CCJ pode mudar critérios para prisão de condenados em segunda instância

    Por: Agência Senado (https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2018/09/27/ccj-pode-mudar-criterios-para-prisao-de-condenados-em-segunda-instancia)

    A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) pode aprovar, em decisão terminativa, novos critérios para a decretação de prisão preventiva após a condenação em segunda instância. O texto que será votado é um substitutivo do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 402/2015, do senador Roberto Requião (MDB-PR).

    Como foi alterado por substitutivo, o PLS 402/2015 deve ser submetido a turno suplementar de votação na Comissão de Justiça. Cumprida essa etapa, será enviado direto à Câmara dos Deputados se não houver recuso para votação pelo Plenário do Senado.

    O substitutivo abre a possibilidade de a prisão ser decretada mesmo que o condenado tenha respondido ao processo em liberdade. A única exceção ao encarceramento seria a existência de garantias de que ele não irá fugir ou praticar novas infrações.

    Ao recomendar a aprovação da proposta, Ferraço observou que as mudanças sobre a prisão preventiva — regulada pelo Código de Processo Penal (CPP — Decreto-Lei 3.689, de 1941) — foram sugeridas pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe).

    “A preocupação central do projeto é, portanto, conferir maior eficácia à decisão condenatória dos tribunais, ainda que sujeita a recursos, não considerando razoável que a regra seja o apelo em liberdade se ausentes os requisitos tradicionais da prisão preventiva”, argumenta Ferraço no relatório.

    Balancear direitos

    O PLS 402/2015 submete a decretação da prisão preventiva ainda a outros critérios: o juiz deverá levar em conta a culpabilidade e os antecedentes do condenado; as consequências e a gravidade do delito; se o produto do crime foi ou não recuperado; se houve ou não reparação do dano decorrente do ato criminoso.

    Na visão do relator, a proposta deve balancear os direitos do acusado e da sociedade, autorizando a decretação da prisão para crimes graves — tráfico de drogas, tortura, terrorismo, corrupção, lavagem de dinheiro ou participação em organização criminosa — já a partir da condenação em segunda instância.

    “A proposta baseia-se na busca da real efetividade do processo penal, que é uma reclamação da sociedade brasileira”, reforçou Ferraço no voto favorável à iniciativa.

    Presunção da inocência

    A imposição da prisão preventiva na fase de apresentação de recursos especial e extraordinário — mecanismos de apelação da sentença a serem julgados, respectivamente, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF) — não é incompatível com a garantia fundamental da presunção de inocência, avaliou o relator, em entedimento oposto ao do autor do projeto, Roberto Requião.

    Ainda sobre a apresentação de recursos, vale assinalar que o substitutivo tratou de promover ajustes precisamente nesse aspecto. Ferraço fez isso baseado em sugestões oferecidas por alguns juristas, como o professor Thiago Bottino do Amaral, convidados a debater a o PLS 402/2015 na Comissão de Justiça.

    Uma das medidas defendidas por Bottino — e agregadas ao substitutivo — foi no sentido de não se considerarem protelatórios os primeiros embargos opostos pelas partes à decisão do tribunal, desde que tenham a finalidade de prequestionar matéria constitucional ou legal.

    Outras mudanças relativas à instância recursal foram inspiradas na audiência pública da CCJ. Além de só passar a admitir recurso interposto por petição, o CPP poderá ter triplicado o prazo de apelação — dos atuais cinco para quinze dias — e conceder, apenas ao apelado, o prazo de oito dias para apresentação de contestações em caso de apelação.

    “Pretendemos, com essa proposição, contribuir para a efetivação do direito no processo penal brasileiro. Isso porque não se faz justiça protelando por anos a execução da pena, com recurso sobre recurso”, ressaltou Ferraço no parecer.

    Juiz auxiliar de Fachin no STF vê 'momento de inflexão' nas delações

    Por Reynaldo Turollo Jr (Folha de S. Paulo)

    Juiz auxiliar do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Rachid disse na noite desta terça-feira (25), em uma palestra para juízes federais, que as delações premiadas que consagraram a operação vivem um "momento de inflexão", e desabafou sobre decisões recentes da Segunda Turma que rejeitaram denúncias contra políticos.

