Wedy participa de reunião do Dia de Valorização da Magistratura e MP Qui, 04 de Agosto de 2011 15:27 Tatiana  O presidente da Ajufe, Gabriel Wedy, esteve na tarde desta quarta-feira (03) em reunião da Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público da União (Frentas), na sede da Anamatra, onde foi decidido que o Dia Nacional de Mobilização pela Valorização da Magistratura e Ministério Público, que poderá obter a adesão da AJUFE se assim deliberar o associado no dia 17/08 na Assembléia Geral Extraordinária, será realizado no dia 21 de setembro. A intenção das entidades será realizar o maior ato político de mobilização da história da Magistratura e do Ministério Público brasileiros, com a presença de mais de 1.000 juízes e procuradores (federais, estaduais, trabalhistas, militares, distritais) em Brasília, representando categorias que, unidas, somam mais de 34 mil associados em todo o Brasil. A pauta de reivindicações é composta pela revisão dos subsídios, simetria com o Ministério Público, retorno dos ATSs, segurança, saúde e previdência pública e integral. Foi deliberado na reunião da FRENTAS, a unanimidade, pelo convite a AMB e CONAMP, que já anunciaram que devem aderir ao movimento nacional do dia 21 de setembro, que será concentrado em Brasília com concentração no salão negro do Congresso Nacional e posterior marcha até o Supremo Tribunal Federal. Para o Presidente da AJUFE, Gabriel Wedy, “é importante que a nossa categoria apóie este momento histórico para a magistratura e ministério público brasileiro. Trabalhamos muito politicamente para construir este movimento por mais respeito aos direitos e prerrogativas dos magistrados e representantes do Ministério Público. Estamos unidos em torno destas bandeiras de luta. Estes anos de descaso e total desrespeito com os direitos das carreiras nos uniram em apenas um ideal. Caminhamos para um dia histórico de dimensões muito superiores a mobilização que realizamos em defesa da simetria em dezembro do ano passado e de nossa paralisação do último dia 27 de abril em que mais de 90% dos juízes federais paralisaram. Desta vez estaremos todos juntos, trinta e quatro mil agentes políticos, para reivindicar os nossos direitos e demonstrar a nossa união para os nossos interlocutores. As nossas divergências são desprezíveis e insignificantes neste momento. A nossa união em torno destas bandeiras é prioritária e está consolidada o que até pouco tempo atrás parecia impossível”. Além do presidente da Ajufe, estavam presentes na reunião os presidentes da Anamatra, ANPT, Amajum, AMAGIS, ANMPM e AMPDFT. Última atualização em Qui, 11 de Agosto de 2011 09:53 Ajufe comemora vitória no dia da paralisação Qui, 28 de Abril de 2011 04:41 Juliana Russomano  Após o encerramento das palestras pela valorização da magistratura federal, ontem, 27/04, o presidente da Ajufe, Gabriel Wedy, convidou os juízes federais presentes para acompanhá-lo ao Congresso Nacional, onde foram recepcionados pelo Deputado Federal Vieira da Cunha (PDT/RS), presidente nacional e líder do partido na Câmara. Logo na chegada os magistrados receberam notícia de que os Senadores votaram em caráter de urgência (em razão da paralisação) o substitutivo ao PLC 3/2010 proposto pelo, à época Senador, Aloizio Mercadante (PT/SP). O texto aprovado permite a criação de um colegiado, composto por três juízes, para os julgamentos que envolvam o crime organizado, a exemplo do “juiz sem rosto” existente na Itália. Os juízes federais comemoraram mais uma vitória em decorrência da paralisação. De acordo com o presidente da Ajufe esta é uma importante conquista para que os magistrados tenham mais segurança no exercício da profissão. “Porém, outras reivindicações constantes no PLC 3/2010, como por exemplo a criação da polícia judiciária, ficaram de fora desta aprovação e vamos continuar lutando por elas agora na Câmara dos Deputados. Queremos que seja discutida também a questão do porte de armas para os agentes que fazem a segurança dos juízes federais que atuam na esfera criminal”, afirmou Wedy. Amanhã, quinta-feira (28), a AJUFE participa de audiência pública, às 9h, na Comissão de Direitos Humanos do Senado para discutir