios de agir nessas frentes, a magistrada ressaltou: a conciliação é algo que extrapola realmente o objeto de uma ação e protege as relações. “É um trabalho muito forte, precisamos do comprometimento dos juízes e de seu apoio porque é algo a mais – o juiz sai de seu gabinete, onde ele poderia só assinar uma sentença, e vai a campo ajudar a resolver essas questões. Esse é o papel da conciliação”, afirmou.

     

    Mais de 200 mil acordos por ano entre 2022-2024

    Para atingir a marca superior a 500 mil acordos em dois anos, a Conciliação na 1ª Região viu somarem-se, só em 2022, 241.281 conciliações no âmbito do primeiro grau e 817 acordos no segundo grau. Em 2023, o total de 282.282 acordos foi apontado pelos dados estatísticos do sistema e-Siest, computando-se as conciliações de primeiro e de segundo graus.

    Em 2022, um número expressivo dos acordos aconteceu no contexto dos Mutirões de Audiência de Conciliação em processos da Caixa Econômica Federal, que foram realizados em três diferentes períodos do ano, o último deles durante a Semana Nacional de Conciliação (novembro/2022). Das quatro mil audiências designadas para tratar desses casos envolvendo a Caixa, foi possível firmar acordos em pelo menos 65% dos processos.

    Todo o empenho naquele ano de trabalho foi reconhecido pelo Conselho Nacional da Justiça ao conceder ao Tribunal o Prêmio “Conciliar é Legal” por ter sido o mais produtivo no segmento dos tribunais regionais federais. O TRF1, frisou a desembargadora Maria do Carmo, foi o único a ganhar esse prêmio de forma consecutiva.

    Entre as possíveis razões para esse aumento significativo pode-se considerar o projeto “Quero conciliar”, que facilita às partes iniciarem um procedimento conciliatório em qualquer fase do processo, e a formação de novos conciliadores – empenho no qual o Tribunal tem se mantido, inclusive recebendo certificação para atuar na formação de mediadores judiciais.

    Em 2023, podem ser destacadas as seguintes ações empreendidas pelo SistCon1:

    – O projeto de auxílio à Subseção Judiciária de Uruaçu, em Goiás, no qual foram realizadas sessões de conciliações presenciais e virtuais em aproximadamente 150 processos de desapropriação, com valores negociados na ordem de R$ 41 milhões.

    – O 1º Curso Prático de Justiça Restaurativa aplicada à Justiça Federal;

    – O projeto de contratação de equipe multiprofissional para estruturar as unidades de práticas restaurativas e os centros de atenção às vítimas de crimes e atos infracionais;

    – A supervisão, a orientação e o apoio às unidades de conciliação na área da Justiça Restaurativa (com enfoque para as sessões restaurativas realizadas em dois casos relevantes de subtração/retenção internacional de menores);

    – A parceria com a Procuradoria Regional Federal da 1ª Região com intuito de realizar mutirão para agilizar a tramitação, o julgamento e o cumprimento de sentenças em ações previdenciárias dos estados do Amazonas e do Acre em razão da grave estiagem que acometeu a região da Amazônia Legal;

    – A implementação do projeto “Quero conciliar” no sistema PJe de primeiro e segundo graus;

    – O reconhecimento como instituição formadora de mediadores judiciais pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento (Enfam).

    Mais uma vez em 2023, o TRF1 foi reconhecido pelo Conselho Nacional da Justiça como o mais produtivo no segmento dos tribunais regionais federais pelo segundo ano consecutivo.

     

    Destaques 2024: conciliações em processos envolvendo “Minha Casa, Minha Vida” e desapropriação para duplicação das BRs 101/BA e 235/BA

    Neste ano, o SistCon1 se destacou ainda na realização de audiência coletiva na cidade de Breves, no Pará (Ilha de Marajó), em um processo de reintegração de posse da Caixa Econômica Federal envolvendo invasores não identificados em um empreendimento do “Minha Casa, Minha Vida”.
    A audiência foi conduzida pela desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso. Como parte do acordo firmado, foram definidas várias medidas, garantias e compromissos para a desocupação humanizada e voluntária da área.

    Outra importante ação antes do fim da gestão foi a realização dos mutirões de audiência de conciliação em processos de desapropriação promovidos pelo DNIT para a duplicação das BRs 101/BA e 235/BA, com previsão de indenização de benfeitorias para a desocupação das faixas de domínio das rodovias.

    Em razão dos trabalhos desempenhados até então, algumas atividades do SistCon1 também estão inscritas para concorrer ao Prêmio Innovare/2024 em duas categorias pelas seguintes iniciativas:

    • Acesso à Justiça: mutirões de conciliação promovidos em parceria interinstitucional do SistCon1 e da empresa pública Infra S/A, que tiveram como finalidade solucionar processos de desapropriação de forma célere para atender igualmente a interesses públicos e cidadãos atingidos.
    • Desburocratização: mutirões de conciliação promovidos pelo SistCon1 em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para a desocupação humanizada e indenizada.