    Leia a reportagem completa:https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/09/juiz-auxiliar-de-fachin-no-stf-ve-momento-de-inflexao-nas-delacoes.shtml

    STJ valida decisão de juíza de 1º grau que desobedeceu ordem de soltura do TRF-5

    Reportagem publicada originalmente no site CONJUR (https://www.conjur.com.br/2018-set-13/stj-valida-decisao-juiza-grau-desobedeceu-ordem-trf

    13 de setembro de 2018, 10h25
    Por Ana Pompeu

    O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, restabeleceu, nesta quarta-feira (12/9), a ordem de prisão ao empresário Francisco Deusmar de Queirós, em nome da preservação da competência da corte. Em resposta a uma reclamação feita pelo Ministério Público Federal, Fischer suspendeu a liminar concedida na terça-feira (11/9) pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região para libertar o dono da rede de farmácias Pague Menos.

    O empresário foi condenado a 9 anos e 2 meses de reclusão por crimes contra o sistema financeiro nacional quando dirigia a Renda Corretora de Valores, entre 2000 e 2006. A juíza Cíntia Menezes Brunetta, da 12ª Vara Federal do Ceará, se negou a cumprir ordem de Habeas Corpus do TRF-5 e manteve presos o fundador da rede e outros três empresários.

    “Observa-se a presença do requisito da plausibilidade do direito, visto que o desembargador federal, ao conceder liminar em HC, posteriormente ao julgamento do recurso de Apelação e ao decidido por esta Corte em sede de Recurso Especial, para suspender a execução provisória dos réus, lastreando-se em possível equívoco na dosimetria de pena, além de usurpar a competência deste Tribunal, desconsiderou o decidido por esta Corte, transformando o writ em 'segunda apelação', em clara ofensa ao devido processo legal”, afirmou o ministro na decisão.

    Ao restabelecer a ordem de prisão, Fischer admitiu o processamento da reclamação como instrumento cabível contra atos que invadem a competência ou desrespeitam a autoridade de decisões do STJ. “De outro modo, a urgência da presente medida decorre da insegurança jurídica causada pelo ato do desembargador federal, que acabou por afrontar a decisão deste tribunal”, argumentou.

    O Habeas Corpus de terça foi concedido em pedido que versa sobre a dosimetria da pena — uma vez que, se igual ou inferior a quatro anos, a reclusão seria indevida. Ao tomar conhecimento da desobediência de Cíntia Brunetta, o desembargador reiterou sua ordem com veemência, reportando-se diretamente à autoridade carcerária.

     

    Vaivém de decisões
    Em julho, a soltura, ou não, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também colocou em disputa instâncias da Justiça. O petista teve sua soltura determinada pelo desembargador Rogério Favreto, no plantão judiciário do Tribunal Regional Federal da 4ª Região no dia 8.

    O juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, porém, afirmou que o magistrado não tinha competência para tomar essa decisão e se recusou a cumprir a ordem, mesmo estando de férias. Favreto insistiu na soltura de Lula. O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da “lava jato” na corte, decidiu que o ex-presidente não poderia ser solto, pois não houve fato novo que autorizasse sua libertação e o presidente do TRF-4, desembargador Thompson Flores, deu a palavra final sobre o imbróglio e mandou que o petista continuasse detido.

    Na sequência, a então presidente do STJ, ministra Laurita Vaz, negou liminar para soltar Lula. Na decisão, ela criticou a postura de Favreto, afirmando que ela provoca “perplexidade e intolerável insegurança jurídica”. De ofício, a Corregedoria Nacional de Justiça decidiu apurar a atuação dos magistrados.

    Veja a íntegra da decisão: https://www.conjur.com.br/dl/stj-valida-juiza-grau-pedido-prisao.pdf 

     

    IOM, Federal Judges Start Project to Improve Migrants’ Rights in Brazil

    Matéria originalmente publicada pelo portal de notícias da OIM (versão inglês).

     

    Brazil – Like many of its hemispheric neighbours, Brazil cherishes its heritage as a nation of migrants. Today Latin America’s biggest economy – and largest population – continues to uphold that heritage as both a destination and transit nation for hundreds of thousands of men, women and children annually, as well as being a sender of its own migrants worldwide.