as reivindicações da magistratura federal brasileira. Última atualização em Seg, 02 de Maio de 2011 07:00 | Presidente da Câmara recebe Ajufe e abre diálogo para reajuste do subsídio Qui, 28 de Abril de 2011 05:03 Juliana Russomano  Após o encerramento das palestras pela valorização da magistratura federal, ontem, 27/04, o presidente da Ajufe, Gabriel Wedy, convidou os juízes federais presentes para acompanhá-lo ao Congresso Nacional, onde foram recepcionados pelo Presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, que afirmou que "é preciso dialogar sobre o teto remuneratório e resolver o impasse". Em conversa com o presidente Wedy, Marco Maia disse que “o teto do judiciário precisa ser analisado e tratado de forma clara, aberta e transparente com a sociedade brasileira. Nós sabemos que isso de alguma forma dialoga com o fortalecimento e a valorização da magistratura federal. É um compromisso que eu quero assumir contigo (Wedy), e tenho assumido sempre, que nós vamos conduzir os trabalhos, a discussão e o debate sobre os projetos da magistratura com maior transparência, com a maior boa vontade e sempre dialogando com os interesses maiores da sociedade brasileira e do Poder Judiciário. Eu não tenho dúvida de que a sociedade brasileira quer e espera a valorização da nossa magistratura. Que significa também garantia e a afirmação dos seus direitos, então nós vamos trabalhar nessa direção, neste sentido”. Wedy por sua vez referiu que “é uma satisfação mais uma vez conversarmos sobre o tema, as portas desta Casa sempre estiveram abertas para a magistratura federal na sua presidência, o diálogo está aberto e é constante, construímos juntos, Marco, o teto remuneratório do serviço público há época do Presidente Lula e do então Presidente do STF, Nelson Jobim, o que gerou imensa economia aos cofres públicos nos últimos seis anos e acabou com os salários imorais que existiam no serviço público, nos Três Poderes, inclusive no Judiciário. Hoje tivemos um avanço com a aprovação do colegiado de juízes para julgar o crime organizado e o narcotráfico internacional. Todavia, precisamos aprofundar o diálogo e o debate com o parlamento e a sociedade. Existe a necessidade da criação de uma polícia judiciária e a manutenção da funcionalidade do teto constitucional moralizador que precisa ser atualizado em respeito à Constituição. Estou otimista porque vamos construir juntos esta saída e esta presidência está de parabéns por conduzir de forma democrática assuntos importantes para a sociedade brasileira. Queremos uma justiça rápida, acessível e que não admita a impunidade em benefício do cidadão brasileiro, mas para isso os juízes precisam de direitos e garantias para prestar uma jurisdição independente. Hoje realizamos uma paralisação democrática com a participação de mais de 90% dos juízes federais do país. Não queremos evoluir para uma greve, embora isso seja possível, queremos evitar isso. Vamos juntos encontrar uma solução na base do diálogo". Amanhã, quinta-feira (28), o Presidente da AJUFE e o Presidente da ANPR, Antonio Carlos Bigonha, participam de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado, às 9h. Magistrados federais e procuradores da república vítimas de atentados e ameaçados também serão ouvidos pela Comissão com o acompanhamento das respectivas associações. Última atualização em Qui, 05 de Maio de 2011 06:45 Sai a primeira sentença por crime de uso de informação privilegiada no mercado de capitais Sex, 18 de Fevereiro de 2011 06:09 Virginia
Justiça condena administradores da SadiaInsider trading: Sentença é a primeira do país por crime de uso de informação privilegiada no mercado de capitais.Em uma ponta, a Sadia era chamada de blue. Na outra, a Perdigão foi denominada red. Os nomes foram atribuídos às empresas durante uma reunião na sede do banco ABN Amro Real, no dia 7 de abril de 2006, marcando o início das negociações que culminaram na primeira oferta hostil para a compra de controle de uma companhia no Brasil. O objetivo era garantir a confidencialidade da iminente proposta da Sadia pelas ações da Perdigão, frustrada em 21 de julho do mesmo ano, com a recusa dos acionistas em vender