Nesta segunda-feira (18/5), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizou, no Plenário, em Brasília (DF), a cerimônia solene de posse de suas novas conselheiras e conselheiros. Representando a Ajufe, participaram o presidente, Caio Marinho; a presidente eleita, Ana Lya Ferraz; o vice-presidente da Ajufe na 3ª Região, Alessandro Diaferia; a diretora de relações internacionais, Débora Valle de Brito; a diretora de aposentados e pensionistas, Liliane Roriz; e o diretor eleito Roberto Schuman.

Tomaram posse a desembargadora federal do TRF2 Andréa Cunha Esmeraldo e o juiz federal do TRF1 Ilan Presser. Também passaram a compor o Conselho a ministra do TST Kátia Magalhães Arruda, o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (TRT7) Paulo Regis Machado Botelho e a juíza do TRT10 Noemia Aparecida Garcia Porto.

Em seu discurso de posse como conselheira, a desembargadora federal Andréa Cunha ressaltou os desafios atuais do CNJ e o avanço de agendas institucionais voltadas ao aperfeiçoamento do Judiciário e à eficiência da prestação jurisdicional. “Sem dúvida, são gigantes os desafios para avançarmos com as diversas agendas das políticas institucionais que o CNJ conduz. Refiro-me a diretrizes fundamentais para nosso país, como a consolidação da justiça digital, preparando o Judiciário para o uso massivo da inteligência artificial, sem descorar da essencial intervenção humana; o fortalecimento dos direitos humanos; o combate rigoroso à violência doméstica e de gênero; e a busca incessante pela eficiência e celeridade processual”, afirmou.
A magistrada também destacou a importância da presença feminina no Conselho e celebrou a composição atual, que repete o maior número de mulheres na história do CNJ. “É motivo de grande orgulho poder representar as mulheres brasileiras, que, infelizmente, ainda sentem a dor da violência em suas mais variadas facetas, dimensões e graus. Tantas vezes invisibilizadas e petrificadas, sejam as mulheres que integram o sistema de Justiça, sejam as que dele se utilizam ou potencialmente necessitem”, afirmou.

Em sua manifestação, o juiz federal Ilan Presser agradeceu aos familiares pela trajetória que o levou até este momento e destacou os princípios que pretende observar no exercício da função como conselheiro. “Firmo publicamente o compromisso de que aqui, neste Conselho Nacional de Justiça, procurarei sempre ser a vez e a voz de quem não tem voz nem vez. Que o império da lei vença a lei do império. E que a autoridade do argumento vença o argumento de autoridade. Que possamos ser neste Conselho sempre instrumentos de equilíbrio e proteção, e jamais de opressão e dominação”, destacou o magistrado.


Integraram o dispositivo de honra da solenidade o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Edson Fachin; o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques; o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho da Justiça Federal (CJF), ministro Herman Benjamin; o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Vieira de Mello Filho; o ministro do Superior Tribunal Militar (STM), Artur Vidigal de Oliveira; o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell; o subprocurador-geral da República, José Adônis Callou de Araújo Sá; e as conselheiras e conselheiros do CNJ.
A sessão foi acompanhada por magistradas e magistrados federais, ministros, representantes dos TRFs e de entidades nacionais de classe, servidoras e servidores, convidados e familiares dos empossados.
A Ajufe deseja sucesso às novas conselheiras e aos novos conselheiros na condução de seus mandatos.
Assista à cerimônia:
Fotos: Rômulo Serpa e Luiz Silveira/CNJ