     

    Elogio aos servidores

    Em virtude dos resultados exitosos obtidos pelo Sistema de Conciliação da Justiça Federal da 1ª Região durante a gestão 2022/2024, a desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso decidiu expedir portaria de elogio individual aos servidores que demonstraram responsabilidade, dedicação e eficiência nos trabalhos:

    - Rosana Monori; 

    - Isa Albuquerque Barbosa; 

    - Lina Maria Cabral Turra; 

    - Rosana Marques Esteves Nogueira;

    - Edivá José dos Santos e

    - Samantha Alcântara Santos de Almeida Silva.

    Durante a entrevista sobre o seu relatório de gestão, a magistrada enfatizou o reconhecimento aos servidores: “a primeira mensagem que eu quero deixar aqui é a gratidão imensa pela pequena equipe que nós temos. Esta equipe é fenomenal. Estou deixando a coordenação, Dr. Brandão está assumindo, fez excepcional trabalho nos juizados e fará também na conciliação”, frisou a desembargadora.

    E acrescentou: “naquilo que possível, busquem conciliar. Busquem sempre. Anteriormente, muito antigamente, usava-se a expressão com a qual eu nunca concordei, ‘meio alternativo de prestação jurisdicional’. Não é meio alternativo. Hoje é um meio de prestação jurisdicional célere. O ampliar de um processo conciliatório é muito grande. Sempre estarei à disposição, mesmo não estando de forma oficial dentro do núcleo, porque eu torço muito pela conciliação, para que ela alcance cada vez mais um número maior de procedimentos conciliatórios”, concluiu.

     

     

     

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Tribunal Regional Federal da 1ª Região  

     

     

    Justiça Federal de Mato Grosso destinará mais de 1 milhão de reais para projetos sociais

    A 7ª Vara da Seção Judiciária de Mato Grosso (SJMT) está com Edital de Convocação n. 01/2023 aberto até o dia 13 de outubro para que instituições públicas e/ou privadas com finalidade social e sem fins lucrativos participem do cadastro para receberem apoio financeiro. As entidades que preencherem os requisitos deverão enviar o formulário de cadastramento (em anexo no edital), bem com os documentos solicitados para o e-mail da 7ª Vara Federal de Cuiabá/MT. Após envio, a Secretaria acusará o recebimento, que valerá como protocolo de inscrição.

    Para participar, as instituições devem realizar ações e serviços de interesse público, com finalidade social ao atendimento de projetos, programas ou curso de capacitação/qualificação profissional, geração de trabalho e renda às pessoas em cumprimento de penas e/ou medidas alternativas, assistência a idosos, crianças, dependentes químicos, vítimas de violência doméstica ou familiar, egressos do sistema prisional ou apenados, ou que objetivem fomentar atividades de saúde, segurança pública, meio ambiente e assistência social. Além disso, é necessário ter pelo menos 1 ano de funcionamento e devem possuir sede própria nos municípios que integram a SJMT - Acorizal, Barão de Melgaço, Campo Verde, Campos de Júlio, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Gaúcha do Norte, Jangada, Nossa Senhora do Livramento, Nova Brasilândia, Nova Ubiratã, Paranatinga, Planalto da Serra, Poconé, Primavera do Leste, Santo Antônio do Leverger, Sapezal, Tangará da Serra e Várzea Grande.

    A previsão é de que 30 projetos sejam beneficiados, cada um com o valor individual de R$ 40.000,00, divididos em seis grupos de atuação, abrangendo as áreas de educação, acolhimento e proteção a crianças, acolhimento e proteção de idosos carentes, meio ambiente, segurança pública, assistência e proteção à saúde, incluindo pessoas em situação de rua.

    Os projetos inscritos serão analisados pela Comissão composta por servidores da 7ª Vara Federal, do Ministério Público Federal (MPF) e da Defensoria Pública Federal (DPF) e o nome das entidades habilitadas serão publicados no Diário Oficial e nos murais da Unidade.

    Ao destinar esses recursos para projetos sociais, a 7ª Vara Federal reforça seu compromisso com a comunidade na expectativa de que os projetos selecionados tenham impacto positivo na vida daqueles que mais precisam de apoio.

     

    Fonte: SETCOM-MT

    Direitos Humanos: reunião aproxima Justiça da realidade de ribeirinhos, indígenas e assentados no Amazonas

    A reunião do Observatório dos Direitos Humanos (ODH) do Conselho Nacional de Justiça, em Humaitá, no Sul do Amazonas, na tarde desta segunda-feira (17/6), foi oportunidade para representantes de comunidades locais darem testemunhos que evidenciam a complexidade da realidade local. Durante as mais de duas horas do evento, 19 vezes o microfone foi usado para falas diante da plateia presente no pátio de uma escola do município. Os relatos foram sobre desafios e dificuldades que fazem parte do dia a dia de comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas, de agricultores assentados, mulheres, crianças e adolescentes.