    Those are all strong factors behind IOM, the UN Migration Agency’s decision this month (9 September) to sign an agreement with Brazil’s National Association of Federal Judges (AJUFE by its Portuguese acronym) to implement a project to improve judges’ technical capacity and expand migrants’ access to rights, with a special attention to women and vulnerable migrants. The Agreement was signed by AJUFE’s President, Fernando Marcelo Mendes and IOM Brazil Chief of Mission, Stephane Rostiaux, on 6 September 2018.

    AJUFE´s Mendes explained that the partnership with IOM is paramount to the joint development of topics regarding migrants’ access to justice. He added: “With the agreement, we aim to contribute to strengthen capacities to investigate and prosecute human trafficking and to give back citizenship to those migrants in vulnerable situations imposed by humanitarian crises.”

    The first two outcomes of the agreement will be the inclusion of 20 federal judges in an online training on the introduction to international migration to be held between October and December 2018, and the promotion of a capacity building workshop in December 2018.

    According to Rostiaux, the judicial branch is a fundamental player in the protection of individual and collective rights of migrants. “The partnership with AJUFE allows IOM to move towards its goal of making migration dignified, safe and orderly for the benefit of migrants and society.”

    In the wake of completing successful projects in partnership with Brazil’s Office of the Federal Public Defenders and its Office of Federal Prosecutors, this new agreement marks the first time IOM will have a dedicated project for Brazil’s federal judges.

    The training workshop will focus on legal issues rising from migration emergencies, including the protection of vulnerable migrants. Counter trafficking measures, the protection of indigenous migrants and the prevention of crimes related to migration will be part of the training.

    AJUFE will select 20 federal judges from border areas and from regions involved in the relocation of Venezuelan migrants to receive training on international and domestic standards of protection of migrants, and on tools to prevent and prosecute crimes related to the migration process, such as trafficking in persons and smuggling of migrants. The training will explore both theoretical and conceptual aspects of migration and problem-solving exercises with real cases that took place in Brazil in recent years.

    Established in 1972, AJUFE represents more than 2,000 federal judges, federal appeal courts judges, and justices from the High Court of Justice and the Supreme Court. One of its principal goals is to strengthen the rule of law and the enforcement of human rights in Brazil.

    IOM and AJUFE plan to extend the partnership in 2019 with new capacity-building efforts.

    La OIM y los jueces federales de Brasil inician un proyecto destinado a mejorar los derechos de las personas migrantes

    Matéria originalmente publicada pelo portal de notícias da OIM (versão em espanhol).

     

    Brasil – Como muchos de sus vecinos en el hemisferio, Brasil valora su herencia como nación de migrantes. Hoy en día la mayor economía de América Latina – y con la mayor población también – sigue defendiendo tal herencia tanto como nación de tránsito y de destino para cientos de miles de hombres, mujeres y niños anualmente, siendo también un emisor de migrantes hacia otras partes del mundo.

    Todos estos son fuertes factores que subyacen a la decisión tomada este mes por la OIM, en su calidad de Organismo de las Naciones para la Migración, respecto de la firma de un acuerdo con la Asociación Nacional Brasileña de Jueces Federales (AJUFE por su sigla en portugués), a fin de implementar un proyecto destinado a mejorar la capacidad técnica de los magistrados y expandir el acceso de los migrantes al goce de sus derechos, poniendo especial atención a las mujeres y a los migrantes vulnerables. El Acuerdo fue firmado por el Presidente de AJUFE, Fernando Marcelo Mendes y por el Jefe de Misión de la OIM Brasil Stephane Rostiaux, el 6 de septiembre de 2018.

    Mendes de la AJUFE explicó que la sociedad con la OIM es fundamental para el desarrollo conjunto de temas relacionados con el acceso de los migrantes a la justicia. Agregó que “con este acuerdo, aspiramos a contribuir en el fortalecimiento de las capacidades para investigar y enjuiciar la trata de personas y devolverles el carácter de ciudadanos a todos aquellos migrantes en situación de vulnerabilidad impuesta por las crisis humanitarias”.

    Los primeros dos resultados del acuerdo serán la inclusión de 20 jueces federales en una capacitación en línea acerca de la introducción al tema de la migración internacional la cual tendrá lugar entre octubre y diciembre de 2018 y la promoción de un taller de fortalecimiento institucional en diciembre del mismo año.