os papéis à concorrente. A tentativa de dificultar a identificação das partes envolvidas foi em vão. Dois meses após o fim das negociações, descobriu-se que três dos executivos envolvidos haviam feito uso das informações privilegiadas a que tiveram acesso em benefício próprio, comprando e vendendo recibos de ações (ADRs) da Perdigão na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse). Na quarta-feira, dois deles foram condenados na primeira instância da Justiça Federal por crime de insider trading. A sentença do juiz substituto Marcelo Costenaro Cavali, da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal em São Paulo, é a primeira decisão judicial que envolve crime por uso de informação privilegiada no mercado de capitais no Brasil. Criado em 2001 com a reforma na Lei das S.A., o crime de insider trading prevê pena de um a cinco anos de reclusão e multa de até três vezes o valor obtido de forma ilícita. Até hoje apenas dois processos penais por insider foram abertos na Justiça - além do caso da Sadia, seis sócios e diretores da Randon, grupo gaúcho formado por empresas de transporte de cargas, são réus em uma ação penal por uso de informação privilegiada na negociação de ações da companhia. O ex-diretor financeiro e de relações com investidores da Sadia Luiz Gonzaga Murat Filho foi condenado a um ano e nove meses de reclusão por crime de insider trading, pena substituída por prestação de serviços à comunidade. Romano Ancelmo Fontana Filho, ex-membro do conselho de administração da Sadia, foi condenado à pena de reclusão de um ano, cinco meses e 15 dias, também substituída por prestação de serviços. Ambos também ficam impedidos de exercer cargos de administrador e conselheiro fiscal de companhias abertas pelo mesmo período da pena imposta. O juiz ainda condenou Murat e Fontana Filho a pagar multas de R$ 349,7 mil e R$ 374,9 mil, respectivamente. O terceiro executivo envolvido nas negociações da oferta hostil da Sadia que negociou ADRs da Perdigão é Alexandre Ponzio de Azevedo, à época superintendente executivo de empréstimos estruturados do ANB. Ele fez um acordo com o Ministério Público Federal e foi excluído da ação penal em troca da prestação de serviços a uma entidade filantrópica por quatro horas semanais durante seis meses e seu comparecimento obrigatório perante o juiz a cada dois meses, durante três anos. Por ter tido participação menor no caso (veja quadro acima), Ponzio de Azevedo garantiu o benefício e, com isso, se mantém sem antecedentes criminais. O processo chegará em breve ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região, já que tanto o Ministério Público Federal quanto os dois executivos condenados vão recorrer da decisão. De acordo com o procurador Rodrigo de Grandis, responsável pelo caso, o Ministério Público recorrerá para aumentar a pena de Murat e Fontana - tanto o tempo de reclusão quanto as multas aplicadas - e pedir que os desembargadores do tribunal revejam a decisão da primeira instância que negou um pedido de indenização por dano moral coletivo. Ainda assim, o procurador elogia a decisão, segundo ele, muito bem fundamentada. É uma sentença histórica do ponto de vista do crime financeiro, diz. Os advogados de Murat e Fontana - os criminalistas Celso Vilardi e Eduardo Reale, respectivamente - também vão recorrer ao TRF. A sentença foi técnica, mas partiu de uma premissa falha, diz Reale, que acredita na reforma da condenação de Fontana no tribunal. A condenação é absolutamente improcedente, afirma Vilardi, que diz ter certeza absoluta que o TRF vai alterar a decisão contra Murat. No processo, os dois executivos admitem que negociaram ADRs da Perdigão, mas contestam a relevância das informações que detinham no momento em que isso ocorreu - a lei diz que é crime de insider utilizar informação relevante ainda não divulgada ao mercado. O cerne do debate é se uma reunião como a realizada entre a Sadia e o ABN, em que se discute uma ideia ainda incipiente de compra do controle de um concorrente, pode ser considerada relevante a ponto de influir na cotação das ações de uma companhia. Fonte: Valor Econômico
Última atualização em Seg, 21 de Fevereiro de 2011 08:43 |