    Para abrir a reunião, a coordenadora do Observatório, juíza auxiliar da presidência do CNJ, Karen Luise de Souza apresentou breve histórico das atividades do colegiado e contextualizou a atual forma de trabalho, referindo que nessa gestão do ministro Luis Roberto Barroso optou-se por constituir uma nova realidade de realização das atividades, levando o Observatório para os territórios. Destacou ainda que diversas políticas públicas desenvolvidas pelo Conselho Nacional de Justiça são resultado de contribuições obtidas por meio da escuta promovida nas reuniões do ODH.

    “Estamos aqui para ouvir porque essa, para nós, é uma grande oportunidade de escuta”, discursou a conselheira do CNJ Daniela Madeira. Na mesma linha de raciocínio, a assessora Natália Dino, também do CNJ, pontou: “Acesso significa também fazer chegar, as comunidades ocupando os espaços e a Justiça vindo ao encontro dos povos que estão conhecendo os seus direitos. O que estamos fazendo é nos aproximar, fazendo o reconhecimento de uma realidade histórica e dos respectivos desafios”, completou. Os primeiros inscritos para falar durante a reunião do ODH em Humaitá foram os representantes do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que logo cederam a palavra aos representantes das comunidades indígenas, ribeirinhas e de assentados.

    Durante o período em dispuseram do microfone, as lideranças locais e representantes de entidades da região de Humaitá citaram casos diversos de violações de direitos humanos, inclusive da prática de trabalho análogo à escravidão e de exploração de trabalho infantil. Também houve relatos da falta de assistência médica e de infraestrutura para a educação. Foi solicitada maior proximidade com a realidade local, a fim de orientar as sentenças que resultam de processos judiciais, bem como melhorias nas condições de atendimento do poder público local, inclusive para fazer com que moradores de comunidade distantes possam dispor da Justiça Itinerante Cooperativa.

    “Depois de tudo o que ouvimos, percebo que há muito mais que fazer e saímos com um dever de casa: aprimorarmos nossas ações futuras”, avaliou, no encerramento do evento, o conselheiro do CNJ, Alexandre Teixeira. “O poder efetivo está na mão da sociedade civil e é preciso que as lideranças que estão aqui não se cansem, que continuem buscando os seus direitos e das suas comunidades”, concluiu o magistrado, com carreira na Justiça do Trabalho. A reunião em Humaitá contou também com a presença, na mesa que dirigiu o evento, da subprocuradora-geral da República, Eliana Torelly e da juíza auxiliar da Presidência do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Gabriela Lacerda, que compõe o comitê executivo do ODH.

    Todas as manifestações dos participantes da reunião do Observatório, que foi transmitida ao vivo pelo canal do CNJ no YouTube, integrarão relatório a fim de subsidiar a atuação do poder público, especialmente do Poder Judiciário, no sul do Amazonas.

     

    Justiça Itinerante

    O encontro do ODH em Humaitá fez parte da programação da segunda edição da Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal, uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para promover a cidadania e o acesso à Justiça nesse município e, simultaneamente, em Lábrea, que fica distante 200 quilômetros. Equipes de diversas instituições do Estado se dedicam, durante todo o dia, ao atendimento de moradores da região para resolver questões relacionadas ao acesso à cidadania, garantia de direitos básicos como documentação civil, passando por atendimento médicos e odontológicos, orientação jurídica em diversos temas, além da possibilidade de resoluções em processos judiciais.

     

     


    Texto: Luís Cláudio Cicci
    Edição: Jonathas Seixas
    Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ
    Agência CNJ de Notícias

    Inscrições abertas para o curso “Sistema da Justiça e Direito da Antidiscriminação”

    A Ajufe informa que o Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal (CJF) realizará o curso “Sistema da Justiça e Direito da Antidiscriminação”, no período de 24 de junho a 1º de agosto de 2024, na modalidade à distância, com tutoria de magistrados (as).

    A ação educacional terá carga horária total de 40 horas-aula e o público-alvo são juízas e juízes federais, vitalícios ou em processo de vitaliciamento, desembargadoras e desembargadores federais, não sendo necessária vinculação à uma área específica de jurisdição.

    Para mais informações, acesse: https://www.cjf.jus.br/cjf/corregedoria-da-justica-federal/centro-de-estudos-judiciarios-1/eventos/ead-1/dir-antidiscr2024/ ou envie sua dúvida ao e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

    Veja a relação dos tutores (as) do curso:
    1 - Clara da Mota Santos Pimenta Alves, juíza federal da 1ª Região
    2 - Edinaldo César Santos Junior, juiz estadual, atualmente juiz auxiliar da presidência do CNJ
    3 - Raffaela Cássia de Sousa, juíza federal da 1ª Região
    4 - Roger Raupp Rios, desembargador federal da 4ª Região

    Edição de 2024 do Programa Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal ocorre entre 17 e 21 de junho

    Entre 17 e 21 de junho, será realizada a edição 2024 do Programa Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal. Durante os cinco dias, serão prestados atendimentos às populações de Lábrea e Humaitá, municípios do sul do Amazonas, com a oferta de serviços nas áreas de documentação civil, fundiária, ambiental, previdenciária, trabalhista, infância e juventude e indígena.

    Lábrea e Humaitá estão mais próximos da capital de Rondônia, Porto Velho, do que da capital do Amazonas, Manaus, que fica a quase 700 quilômetros. As duas cidades sediarão a edição de 2024 do programa por estarem em região de importância estratégica.