    De acuerdo con Rostiaux, la rama judicial constituye una pieza fundamental en la protección de los derechos individuales y colectivos de los migrantes. “La alianza con AJUFE permite que la OIM se desplace hacia su objetivo de lograr una la migración segura, digna y ordenada, para el beneficio de los migrantes y de la sociedad”.

    Con el objetivo de llegar a buen puerto en materia de proyectos exitosos junto a la Oficina Federal de Defensores de Estado y la Oficina de Fiscales de Estado de Brasil, este nuevo acuerdo marca un hito por ser la primera vez que la OIM tiene un proyecto dedicado a los jueces federales en Brasil.

    El taller de capacitación se enfocará en temas legales que surgen de las emergencias en materia migratoria, incluyendo la protección de migrantes vulnerables. También formarán parte de la mencionada capacitación las medidas de lucha contra la trata de personas, la protección de migrantes indígenas, y la prevención de delitos relacionados con la migración.

    AJUFE tendrá a su cargo la selección de 20 jueces federales en zonas fronterizas y en regiones involucradas en la reubicación de migrantes venezolanos, para que reciban capacitación sobre los patrones internos e internacionales de protección de migrantes, y sobre herramientas para prevenir y enjuiciar delitos relacionados con el proceso migratorio, tales como el tráfico de migrantes y la trata de personas. La capacitación explorará tanto aspectos teóricos como conceptuales y ejercicios de resolución de problemas, con casos reales que ocurrieron en Brasil en años recientes.

    Establecida en 1972, AJUFE representa a más de 2.000 jueces federales, jueces de juzgados federales de apelación, y a miembros de la Alta y de la Suprema Corte de Justicia. Uno de sus objetivos prioritarios es el de fortalecer la vigencia del derecho y el respeto a los derechos humanos en Brasil.

    La OIM y AJUFE planean extender la sociedad que entre ellos ha surgido en el año 2019 por medio de nuevos esfuerzos en materia de fortalecimiento institucional.

    Maria vai com as outras #8: Mulheres na Justiça

    Matéria originalmente publicada pelo site da Rádio Piauí.

     

    No oitavo episódio da temporada, Branca Vianna conversa com a desembargadora do trabalho Débora Machado e com a juíza federal Adriana Cruz

     

    Entre os três poderes, o Judiciário é o menos desigual na divisão dos cargos entre os gêneros – mas, embora as juízas passem dos 30% dos magistrados, este número cai para 19% se contarmos apenas os tribunais superiores. Isso se dá porque, apesar de a porta de entrada ser o concurso público, os cargos mais altos envolvem decisões menos objetivas que impõem o mesmo teto de vidro que outras áreas. No oitavo e antepenúltimo episódio do Maria vai com as outras, uma desembargadora do trabalho e uma juíza federal falam sobre suas trajetórias profissionais, obstáculos e escolhas.

    Bloco 1

    Em setembro do ano passado, o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, da Bahia, elegeu uma mesa diretora formada apenas por mulheres. O feito inédito é comemorado pela desembargadora Débora Machado, vice-presidente da mesa. Mãe de dois filhos, ela discorre sobre as dificuldades de conciliar o trabalho com o suporte às crianças; e, embora não se considere feminista, ela admite que a dupla jornada desestimula as mulheres de arriscarem cargos nos tribunais superiores.

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    Ilustração: Caio Borges

    Bloco 2

    Juíza lotada na 5ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, Adriana Cruz lida no seu dia a dia com toda a sorte de processos que envolvem os interesses da União, como lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas. Numa conta por alto, ela chegou ao número estimado de 89 juízas negras como ela, em todos os graus de jurisdição e instâncias em todo o Brasil.

     

    Escute a íntegra da entrevista abaixo.

    ONU e associação de juízes firmam parceria pelos direitos dos migrantes no Brasil

    Matéria publicada originalmente no portal de notícias da Organização das Nações Unidas no Brasil (ONUBR).

     

    A Organização Internacional para as Migrações (OIM) – uma agência das Nações Unidas – e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE) assinaram nesta quinta-feira (6) um acordo para capacitar juízes e garantir o acesso de migrantes à justiça. Iniciativa terá ênfase em mulheres e estrangeiros em situação de vulnerabilidade.