    Os serviços oferecidos durante a Justiça Itinerante buscam garantir acesso de forma integrada a direitos fundamentais, tentando suprir a ausência de estruturas estatais permanentes na Amazônia Legal.

    Os atendimentos permitirão emissão de documentos diversos; exercício de direitos previdenciários e trabalhistas; solução de questões fundiárias e ambientais; além de oficinas e rodas de conversa. O Exército Brasileiro ofertará consultas com médicos e dentistas. Também serão oferecidos serviços relacionados à infância e adolescência.

    Sobre o programa

    O Programa Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal surgiu da necessidade de ampliar a atuação do Poder Judiciário e das demais instituições do Poder Público na região da Amazônia Legal, caracterizada pela dificuldade locomoção entre algumas áreas e municípios.

    Dividido em três eixos de atuação (ambiental, acesso à Justiça e à cidadania e coleta de dados), a Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal permitirá que, em uma única ação, sejam resolvidas demandas em localidades nas quais foram identificadas pouca presença do Estado e alto índice de litígios de grande repercussão e complexidade.

    Os serviços são realizados por meio de parceria entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Conselho da Justiça Federal (CJF), o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), juntamente com órgãos do Sistema de Justiça e do Poder Executivo (federal, estadual e municipal).

    A Amazônia Legal é composta por nove estados ou 772 municípios, que enfrentam desafios geográficos e políticos para garantir o acesso aos serviços públicos essenciais à cidadania. Uma pesquisa publicada em 2023 pelo CNJ no âmbito do projeto Justiça Pesquisa, desenvolvida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), aponta que, em 2021, a Amazônia registrou 52% dos conflitos por terra no Brasil.

    Os estados da Amazônia Legal apresentam Índices de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) abaixo dos índices nacionais. Os IDHM do Pará de 2021 colocam o estado na 23.ª posição entre os 27 estados brasileiros. 

    Comissão aprova projeto da arbitragem em matéria tributária e aduaneira

    A Comissão Temporária para Exame de Projetos de Reforma dos Processos Administrativo e Tributário Nacional (CTIADMTR) aprovou, nesta quarta-feira (5), um texto alternativo do senador Efraim Filho (União-PB) à proposta que regula a arbitragem em matéria tributária e aduaneira.  Como tramita na comissão em caráter terminativo, a matéria seguirá para a análise da Câmara dos Deputados, salvo se houver recurso para o Plenário. O PL 2.486/2022 integra a lista de anteprojetos para modernizar procedimentos nas áreas tributária e administrativa, elaborados pela comissão de juristas (CJADMTR) criada em 2022 por ato conjunto do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) na época, Luiz Fux. 

    Comandada pela ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Regina Helena Costa, essa comissão elaborou minutas de propostas legislativas com o objetivo de dinamizar, unificar e modernizar o processo administrativo e tributário nacional, posteriormente apresentadas como projetos de lei por Rodrigo Pacheco.

    — Faço questão de agradecer aos juristas e aos consultores. Nos dá muito conforto saber que estamos chegando a um texto próximo do ideal — afirmou Efraim.

    A ministra Regina Helena e outros integrantes da comissão de juristas acompanharam a votação do projeto. A ministra disse se tratar de um momento de grande alegria perceber que o trabalho da comissão de juristas está sendo aproveitado de forma concreta pelo Senado. Ela lembrou que o colegiado trabalhou por seis meses em sugestões de novas leis e aperfeiçoamentos na legislação vigente. A ministra ainda destacou a qualidade técnica dos juristas e elogiou a atuação do presidente da comissão temporária, senador Izalci Lucas (PL-DF).

    — Ficamos muito felizes de ver o tratamento do Senado ao trabalho que a comissão de juristas tão cuidadosamente produziu. Só tenho a agradecer — registrou a ministra.

    A proposta, segundo seus autores, tem a finalidade de garantir a possibilidade do uso da arbitragem para prevenir e resolver conflitos entre o Fisco e seus administrados. Nesse cenário, a arbitragem poderá ocorrer em qualquer fase da existência do crédito público, ou seja, desde a ciência do auto de infração até a sua judicialização.

    A futura lei será aplicável a todos os entes federativos e à cobrança de valores devidos aos conselhos profissionais, sendo que a sentença final do árbitro, juiz de fato e de direito, não ficará sujeita a recurso ou homologação pelo Poder Judiciário. Ainda ficará vedada a arbitragem em relação a créditos para os quais haja ato incontestável, mesmo que extrajudicial, o qual importe em reconhecimento do débito.

     

    Regulamentação

    Pelo projeto, o Fisco estabelecerá as temáticas aptas à utilização da arbitragem e cada ente prescreverá elementos específicos, tais como: os critérios de valor para submissão das controvérsias, as fases processuais em que será cabível, o procedimento para apreciação do requerimento, as regras para escolha da câmara e as regras relativas ao árbitro. O requerimento de arbitragem, etapa preliminar à pactuação do compromisso arbitral, será direcionado à autoridade máxima do órgão responsável pela administração do crédito, o qual decidirá sobre a sua instauração.

    As informações sobre os processos arbitrais serão públicas, ressalvadas aquelas necessárias à preservação de segredo industrial ou comercial e aquelas consideradas sigilosas pela legislação brasileira. A arbitragem será institucional, não sendo permitida a arbitragem "ad hoc", ou seja, realizada sem o apoio de uma instituição. O novo texto prescreve três vedações à arbitragem: a por equidade, a relativa à constitucionalidade ou discussão de lei em tese e a prolação de sentença que resulte em regime especial, diferenciado ou individual de tributação, direta ou indiretamente.

     

    Compromisso arbitral

    A instituição da arbitragem ocorrerá a partir da aceitação da nomeação pelo árbitro, se for único, ou por todos, se forem vários. Já a submissão da controvérsia à arbitragem ocorrerá por meio da celebração de compromisso arbitral, feito pelos advogados do sujeito passivo e do ente federado ou conselho federal, conforme o caso. A celebração do compromisso arbitral suspende a tramitação dos processos administrativos e das ações judiciais que tenham por objeto os créditos incluídos na arbitragem.

    O projeto determina quatro princípios a serem observados durante a arbitragem: o contraditório, a igualdade das partes, a imparcialidade dos árbitros e seu livre convencimento. Além disso, Efraim ressaltou que a arbitragem tributária, diferentemente da arbitragem entre dois particulares, deve ter sempre em vista o interesse público.

     

    Prazos

    Quanto aos prazos, o texto estabelece o mínimo de 30 dias úteis para a resposta às alegações iniciais e máximo de 60 dias úteis para a apresentação da sentença, contados do encerramento da fase de instrução, sem prorrogação. Ainda há o prazo máximo de 12 meses entre a instituição da arbitragem e o encerramento da fase de instrução.

    A intenção de propor prazo máximo, segundo os autores, é de garantir a celeridade do processo arbitral, respeitando, porém, a complexidade da matéria, que pode demandar análise contábil, levantamentos e atualização de dados pelo sujeito passivo, pela administração ou por experts que venham a ser designados ao longo do procedimento.

     

    Custos

    Já em relação aos custos, caberá ao sujeito passivo a antecipação das despesas obrigatórias relativas ao procedimento arbitral, as quais, a depender do caso, serão restituídas. As despesas incorridas pela parte, quando da contratação de assistentes técnicos, será de sua responsabilidade.

     

    Tribunal arbitral e árbitros

    O PL estabelece que o tribunal arbitral será formado por três árbitros: um indicado pelo sujeito ativo, outro pelo sujeito passivo e o último eleito pelos dois primeiros árbitros, em comum acordo, o qual presidirá o tribunal arbitral. Caso não haja acordo entre os árbitros indicados pelas partes para a escolha do terceiro árbitro, caberá à câmara de arbitragem a indicação.

    As pessoas indicadas para funcionar como árbitros têm o dever de revelar, antes da aceitação da função, qualquer fato que denote dúvida justificada quanto à sua imparcialidade e independência.

    O projeto não exige que a instituição arbitral esteja localizada no território do ente federativo em que se originou a controvérsia, nem que a instituição credenciada atenda apenas controvérsias envolvendo aquele ente. Com isso, os autores destacam que a regulação do credenciamento pode permitir que uma mesma instituição arbitral administre procedimentos de mais de um ente federativo e se localize geograficamente onde se facilite acesso a sujeitos passivos e a administrações tributárias de vários entes federativos em determinada região do país.

    Sentença arbitral

    O texto determina como requisitos obrigatórios da sentença arbitral o relatório, resumindo a controvérsia e contendo os nomes das partes, os fundamentos da decisão, a data, o lugar e o dispositivo contendo a resolução. Ressalva, ainda, que sentença arbitral contrária à Fazenda Pública, pecuniária, será paga via precatório ou, a critério do sujeito passivo, via compensação, já que se equipara à sentença judicial.

    O projeto também determina que lei específica preveja redução de multas, com o objetivo de estimular a opção pela arbitragem, seja ela em âmbito preventivo, seja em contencioso. Caso o sujeito passivo descumpra o disposto na sentença arbitral, o débito será inscrito em dívida ativa e se submeterá às regras de cobrança extrajudicial e judicial dos créditos públicos, restando proibida rediscussão sobre quaisquer questões decididas na sentença arbitral.

    Assim, nos procedimentos arbitrais tributários que tenham como sujeito ativo a União, a sentença arbitral que concluir pela existência de crédito devido à União reduzirá as multas, de qualquer natureza, nos seguintes percentuais:

    — em 60% se requerida em até 15 dias da ciência do auto de infração;

    — em 30% se pleiteada após este prazo e antes da decisão administrativa de primeira instância e, por fim,

    — em 10% se postulada antes da decisão administrativa de segunda instância, da inscrição em dívida ativa ou da citação da Fazenda Pública em processo judicial.

    Para o relator Efraim, o [número de] processos judiciais envolvendo matéria tributária e aduaneira é tão elevado no Brasil que devem ser incentivadas todas as iniciativas que possam contribuir para uma melhoria, ainda que pequena, da situação.