     

    A Organização Internacional para as Migrações (OIM) – uma agência das Nações Unidas – e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE) assinaram nesta quinta-feira (6) um acordo para capacitar juízes e garantir o acesso de migrantes à justiça. Iniciativa terá ênfase em mulheres e estrangeiros em situação de vulnerabilidade.

    Para o presidente da AJUFE, Fernando Marcelo Mendes, a cooperação será de “extrema importância”, sobretudo para dar assistência a populações em risco, “a exemplo da crise em Roraima e das estrangeiras encarceradas como mulas do tráfico de drogas nas fronteiras do país”.

    “Diante do acordo, pretendemos também contribuir para o fortalecimento da investigação e judicialização em matéria de tráfico de pessoas, com a análise individualizada de cada caso, devolvendo a cidadania aos indivíduos em situação de vulnerabilidade decorrente de fluxo migratório, provocado, em alguns casos, por crise humanitária”, acrescentou o dirigente.

     

    A parceria entre as duas instituições já terá resultados nesse ano

    Primeiro, com a inclusão de 20 juízes federais no curso “Uma Introdução às Migrações Internacionais”, produzido pela OIM em parceria com a Escola Superior da Defensoria Pública da União. A formação, que será realizada entre outubro e dezembro, teve financiamento do Fundo da OIM para o Desenvolvimento. Segundo, com a realização de uma oficina de capacitação sobre direito migratório em contextos de emergência, que será promovida em dezembro, em Brasília.

    “O poder judiciário é um ator fundamental na proteção dos direitos individuais e coletivos dos migrantes”, afirmou o chefe do organismo internacional no Brasil, Stéphane Rostiaux.

    “A parceria com a AJUFE fortalece o trabalho que a OIM vem realizando no país, avançando na concretização de seu objetivo institucional de promover uma migração digna, segura e ordenada em benefício dos migrantes e da sociedade”, completou.

    A oficina sobre direito migratório em contextos de emergência abordará temas como a proteção aos migrantes vulneráveis, medidas de enfrentamento ao tráfico de pessoas, aspectos relacionados à proteção dos povos indígenas migrantes e o combate a crimes relacionados com os fluxos migratórios.

    A AJUFE selecionará juízes das áreas de fronteira e das regiões de acolhimento de migrantes participantes do processo de interiorização de venezuelanos para receberem o treinamento. A formação incluirá o estudo da aplicação de parâmetros nacionais e internacionais e de ferramentas para o enfrentamento de crimes. O curso envolverá aspectos teóricos e a realização de exercícios práticos, baseados em casos reais ocorridos no Brasil. Um dos objetivos é formar replicadores que possam multiplicar seu conteúdo em todo o país.

    Estabelecida em 1972, a AJUFE reúne mais de 2 mil magistrados da Justiça Federal brasileira, de primeiro e segundo graus, bem como ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os principais objetivos da instituição, está o fortalecimento do Judiciário, o aperfeiçoamento do Estado Democrático de Direito e a plena observância dos direitos humanos.

    A parceria com a associação será a primeira da OIM Brasil voltada exclusivamente ao aprimoramento das atividades da magistratura.

    Comandado por mulheres, Judiciário brasileiro ainda tem predomínio masculino

    *Informações da repórter Marcella Lourenzetto - JOVEM PAN 

    Veja a reportagem completa aqui: https://jovempan.uol.com.br/programas/jornal-da-manha/comandado-por-mulheres-judiciario-brasileiro-ainda-tem-predominio-masculino.html

    A posse da ministra Rosa Weber como presidente do Tribunal Superior Eleitoral fez com que, pela primeira vez, mulheres assumissem a chefia de cinco dos cargos mais altos da Justiça brasileira.

    Além dela, a ministra Cármen Lúcia comanda o Supremo Tribunal Federal e a ministra Laurita Vaz chefia o Superior Tribunal de Justiça. As outras duas cortes superiores do país são presididas por homens: o ministro João Batista Brito Pereira comanda o Tribunal Superior do Trabalho e o ministro José Coêlho Ferreira, o Superior Tribunal Militar.