     

     

    Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado 

    Fonte: Agência Senado

    Obra da ministra Regina Helena com análise sobre CTN à luz do texto constitucional chega à quarta edição

    A ministra do STJ Regina Helena Costa e associada da Ajufe lançou a quarta edição do livro Código Tributário Nacional Comentado –  Em sua moldura constitucional, pelo Grupo Editorial Nacional (Grupo Gen). No livro, a ministra desenvolve uma visão didática e, ao mesmo tempo, crítica do CTN, apontando suas inconsistências em relação à Constituição Federal.

    Na nova edição, que foi revista, atualizada e ampliada, a magistrada – integrante da Primeira Turma e da Primeira Seção do STJ, especializadas em direito público – analisa as regras estruturantes do sistema tributário nacional, as espécies tributárias e as normas gerais do direito tributário, cujo caráter nacional vincula todos os entes federativos. A obra é acompanhada de sugestões doutrinárias e indicações de jurisprudência.

    Ministra do STJ desde 2013, Regina Helena Costa é livre-docente em direito tributário, doutora e mestre em direito do estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). É professora associada de direito tributário da Faculdade de Direito e da pós-graduação em direito da mesma universidade. Lançou os livros Princípio da Capacidade Contributiva;Imunidades Tributárias – Teoria e análise da jurisprudência do STF; Praticabilidade e Justiça Tributária – Exequibilidade de lei tributária e direitos do contribuinte; e Curso de Direito Tributário – Constituição e Código Tributário Nacional.

    Com informações do STJ

    Livro min. Regina

    Juiz federal coordena segunda edição de obra sobre o Código de Direito e Bem-Estar Animal da Paraíba

    O juiz federal e associado Vicente de Paula Ataide Junior é o coordenador da segunda edição da obra “Comentários ao Código de Direito e Bem-Estar Animal do Estado da Paraíba – A positivação dos Direitos Fundamentais Animais”. O livro reúne grandes estudiosos do Direito Ambiental, do Direito Animal, da Medicina Veterinária e das Ciências Biológicas que comentam sobre os dispositivos legais do Código de Direito e Bem-Estar Animal do Estado da Paraíba (Lei Estadual 11.140/2018), que entrou em vigor no dia 7 de outubro de 2018.

    Participam da obra advogados, membros do Ministério Público e da Magistratura, cientistas, técnicos e ativistas, de modo que as análises possam representar uma avaliação crítica sobre a consistência e o apuro técnico do Código.

    Mais informações: https://www.jurua.com.br/shop_item.asp?id=31058

    Livro dr. Vicente

    Nota de pesar - Ariovaldo Airton Lemos Brum

    A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) comunica, com pesar, o falecimento do senhor Ariovaldo Airton Lemos Brum, pai do juiz federal e associado Gustavo Brum.

    As cerimônias de despedida ocorrem nesta manhã (29/5), em Cachoeira do Sul (RS).

    A Ajufe lamenta a perda e manifesta os mais sinceros sentimentos ao magistrado e seus familiares.

    Direito previdenciário é tema de videoaula do projeto "TRF6 em Debate"

    Foi lançada, nesta segunda-feira (27/5), uma nova aula do projeto "TRF6 em Debate", realizado pela Escola de Magistratura do Tribunal Regional Federal da 6ª Região e a Dom Helder Escola Superior. Por meio de videoaulas, magistrados, professores e servidores de ambas as instituições trazem explicações sobre julgamentos relevantes proferidos pelo Tribunal. Nesta décima primeira aula do projeto, o Juiz Federal Rafael Vasconcelos Porto da 3ª Vara de Execução Fiscal da Subseção Judiciária de Belo Horizonte, comenta sobre Direito Previdenciário, proferido no processo nº 1017884-98.2021.4.01.9999.

    O objetivo do projeto é difundir a jurisprudência da recém-criada Corte Federal por meio de ferramentas tecnológicas e mídias de fácil acesso e de longo alcance, sem se perder de vista a qualidade técnica de conteúdo.

    As videoaulas são publicadas quinzenalmente no canal do Youtube da Escola de Magistratura (@escolademagistraturadotrf6) e nas redes sociais do Tribunal e da Dom Helder Escola Superior. Juízes, servidores e professores interessados em ministrar videoaulas podem se voluntariar pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

    Assista à 11ª aula em:

    Presidente do STF anuncia que repasses do Judiciário ao RS já atingiram R$ 123 milhões

    Ministro participou de evento em São Leopoldo (RS) sobre novas medidas do governo federal aos afetados pelas enchente

     

    Durante anúncio do governo federal sobre novas medidas para recuperação do Rio Grande do Sul após as enchentes, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, informou que o Poder Judiciário transferiu, até o momento, R$ 123 milhões referentes a depósitos judiciais para a Defesa Civil do RS. A reunião aconteceu nesta quarta-feira (15), em São Leopoldo (RS), com a presença de diversas autoridades.

    Segundo o ministro, o Judiciário também suspendeu, até o dia 31 de maio, os prazos de ações judiciais em andamento no STF que envolvam o Rio Grande do Sul. Barroso comunicou ainda o envio de policiais judiciais para reforçar a segurança pública local e proteger pessoas nos abrigos.

    Além disso, o presidente do Supremo informou a criação, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Comitê de Apoio e Monitoramento para os Serviços Judiciários no Estado do Rio Grande do Sul, do qual participam catorze magistrados, entre conselheiros do CNJ e juízes auxiliares. O grupo foi formado para coordenar ações necessárias à atuação eficiente do Poder Judiciário no contexto dos eventos climáticos, promovendo integração de instituições, entre outras atividades.

     

    União dos Poderes

    Segundo o ministro Luís Roberto Barroso, as enchentes são um imenso sinal de alerta da natureza de que a mudança climática não é mais um problema abstrato, mas real e que precisa ser enfrentado com medidas efetivas, concretas e corajosas. Barroso ressaltou que a Constituição Federal prevê a separação de poderes, “mas, em momentos como este, nós precisamos viver a união de poderes. Neste momento, somos todos gaúchos”.

    Para o ministro, a atuação conjunta do presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, e do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, representa “uma certa elevação de patamar civilizatório que é a não politização de uma crise humanitária”. Ressaltou também que todas as autoridades se uniram, cada uma dentro da sua competência e das suas habilidades, para ajudar o povo gaúcho com o mesmo objetivo de fazer o bem da melhor forma possível.

    O presidente do STF condenou o que chamou de “abominável onda de desinformação, notícias falsas e fakenews” sobre o Rio Grande do Sul. Para o ministro, é impossível não sentir repulsa a esse tipo de comportamento que projeta a maldade sobre o sofrimento das pessoas.

    Além do ministro Luís Roberto Barroso, participaram da reunião o presidente da República, o governador do Rio Grande do Sul, o ministro da Fazenda Fernando Haddad, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, a ministra da Saúde, Nísia Lima, o ministro de Estado da Secretaria Extraordinária de apoio a reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, instituída hoje.

     

     


    Matéria publicada pelo STF. Foto: Ricardo Stuckert / PR.

    TRF2 e EMARF realizam curso sobre tratamento de vítimas no âmbito do sistema de justiça criminal

    O Tribunal Regional Federal da 2ª Região e a Escola da Magistratura Regional Federal da 2ª Região (EMARF) realizam, entre os dias 3 e 14 de junho de 2024, o curso à distância “Tratamento de vítimas no âmbito do sistema de justiça criminal”, voltado a magistrados federais e estaduais. A tutoria é do desembargador federal Marcello Granado e a coordenação é do desembargador federal Reis Friede. 

    Dentre o conteúdo que será ministrado destacam-se as atribuições dos centros especializados de atenção a essas vítimas, a adoção de providências para destinar ambientes de espera separados para a vítima e seus familiares nos locais de realização, entre outros.

    O curso será ministrado através da plataforma Moodle.

    Inscrições em: https://www7.trf2.jus.br/cae/

    Curso TRF2 EMARF

    Pop Rua Jud: Mutirão voltado às pessoas carentes acontece no centro de São Paulo de 13 a 17 de maio

    Mais uma vez, a Justiça do Trabalho de São Paulo participa do “Pop Rua Jud Sampa”, iniciativa que oferece à população vulnerável serviços de assistência, orientação jurídica, saúde e cidadania. Nesta edição, a força-tarefa acontece de 13 a 17 de maio, das 9h às 15h, na Praça da Sé, capital paulista.

    Organizada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, a ação reúne mais de 70 entidades do poder público federal, estadual e municipal, além de organizações da sociedade civil (confira lista dos participantes abaixo).

    Quem buscar os serviços no local será recebido(a) por um "anjo", que vai fazer uma triagem das necessidades e acompanhar os atendimentos. O “anjo” é integrante de uma das instituições participantes e atua de forma voluntária no projeto.

    Atendimentos

    Entre os serviços oferecidos pelos órgãos do Judiciário estão regularização de documentos; entrada em benefícios como FGTS, seguro-desemprego, LOAS e INSS; e orientações sobre processos e direito; defesa em casos assistenciais, de família e criminais.

    Na área da saúde e assistência social estão disponíveis testes rápidos de doenças (HIV, sífilis, hepatite e covid); vacinação contra a covid (1ª e 2ª dose e reforço); aferição de diabetes e pressão arterial; serviços de saúde bucal, corte de cabelo, maquiagem, entre outros.

    Na tenda do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, representantes do órgão prestam informações sobre processos em andamento e orientam sobre possíveis demandas judiciais. Também fazem atermações verbais, o que significa ouvir a reclamação do(a) interessado(a) e transformar a demanda na petição inicial de um processo.

    Inclusão

    O “Pop Rua Jud Sampa” atende à Resolução CNJ nº 425/2021, que instituiu a Política Nacional Judicial de Atenção a Pessoas em Situação de Rua e suas interseccionalidades. O ato normativo prevê que os tribunais devem observar as medidas administrativas de inclusão, como a manutenção de equipe especializada de atendimento, preferencialmente multidisciplinar, em suas unidades.