    Associado da Ajufe, autor de livro sobre contos heróicos, é entrevistado no “Tribuna Independente”, da Rede Vida

    O juiz federal José Eduardo Leonel foi entrevistado no programa “Tribuna Independente” da Rede Vida. O magistrado, que tem mais de 20 anos de carreira, falou sobre a obra “Escravos da Insensatez – Crônicas da história dos heróis”, livro que estreia sua chegada à literatura.

    Perícias determinadas pela Justiça para rever decisões do INSS podem parar em agosto

    Verba anual para perícias está acabando, alertam juízes. INSS faz pente-fino em 178 mil segurados, que podem perder benefícios, e recursos judiciais podem ficar parados sem orçamento para perícias pedidas pelos juízes

    Entrevista do juiz federal Ilan Presser ao programa "Mais"

    O juiz federal Ilan Presser, delegado da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) no Pará, fala sobre o movimento em defesa da magistratura em entrevista do Programa "Mais", do jornalista Guilherme Augusto, exibido no dia 18 de março de 2018 na TV RBA, filiada da Band em Belém.

    Parte 1

    Parte 2



    Debate CBN: juristas discordam sobre prisão de réus condenados em 2ª instância

    O presidente da Associação de Juízes Federais do Brasil, Roberto Carvalho Veloso (AJUFE), participou, nesta terça-feira (20) de um debate na Rádio CBN sobre a prisão de réus condenados em segunda instância

    Ajufe

    “O julgamento de poderosos, no Brasil, é algo inédito”

    Os representantes de juízes e procuradores, reunidos em Brasília, repudiaram a tentativa de tirar Lula da cadeia revendo a norma que permite a prisão de condenados em segundo grau.

    Judiciário unido contra as agressões de Lula

    Lula se danou.

    Os representantes de juízes e procuradores reagiram hoje aos ataques dele contra o Judiciário.

    Associações de juízes e procuradores defendem prisão após decisão em segunda instância

    Representantes de entidades de classe ligadas à Justiça Federal e ao Ministério Público se reuniram na manhã desta quarta-feira, em Brasília, a fim de discutir estratégias para se defender e reagir ao que chamam de "ataque em curso contra as atividades da magistratura no Brasil". Na mesma reunião, as associações trataram da possibilidade de revisão, no Supremo Tribunal Federal (STF), do entendimento que autoriza o cumprimento de pena após decisão de um tribunal da segunda instância do Judiciário. Para as entidades, a revisão dessa jurisprudência motivada pela condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria um retrocesso.

    Juízes e procuradores anunciam ‘mobilização’ contra reforma da Previdência

    Associações de juízes e procuradores anunciaram nesta quarta-feira (31) uma “mobilização” em oposição à reforma da Previdência e outras propostas em tramitação no Congresso que afetam as duas categorias. Nesta quarta, o presidente Michel Temer previu a aprovação da reforma no Congressso até março.

    Presidente da Ajufe visita o TRF4

    Por: Assessoria de imprensa do TRF-4

    O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador federal Carlos Eduardo Thompson Flores, recebeu nesta tarde (22/1) a visita de cortesia do juiz federal Roberto Veloso, presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), acompanhado de um grupo de diretores da entidade. 

    Veloso: “Decisão de Cármen está plenamente justificada”

    Por: O Antagonista

    Brasil 28.12.17 18:28

    Roberto Veloso, presidente da Ajufe, comentou a decisão de Cármen Lúcia de suspender, a pedido de Raquel Dodge, alguns efeitos do decreto de indulto natalino de Michel Temer.

    Segundo ele, “o indulto é uma causa de extinção da punibilidade, uma espécie de perdão, que deve ser concedido como um prêmio, a partir da análise da situação do condenado”.

    “Da forma como constou do decreto, as decisões judiciais condenatórias ficaram sem nenhuma eficácia. Por exemplo, uma pessoa condenada por corrupção a 10 anos e tenha cumprido apenas dois, está definitivamente liberada. Dessa forma, está plenamente justificada a decisão da presidente do STF, ministra Carmen Lúcia, de suspender o decreto concessivo do indulto.”

    Lewandowski suspende MP que adiou pagamento da parcela de janeiro de 2018 do reajuste de servidores

    Ministro do STF também suspendeu dispositivo que elevava de 11% para 14% a contribuição previdenciária dos servidores que ganham mais de R$ 5,3 mil. Governo diz que vai recorrer.

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