    Serviço

    Pop Rua Jud Sampa
    Data: 13, 14, 15, 16 e 17 de maio
    Horário: das 9h às 15h
    Local: Praça da Sé, Centro - São Paulo/SP

    Órgãos participantes
    Abayomi
    Advocacia Geral da União - AGU
    Agência da ONU para Refugiados — ACNUR
    Amigos da Rua e seus Pets
    Arquidiocese de São Paulo
    Associação Beneficente & Comunitária do Povo - ABCP
    Associação Comercial de São Paulo
    Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul - AJUFESP
    Associação dos Juízes Federais do Brasil - AJUFE
    Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo - ARPEN
    Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais - ANAFE
    Associação Paulista de Magistrados - APAMAGIS
    BECEI
    BibliAspa
    Bibli-Aspa
    Bumerangue do Bem 
    Caixa Econômica Federal - CEF
    Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto (Bompar)
    Clínica de Direitos Humanos Luiz Gama
    Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário do Estado de São Paulo - COMESP
    Defensoria Pública da União de São Paulo - DPUSP
    Defensoria Pública de São Paulo - DPESP
    Exército Brasileiro
    Fundação Getulio Vargas - FGV
    Governo do Estado de São Paulo
    Guarda Civil Metropolitana - GCM
    Instituto Amigos
    Instituto Claret
    Instituto de Ensino e Pesquisa - INSPER
    Instituto de Identificação Ricardo Gumblenton Daunt (IIRGD)
    Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo - IMESC
    Instituto Fios de Ouro
    Instituto Heineken - HUB da Cidadania
    Instituto Human
    Instituto Nacional de Seguro Social - INSS
    Instituto Oscar Freire - Faculdade de Medicina da USP – FMUSP
    Ministério dos Direitos Humanos
    Ministério Público do Estado de São Paulo - MPFSP
    Ministério Público Federal de São Paulo - MPFSP
    Movimento Estadual da População em Situação de Rua
    Movimento Nacional de Luta em Defesa da População em Situação de Rua
    Movimento Nacional POP RUA
    Museu da Língua Portuguesa
    OIM – Organização Internacional para as Migrações das Nações Unidas
    ONG Palavras de Paz
    Ordem dos Advogados do Brasil - Secretaria de Direitos Humanos - OAB DH
    Pãozinho Solidário
    Pastoral do Menor
    Polícia Federal - Delegacia de Polícia de Imigração-DELEMIG
    Polícia Militar de São Paulo
    Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP
    Poupatempo
    Prefeitura Municipal de São Paulo
    Procuradoria Geral da República da 3a Região - PRF3
    Receita Federal do Brasil
    SABESP
    Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo
    Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo
    Secretaria do Estado da Saúde
    Secretaria Executiva de Projetos Estratégicos do Município de São Paulo - SEPE/SGM
    Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social
    Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania
    Secretaria Municipal de Saúde
    Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico e Trabalho
    Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos
    Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE
    Serviço Franciscano de Solidariedade – SEFRAS
    Subprefeitura da Sé – Prefeitura de São Paulo
    Tribunal de Justiça de São Paulo
    Tribunal de Justiça Militar de São Paulo
    Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região
    Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região
    Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo
    Tribunal Regional Federal da 3ª Região
    União das Mulheres Advogadas - UMA
    Universidade Presbiteriana Mackenzie

    *Com informações do TRF-3.

    TRF4 informa sobre a situação do prédio do tribunal em Porto Alegre

    A administração do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) comunica que ontem (7/5) a sede da corte em Porto Alegre foi atingida pela enchente causada pelas chuvas dos últimos dias. Assim, as garagens e o andar térreo do prédio ficaram cobertos pela água e lama provenientes da cheia do lago Guaíba.

    A sede do TRF4 fica localizada na Rua Otávio Francisco Caruso da Rocha, no bairro Praia de Belas, região central da capital gaúcha, próxima à orla do Guaíba, junto a outros prédios administrativos do estado e do Judiciário. Essa é uma das regiões da cidade que mais foi impactada pelas enchentes.

    Sistemas

    Como medida de precaução, desde a tarde de sexta-feira (3/5), está desligada a central de dados (datacenter) do TRF4. Portanto, o sistema de processo judicial eletrônico, o eproc, e o sistema eletrônico de informações, o SEI, do tribunal e da Justiça Federal do Rio Grande do Sul (JFRS) estão fora do ar e ainda sem prazo para o retorno de funcionamento.

    Sobre a impossibilidade de religar os sistemas nesse momento, o presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva explica: “estamos com o prédio inundado e com a energia desligada pela empresa concessionária, por medida de segurança. Os geradores disponíveis no mercado estão sendo direcionados para áreas de saúde e não há neste momento como hospedar os equipamentos da central de dados em outro lugar porque as forças de segurança e de salvamento estão sendo empregadas para salvar as pessoas”.

    Enquanto os serviços estão sem prazo para reiniciar, o TRF4 e a JFRS estão trabalhando apenas em regime de plantão.

     
    Fonte: ACS/TRF4 (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)
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